Google+

Facebook Timeline: em busca da fidelidade, por Daniel Angione

By Gabriel Ishida , In , , ,

E mais uma vez uma rede social – no caso o Facebook, que explodiu no Brasil no começo de 2010, apesar de já ter seu sucesso estabelecido no exterior – causa borbulho na comunidade online ao trazer uma inovação de sua interface. Estou falando da nova maneira com que os perfis dos usuários são dispostos e organizados, a Timeline (ou Linha do Tempo).

A idéia da Timeline é deixar de lado o modelo que, até então, era padrão entre as redes e visava organizar os perfis por preferências e prioridades de cada usuário, optando agora por uma organização cronológica e baseada em acontecimentos. Para muitos, como sempre, essas mudanças são mal recebidas e motivo de protestos e reclamações mas, ao meu ver, o Facebook está dando um passo adiante no que tem se tornado o verdadeiro motor das “guerras” entre comunidades virtuais: a fidelidade.

Recentemente, li o livro Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman, e não posso negar que talvez a reflexão sobre o mesmo seja influência na forma de pensar sobre a Timeline, a qual fui convidado a experimentar há alguns meses e já passei pela fase de aceitação, estando agora – na verdade – gostando muito.

No livro, Bauman discorre sobre vários temas, mas culmina num ponto que é a liquefação da sociedade. Entre os aspectos citados, é muito interessante a forma com que ele analisa a leveza de todos os valores que predominam hoje em dia e são, em grande parte, formadores dessa sociedade que estamos acostumados, onde tudo é rápido e instantâneo: o que para alguns é apelidado de “modinha” acaba, na verdade, revelando-se como um fator social que demonstra o qual voláteis nossos hábitos e tendências se tornaram.

E é por isso que retorno à fidelidade. O Facebook percebeu essa realidade vigente e compreendeu que, hoje em dia, para se formar laços concretos, é necessário mais do que competência e materialidade: é necessário apelar para o que há de mais intrínseco: sentimentalismo. Ao meu ver, desconsiderando toda a visão comercial da publicidade direcionada (que é, afinal, o que sustenta o Facebook e grande parte da internet), a grande jogada da Timeline é a criação de uma sensação de preservação histórica de nossas vidas, e essa preservação gerará afeto das pessoas para com seus perfis. Esse afeto garantirá, no final, a tão desejada fidelidade.

Pensando nos ex-usuários de Orkut, tente lembrar-se o quão fácil foi (para grande maioria que já o fez) livrar-se dele. Nada que salvar algumas fotos e, no máximo, copiar e guardar alguns depoimentos que já não desse conta do trabalho. Não existiam laços, não existia um afeto. As pessoas não usavam o Orkut porque ele era o que importava. Elas usavam o Orkut como meio para chegar ao que importava: as relações humanas, o sentimento, as memórias.

A Timeline visa preencher esse espaço e se diferenciar dessa ocorrência natural de praticamente todos os meios: serem, de fato, apenas meios. Permitindo ao usuário registrar sua vida, suas lembranças, nascimentos de filhos (que posteriormente serão “conectados” à sua Timeline, formando uma grande rede no futuro) e outros eventos da vida e do cotidiano, ela criará uma relação afetiva que garantirá, no futuro, a preservação e manutenção do que é, até hoje, o maior exemplo de sucesso no universo das redes sociais. Será difícil abandonar sua história, registrada e ornamentada com fotos destacadas, perfeitamente catalogada por ano e com direito à “links” e outros recursos para cruzar a com a de outros milhões de usuários, como um grande álbum de sua vida mas que não pesa e tem a garantia de estar lá, online e preservado para seu bel-prazer.

Digo isso não como alguém que tenta prever o imprevisível e dinâmico futuro da internet, mas como alguém que provavelmente já está sendo acolhido por essa nova perspectiva. Há alguns meses, ao criar o evento de falecimento de um cão que foi muito querido e ver como o Facebook o homenageou e “registrou para sempre” em meu histórico, já foi o suficiente para garantir, ao menos, a minha fidelidade.


Espere o dia em que todas as pessoas começarem a sentir isso e preencherem suas histórias. O Facebook está mudando mais do que sua interface. Ele está mudando seu propósito: não quer mais ser apenas um meio.





Sobre o autor: Daniel Angione é estudante de Comunicação Social - Midialogia na Universidade Estadual de Campinas.

Transmedia Storytelling: Narrativa Lacunar, Identificação e Intensificador

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Eu e o Fernando Collaço apresentamos um painel no I Fórum Transmídia na ESPM-SP contendo análises de cases de Transmedia Storytelling. Os resultados estão na apresentação, no final desse post, mas gostaríamos de comentar um pouco a metodologia que adotamos. Também incluímos a análise dos quatro cases escolhidos.


Frase de resumo:
"Identificamos, nos cases de Transmedia Storytelling, a presença de uma narrativa moldável/lacunar que estimule/possibilite a identificação do espectador, potencializada por recursos e aparatos estilísticos que funcionam como intensificadores dessa identificação e possibilitam a entrada relevante de outras mídias no universo narrativo"


Narrativa Lacunar

Por mais cronológicas que essas narrativas sejam, as inserções de lacunas e a moldabilidade da narrativa possibilitam a exploração dessas "brechas" para a criação de histórias em outras mídias e também o envolvimento e engajamento do público com o universo narrativo. Uma boa forma de criar esses "ganchos moldáveis" é o recurso do suspense e curiosidade: as lacunas se formam a partir da necessidade de responder questões que surgem na narrativa.
Além disso, essa plasticidade permite uma atemporalidade na experiência do espectador e uma exploração horizontal do universo construído.

Identificação

A identificação dos espectadores com a narrativa é primordial para o sucesso de qualquer história. O recurso de roteiro mais utilizado para fazer uso disso é a criação de personagens complexos e cativantes, em que o público se projete/identifique com eles e fique imerso no universo.

Intensificadores

Para que a identificação seja potencializada e envolva totalmente o espectador, o projeto transmídia pode utilizar recursos e aparatos estilísticos/narrativos para intensificar a experiência. O intensificador não é uma mídia especificamente, mas sim uma estratégia que o projeto transmídia pode adotar para permear o conteúdo das outras mídias.
Exemplos de intensificadores: utilização de estética subjetiva, tom confessional (discurso em frente à câmera, blogs/perfis de personagens, etc.), estímulo ao engajamento (Alternate Reality Game - ARG, etc.), exploração histórica do universo (acontecimentos antes e depois da história principal), etc.

Abaixo os slides da apresentação.

Post pessoal - Como aproveitar melhor seu tempo

By Gabriel Ishida , In , ,

A minha querida Lilian, há pouco tempo atrás, perguntou-me algo que eu sempre fui questionado, mas nunca tinha dado muita atenção: como você aproveita seu tempo? As pessoas que convivem comigo perguntam a mesma coisa. Elas fazem isso porque acreditam que eu leio muita coisa sobre minha área profissional, sobre coisas variadas e, ao mesmo tempo, ainda demonstro que tenho uma vida pessoal "saudável". Eu parei para pensar porque as pessoas pensam nisso e, principalmente, se faço algo que talvez ajude (ou passe essa impressão). Sendo assim, listei algumas coisas que eu acredito que podem ser dicas ou que podem simplesmente ser achismos.



1 - Configure seu browser para abrir as abas com seus sites e redes sociais.

