Google+

Meu artigo sobre Influenciadores no e-book do IBPAD

By Gabriel Ishida , In , , ,


Com muita alegria que anuncio o lançamento do e-book do IBPAD. Com alguns dos melhores profissionais de inteligência em mídias sociais, e-book Monitoramento e Pesquisa em Mídias Sociais: Metodologias, aplicações e inovações vem um leque riquíssimo de assuntos e frentes de estudo na área.

Pude contribuir com o capítulo sobre Influenciadores, apresentando um método para analisar perfis e resultados de ações com influenciadores de diferentes níveis.

Agradecimentos especiais novamente para o Tarcízio Silva e o Max Stabile pela oportunidade.

Para baixar o e-book, clique aqui.

Entrevista com Leandro Bravo e Maíra Berutti - Social Analytics Summit 2016

By Gabriel Ishida , In ,

Continuando nossa série de entrevistas para o Social Analytics Summit 2016 (a primeira foi com a Fabiane Nardon falando de Big Data), agora iremos dar um cheirinho do que vai rolar no nosso debate sobre influenciadores. Leandro Bravo (Celebryts) e Maíra Berutti (MC15 Consultoria) aceitaram responder algumas perguntas sobre o assunto e você confere a resposta de ambos abaixo.

Lembrando que ainda há vagas para o evento, que será no próximo sábado, dia 26 de novembro. Para fazer sua inscrição, entre no site do evento e realize seu pagamento. Utilize o código atlas16sas para ganhar 15% de desconto!


Muito se fala sobre influenciadores digitais hoje em dia devido ao crescente esgotamento dos modelos tradicionais de publicidade. Contudo, uma questão que se surge é o quão influente um perfil popular nas mídias sociais pode determinar a ação dos consumidores, pois muitas vezes a propaganda por trás do conteúdo do influenciador acaba se tornando mais um incômodo do que algo nativo do perfil. Como você enxerga esse limiar entre propaganda x sponsored content dentro do universo dos influenciadores? Quais os cuidados que uma marca deve ter na hora de brifar o influenciador sobre o conteúdo a ser transmitido?

Maíra: Acho que a palavra-chave quando falamos desse universo de influenciadores digitais é autenticidade. Reside aí nossas discussões infinitas sobre o potencial dessas iniciativas fazerem de fato o consumidor ser impactado positivamente. Só me mobilizo por aquilo que dialoga genuinamente comigo e quando uma autoridade que já acompanho me faz uma recomendação legitima de algum produto ou serviço, as chances dessa mensagem fazer sentido na minha vida certamente aumentam. Ter isso em mente é imprescindível para definir uma estratégia que vai contar com uma personalidade, principalmente se ela traz consigo seguidores fiéis que acompanham minuto a minuto de sua vida online. São justamente essas pessoas que serão impactadas, e avaliar previamente como elas farão a leitura desse conteúdo é o primeiro passo pra não gerar esse tal incômodo. Se a marca e a forma como ela se posiciona fizerem sentido pra esse público, a possibilidade de ruído já será minimizada.  O segundo passo é estudar a fundo quem é esse influenciador, que bandeiras levanta, sobre o que fala, quando, onde, de que forma, que outras marcas já o patrocinaram. Seguindo esses dois passos e tendo em mente a importância crucial de se respeitar a imagem autêntica que essa personalidade construiu e é reconhecida por, deixam o momento do briefing bem mais simples, até porque a lógica é que a escolha já tenha sido assertiva a ponto do anunciante se sentir confortável com o jeito único de seu porta voz dialogar com o público. Ou seja, se fizer a lição de casa direitinho, a rejeição ao conteúdo patrocinado ou a forma como o influenciador vai transmitir a mensagem da campanha não devem ser mais um problema. 

