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Espaço Negativo

By Marcos Singulano , In ,

Em Design, pensando novamente no que falamos semana passada sobre "forma" e "espaço", há também o fator "positivo" e "negativo". A "forma" é chamada de elemento positivo, sendo assim é considerada um objeto sólido.


O "espaço" ou "fundo" por sua vez, é considerado o elemento negativo, pois ele representa a ausência ou oposição da forma. Essa oposição, positivo e negativo, trabalha de forma complementar e absurdamente dependente, ou seja, não é possível alterar uma sem alterar a outra.


Agora, para entendermos melhor um pouco mais sobre essa relação, vou dar dois exemplos:


Fig01. Uma forma positiva ( preta) num fundo negativo (branco). Esse é o tipo mais simples de espaço negativo possível. Imagine o inverso. Uma forma positiva branca num fundo negativo preto. É exatamente a mesma coisa.



Fig02. Aqui, se aumentarmos a figura positiva (preta) dentro do fundo negativo (branco), já dá uma certa confusão, pois como os espaços negativos tornam-se menores, consequentemente eles podem parecer positivos (formas brancas) em um
fundo negativo (espaço preto).



Esse princípio é um dos mais importantes no design, principalmente na criação de Logotipos para empresas. Entender e manipular a relação figura e fundo é o primeiro passo para criar uma mensagem clara para o seu público e assim conectar-se com ele. Por exemplo, uma relação ativa entre figura e fundo passa uma impressão mais enérgica e agressiva do que uma relação mais estática. Parece óbvio, mas é mais complicado do que parece, pois uma construção mal feita pode resultar numa mensagem totalmente incompreensível para o observador.


O básico do espaço negativo, vocês já sabem, agora, recomendo este LINK, com exemplos de logos que utilizam de forma brilhante esse princípio.


Por hoje é só. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, dá uma passadinha no meu twitter @marcossingulano

Publicação de trabalhos na Web - Uma prévia da oficina a ser ministrada no FEIA

By Gabriel Ishida , In , ,

Eu, juntamente com meu amigo, e também escritor do blog, Marcos (@marcossingulano), iremos ministrar uma pequena oficina no 11 Festival do Instituto de Artes (FEIA Onze) sobre publicação de trabalhos na Web. O objetivo da oficina é mostrar diversas ferramentas para também diversos objetivos, além de fornecer dicas de formatação e de produção dentro delas. A idéia é partir de exemplos, desde muito simples até produções mais complexas, mas sempre se focando em criação e, se possível, gerar insights.

Iremos nos focar na idéia de apresentar ferramentas que fogem do lugar comum ou mostrar novos usos para ferramentas já consolidadas. Todos sabem o que é o Youtube, Flickr e MySpace. Porém, justamente por todos saberem, os seus usos estão muito semelhantes e indiferentes. Como produzir novas idéias utilizando essas ferramentas já tão conhecidas? Apostar no conteúdo é a grande sacada. Mas brincar com seus recursos, poucos fazem. A oficina pretende mostrar do que essas ferramentas são capazes. Além disso, a postagem e a utilização da ferramenta é meio caminho andado. Como disseminar seu conteúdo e conseguir um lugar ao sol? Não garantimos resultados certos, mas simples atitudes podem te ajudar a ser encontrado mais facilmente na Web.

E também pretendemos mostrar outras ferramentas, menos conhecidas, mas que possuem novos recursos e novos públicos para serem conhecidos. Já ouviu falar de Carbonmade? DevianArt? Vimeo? TalkShoe? IPodder? E você sabia que Facebook e Orkut podem (e devem) virar seu portfólio? Ou que tal montar um blog no Wordpress ou Blogger para servir de referência, divulgando por aí, integrando em todas suas redes sociais, como o Twitter?

Além disso, existem outras questões, como a formatação dos trabalhos. Existem formatos que são mais adequados para cada objetivo e necessidade. Será que aquele vídeo em HD que você fez é adequado para uma tela de celular? Aliás, o que as pessoas mais utilizam na internet via celular? Ou melhor, o que o público que você deseja atingir gosta de consumir, em termos de conteúdo?