Começarei com a parte de leitura. Tanto no laptop empresarial quanto no meu pessoal, eu configurei meu browser para abrir as seguintes abas: meu email, Facebook, Google Reader, Linkedin e Google+. Utilizo o Twitter com o Tweetdeck. Perceba que são todas fontes de informação. Eu acredito que criei um hábito de consumo justamente por configurar dessa forma. Abrindo a aba, eu já visualizo o que tem de novidade para ler. Para criar esse hábito, eu acho que faz uma enorme diferença já ter o site aberto para você ler do que abrir uma aba, digitar a URL e fazer o login.

2 - Escolha bem suas fontes de informação, sejam pessoas ou sites.

Basicamente, o que mais uso para me informar é o Google Reader, Twitter e o Facebook, nessa ordem. Google Reader é um agregador de RSS, ou seja, eu leio diversos blogs/sites nele. Isso é muito prático. Eu não preciso ficar entrando em cada um dos meus 47 sites cadastrados para saber o que tem de novo. Acho que o único site que leio sem ser no Google Reader é o Globo.com. E, na maioria das vezes, entro mais para ver se encontro notícias diferentes das que eu já li no Reader.
No Twitter, com exceção dos meus amigos, eu busco seguir perfis que postem conteúdo que me mantenha informado. Eu acompanho tudo que postam por conta do recurso de pop-up do Tweetdeck: cada tweet novo, o aplicativo abre um pop-up pequeno no canto da tela. Assim, eu não preciso parar completamente o que estou fazendo para ver se me interessa aquilo que twittaram. Já o Facebook, eu uso mais para ver coisas variadas, desde besteira até artigos políticos.
O ponto aqui é que eu busco escolher as fontes que eu acredito que vão me deixar mais informado em todos os aspectos. Os 47 sites do Google Reader são os sites que eu acho que atingem esse objetivo. Entretanto, é necessário, como eu já disse lá em cima, criar o hábito de ler tudo (ou pelo menos a maioria) que postam. Se você ver que não está dando conta, faça uma peneira e diminua o volume de sites escolhidos. O mesmo vale para o Twitter em relação aos perfis que você segue.

3 - Seja multitask. Utilize o CTRL + Tab com mais frequência. Consuma informação de várias fontes ao mesmo tempo, mas dê uma atenção maior a uma.

Isso é complicado, eu sei. Mas, pelo menos no meu caso, poupa-se muito tempo se você não se focar apenas em uma tarefa. Por exemplo, nesse momento, enquanto escrevo esse post, eu estou escutando uma música que me indicaram no Youtube, compartilhando uma imagem no Facebook, terminando de responder um email de rápida resposta, dando uma folheada numa revista e conversando com três pessoas no MSN. É muita coisa? Dá para fazer tudo direito? Veja: meu foco principal está na produção do post. A música do Youtube ganha minha atenção quando fico disperso. A imagem no Facebook é de rápida absorção e, com dois cliques, eu compartilho. O email é mais rápido ainda. A folheada na revista vai servir para que, quando eu for realmente lê-la, eu já saiba o que me interessou. E as pessoas no meu MSN não precisam que eu respondo imediatamente.
Outro exemplo: sempre que vou ouvir algum podcast ou algo que apenas o áudio interessa, eu busco ler o que está se passando no meu Google Reader. Nesse caso, eu dou uma olhada rápida e vejo quais conteúdos é de fácil absorção (geralmente são notícias curtas). Os posts grandes eu deixo para ler com mais atenção depois, pois a atenção principal está no podcast.
Outra coisa que ajuda nesse aspecto é utilizar duas telas. Ter dois monitores facilita muito para você consumir várias coisas ao mesmo tempo. Eu mesmo não uso, mas sempre que tenho acesso, eu sinto uma diferença enorme.

4 - Leia apenas os títulos e as chamadas. Aprofunde apenas no que você se interessa.

Isso ajuda bastante no aspecto multitasker. Tanto no Google Reader quanto no Twitter e no Facebook, eu só vou ler o conteúdo integral se o título (=chamada) do post me interessa. Na maioria das vezes, o próprio título já é o suficiente ou o conteúdo é curto e de fácil absorção. Faço isso porque, ao aprofundar no conteúdo, eu preciso dar uma atenção maior naquilo, já que é o que me interessou.

Um paralelo com o tempo gasto com coisas desinteressantes, interessantes e...sonhando acordado

5 - Durma bem. Busque ficar sem sono, ela atrapalha a atenção e a proatividade.

É banal, é fato. No meu caso, quando estou com sono, eu não consigo me concentrar direito para nada e tarefa que eu faço em dez minutos, eu faço em uma hora. Isso porque o sono vira em algo que divide minha atenção. Para resolver isso, ou eu tomo muito café e/ou Coca-Cola para me deixar atento ou, algo mais saudável, tenho uma boa noite de sono. Quem me conhece, sabe que, para eu ficar bem, eu preciso dormir, no mínimo, oito horas. Se tenho uma noite assim, eu fico mais ligado em tudo, principalmente para consumir informação. Além disso, não deixa eu perder o ritmo, principalmente o multitask.

Tentei mapear o que eu costumo fazer, mas devem ter mais coisas que eu não notei. Talvez o grande "truque" seja realmente ganhar o hábito, porque eu faço tudo isso de forma natural. Enfim, estou disponível para ajudar com o que eu vivencio, só me mandar email ou me mandar recado no Twitter.

Crowdsourcing, compartilhamento e o caso Giants Brasil

By Gabriel Ishida , In , , , , ,

O post de hoje foi produzido pelo meu amigo Renato Lazzarini e achei bem interessante como o crowdsourcing ajudou na consolidação do seu site sobre o Giants. Segue o artigo.
---
Durante toda a história da humanidade, para criar algo e a difundir para uma grande multidão de pessoas, elas teriam que estar juntas no mesmo lugar. E, de repente, com a internet nós somos capazes de criar uma multidão virtual. E o que acontece se todas essas pessoas agirem de forma mútua para um específico objetivo? Pessoas com o mesmo interesse, para divulgar suas paixões, seus hobbies, sua arte... Esse comportamento ocasionou mudanças na maneira de viver e ver  o mundo. Hoje, com um planejamento eficaz e o uso de uma estratégia, que antes era marginalizada e hoje em dia está mudando a realidade do mundo, tudo ficou ainda mais fácil.


E o que seria isso? Crowdsourcing. Esse conceito foi dito por Jeff Howe em 2006, quando publicou um artigo na revista Wired intitulado: "The Rise of Crowdsourcing" - onde o mesmo traduziu esse conceito para algo como: "É o ato de pegar um trabalho tradicionalmente designado à um empregado e externá-lo para um grupo indefinido (e geralmente grande) de pessoas, através de uma chamada aberta, geralmente pela internet". Pois, para ele, nada se compara a inteligência colaborativa em massa para divulgar uma ação. Um exemplo que todos nós conhecemos? Wikipedia. Outro exemplo? Linux.


Existe o lado perigoso do crowdsoucing. Exemplos banais? Em alguns sites podemos encontrar que David Beckham foi um goleiro chinês no século XVIII. E Richard Gere aparece na nota de 10U$ Australiana vestido de mulher. Ou seja, essa contribuição coletiva e sem censuras pode, às vezes, ao invés de ajudar, atrapalhar.  Mas isso estamos cansados de saber e a grande maioria das pessoas que navega na internet consegue entender que nem tudo é confiável.

Mas o tema aqui é como podemos usar essa estratégia para melhorar nosso negócio. O que faremos? Usarei o que aconteceu comigo e meu site Giants Brasil para exemplificar.