Leandro: Não acredito que a propaganda dentro de um conteúdo seja um incômodo para a audiência. Talvez, alguns anos atrás, eu tivesse uma opinião diferente, mas hoje em dia, o público está mais maduro e isso é entendido, inclusive, como um fator de sucesso do ídolo que ele segue.
Uma das principais diferenças entre sponsored content com influenciadores digitais e propaganda normal, e aí incluo Google e Facebook, está em quem transmite a mensagem.
Diferente de um anúncio comum, onde a  conversa com consumidores é feita pela empresa, com influenciadores ela se associa a uma pessoa, que "empresta" sua persona e aplica isso no conteúdo que precisa ser transmitido.
Isso não é novo, mas hoje, esses influenciadores também são canais de mídia e, por isso, torna a comunicação completamente diferente.
Essa talvez seja a principal dica para os cuidados na hora de escolher e brifar um creator: não queira determinar o que deve ser transmitido. Entenda que ao se associar a um influenciador, você está trazendo para a propaganda também a sua forma de falar e interagir e isso é algo importante, pertinente e que deve ser respeitado na campanha.
Conseguindo isso, a marca chega no seu consumidor de forma completamente diferente, muito mais íntima do que nos meios tradicionais e o público, por confiar no seu ídolo, entende e se identifica.


O CONAR está em processo de aprovação de uma nova regra envolvendo conteúdo patrocinado em perfis populares, em que agora todo conteúdo com estímulo de propaganda deve ser sinalizado como #publi ou qualquer outro tipo de sinal para transparecer para a audiência. Mesmo quando o influenciador recebe um brinde ou um simples envio de produtos já servem como estímulo. Se essa medida for aprovada, como você acha que isso impactará esse mercado de influenciadores, já que grande parte do conteúdo terá que ser sinalizado como propaganda?

Maíra: Vejo o copo meio cheio. A profissionalização desses canais já é uma realidade e um exemplo claro disso são os incontáveis casos de filhos de amigos que querem ser Youtubers e ganhar muito dinheiro com isso. A onda agora é ser astronauta no ciberespaço, os tais novos tempos, novos ídolos. Portanto, não há um problema em se ganhar dinheiro com o conteúdo digital, muito pelo contrário, é até desejável e valorizado. Sou partidária das relações transparentes e a leitura que faço é que essa iniciativa deve contribuir pra isso. Vamos ver!

Leandro: Sim, mas acredito que será um impacto positivo. Na verdade, os influenciadores que já trabalham de forma mais profissional, já fazem isso faz algum tempo.
Entendo que, hoje em dia, o público não se importa tanto com a propaganda feita pelo influenciador. Na verdade, pelo que acompanho, eles entendem que é dessa forma que eles podem continuar fazendo o trabalho deles.
Quando as marcas começaram a investir em influenciadores digitais, um dos problemas que muitos desconfiavam que poderia acontecer, inclusive eu, era da propaganda feita a qualquer custo, para se ganhar o máximo possível, mas isso acabou não acontecendo. Acompanho isso de perto faz muito anos e, não importa qual o tamanho que o influenciador tem, eles sabem que não podem fazer propaganda de qualquer produto ou marca, pois seu público não aceita isso e não há dinheiro que valha perder esses fãs que foram conquistados de maneira tão árdua. 


Sabemos que influência em redes sociais existe muito antes da internet, quando o boca-a-boca influenciava as decisões de parentes e amigos na hora da compra. Atualmente, essa característica tem sido comparado com a atuação dos micro-influenciadores, que atuam em pequenas redes on ou off line. Na sua opinião, como detectamos esses pequenos influenciadores no dia-a-dia?

Maíra: Antes de qualquer coisa entendendo bem quem é o nosso público. Tenho certeza que uma base de seguidores bem trabalhada, com identificação clara dos brand lovers, por exemplo, já seria um excelente começo. Poucas marcas de fato estabelecem uma relação próxima com esses perfis, incentivando uma postura mais participativa e empoderada, convidando essas pessoas para lançamentos de novos produtos ou até para projetos de co-criação, e desperdiçam energia buscando micro influenciadores no quintal do vizinho. Mas o quintal do vizinho também pode ser um terreno fértil, e a identificação dos perfis que se relacionam com a minha base de fãs também é uma boa opção. Se ainda assim, você não tiver identificado perfis relevantes para o objetivo da campanha, outra possibilidade é monitorar o universo de seu mercado de atuação. Se sou uma indústria de beleza, imagina quantos hubs poderia identificar se desvinculasse meu monitoramento da minha marca e buscasse por termos mais genéricos como “low poo”, por exemplo? É um universo infinito e a mineração dessa base novamente deve levar em conta onde a marca está, pra onde ela quer ir e quem estará de mãos dadas com ela nessa caminhada. 