Todos são questões que buscaremos abordar na oficina. Então, para quem se inscreveu, nos vemos dia 6 de outubro, no Instituto de Artes, Unicamp! E sigam o twitter oficial do festival, @feiaonze.

Resenha do livro “Web Analytics 2.0”, de Avinash Kaushik

By Thiago Costa , In , ,

Quando o assunto é Web Analytics, Kaushik é um mestre. Evangelizador de análise no Google, autor reconhecido mundialmente, é possível dizer que seus ensinamentos reverberam até nos principais especialistas em Web Analytics do Brasil, inclusive – embora, tristemente, estes nem sempre creditem o mestre pelo que dizem.

Kaushik é um sujeito bacana. Em “Web Analytics 2.0”, que sai agora em português, ele envolve seus leitores na saga para se tornarem “Ninjas da Análise”. Seu tom é bem humorado, simples e até bonachão, encarnando de alguma forma a figura do mestre oriental divertido dos filmes e seriados de karatê.

Imperdíveis suas explicações sobre KPIs e sobre os desafios de equilibrar Web Analytics com a “Opinião da Pessoa mais bem Paga” da empresa – nem sempre, a mais inteligente. São visões divertidas sobre temas e situações nem sempre agradáveis são realmente impagáveis.

Aí reside o maior mérito de um livro como “Web Analytics 2.0”: transitar entre o operacional, o técnico, o pessoal e o estratégico com enorme clareza e frases que não saem da cabeça. Como “critical few, baby, critical few!”, quando Kaushik fala da escolha das melhores métricas para seu negócio, referindo-se a elas como suas BFFs (Best friends forever).

Leitor assíduo de seu fantástico blog de Kaushik, comprei este livro na Amazon assim que saiu em inglês. Li de uma só vez. Voltei a ele dezenas de vezes. Está tudo ali, basta olhar com carinho, tudo que é preciso saber para iniciar uma jornada de sucesso em Web Analytics.

Sobre o “2.0” no título: é puro marketing e Kaushik, malandro que é, sabe disso. Na verdade, é um desconstrução de mitos; para analisar qualquer coisa (blogs, livros, pessoas, sites, redes sociais) mudam as metodologias, mas a base do pensamento analítico será sempre a mesma.

“2.0” pressupõe que coisas novas entram no jogo, mas as regras permanecem as mesmas.

Kaushik é um mestre. “Occam Razor” - The simplest explanation is usually the correct one.

Forma e Espaço

By Marcos Singulano , In ,

Essa semana começei a ler o livro "Elementos do Design, Guia do Estilo Gráfico" do Timothy Samara e até agora o livro não me decepcionou. Claro, simples e direto.

Por isso, hoje vou fazer um post um pouquinho mais teórico do que de costume, sobre o que venho lendo no livro sobre Forma e Espaço.

Podemos pensar em Design Gráfico como um tipo de criação de imagens com o intuito de transmitir uma mensagem, correto? Agora, toda criação de imagens, seja ela física (como numa folha de papel) ou abstrata (na tela do computador), envolve a manipulação de formas: formatos, linhas, palavras, imagens e texturas.

O que o Timothy Samara reforça bastante (não só ele como outros designers, teóricos etc..) é o fato de que você deve pensar cada forma para que a mesma transmita um significado e não fique lá deitada no papel ou na tela do seu computador sem fazer nada. Ainda, você deve considerar o lugar onde essa "forma" desempenha sua função. Esse lugar é chamado de "espaço", que pode ser uma página web, um anúncio, um cartão de visita (eu gosto de pensar na palavra "suporte" ao invés de simplesmente "espaço").

Um exemplo de forma é o quadrado. O quadrado dá ideia de neutralidade, isso porque todos os lados são idênticos e por isso não há uma ordem de importância dentro dele. Um círculo por sua vez, dá a ideia de algo infinito ou rotacional. Isso tudo deve ser levado em conta na montagem de um anúncio, capa de cd ou mesmo uma composição fotográfica.