1. Construímos uma comunidade de pessoas com os mesmos interesses.
Encontrei pessoas que, assim como eu, tinham interesse em disseminar a paixão pelo futebol americano e traduzir notícias (que até então só tinham em inglês) para o português, além de discutir e bater um papo sobre o esporte.

2. Damos a essa comunidade uma plataforma na internet.
No primeiro momento, criei um blog (na época no blogspot), algo bem simples, onde as pessoas que tinham o mesmo objetivo conseguissem se encontrar e conversar. Nessa fase, já começa haver um certo compartilhamento do conteúdo, pois, assim como eu, as pessoas também querem conseguir mais pessoas para conversar e ter novas opiniões.

3. Administramos e criamos um marketing para essa comunidade, afim de ser compartilhada.
Com o passar do tempo, percebemos que a comunidade havia crescido bastante, porém chegou um momento em que ela estagnou. Solução? Vamos criar novas plataformas onde as informações podem ser compartilhadas de modo fácil e rápido. Com isso, criamos um novo layout, passamos a ser um site (www.GiantsBrasil.com.br), fizemos um Twitter e um Facebook.

4. Adquirimos um grande número de seguidores, que conseguirão novos seguidores e assim segue.
Hoje em dia, 60% de nossos acessos são acessos diretos (25% de redes sociais e o resto fica entre sistemas de busca e parceiros), onde essa grande porcentagem foi conquistada pelas ações de crowdsourcing no Twitter e Faceebok. Todas as notícias postadas no site são compartilhadas nas outras redes sociais. Criamos imagens, vídeos e notícias com o nosso logotipo e endereço do site embutidos neles, onde as pessoas (seja pela paixão ao esporte, interesse ou crítica) compartilham em suas respectivas páginas, criando uma divulgação espontânea para o site.




Com isso, o site cria um laço muito forte com seu público, que é chamado de "parceiros em potencial". Pois o público, que antes era receptor passivo das notícias que eu postava no blog, tornou-se ferramenta essencial para a criação, melhoria e divulgação. Agora os leitores podem não só ler as notícias, mas participar ativamente em: criações de idéias, sugestões, críticas e muito mais. Eles são, ao mesmo tempo: leitores, consumidores, publicitários, analistas de satisfação/qualidade e criadores de novos produtos através de interesses que surgirão com o diálogo entre consumidor (leitor) e produtor (administrador do site).

Claro que as redes sociais, que é uma arma poderosíssima para as empresas, tem que ser usadas de maneira correta. O planejamento tem que interligar, conectar todas as redes possíveis de modo que, ao mesmo tempo, elas tenham identidade própria. Se uma pessoa ver a ação no Twitter somente, entenderá o que está sendo passado.

Não podemos deixá-las totalmente independentes uma da outra, pois nem todas as pessoas (mesmo acreditando que seja muito pouco) possuem todas essas plataformas para participar. Criando esse tipo de conexão entre elas, o seu resultado será positivo. Se você conseguir que ela compartilhe em uma dessas redes, cria-se a possibilidade de reverberação do conteúdo nas redes de amigos dos leitores. 

Para que aconteça isso, você tem que fazer a pessoa sentir prazer de ver/ler/comprar/participar daquilo, caso contrário não será recíproco. Um exemplo para deixar claro:

Modo Incorreto: @giantsbrasil: Acesse o nosso site. (Quem ler isso vai pensar em compartilhar? Claro que não. Claro, que há exceções. Se a pessoa que leu isso for pai, irmão ou um amigo próximo pode até ser que compartilhe por compaixão, mas os demais: não.)
Modo Correto: @giantsbrasil: Notícias. Promoções. Entrevistas. Tudo isso e muito mais em GiantsBrasil.com.br - Você tá com a gente nessa?! WE ARE THE BIG BLUE! (Nesse exemplo, por causa das 'possibilidades' e 'opções' encontradas no site, junto com o grito de guerra, impulsiona a paixão e interesse das pessoas, que vão acabar compartilhando para descobrir ou criar pessoas para esse objetivo em comum)

Por isso que, hoje em dia, está crescendo o número de pessoas especializadas em monitoramento e análise de social media, objetivando entender como extrair o máximo desse recurso. Deve-se lembrar que o o uso do crowdsourcing não é exclusivo para ações de publicidade. Ele também está sendo usado para outros tipos de criações, como é o caso da produção do videoclipe da banda The Vaccines (video abaixo, onde pegaram fotos de seus fans durante shows e fizeram o clipe) e também para ações como doações, denúncias e até mesmo revoluções sociais em certos países. 




Crowdsourcing deixa claro que as pessoas são capazes de se organizar de forma produtiva sem precisar de grandes empresas ou corporações. Se você ainda não faz uso dessa estratégia para seu negócio, site ou comunidade, experimente usar. Os resultados serão positivos em um curto espaço de tempo, trazendo uma nova visão e um novo caminho.


Sobre o autor: Renato Lazzarini é fotógrafo, editor de vídeos, profissional de social media, proprietário do site GiantsBrasil.com.br e colunista do site GKBR.com.br.

Sobre Videos On Demand e McLuhan

By Fernando Collaço , In , , , , ,

Mais do que nunca, a famosa assertiva “o meio é a mensagem”, proferida por McLuhan nos idos dos anos 80, mostra-se viva. Curiosamente, esse post nasce de uma reportagem presente no caderno especial do periódico Meio & Mensagem, assinada por Sandra Regina da Silva. A afirmação de McLuhan, simplificando ao máximo sua complexibilidade, poderia ser compreendida como um convite para se pensar o meio, através do qual a mensagem é veiculada, como um indicador para a confecção da mesma, além de desenhar um entorno sócio-econômico mais ou menos específico para a recepção do conteúdo.

O que procuro trazer hoje é o crescimento apontado pela reportagem citada para uma prática não tão nova, mas de certa forma, recente: a dos videos on demand, ou apenas VOD. Essa forma de consumo de conteúdo tem se configurado como a mais nova tendência da comunicação (e mais do que isso, acredito em uma evolução natural do pensamento sobre o uso do meio e seu potencial). Muitas empresas tem apostado suas fichas na complementação de seus serviços através do conteúdo sob demanda, ou seja, de diferentes modos, o usuário pode escolher um determinado conteúdo oferecido e, mesmo sem ter necessariamente que fazer um download pode ter acesso ao mesmo, podendo consumí-lo da forma e no suporte que melhor lhe convir, dentro de determinadas restrições técnicas. Por exemplo, poderíamos ir à locadora virtual de um filme e assistí-lo em um iPad, pausando-o para tomar um espresso na livraria onde se está.


Entretanto, a principal pergunta atualmente é: há, de fato, uma demanda? Esta pode ser respondida pelo Portal Terra, um dos pioneiros na forma de se pensar o VOD, que viu no decorrer dos quase 10 anos de oferecimento desse material diverso um crescimento exponencial na procura. A virada na forma de atuar veio na compreensão de que, mais do que oferecer informações como um portal de conteúdo, seus produtos, como shows, debates, palestras, eventos e outros, são grandes royalties. Como diz Pedro Rolla, diretor de mídia do portal: “queremos estar onde nosso usuário está e acostumá-lo a novos modelos de consumo”.