Leandro: Esse é um trabalho complicado. Eu, particularmente, confio muito no poder dos nichos de mercado, mas fazer isso de forma manual, demanda tempo, esforço, estudo e isso pode encarecer e inviabilizar o projeto.
Normalmente, esse processo de achar micro-influenciadores, a marca ou agência precisam ter: uma ferramenta de monitoramento, encontrar diversos canais em diferentes nichos, entrar em contato com cada um deles, estudar o potencial público atingido, entender a forma de se comunicar e, além disso tudo, verificar se eles podem emitir nota fiscal pra poderem participar da ação.
Na Celebryts, estamos ajudando esse fluxo todo. Nossa ferramenta auxilia a encontrar esses influenciadores e também a contratá-los. Nesse começo de empresa, estamos focados nos youtubers, muito pelo poder que o vídeo possui, mas daqui a pouco, vamos ter a possibilidade de encontrar esses micro-influenciadores em outras redes também.


Quais cases ou estudos envolvendo influenciadores que você presenciou ou estava bem próximo e que pode compartilhar?

Maíra: Minha experiência nesse universo é no background, fazendo pesquisa e monitoramento pra entender o que pode dar certo ou errado e o que foi legal ou não. O que consigo compartilhar é que percebo nitidamente uma mudança no mercado que mais do que nunca tem estudado mais a fundo os influenciadores antes de definir as ações. Um processo de aprendizado e erro em que as empresas começaram a perceber que não basta o influenciador ter fit com a minha marca, a reputação dele e o que ele fez no passado também podem determinar o sucesso ou o fracasso da minha estratégia.

Leandro: Participei de diversas ações envolvendo influenciadores digitais em empresas como: Sony, Skol, Brahma, Guaraná Antártica, Toyota e outras diversas. Mas hoje, pela Celebryts, fico feliz de poder atender essas grandes empresas, mas também de poder auxiliar empresas menores a conseguirem resultados.
Como foi o caso com a Smyowl, que é uma empresa nacional de games. Eles pediram nossa ajuda pra contratarem um youtuber, já que precisavam anunciar um novo jogo que estavam lançando.
A campanha deu muito certo. O vídeo contratado alcançou quase o dobro de visualizações que projetamos e eles conseguiram uma taxa de, incríveis, 30% de clique no link que levava para a loja online.
Então, de uma única vez, eles conseguiram unir branding com conversão, uma enorme conquista nesse momento onde ROI é o pote de ouro no final do arco íris.

Olimpíadas: métricas ajudando a entender nossa performance física

By Gabriel Ishida , In ,

(uma pausa na série sobre influenciadores)

Métricas são usadas em diversos aspectos nas nossas vidas. Uma delas, que eu gosto bastante, é na área de esportes, principalmente futebol. Aplicações nos esportes já vimos em diversas ocasiões, como nos games (Football Manager) e nos filmes (Moneyball). Contudo, ainda temos algumas questões nas métricas esportivas que também rondam nossa área profissional.

Por exemplo, no futebol. Não há uma ou duas métricas absolutas que podemos usar para determinar se um jogador é melhor que o outro e, principalmente, o quão melhor é. Uma pergunta simples que pode ser feita: quão melhor é o Messi em relação a mim no futebol? Não há métricas que podem responder isso com clareza. Número de títulos? Número de prêmios? Gols marcados? Dribles aplicados? Velocidade? Assistências ao gol? São várias métricas que não conseguem responder essa pergunta.

Pode-se escolher algumas métricas para determinadas posições. Se for atacante, gols marcados, títulos, prêmios e até convocações para a seleção podem ser prioridades. Se for goleiro, gols tomados, títulos, penâltis defendidos, etc. Contudo, repare que tem que ser um conjunto de métricas para entender uma comparação e, mesmo assim, ainda não dá uma resposta absoluta.

Contudo, nos esportes de corrida, principalmente maratona, conseguimos ter duas métricas que conseguem comparar o desempenho de uma pessoa comum com um atleta de alto rendimento: o pace e a distância percorrida. Pace é, basicamente, a média de quantos minutos a pessoa percorre um quilômetro. Ou seja, alguém que tem o pace 6 significa que percorre um quilômetro em seis minutos na média.