No caso do espaço, o que devemos sempre levar em conta é a "forma do espaço" (ou suporte se preferir), também chamada de "formato" que é a dimensão onde a forma desempenha sua função. A forma de um espaço gera efeitos visuais que podem trabalhar a seu favor. Por exemplo, um formato vertical é mais poderoso do que um formato quadrado, pois cria-se um impulso ascendente e descendente. Um formato horizontal, por sua vez, dá a sensação de algo mais calmo e mais estático do que um formato vertical.

O formato do espaço também é importante no momento de realçar uma forma dentro dele. Como assim? Imagine uma flor dentro de uma caixa de vidro de 10cm x 10cm. Agora imagine a mesma flor dentro de uma caixa de vidro de 1mx1m. Onde você acha que a flor ganha mais destaque? Claro que na caixa menor.

São cuidados assim que destacam e facilitam a comunicação do seu trabalho. A todos que querem saber um pouco mais sobre Forma, espaço e outros elementos do design gráfico, recomendo a leitura desse livro.

Semana que vem, falo um pouco sobre espaço negativo. Outro aspecto bem legal de design.
Lembrando sempre, qualquer comentário, crítica ou sugestão - @marcossingulano

Três dicas para se analisar qualquer coisa da Web

By Gabriel Ishida , In

Andei lendo várias referências para análises, métricas e mensuração de dados em Web e acabei percebendo algumas raízes básicas presentes em todos os modelos. São impressões minhas do que li e pesquisei, então, talvez haja casos que não se apliquem. Mas vamos lá.


1 - Sempre leve em consideração o contexto e a origem das ações.

Nunca pense que qualquer informação responde por ela própria. Todo dado gerado por ações humanas tem um contexto embutido. Ninguém entra em um site sem querer. No mínimo, estava buscando algo e caiu no site errado. E esse "algo" pode ser aproveitável, já que podemos descobrir uma forma de se desvincular dele ou aproveitar para tornar o site mais completo e/ou agradável. No caso de buzz, todo discurso vem envolvido de alguma situação e ela deve ser pensada. Ninguém twitta algo sem ter alguma motivação ou contexto. Um bom indicador disso é o Trending Topics. Como nós vimos várias vezes, muitos dos contextos diários mais evidentes param no TTBr ou mundial. Por isso, o TT serve para descobrirmos o que anda rolando por aí. 


2 - A vida offline influencia a vida online muito mais do que você imagina.

Esse item está dentro do primeiro, mas não custa lembrar. Nunca pense que a web vive separada do mundo real em qualquer hipótese e situação. Tudo que fazemos na Web tem um pé (às vezes o corpo inteiro) na vida real. De novo, caímos no exemplo do Trending Topics. Podem reparar: os TT são motivados pelo o que acontece no mundo real. #CalaBocaGalvão só rolou durante a Copa. #VMA2010 só foi durante o evento, e assim vai. No Analytics não muda nada: o número de visitantes em um site é fortemente influenciado por ações offline. Se a Volkswagen lança um novo carro, é batata: o site dela vai ter um aumento de visitantes. E, novamente, descobrir o contexto dessas novas visitas é primordial para entender os resultados da campanha offline e online.

Por isso, sempre que você for refletir/analisar, sempre imagine as ações ocorridas no mundo terreno. Muitas das respostas procuradas surgem fora dos monitores. Assim como o mundo online também influencia o mundo real, claro. Mas ainda não há muitas formas de mensurarmos os resultados nesse caminho, já que, falando tecnicamente, "o mundo offline ainda não gera tags e logs de nossas ações".


3 - Você faz parte do público. Aproveite-se disso.

Por incrível que pareça, o público de Web é mais homogêneo que pensamos. Óbvio que não em termos de interesse e utilizações, mas em termos de usabilidade e necessidades. Isso vale muito para Arquitetura da Informação e Design Digital. Ninguém gosta de um site mal estruturado, com dificuldades no acesso ou no carregamento, com os recursos pouco visíveis, etc.

Ninguém gosta de alguém que não pára de twittar o dia inteiro (pouquíssimas exceções). Ninguém gosta de blogs que não são atualizados com frequência. Se você quer comprar um carro, qual site você entraria? Como faria para encontrar a informação sobre suas dúvidas? Assim vai. Você não pode pensar que você está fora da bolha porque, no momento que você acessa a internet, você se inclui na aldeia.