O uso desse recurso cresce de maneira acentuada quanto mais jovem se torna o consumidor e, se pensarmos nas tão rotuladas gerações-alfabeto que surgem, quem melhor do que eles, ávidos consumidores de novas tecnologias, para sustentar a base que poderá ser a mais corriqueira situação do nosso dia-a-dia? Gerações mais novas estão demonstrando que querem conteúdo e estão dispostos a pagar por isso, seja na locação de um filme on demand através de um site, seja na compra e visualização no tempo que quiser de um documentário na TV por assinatura (vide a Sky, maior vendedora desse tipo de conteúdo na América Latina) ou no consumo de uma música em seus mais novos portáteis. Nisso, todos ganham, produtores (porque não pensar nas possibilidades da integração da PL116 com essas novas formas de consumo?) e consumidores (mais oferta de produtos e uma busca mais segmentada). No Brasil, ainda há de se se considerar o seu mercado ávido pelo consumo de novas mídias e redes sociais em geral: mais de 210 milhões de celulares em território nacional, como um potencial consumidor também de conteúdo.

Talvez seja também um caminho para a constante pirataria nos downloads de séries e programas: por que não oferecer o conteúdo que está caindo na rede de uma forma institucionalizada, podendo cobrar um valor simbólico pelo oferecimento de uma qualidade de imagens e sons que não prejudiquem os anseios artísticos e econômicos?

O modo de consumo, a necessidade crescente de pensar uma forma para o conteúdo on demand a ser produzido e as modificações em nosso cotidiano na forma com que nos relacionamos levam a convergência dos meios a um patamar altissimo e, ao meu ver, fazem com que McLuhan esteja mais vivo que nunca e, se vivo, com certeza estaria com seu portátil, consumindo um video on demand, enquanto se desloca de metrô por um grande centro urbano.

* post baseado na reportagem "A revolução do conteúdo chega à TV", de Sandra Regina da Silva, presente no Caderno Especial TV por assinatura do Jornal Meio & Mensagem de 8 de Agosto de 2011.

Paradoxo do Aniversário e a individualização de um grupo

By Gabriel Ishida , In , , , , , ,

Estou lendo o livro "Here Comes Everybody", de Clay Shirky (autor já citado aqui no blog) e uma das idéias que achei muito bacana no livro foi sobre a teoria do "Paradoxo do Aniversário".


Essa teoria diz que, num grupo de 23 ou mais pessoas, a chance de duas pessoas fazerem aniversário no mesmo dia é de mais de 50%. Se for acima de 57 pessoas, a probabilidade aumenta para 99%. O paradoxo reside no fato de que se uma pessoa apostar com você que, em um grupo de 23 pessoas, duas pessoas não fazem aniversário no mesmo dia, você, sem pestanejar, não apostaria com ela. Mas, pela matemática envolvida, as chances são maiores para que você se dê bem.

Isso acontece porque tendemos a enxergar um grupo como um indivíduo. Nós "individualizamos" um grupo, tornando como algo definido, uma massa homogênea. Isso obviamente está errado. Um grupo é dinâmico, composto de diversas pessoas, conectados por nós e conexões. Um grupo não é a soma de indivíduos: é uma síntese, ou seja, forma algo novo, muitas vezes inesperado. A Wikipedia está aí para exemplificar. Quem diria, há dez anos atrás, que uma enciclopédia, sem fins lucrativos e baseado no crowdsourcing, seria um sucesso?

Com a ascensão das redes sociais e da inteligência coletiva, estamos começando a criar a cultura de "não-individualizar" os grupos e enxergar o poder coletivo. Já é um grande passo. Mas, enquanto persistirem as idéias de audiência massiva homogênea, de enxergar os grandes volumes e esquecer da "cauda longa", de reviver a "agulha hipodérmica", ficará mais difícil criar essa nova visão.

Abaixo, destaco algumas referências sobre o livro de Clay Shirky:

- um verbete na Wikipedia falando dos principais pontos do livro.
- um comentário bem interessante da Escola de Redes sobre o livro.

Dia nacional do designer! Parabéns!

By Marcos Singulano , In , , , , ,

Hoje, dia 05/11 é o dia nacional do designer!

Agora, você sabe porque foi escolhida essa data? Porque é o aniversário de um dos mais importantes designers brasileiros: Aloísio Magalhães.

Aloísio Magalhães, nasceu no Recife em 1927, é considerado um dos mais importantes designers gráficos brasileiros do século XX e foi responsável pela fundação da primeira escola superior de design no Brasil, a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro. Além disso, foi
secretário geral do Ministério da Educação e da Cultura (MEC) e diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Para saber um pouco mais sobre o trabalho de Aloísio, recomendo o artigo de Eduardo Camillo K. Ferreira que está disponível no site da revista Leaf,  
Dia do Designer - Aloísio Magalhães.

Por isso, parabéns designers, parabéns Aloísio!

Social TV e consumo integrado das mídias

By Gabriel Ishida , In , , ,

Pesquisei bastante sobre esse assunto e juntei um material bem bacana contendo pesquisas e análises sobre Social TV e, principalmente, a convergência do consumo dos meios.


Abaixo tem uma compilação dos principais dados e aqui você pode baixar uma pesquisa do Ibope, realizada em Setembro/2011, sobre Social TV.
Social TV e Consumo Integrado das Mídias
View more presentations from Gabriel Ishida

UPDATE: Abaixo tem uma palestra do Clay Shirky falando sobre convergência dos meios. Recomendadíssimo!


Você gosta do que faz?

By Marcos Singulano , In , , , , ,



Já parou pra pensar nisso? Se você gosta do seu trabalho?
É interessante pensar nisso. No meu caso, desde adolescente eu sabia que trabalharia com algo relacionado a criação.
Dependendo pra quem você conta, você escuta o clássico "ah, mas isso não dá dinheiro" ou "ah, não tem campo de trabalho pra isso no Brasil".

Quem disse que não?

Talvez, você leitor não concorde, mas eu acredito cegamente que se você AMA o que faz, dá dinheiro sim! se você AMA o que faz, há campo de trabalho no Brasil sim! E porque? Pelo simples fato de que você corre atrás e faz o que é necessário para poder exercer e trabalhar na profissão que gosta. Não importa se você é médico, engenheiro, ator ou músico! 

Tenho pensado nisso muito ultimamente. E consigo falar com toda sinceridade que eu amo o que faço e não trocaria por nada. Temos conversado sobre isso bastante na agência onde trabalho, por isso que resolvi escrever esse post. Alguns acham que estão no lugar errado, outros como eu, têm certeza de que estão no lugar certo.

No caso de recém-formados como eu (que farei 2 anos de formado no fim deste ano), o assustador é que nem sempre conseguimos o emprego ideal logo de cara quando saímos da faculdade e percebemos que na realidade o mercado de trabalho é um pouco mais difícil e competitivo do que escutamos dentro da universidade, independentemente de qual faculdade você tenha feito (ou está fazendo).

Por isso ficamos frustrados com o tratamento que recebemos ou mesmo o salário que não é nem de estagiário, nem de alguém que já está inserido no mercado. E isso nos leva a pensar: será que eu não deveria estar fazendo outra coisa?

Se você está fazendo o que gosta, não desista. Se onde trabalha, você não vê a hora passar e quando se dá conta a semana já acabou. Fique tranqüilo! Você está no caminho certo, mesmo que talvez haja alguns obstáculos.

Mas se seu primeiro emprego não for o emprego do sonhos lembre-se sempre de que ele não vai ser o seu último emprego. Como quase tudo que fazemos, há dias ruins, dias excelentes, dias que não rendem absolutamente nada, dias que você tem vontade de matar seu colega de trabalho, dias de rir, dias de ficar sério. Mas é assim mesmo, e garanto que se você estiver fazendo o que ama, com certeza vai ficar muito mais fácil.