Esse na foto é o campeão olímpico Eliud Kipchoge (Quênia) na maratona. Ele percorreu a distância de 42km (distância padrão de maratonas) em 2 horas e 8 minutos (128 minutos). Calculando seu pace médio, ele fez cerca de 3 (três minutos para um quilômetro). Tendo essas informações, você já consegue se comparar com ele e considere que ele percorreu 42 quilômetros.

Um colega de trabalho corre quatro vezes por semana, compete em meia maratonas (21 quilômetros) e eu o considero muito bem preparado. Ele me mostrou seu pace médio: 4.3. Ele não tem preparo ainda para correr uma maratona inteira, mas veja que, mesmo com uma distância menor, ele não está nem próximo do pace médio do Kipchoge. Quando comecei a correr com uma frequência de duas vezes por semana, meu pace médio era de 6 para uma distância de 7 quilômetros, ou seja, infinitamente longe do campeão olímpico.

O ponto é que consigo me comparar com um campeão olímpico, na realidade, consigo me comparar com qualquer maratonista ou praticante, pois as métricas são claras. Claro que temos que ponderar pela distância percorrida, mas se eu (conseguir) correr 42kms, teria um pace médio e, consequentemente, comparável com o Kipchoge. 

Métricas servem para isso: dar parâmetros.

Entrevista com Fabiane Nardon - Social Analytics Summit 2016

By Gabriel Ishida , In ,

É com grande prazer que eu e Vinícius Ghise aceitamos o desafio de montar a grade do Social Analytics Summit 2016, um dos principais eventos de monitoramento e métricas do Brasil. Para ajudar a esquentar o evento, estamos entrevistando alguns palestrantes e publicando em nossos blogs (veja o blog do Vinícius Ghise).

Uma das palestrantes que estamos muito felizes em ter conosco é a Fabiane Nardon, Chief Data Scientist da Tail Target. Ela irá falar sobre o verdadeiro Big Data (e não o que você vê por aí em certos gurus do marketing digital). Preparamos algumas perguntas para ela sobre o assunto e você confere abaixo.


O termo Big Data ganhou bastante repercussão de uns três anos para cá devido a expansão do mercado de analytics no mundo. Aqui no Brasil temos visto alguns movimentos dentro dos grandes anunciantes em utilizar dados para direcionar comunicação e ações de marketing ou performance. O que você tem visto de mais interessante aqui no Brasil e no mundo com o uso do Big Data na sua opinião?

Acredito que ainda estamos muito longe de aproveitarmos todo o potencial que a exploração do Big Data trará. Estamos apenas no início. Além da utilização de dados para direcionar ações de marketing, existe muito mais a ser feito, especialmente quando se alia técnicas de inteligência artificial ao big data. Técnicas como detecção de padrões e predições ainda são pouco exploradas.

No mundo, tenho visto como muito interessante os avanços feitos com a tecnologia de deep learning, que permite que o computador aprenda em cenários complexos. Essa tecnologia está sendo usada tanto em carros que andam sem motorista quanto em ferramentas que já usamos como o Google Translator.

No Brasil tenho visto projetos bastante interessantes que integram diferentes fontes de dados para extrair conhecimento. O surgimento de data marketplaces no mercado nacional abre imensas possibilidades. 


Quais as principais dificuldades, tanto tecnológicas quanto culturais, para a expansão do mercado de dados aqui no Brasil? Como estamos progredindo dentro desse cenário?

Acredito que a maior dificuldade ainda é encontrar profissionais capacitados para entender o que fazer com os dados. Vejo muitos projetos com enorme potencial mas que acabam não trazendo resultado por uma dificuldade em entender o que fazer e como utilizar os dados existentes. De nada adianta, por exemplo, uma empresa colocar seus dados em uma das ferramentas de machine learning disponíveis na nuvem se não souber como funciona e para que servem os diversos algoritmos disponíveis lá.

Felizmente nos últimos anos houve um forte movimento de capacitação no Brasil. Já existem cursos de pós-graduação em data science, diversos profissionais que buscaram formação em cursos online e já começamos a ter uma geração de pessoas com um bom conhecimento e trabalhando em projetos interessantes.