Uma constatação: registramos um crescimento de mais de 110% no número de visitantes no blog. Gostaríamos de agradecer a confiança e ao interesse em nossos textos. Obrigado galera!

Economizando Tempo - parte 2

By Marcos Singulano , In ,

Hoje, para encerrar o tópico de "Como economizar tempo em edição de imagens", vou falar bem rápido sobre duas coisas: organização da área de trabalho e atalhos.
Duas formas simples e rápidas que vão facilitar demais a sua vida.

Bom, você sabe que todo programa vem com uma área de trabalho padrão, seja ele Word, Photoshop, Excel..enfim...o legal que na maioria (não sei se são TODOS, ok?) você pode organizar seu espaço de trabalho do jeito que quiser.
Por exemplo, eu gosto de deixar a palheta de amostra de cores no photoshop sempre aberta, pois acho mais fácil de trocar as cores de um trabalho. Tem gente que gosta de deixar a palheta de camadas em cima ao invés de embaixo (que é o padrão do programa).
Tá, já arrumei o programa do jeito que eu quero, e aí? Muito simples, vá Window (ou Janela se o programa estiver em português) e procure a opção Workspace -> Save Workspace e pronto! Toda vez que abrir o programa, escolha a sua área de trabalho, montada do jeito que você gosta.

Outra coisa bem interessante de área de trabalho, falando especificamente do photoshop desta vez, é a possibilidade que você tem de organizar suas layers (ou camadas) em pastas. Em arquivos grandes ou fotos muito danificadas é comum usarmos 10, 2o ou até 30 camadas (já vi gente com mais de 50 delas!). Imagina o trabalho para encontrar um retoque que você fez? Imagina a confusão que dá na hora de lembrar o que está em cada camada?
O que você pode fazer é o seguinte: na palheta layers tem um ícone de uma pasta bem no canto inferior:

Clicando nesse ícone você cria pequenas pastas para organizar melhor todas suas camadas. Então, você pode, por exemplo, criar uma pasta para efeitos, outra para ajustes, outra para formas, outra para textos. Isso organiza melhor e facilita na hora de corrigir ou modificar alguma coisa posteriormente. Para incluir a camada dentro da pasta, basta arrastá-la para cima do ícone da pasta (ou grupo), ai você vai ver algo assim:

Viram? Quando você pega o hábito de organizar seus arquivos dessa forma fica muito (mas muito!) mais fácil trabalhar, ainda mais se você tiver o hábito também de utilizar os atalhos do programa em que está trabalhando.

Confesso que subestimava o poder dos atalhos até pouco tempo atrás quando comecei a trabalhar com design gráfico em um jornal diário. Precisava ser rápido e por isso acabei pegando o hábito de utilizar os atalhos e hoje não vivo sem eles.
Vou passar uma lista de atalhos do Photoshop, para Windows e Mac (alguns servem inclusive para outros programas da Adobe Suite como Illustrator, InDesign e até o Reader):

Ctrl + o ou Command + o -> Open File / Abre um arquivo (Adobe Suite)
Ctrl + w ou Command + w -> Close File / Fecha um arquivo (Adobe Suite)
Ctrl + e ou Command + e -> Mescla a camada selecionada com a camada abaixo dela (Photoshop)
Ctrl + shift + e ou Command + shift + e -> Mescla todas as camadas (Photoshop)
Ctrl + 0 (zero) ou Command + 0 -> permite que você visualize a página inteira (Adobe Suite)
Barra de espaço -> Pan ou ferramenta "mãozinha" - você pode "andar" pelo documento todo (Adobe Suite)
Barra de espaço + Ctrl ou Barra de espaço + command -> Zoom In (Adobe Suite)
Barra de espaço + Ctrl + Alt ou Barra de espaço + command + alt -> Zoom Out (Adobe Suite)

E é isso. No início, é um pouco chato lembrar todos os atalhos, mas quando você pega a prática, esses pequenos detalhes como organizar seu espaço na área de trabalho, agrupar as camadas em pastas e os atalhos vão te ajudar a economizar muito mais tempo.
Comentários, dúvidas, críticas ou sugestões, só dar aquele alô no twitter @marcossingulano
Até semana que vem.