Sei que parece um texto um pouco romântico demais ou talvez de auto-ajuda, mas eu passei por algumas experiências muito ruins e muito boas nesses quase 2 anos de formado e decidi compartilhar um pouco do que aprendi com vocês.

Espero que tenham gostado. Até semana que vem! 

Comentários sobre o #interCon2011

By Marcos Singulano , In , , ,


No último sábado (22) participei do iMasters Intercon 2011 em São Paulo. Falou-se muito sobre aplicativos, redes sociais e experiência do usuário (ou UX, se preferir). Depois do evento, alguns pensamentos me vieram a cabeça e que acabaram se transformando nesse post.

Como designer gráfico e ilustrador ocasional, acabei criando um certo ciúme dos meus trabalhos (que acredito ser normal nesta profissão). Na verdade, isso começou mais forte quando em uma entrevista de emprego, fiz um teste que depois acabou sendo usado pela empresa e eu fiquei sem a vaga. Desde então fico muito relutante ao postar e compartilhar coisas na web com medo de que outras pessoas roubem e utilizem em benefício próprio.

Agora, se formos pensar em toda a idéia de, por exemplo, aplicativos e programas open source, ou ainda mais longe, open hardware (ou open source hardware). O que está por trás disso? A palavra que vem a minha cabeça é compartilhamento.

Talvez isso não tenha muito a ver com o que foi dito ontem no Intercon 2011, mas porque fazemos uma peça de design gráfico, um website ou um aplicativo para web? Para atingir e impactar pessoas de maneira positiva, ou sempre que possível, facilitar a vida de outros!

Então, fiquei pensando porque eu vou guardar algo no fundo da gaveta se alguém pode pegar o que fiz e melhorar para que o produto (ou resultado) final seja ainda melhor e maior?

Voltamos então ao open source e open hardware que falei um pouco acima.

Porque alguém faria algo, por exemplo como o Arduino? Que é um hardware open source que você pode baixar, montar e modificar da maneira que quiser?

Ao longo das discussões no evento, essas perguntas ficaram martelando na minha cabeça até uma das falas dos palestrantes me deu praticamente um tapa na cara: "daqui alguns anos, seus filhos e netos poderão construir os próprios computadores!"

E sinceramente não é uma idéia tão absurda e nem está tão longe assim quanto parece, e isso vai ser possível através do compartilhamento e da interação de ideias.

Essa é a resposta. Muito provavelmente há alguma ideia no mundo igual ou próxima a uma que você tenha. Isso é, na minha opinião, praticamente inevitável. Agora, imagine a possibilidade de juntar forças com uma pessoa que tenha uma ideia parecida com a sua para construir algo tão inovador que pode facilitar desenvolver e impactar ainda mais a vida das pessoas no futuro!  

Por isso que na minha opinião, "compartilhamento" é uma palavra chave para esse momento que estamos vivendo, por isso todos, na medida do possível, devemos praticá-lo, e com certeza o design, a web e melhor ainda a comunicação só têm a ganhar com isso!

E por hoje é isso. Espero que tenham gostado! Até o próximo post!

Facebook e a sua lógica do compartilhamento

By Gabriel Ishida , In , , ,

O lançamento das novas métricas no Facebook Insights, ao meu ver, consolidaram o que muitos já suspeitavam: o Facebook se foca em compartilhamento e disseminação. As últimas estratégias, que eram a diversificação/ampliação da função do botão "Curtir" e o "Facebook Timeline", possibilitaram novas fontes de disseminação de um conteúdo gerado, postado ou direcionado para o Facebook.


As novas métricas principais sob esse ponto de vista são "Amigos de fãs", "Estão falando sobre isso" e "Viralidade". A primeira é consequência direta da necessidade de saber o potencial do cruzamento entre as métricas "Fãs" e "Alcance" (=usuários impactados). A questão era: será que o aumento de fãs em minha página possibilita um alcance maior? A resposta obviamente era sim, mas faltava uma métrica que pudesse dar uma noção de quão maior seria esse aumento.

A mais interessante, na minha opinião, é a métrica "Estão falando sobre isso". Ela significa a diversificação da visão de que "o Curtir é o sinal máximo de engajamento do usuário". Agora, o Facebook também dá importância às citações da página. Não apenas a página em si, mas também seus posts. Um paralelo que faço aqui é com as mentions do Twitter: citar e fazer link da página é tão importante para abrangência quanto o ato de dar "Curtir". Aqui também vale um cruzamento entre essa métrica com o volume de fãs: será que o aumento de fãs significa mais citações à página? Será que os novos fãs obtidos se interessam pelo conteúdo a ponto de compartilhar? Ou será que os novos fãs se interessam por outro aspecto, por isso não compartilham o conteúdo? Observando as duas métricas conseguimos ter uma noção de resposta para todas essas questões.

A terceira métrica, "Viralidade", é a divisão entre o "Alcance" sobre o "Estão falando sobre isso". Basicamente, quão atraente é o conteúdo do post para a audiência impactada, a ponto de ser compartilhado? Essa pergunta é bem pertinente para quando a página é trabalhada sob o ponto de vista de oferecer conteúdo para ser disseminado. Sinceramente, não acho o nome adequado, mas a métrica é importante. Cruzada com o "Amigos de fãs", podemos saber traçar e acompanhar crescimento na disseminação do conteúdo e da página.

Todas as novas métricas servem para dar algum sinal para a eterna questão do ROI em Social Media. O questionamento começa a ser: ok, eu investi X reais para uma estratégia em Facebook, ganhei Y% nos principais KPIs e minha marca está mais disseminada na rede. Mas, durante esse período, qual o aumento de vendas que consegui a mais que o período anterior? Essa pergunta tem diversas variáveis para serem respondidas, mas as novas métricas talvez possam ajudar a encontrar as respostas.

Referências do post: Midia8! e MestreSEO

Três previsões sobre Transmedia Storytelling no novo Facebook

By Gabriel Ishida , In , , , , , ,

Flourish Flink, uma das "alquemistas" do The Alchemists, lançou um post recentemente contando três previsões sobre Transmedia Storytelling no novo Facebook. Irei fazer uma pequena tradução do post, colocando comentários pessoais.

Flourish Klink

O primeiro ponto é que a forma de compartilhar e viralizar conteúdo vai mudar. Para Klink, haverá uma mudança, no sentido de que o compartilhamento de conteúdo parecerá algo natural para o público, ou seja, se antes havia um certo receio por spams, agora o compartilhamento estará apropriado no cotidiano das pessoas. Isso também deve ser pensado nesse novo cenário dos filtros (ou Circles, do Google+) em que o conteúdo não precisará ser direcionado para toda sua rede, e sim para grupos específicos e montados pelo próprio emissor. Convenhamos que, se eu recebo um conteúdo e vejo que o recebi pois estou em um determinado grupo criado pelo emissor, é bem diferente se esse tivesse mandado para todo mundo.

O segundo ponto é que vai ficar mais difícil criar uma ilusão de realidade. Já era difícil criar perfis para personagens fictícios no Facebook. Agora, com a entrada da Timeline, ficará pior ainda (e quase impossível) criar algo convincente, pois agora o personagem precisa ser planejado em termos históricos e, principalmente, saber contar a história do personagem. Realmente, o recurso Timeline pode oferecer um enriquecimento para o Transmedia Storytelling de forma imensurável, mas é um trabalho árduo e tem que ser bem feito, para não gerar frustrações.