Uma das grandes críticas ao nosso mercado de inteligência é que os analistas entregam muitas informações não-acionáveis, ou seja, que não possuem utilidade direta no negócio do cliente. Além do desafio de filtrarmos informações na maré de dados que temos hoje, ainda há a tarefa de traduzir isso para o universo do cliente. Quais conselhos práticos você daria pra quem precisa melhorar os resultados de análise considerando essa dificuldade? 

O primeiro conselho prático é: faça a pergunta certa. Decida exatamente o que você quer descobrir, que insight está procurando. Saber o que você quer perguntar é fundamental para encontrar uma boa resposta. 

O segundo conselho que eu daria para os analistas é: entenda o negócio do cliente antes de iniciar a análise. 


Quais habilidades você acha imprescindível para quem quer começar no mercado de dados, tanto técnicas quanto comportamentais?

O mercado de ciência de dados está ficando mais maduro e com isso estão surgindo sub-áreas em que cada uma delas exige habilidades diferentes. Por exemplo, um engenheiro de big data deveria ser uma pessoa da área de ciência da computação, com experiência em programação, tratamento de grandes volumes de dados, processamento distribuído, performance, etc. Já um especialista em análise dos dados deveria ter conhecimento de estatística, inteligência artificial e ainda ter habilidades comportamentais para conversar com o cliente e entender o problema que se deseja resolver. Já os profissionais que trabalham com visualização de dados precisam ter conhecimento de design de interfaces, estatística, criatividade e conhecer ciência para saber quando um gráfico faz sentido ou não.

Nos próximos dias iremos publicar outras entrevistas aqui e no blog do Vinícius Ghise. Ainda há vagas para o evento! Utilize o cupom atlas16sas na hora da inscrição para conseguir 15% de desconto.

Mais informações e inscrição: http://mediaeducation.com.br/socialanalytics/

Minhas pesquisas sobre influenciadores em mídias sociais - parte 2

By Gabriel Ishida , In ,

No primeiro post da série, falei de alguns fatores que influenciam na análise de influência em mídias sociais. Contudo, não salientei que há diferentes tipos de influenciadores e que cada um possui mais ou menos força em cada fator.

Basicamente, em minhas pesquisas, cheguei a três tipos de influenciadores em mídias sociais: broadcasters, conectores e legitimadores.

Broadcasters

São os perfis com alto alcance, sendo que o parâmetro vale também para a média da área. Por exemplo, um broadcaster da área médica vai ter menos alcance que um broadcaster da cultura popular, mas dentro da sua respectiva área, é o perfil que mais alcança pessoas dentro e fora do target. É ideal para estratégias de alcance e conhecimento de marca, como lançamento de novos produtos, entrada em novo mercado, etc.

Conectores

São os perfis com grande número de conexões importantes (geralmente broadcasters). Sua audiência em si não é grande, mas quem a compõe que é relevante. Alguns exemplos de conectores: hostess, socialites, produtores musicais, DJs, artistas plásticos, empresários(as), promoters, etc.
É ideal para lançar tendências: como inspiram outros influenciadores, podem criar novos virais ou ideias do momento (word of mouth).

Legitimadores

São os perfis que são autoridades na área ou no assunto. Geralmente, sua audiência é composta por perfis com interesses similares, ou seja, são homogêneos e formam uma tribo. Exemplos: jornalista esportivo, ativista LGBT, cantor(a) de ritmo específico, médicos, advogados, especialistas em tecnologia, etc.
É ideal para dar legitimidade para a comunicação ou campanha, ou seja, atestam e dão credibilidade dentro do target.

No próximo post, falarei um pouco de pequenos influenciadores, ou seja, como pessoas do nosso dia-a-dia podem atuar como influenciadores para as macas.

Minhas pesquisas sobre influenciadores em mídias sociais - parte 1

By Gabriel Ishida , In , ,

Tenho estudado sobre influência em mídias sociais há pelo menos um ano pois senti que os estudos na área não satisfaziam minhas questões. Minhas descobertas e os resultados de meus estudos serão lançados no futuro e-book do Tarcízio Silva, mas posso adiantar algumas ideias que desenvolvi.