Comentários sobre meu primeiro post no blog da Direct Performance

By Gabriel Ishida , In , ,

É com muita satisfação que venho anunciar meu primeiro post no blog da Direct Performance, empresa aonde trabalho. Abordo e descrevo uma das metodologias utilizadas para análise de buzz: o Índice de Buzz. Clique aqui e leia o post na íntegra.

É uma sensação estranha, pois sempre estou acostumado a escrever em blogs, mas me senti inseguro escrevendo o post (e vocês provavelmente notaram que o tom do discurso é diferente do que normalmente escrevo aqui no Midializado). Isso se dá porque tinha em mente uma das grandes premissas ao lidar com a "cauda longa": qual a segmentação do público que lê o blog? Com quem estou lidando? São pessoas já com um conhecimento prévio de métricas, metodologias em Web? Ou são leigos? Todas essas perguntas direcionam a criação de um post, não tem como fugir delas. Bom, mesmo com esse problema me encucando, acredito que a linguagem e o assunto abordados foram "entendíveis" para um público mais geral.

Acredito que a maior dificuldade para escrever sobre uma metodologia é você torná-la simplista para quem lê. Ao descrever um processo, as coisas sempre parecem tão fáceis não? É a "teoria dos tutoriais": manuais descritivos sempre nos remetem ao passo-a-passo, ou seja, didático. Não podemos cair nessa quando se trata das metodologias, principalmente lidando com ciências humanas e, mais especificamente (no meu caso) com análise de Buzz.

No post, eu descrevo a metodologia chamada Índice de Buzz, que é um termômetro do buzz. Ele indica se o conteúdo do buzz tende para o negativo, neutro ou positivo, de acordo com os objetivos da análise. Parece simples, mas a forma como chegamos a esse resultado é extremamente complexa.

Primeiro, o que é um comentário negativo para você? Você pensa: xingamentos, alusões negativas, talvez ironia. Ok, mas é muito mais complicado do que você pensa. Digamos que quero fazer uma análise de buzz sobre o que dizem do Midializado. Faço uma rápida busca e encontro um tweet dizendo: "O Midializado tem bons posts, mas o design dele deixa a desejar". E aí? É negativo? E que tal esse outro post: "O que é esse tal de Midializado?". É negativo?

A resposta é: depende. Depende justamente dos objetivos da análise. Dizer que quero fazer uma análise do buzz em torno do blog Midializado não é um objetivo. Devemos ter indicadores claros para a análise. Buscar saber as opiniões sobre a qualidade dos posts é uma coisa. Buscar saber opiniões sobre o layout ou medir o alcance do blog, é outra.

O que quero dizer é que existem muitas variáveis nos discursos presentes no buzz e essas impactam na análise visando os objetivos. Frases compostas por elogios e críticas juntas é o caso mais complicado, além de tantas outras, como ironias e metáforas. Como mostrado em um dos exemplos acima, dúvidas em torno da marca podem ser negativas ou positivas. Negativo se há uma campanha de divulgação veiculando por aí sobre o blog e que o objetivo dela é mostrar clareza sobre o que se trata. Então, se alguém questiona algo que deveria ter sido passado no momento da divulgação, algo está errado.

Entretanto, casos positivos são justamente o contrário: quando não há divulgação oficial nenhuma e rola o boca-a-boca por aí. Despertar a curiosidade das pessoas, nesse caso, é extremamente positivo. Ou também quando a campanha visa justamente despertar a curiosidade das pessoas, como foi o caso da cerveja Devassa.

Enfim, essa é uma das complexidades que toda análise qualitativa possui. Lidar com produção de conteúdo vinda de seres humanos é algo fascinante justamente por isso.

Ah, confiram meu post também no blog Mídia na UPA, em que falo sobre o curso de Midialogia e algumas das minhas experiências.

Web Analytics: conceitos básicos

By Thiago Costa , In ,

Não sei se vocês lembram, mas, lá atrás, no meu primeiro post sobre Web Analytics pedi para responderem a uma pergunta e guardarem esta resposta com carinho. Espero que você tenha guardado com carinho mesmo, no seu porta-jóias de camurça.