O último ponto é o surgimento do "Lifestyle Transmedia". O Transmedia Storytelling será visto em todo lugar: nas roupas, nos dispositivos móveis e outdoors, nas músicas, enfim, em toda plataforma de mídia. E isso contribuirá para criar uma imersão transmídia, resultando em um cotidiano com referências transmídias. Novamente a Timeline pode contribuir para esse lifestyle, tornando-se um recurso para campanhas que visam esse novo comportamento.

A autora termina o post lembrando que os recursos contribuirão para contar melhores histórias e eu acredito que, finalmente, presenciaremos a construção de uma rede de histórias, não apenas de pessoas.

Post original: The Alchemists Blog

Oficina de Transmedia Storytelling

By Gabriel Ishida , In , , ,

Dia 28 de setembro, no Festival do Instituto de Artes (FEIA) da Unicamp, eu e o Fernando Collaço ministramos uma oficina sobre Transmedia Storytelling. Com o intuito de passar desde os princípios básicos até novas idéias, a oficina teve duas frentes: a própria oficina presencial e o Tumblr.

O Tumblr (http://oficinatransmidia.tumblr.com) tem bastante material que não foi passado na oficina ou que complementa o que foi dito presencialmente. Abaixo, tem os slides (disponíveis para download) da oficina.

Cool Hunting e as mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , , ,

Hoje fiz um curso sobre Cool Hunting na Integra Cursos, buscando entender como isso poderia me ajudar nas análises de tendências e apropriações nas mídias sociais. Saí do curso tendo alguns pensamentos.

A protagonista desse livro é uma coolhunter. Clique na figura para ver o post sobre o livro

O principal é que as mídias sociais é um lugar propício para o Cool Hunting. A base dele é o Reconhecimento (=conexão) e a Diferenciação (=identidade) que os indivíduos encontram perante um objeto (=entenda-se como qualquer coisa cabível de observação/análise). O que mais vemos nas redes sociais são as pessoas buscando se reconhecerem através de diferenciações comuns. Exemplo: fãs de Restart se mobilizando para colocar a banda nos Trending Topics do Twitter. Os fãs se reconhecem em um grupo, que se diferencia do mundo por conta da admiração pela banda.

O exemplo não é uma tendência (algo buscado pelos coolhunters), e sim um paralelo de como uma tendência se forma. Imagine que, no lugar do Restart, seja uma nova gíria produzida. Essa gíria conecta os integrantes do grupo que o criou (aqui vamos usar os nerds como exemplo). Os nerds começam a utilizar a gíria nas redes sociais e é uma forma de se diferenciar dos outros e estabelecer um sinal comum de reconhecimento entre os nerds. Como sabemos, vivemos na era do "hype aos nerds". As outras pessoas, querendo também o reconhecimento, começam a adotar a gíria. E assim, após algum tempo, percebemos uma tendência da gíria se tornar popular. Até que atinge a todos e cai no vocabulário popular.

As mídias sociais é o local aonde se forma esses reconhecimentos e diferenciações. É lá que conseguimos estabelecer sentidos e significados dos grupos que se formam e que podem surgir as "epidemias sociais" (=como conceitua Malcolm Gladwell). É bom lembrar que o conceito de tendência deve ser usado somente quando há um histórico do comportamento ao longo do tempo.

É um assunto que pode render diversos pontos de abordagem dentro das mídias sociais e pretendo sempre utilizar quando fizer análises sobre os fenômenos que acontecem ao nosso redor, principalmente consumo de mídias.

Reconsiderações conceituais sobre Transmedia Storytelling – Parte II

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Esse post faz parte de uma série de posts sobre Transmídia, que serão escritos pelo Fernando Collaço.

Continuando o último post publicado no Midializado que abordava as reconsiderações conceituais sobre Transmedia Storytelling publicado por Henry Jenkins, focamos agora nas características presentes em um projeto para que ele seja denominado transmídia e nas minúcias de alguns novos conceitos abordados. Retomando o artigo, temos que, para o autor, um conteúdo narrativo transmídia atende a algumas características básicas, dentre elas:

- Oferecer uma história prévia da narrativa
- Oferecer um mapa do mundo retratado
- Oferecer pontos de vista de outros personagens participantes da ação
- Depender da interação dos usuários/fãs para seu desenvolvimento

Tendo em vista esses elementos para concretizar a idéia de um produto transmídia, Jenkins sintetiza a idéia de uma narrativa transmídia como um projeto que, para ele, deve ser a combinação ordenada de 03 elementos primordiais:

“para mim, um trabalho [transmedia] precisa combinar uma intertextualidade radical e a multimodalidade visando assim criar a compreensão aditiva

Dessa forma, segundo ele, reduzir a definição de uma narrativa transmídia como uma mera história contada através de muitas mídias favorece os desentendimentos e as distorções comentadas no post anterior. Para poder abordar o assunto e compreender essas reconsiderações de Jenkins, vamos observar cada um desses novos elementos que ele trouxe à tona: intertextualidade radical, multimodalidade e compreensão aditiva.

a. intertextualidade radical

A intertextualidade radical provém da hibridização entre o que é seriado, aquilo que possui uma continuação narrativa ao longo da duração do programa e o que é episódico ou capitular, aquilo que acontece em um programa, mas não necessariamente tem relação com outros fatos. Os meios que formam e constroem a narrativa transmídia contribuem para uma intertextualidade radical, na qual diferentes personagens e plots, uma vez inseridos em um mesmo universo, interagem através de diferentes acontecimentos da narrativa, complementam a história e oferecem diferentes pontos de vista. Deve-se atentar para o fato de que os personagens se mantêm fiel a sua estrutura motivacional nas ações e decisões tomadas e que essa intertextualidade pode ser efetuada entre suportes variados. Para ilustrar esse fato, Jenkins cita os personagens dos quadrinhos da DC Comics que possuem suas próprias histórias, mas podem aparecer nas histórias de outros ou mesmo envolver-se em episódios nos quais todos os personagens são requisitados, como por exemplo, em uma guerra entre o bem e o mal que envolva todos os super-heróis.

b. multimodalidade

Esse termo, cunhado por Gunther Kress e apropriado para as narrativas transmídia por Christy Dena, traz a idéia de que cada meio envolve diferentes tipos de representação e assim, cada um vai ter diferentes tipos de affordance, conceito proveniente do design para designar o potencial presente na forma do objeto que desperta no usuário o desejo de manipulá-lo do jeito que foi pensado para sê-lo. Ou seja, uma história através de diferentes mídias envolve diferentes modalidades de linguagem e comportamento para despertar a participação dos usuários.

c. compreensão aditiva

O termo compreensão aditiva provém do designer de games Neil Young para se referir ao fato de que cada texto/mídia que constrói a narrativa adiciona para nossa compreensão da história como um todo. Dessa forma, como já sabido, as informações presentes em cada meio, uma vez contendo conteúdo exclusivo sobre a narrativa, irão ampliar o escopo e as informações do usuário sobre o que está vivenciando, ampliando assim sua compreensão sobre o todo.

Por fim, para finalizar o assunto, Jenkins novamente ressalta o papel do usuário/fã, através da diferenciação entre interação e participação, relembrando a discussão de seu livro, Cultura da Convergência, no qual traz que, para ele, a interação é uma condição mais voltada para a tecnologia, já a participação tem mais a ver com propriedades culturais. Não adianta ter uma interação onde o usuário aciona teclas e botões, mas não participa da história, não descobre elementos novos ou não é capaz de mover a narrativa, fator vital para qualquer projeto com um projeto transmídia.