A primeira ideia é que influência não pode ser resumida apenas a audiência. Essa ideia, obviamente, não é minha e há diversos especialistas que defendem exatamente olhar outros fatores para determinar a influência de um perfil. Por exemplo, a proporção de interações que o perfil recebe de acordo com sua audiência, pois muitas vezes, o perfil possui muitos seguidores, mas não são ativos e, portanto, acabam sendo uma audiência não qualificada.

Outro fator para consideração é o volume de menções espontâneas, ponderado pelo número de seguidores. Um perfil que é citado ou referenciado muitas vezes é sinal de que é influente dentro de um ou mais assuntos ou está em evidência no momento.

Para influenciadores em determinados assuntos, os interesses dos seguidores do perfil também deve ser considerado. Por exemplo, se o perfil é especialista em tecnologia, os seguidores devem possuir, como interesse primário, tecnologia e derivados.

Além disso, esses perfis com seguidores homogêneos costumam ter um grande potencial de disseminação, ou seja, suas mensagens tendem a ter muitos compartilhamentos e retweets, formando redes de conversas.

No resumo, analisar um influenciador apenas pelo seu volume de seguidores é um caminho fácil, porém, superficial. Deve-se olhar diversos fatores para se ter uma noção melhor se aquele perfil atende as expectativas e objetivos de campanha ou comunicação.

Simpósio IBPAD - Inteligência qualitativa em mídias sociais

By Gabriel Ishida , In ,


Com grande satisfação, anuncio minha participação no Simpósio IBPAD em Julho aqui em São Paulo/SP. Juntamente com outras profissionais de relevância no mercado, tentarei trazer um pouco do estudo de influenciadores que tenho desenvolvido há um ano.

São pouquíssimas vagas, então, melhor garantir logo sua vaga para ver o que nós temos a apresentar.

Inscrições e mais informações aqui: http://www.ibpad.com.br/simposio/

Nos vemos lá!

Nunca trabalhe de graça

By Gabriel Ishida , In


Infelizmente, esse é o cenário muito comum dentro da nossa área de comunicação, especialmente a área de criação e design:  fazer um job de graça, esperando ser reconhecido ou ganhar exposição.

Nunca faça isso. Aliás, só faça se for para ser trabalho voluntário. Nunca faça um "testezinho e, se der certo, iremos te pagar mais pra frente" ou "um job para você colocar no portfólio".

Como eu disse, se é para trabalhar de graça, que seja por uma boa causa, algo que estará ajudando outras pessoas.

Como começar no mercado de monitoramento e métricas?

By Gabriel Ishida , In , ,

A pergunta que mais me fazem é "como começar no mercado de monitoramento e métricas não tendo experiência?". Então, esse post é dedicado para responder, sob meu ponto de vista, o que faria um profissional ficar atraente para uma empresa contratar.

Acho que tem duas coisas que atraem em um profissional: sua busca por conhecimento e seu portfólio de projetos. A questão aqui é como você consegue construir e exibir isso.

Busca por conhecimento


A primeira coisa que você pensou aqui é "fazer um monte de cursos". Não é só isso, na realidade, para mim cursos podem não significar muita coisa se você não os aproveitou plenamente. Cursos não servem apenas para você ter no seu currículo e sim é uma oportunidade para você abrir sua cabeça para novas referências, novas formas de aprendizado e, principalmente, para novos projetos. Mas isso deixo para o próximo tópico.

Eu valorizo muito em um profissional quando vejo que ele está abastecido de boas referências. Se a pessoa me diz que lê o blog do Tarcízio, por exemplo, já ganha uns pontos. Obviamente você não vai colocar no currículo que lê blog x, site y, etc, mas é na entrevista que você diz como faz para se informar, como acompanha o mercado, etc. Se a pessoa me diz que acompanha o grupo Entusiastas - Monitoramento e Métricas, eu já dou uns pontos também.

O que acho legal também (e foi o que me deu meu primeiro emprego) foi o fato de ter um blog. Um blog é a chance de você mostrar o que você aprendeu e, consequentemente, seu interesse pela área. Se a pessoa me fala que tem um blog, mesmo que não seja da área, mas seja algo relacionado a algum hobby, etc. eu já fico surpreendido, pois mostra que a pessoa vai atrás do que quer aprender.