A pergunta era:

Qual o objetivo do seu site/blog?

Essa pergunta safada é o ponto de partida para este post. Quero explorar os conceitos mais básicos de Web Analytics. “Ah, mas você não vai me ensinar a mexer no Google Analytics?”. Não.

O Google Analytics é só mais uma ferramenta para te ajudar a mensurar seu desempenho em relação ao seu objetivo, mais importante do que saber usá-la é entender os conceitos por trás dela.


Objetivo

Beleza, muito blábláblá, mas qual o seu objetivo no seu site/blog?

Você quer ganhar dinheiro com seu blog? Ok.

Quer informar um número gigante de pessoas sobre temas diversos? Ok também.

Quer aumentar o lucro da empresa para a qual você trabalha? Sem problemas.

Quer tocar o terror espalhando mensagens incitando a guerra santa? Não sei porque você faria isso, mas ok.

Tudo isso são objetivos.

É impossível analisar desempenho ou mensurar evolução sem ter um objetivo claramente definido. Imaginem: “consigo correr 5km sem parar”. Se seu objetivo é correr uma maratona, você está, digamos, mal. Se você quer baixar seu colesterol, está no caminho.

Metas

São a quantificação dos objetivos. Um objetivo sem uma meta é algo inútil. Digamos que você queira que seu site de baladas “bombe” em visitas. O que é bombar? Quanto é bombar pra você?

Em dois meses você quer 200% mais visitas do que tem hoje. Isso é uma meta. É mensurável.


Indicadores de performance (KPIs = Key Performance Indicators)

Alguns números serão decisivos para que você saiba como está seu desempenho em relação à sua meta.

KPIs são aqueles números que fazem pessoas correrem, telefones tocarem e cabeças rolarem. Sabe percentual de variação da bolsa? Seu peso na balança em um regime? O saldo da sua conta corrente? KPIs. Todos eles.

E o que não é KPI? São os números que você olha e diz: “Beleza, legal saber” – Segue um longo bocejo.


Métricas

Métricas são números.

Eu ia pular pro próximo tópico, mas me senti mal por ter escrito só uma linha. Métricas são número de visitas, pageviews, seu lucro no mês, enfim, números. Três linhas já.


Dimensões

Isso separa os homens dos meninos. Dimensões são os dados/informações que se referem ao visitante e somente a ele. Eles não se referem ao seu site, mas ao usuário do seu site.

De onde veio seu visitante? = Dimensão. Em qual horário do dia? = Dimensão.

Dimensões se combinam com métricas. Por exemplo: minha meta é aumentar em 20% o número de visitantes vindos do Acre. Número = métrica. Visitantes do Acre = Dimensão.

Então porque fazer esta distinção? Frescura? Não. E você vai descobrir por que no próximo post, sobre “o que mensurar no meu site – e como?”

Até!

Economizando Tempo

By Marcos Singulano , In ,

Hoje vou falar um pouco sobre como economizar tempo em design e webdesign. Imagine o seguinte: você tem um blog ou site em que todas as imagens são em preto e branco, com um efeito que você achou interessante e um tamanho específico. Agora imagine ter que arrumar ou transformar as imagens uma por uma todos os dias. Parece complicado (e um saco), não?

Ai entra um recurso muito prático e fácil do Photoshop que é palheta de Actions. Esse recurso permite que você grave cada passo do tratamento de uma imagem para repeti-lo quando quiser.

Onde fica esse recurso? Caso a palheta Actions não esteja visível, vá em WINDOW -> Actions. Você vai ver algo assim:


Não se assuste com todas essas coisas escritas. Elas são ações padrões que já vem com o programa. Por hora, vamos ver o que faz o que (da direita para esquerda):


- Lixeira (seta amarela) : apaga qualquer ação. É só clicar no que você quer apagar e arrastar até a lixeira.

-Nova ação (seta vermelha) : como o próprio nome já diz, esse botão cria uma nova ação.

-Novo grupo (seta preta): Cria um novo grupo de ações. Recomendo esse recurso pois organiza toda sua área de trabalho e descomplica a sua vida.