Obs.: a tradução do artigo é livre e os comentários de responsabilidade própria. O artigo original aborda mais assuntos e desenvolve de forma mais esmiuçada os elementos comentados aqui.


Sobre o autor: Fernando Martins Collaço (@ferinmotion) é midiálogo, editor de vídeos, pesquisador na área de TV e minisséries, colunista eventual e fotógrafo de moda nas horas vagas.

Infográfico sobre Social Games

By Gabriel Ishida , In , ,

O Socialnomics divulgou um infográfico produzido pela Tripwire Magazine contendo dados atualizados sobre o universo dos Social Games. Há diversas informações interessantes, mas o que mais me chamou a atenção foi a supremacia do Cityville em relação aos outros jogos.

Além disso, outro comentário: o Social Game é o exemplo mais estruturado do modelo Freemium que Chris Anderson falava. Nota-se o grande volume de dinheiro que essa modalidade gera para os principais players (Zynga, Playfish, etc.).

Clique na figura para ampliar

Reconsiderações conceituais sobre Transmedia Storytelling – Parte I

By Gabriel Ishida , In , , ,

Esse post faz parte de uma série de posts sobre Transmídia, que serão escritos pelo Fernando Collaço. 

Aproveitando a repercussão da discussão conceitual sobre Transmedia Storytelling entre Henry Jenkins e David Bordwell, é pertinente observarmos algumas reconsiderações propostas por Jenkins em seu blog sobre o conceito em questão, cunhado por ele e muitas vezes distorcido em prol de questões meramente comerciais.



Conforme o autor afirma, o conceito, esmiuçado em seu blog em março de 2007 através de um post intitulado Transmedia Storytelling 101, ainda se mantém vivo e define bem o que ele tem em mente como Transmedia Storytelling:

“transmedia storytelling representa um processo onde elementos integrantes de uma ficção se dispersam sistematicamente através de múltiplos canais, com a proposta de criar uma experiência única e coordenada e no qual, de forma ideal, cada meio faz uma contribuição única para a história”

O que Henry Jenkins propõe nesse novo artigo, Transmedia Storytelling 202, de agosto de 2011, são algumas complementações necessárias para o conceito, o qual vem sendo pensado de forma errônea se considerarmos sua proposta original. Para isso, ele fixa a discussão no processo narrativo transmídia e o difere da mera prática de utilização de multiplataformas, focando assim em alguns pontos-chave para eliminar interpretações equivocadas. Abaixo, alguns dos equívocos listados por Jenkins:

a. Transmedia muitas vezes tem sido confundido como uma mera forma de branding, ou gestão de marcas, referindo-se aos atributos verbais e visuais que visam criar uma identidade visual para a empresa e que acabam por representá-la. O que Jenkins ressalta é que o branding pode ser feito de forma transmídia, mas que esse processo na verdade difere muito do Transmedia Storytelling, pois não foca em uma forma emergente de se contar uma história, aonde envolva um trabalho de narrativa em rede e resposta dos usuários/fãs.

b. Algumas pessoas tem afirmado que transmídia é outra denominação para a prática do franchising/licensing. Jenkins afirma que a franquia, enquanto processo que visa estender a marca, personagens e história para diferentes produtos e meios, não necessariamente expande a narrativa e seus significados, focando mais na redundância e reprodução dos elementos narrativos.

c. As adaptações de uma narrativa para outro suporte não transformam a história em transmídia, apenas transpõem a trama de um suporte para outro. Um projeto de adaptação pode ser concebido de forma transmídia, como a microssérie Capitu, que ganhou o Leão de Ouro em Cannes pela iniciativa dos Mil Casmurros, mas que apresentou uma trama que mantinha o formato tradicional televisivo e que, ao contrário de uma narrativa transmídia propriamente dita, não foca em uma extensão da narrativa adicionando elementos/fatos.

Introduzidos e desfeitos esses equívocos conceituais, para não alongar demais o assunto, deixo pro próximo post a continuação das reconsiderações feitas por Jenkins em seu blog e também a apresentação de algumas idéias complementares ao conceito como: affordance, additive comprehension e radical intertextuality.

Sobre o autor: Fernando Martins Collaço (@ferinmotion) é midiálogo, editor de vídeos, pesquisador na área de TV e minisséries, colunista eventual e fotógrafo de moda nas horas vagas.

Como nós queremos assistir TV no futuro?

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Esse post faz parte de uma série de posts sobre Transmídia, que serão escritos pelo Fernando Collaço.

Como nós queremos assistir TV no futuro? 

TV Experimental Concept

Não sou um grande entusiasta das inovações tecnológicas anunciadas como a solução de todos os nossos problemas, mas gostaria de comentar, complementando meu último post, um conceito televisivo que encontrei em meio às recomendações de links e artigos nas redes sociais, que vai de encontro ao que comentei sobre o uso da televisão e as distrações causadas pelos dispositivos móveis utilizados simultaneamente.

O conceito de TV do futuro provém de um grupo alemão, SyZyGy Lab, que produziu um pequeno vídeo de apresentação (abaixo) de como poderia ser a experiência de assistir a televisão no futuro, resultado de observações de tendências e estudos sobre o comportamento dos usuários de mídia digitais em geral.

GOAB, nome atribuído ao aplicativo que seria disponibilizado, transformaria nossos dispositivos móveis, como o iPad retratado no vídeo, em nosso controle remoto. A partir desse ponto, eles nos perguntam: “E se o controle remoto conhecesse você?”.

A experiência criada pelo grupo alemão propõe um aplicativo livre de fios, que, baseado no sistema de informações em forma de nuvem, poderia através de uma conexão, ter acesso às preferências pessoais de quem o opera. Dessa forma, ao assistir um jogo de futebol, poderíamos ter acesso não somente ao evento em si, mas sim aos dados estatísticos, diferentes câmeras, contato com outros usuários/amigos que estariam assistindo ao jogo simultaneamente e, caso fosse desejado, comprar algum item visto na programação.

Um dos principais pontos do GOAB seria que, atrelado às redes sociais do usuário, a sugestão de programação não seria baseada em gêneros, como comédia ou drama, mas no humor do usuário e nos links acessados e apreciados como, por exemplo, através do botão “curtir” do Facebook. Esses dados seriam compilados e convertidos em sugestões de programas para o usuário como já acontece, de forma diferente, em alguns sites musicais que sugerem música de acordo com a combinação de sentimentos, locais e outros dados fornecidos pelo usuário.

A experiência vai de encontro ao artigo que comentei no último post e é uma das formas que podem ser visualizadas para o futuro, baseada em aplicativos móveis e interação entre redes sociais e conteúdo disponibilizado. Muitas outras experiências podem ser encontradas na internet e apesar de algumas ainda parecerem distantes de nossa realidade, elas podem estar presentes em nosso cotidiano mais rápido do que imaginamos.

UPDATE: Acabou de sair uma pesquisa da Ericsson sobre o consumo simultâneo entre televisão e outras mídias. Mais de 60% das pessoas assistem televisão e navegam na internet ao mesmo tempo. Com o aumento da penetração dos dispositivos móveis, como os tablets, com certeza veremos um aumento natural do hábito de consumo integrado.



Sobre o autor: Fernando Martins Collaço (@ferinmotion) é midiálogo, editor de vídeos, pesquisador na área de TV e minisséries, colunista eventual e fotógrafo de moda nas horas vagas.

Brand Equity e Social Media

By Gabriel Ishida , In , , ,

Estou lendo o livro "Gestão Estratégica de Marcas"de Kevin Keller e com comentários de Marcos Machado. É um livro bastante teórico e que explora a idéia de Branding e como lidar com o Brand Equity.



Brand Equity é o patrimônio da marca. Branding é dotar um produto ou serviço de Brand Equity. Basicamente, está relacionado ao fato de se obterem, com uma marca, resultados diferentes daqueles que se obteriam se o mesmo produto ou serviço não fosse identificado por aquela marca. Há diversas definições, mas destaco a do Marketing Science Institute e do renomado David Aaker, guru do branding.

"Conjunto de associações e comportamentos por parte dos clientes, membros do canal e empresa controladora da marca que permite à marca ganhar maior volume ou maiores margens do que conseguiria sem o nome de marca e que lhe dá uma vantagem forte, sustentável e diferenciada sobre os concorrentes" (Marketing Science Institute)

"Conjunto de ativos e obrigações vinculados a uma marca, seu nome e símbolo, que são somados ou subtraídos do valor proporcionado por um produto ou serviço a uma empresa e/ou aos clientes dessa empresa" (David Aaker)

As duas definições vão de encontro ao modelo de Brand Equity Baseado no Cliente (=Customer Based Brand Equity - CBBE), que visa construir uma imagem, posicionamento, lembrança, alma, conhecimento e significado da marca para os clientes. No livro, Kevin Keller cita como cada item é construído ou deve ser pensado para uma marca. O que vou me focar aqui é o posicionamento, pois é nele que as mídias sociais mais contribuem para a marca.

Posicionamento de Marca, definido por Phillip Kotler, é "o ato de planejar a oferta e a imagem da empresa de modo que ela ocupe um lugar distinto e valorizado na mente dos clientes-alvo". Nesse caso, seria, basicamente, como a empresa é associada pelo público. As mídias sociais possuem um papel importante na construção e manutenção desse alicerce. Vejamos alguns exemplos:

A Dell se posicionou como uma empresa inovadora por realizar um canal eficiente de relacionamento entre a empresa e os clientes. O mesmo vale para a Tecnisa na área de imóveis. Qualquer profissional de Social Media tem, posicionada na sua mente, a relação entre inovação em mídias sociais e essas duas empresas. Nas consideradas ações inovadoras, Starbucks e Burger King saem na frente. Já vimos diversas ações dessas duas empresas que ganharam destaque (exemplo: o Whooper Sacrifice e a MyStarbucksIdea).

Veja que, quando mencionamos ações em mídias sociais, poucas empresas aparecem de relance em nossas mentes. Isso é a lacuna do posicionamento e a falta de Brand Equity. As mídias sociais ainda oferecem uma oportunidade das marcas se posicionarem através de ações nesse canal. Entretanto, também conhecemos muito bem as ações que deram errado e trouxeram malefícios para a imagem da marca (exemplo: Chuva de Twix). Por isso que um planejamento estratégico e uma análise bem feita do público nas mídias sociais devem ser realizados para que não se posicione a marca de forma errônea.

Mídias Sociais e o Cinema: a relação e o case #BurtonStory

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Muito se comenta sobre a relação entre as mídias sociais e a televisão. Já vimos diversos casos e situações que demonstram que ambas mídias são consumidas integradas. Mas, e o cinema? É uma mídia que é conhecida pela grande imersão que provoca nos espectadores, não dando muita brecha para o consumo paralelo de outras mídias. Então, como ocorre a integração?

Ocorre através do pós e pré consumo. Expectativas, pesquisa, dúvidas e tudo que antecede o filme são o que permeia o pré-consumo da relação entre mídias sociais e cinema. E, no pós, comentários, troca de experiências, mais informações sobre o filme, entre tantas outras coisas que já conhecemos.

Por exemplo, no Oscar 2011, a Direct Performance (=empresa aonde trabalho) realizou um estudo sobre o buzz brasileiro que antecedia a premiação. A pesquisa está aqui. Percebe-se que os resultados não divergem em relação aos premiados. Na mesma época, o site TechCrunch fez uma pesquisa no Foursquare para saber quais filmes foram mais "badalados" nessa mídia social, ou seja, quais causaram mais destaque. Abaixo, tem o infográfico do estudo.



Outro eixo de análise é entendermos as mídias sociais como integrante transmídia do cinema. Estender a experiência fílmica para essa mídia é um recurso que pretende ser o novo hype dos blockbusters. Um exemplo recente é a construção do possível próximo filme de Tim Burton. O projeto, chamado de Cadavre Equis, utilizou o Twitter para construir a história. Através da hashtag #BurtonStory, o público podia enviar sugestões para a história e o diretor selecionava as melhores para montar o roteiro.

Primeiro trecho da história foi o próprio Tim Burton que fez

Pen tool ou Varinha Mágica?

By Marcos Singulano , In , , , , , , ,

Você ai que mexe com photoshop e recorte de imagens, por acaso você já se pegou pensando nessa pergunta? Eu já! E pelo menos pra mim a varinha mágica sempre era a primeira opção, por ser mais rápida e mais fácil de usar na hora de recortar uma imagem com fundo branco ou mesmo trocar o fundo de uma foto...

Bom, para quem não conhece, aqui vai!
O primeiro item circulado é a ferramenta varinha mágica e o segundo item é o da pen tool ou ferramenta caneta. Agora, qual a grande diferença? Muito bem, vou exemplificar com uma pequena história: um tempo atrás meu chefe de um jornal onde trabalhava pediu para eu recortar uma imagem para colocarmos na capa do jornal. Até ai tudo bem. Recortei a foto e enviei a ele. Uns 15 minutos depois ele me chama na mesa dele me mostra duas imagens uma com o recorte todo serrilhado e com pequenos defeitos e outro com o recorte suave e arredondado, como nas imagens abaixo (exemplo meio grosseiro, ok?):

Exemplo 01: Perceba que há uma borda mais escura e serrilhada no contorno da camiseta. Essa seleção foi feita com a Varinha mágica.

Exemplo 02: Veja que o contorno está muito mais suave e mais preciso. Essa seleção foi feita com a pen tool.

Depois me disse que a imagem serrilhada era minha e a suave era dele. Na hora não sabia nem onde enfiar a cara, mas meu chefe me explicou a diferença entre as duas ferramentas e passei a usar só a pen tool. No começo foi bem dificil, pois ela exige um pouco de prática ( mesmo hoje, acho que ainda não dominei a ferramenta) e muita paciência.

Basicamente a ferramenta caneta (pen tool) é uma muito mais precisa pois mexe com formas vetoriais, então você tem muito mais controle do que está (ou não) selecionado, ou seja, você pode fazer uma simples forma (como um quadrado) ou mesmo contornar uma mão de um individuo qualquer em uma foto. A varinha mágica por sua vez, faz a seleção automaticamente de uma área colorida, por exemplo, uma pétala vermelha de uma flor. Contudo, como ela se baseia na seleção de pixels vizinhos semelhantes, nem sempre a seleção fica exatamente como imaginamos, por isso gaste um tempo a mais para dominar a pen tool. Com certeza você não vai se arrepender.


Minha ideia inicialmente era fazer um tutorial básico sobre o uso da pen tool. Contudo, pesquisando na internet encontrei este tutorial absurdo de bom e didático do site Tutoriart , que explica através de um artigo muito bem estruturado, tudo que você precisa saber sobre a pen tool.
Você encontra o artigo na íntegra neste link: Aprendendo a Usar a Pen Tool (Caneta) do Photoshop

Enfim, por hoje é isso! Espero que tenham gostado!
Até o próximo post!




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...