-Play (seta azul escura): Executa a ação escolhida

-Record (seta verde): grava a ação (vamos ver como funciona isso, nao se preocupe)

-Stop (seta azul clara): interrompe a ação.

Agora que vimos como funciona tudo. Vou criar uma nova ação. Após clicar no ícone de novo, você deve ter algo parecido com isto:


Coloque o nome que quiser, por exemplo “fotos blog” ou qualquer outra coisa. No item “Set” você pode jogar essa ação dentro de uma pasta que você mesmo criou, do contrário o programa vai jogar ela dentro da pasta “Default actions” por padrão. No item “function key” você pode atribuir um atalho para essa ação e o item “color” não faz muita diferença então, não vamos mexer nele por hora.

Agora que já decidimos tudo, o que você precisa saber é o seguinte: o botão record é como uma câmera mesmo, pois ao clicarmos nele, o photoshop vai começar a memorizar todos os seus “passos”. Por exemplo: com a foto aberta (depois de clicar no botão "record") você troca o modo dela de RGB para Escala de Cinza, aplica um efeito de desfoque e limita seu tamanho de 400 para 200 pixels de largura. Pronto? Agora, lembra do botão de stop? Clique nele e pronto! sua ação foi gravada passo a passo.

Então, sempre quando abrir uma nova imagem é só clicar no nome da ação e clicar no botão de “Play” (a seta azul escura da imagem acima) e a ação será executada automaticamente exatamente como a anterior. Facilitando sua vida e economizando tempo.

Contudo, um cuidado que você deve tomar ao utilizar esse recurso é lembrar de programar uma ação mais ou menos padrão para suas imagens. Como assim? Aumentar o contraste de uma imagem em 20 pontos pode não funcionar em todo o resto. Então o ideal é que você programe uma ação “meio-termo” e faça ajustes adicionais no final.

Por hoje é só. Semana que vem vou trazer mais dicas sobre como economizar tempo no seu blog ou trabalho na web.

Qualquer critica, dúvida ou sugestão, siga-me no twitter: @marcossingulano

O livro Numerati e o poder (extraordinário) da informação

By Gabriel Ishida , In

Estou lendo atualmente o livro "Numerati" de Stephen Baker. É um livro fantástico para quem lida com análises e coleta de informações, ao mesmo tempo que nos mostra o que uma informação é capaz de nos trazer.

No primeiro post do Thiago sobre Web Analytics, a analogia que ele fez com um show room de móveis é justamente o tema do livro. Acreditem, o livro mostra exemplos, cases e técnicas para coletarmos informações sobre consumidores, clientes, funcionários e até mesmo eleitores! E assim, aprimorarmos processos, gerar insights e, o mais importante, trazer uma visão mais abrangente do que lidamos.

Como o Thiago disse, qual o valor de uma informação que nos mostrasse as verdadeiras reações de uma pessoa ao entrar em uma loja de departamentos? Imaginem conseguirmos saber quais os primeiros itens que uma pessoa vai a procura, quais lugares ela passou e o que lhe chamou mais atenção? Imaginem isso sendo feito para milhões de clientes e, assim, você conseguir notar padrões e tendências para seu negócio? É o sonho de qualquer empresa. Por isso que a área de Web Analytics sempre há inovações e novos métodos de análise, porque é justamente isso que ela faz, só que na Web!

Não vou fazer uma resenha do livro porque ele cita muitos casos, entrevista vários profissionais dessa área (=são conhecidos como Numerati) e mostra diversos métodos de se fazer um esboço de análise. O que me incomoda por enquanto é o fato de que todos esses profissionais vieram da área de exatas. Mesmo no livro me falando que eles tem uma preocupação com o qualitativo, em várias passagens percebo que o espírito "exatóide" de transformar o impossível em números e dados fica claro, o que, para mim, é um exagero. Não duvido da capacidade, mas tem coisas que não conseguimos mensurar com clareza, principalmente coisas envolvendo percepção subjetiva.

Eu recomendo a leitura do livro e ele é bem fácil de ler. E tem coisas meio assustadoras no meio, mas é bem interessante!

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