Blog você consegue colocar no currículo, mas mostrar suas referências é só na entrevista. Para chegar na entrevista, tem que impressionar no currículo e é aí que entra o segundo tópico.

Portfólio de projetos


"Mas como vou ter um portfólio se não tenho experiência?". Não precisa ser projetos em emprego e sim qualquer projeto que você tenha se envolvido ou criado. Sabe aquela análise de métricas que você fez para a página do seu amigo? Aquilo é um projeto. Sabe aquele estudo sobre cicloativismo que você ajudou a classificar menções? Aquilo também é um projeto. Tudo isso é currículo e não tem nada a ver com vínculo empregatício. Se você não tem oportunidade de participar dessas coisas, crie sua chance: se voluntarie em projetos sociais para analisar a fanpage, criar ideias, monitorar menções, responder usuários em social media, etc.

Nos trabalhos feitos em cursos, aproveite o momento para fazer projetos: leve com vontade e faça algo que valha a pena ser colocado em currículo. Tenho trabalhos da faculdade que eu me orgulhei tanto que estavam no meu currículo e enfatizava nas entrevistas.

O bom de participar de grupos do mercado no Facebook é que sempre surgem umas oportunidades de participar de projetos coletivos e isso é, além de um ponto a mais no currículo, uma grande experiência e oportunidade de trocar conhecimento com gente foda do mercado.

Resumo: se você fizer as duas coisas, ir atrás de informação, participar de projetos, criar coisas novas, etc. você vai estar na frente de 90% dos profissionais em seu mesmo nível. Então, o segredo é não ficar parado. Vá atrás, pergunte para os profissionais que já estão colocados no mercado, etc. que logo você vai estar empregado em algum lugar legal.

Efeito Halo em B.I. e monitoramento: um perigo para as análises

By Gabriel Ishida , In

Efeito Halo foi descrito pelo psicólogo Edward Lee Thorndike em 1920 e consiste em você avaliar uma coisa já tendo uma primeira impressão e, assim, selecionar apenas fatos ou fatores que corroboram para sua ideia.

Em B.I., podemos correr o risco de cair no efeito Halo em diversos momentos. Por exemplo, você vai analisar uma campanha já sabendo que ela foi um sucesso. Você tende a selecionar apenas as métricas e os fatos positivos para corroborar com esse resultado, esquecendo que podem ter caminhos a melhorar ou, principalmente, que aquela campanha foi ponto fora da curva. Assim como temos o cenário inverso: a campanha foi ruim e, ao realizarmos a análise, selecionamos apenas os fatos negativos.

Já no monitoramento o caso mais comum é quando estamos focados em monitorar um assunto específico dentro das menções. Quando focamos o olhar, tendemos a achar que o volume de menções daquele assunto é muito maior do que realmente é. O problema do efeito Halo no monitoramento é que não paramos para olhar o universo de menções. Apenas vamos nos focando no assunto específico e achamos que está vindo muitas menções, principalmente quando estamos em cima de uma crise.

Sendo assim, para evitar o máximo cair nesse raciocínio, busco seguir algumas técnicas:

Comparação com outras campanhas


Para entender se a campanha foi realmente um sucesso sem apenas olhar os fatores positivos, eu busco analisar o histórico de campanhas, ponderando pelo investimento e mecânica (mídias usadas, objetivo, etc.). Provavelmente na análise dessas campanhas antigas, terão pontos que foram explorados e, assim, vai te fazer olhar para os mesmos pontos, evitando apenas analisar os pontos positivos.

É batata: se um relatório antigo diz que a campanha apresentou vários influenciadores postando sobre a ação de forma espontânea, você vai ficar curioso em olhar, para seu relatório atual, se aconteceu a mesma coisa.

Ser "do contra"


Usando uma expressão, seria ser o "chato do rolê". Se todo mundo está falando que a campanha foi um sucesso, seja a pessoa chata que vai dizer: mas deve ter algo a melhorar. Tendo esse pensamento, o efeito Halo vai ser aplicado de forma inversa: você vai direcionado a achar o que pode melhorar, mas tome cuidado para não desvalorizar o que foi positivo.

No caso de monitoramento, seria a pessoa que, no meio da crise, resolve olhar as coisas sob uma perspectiva otimista: "não está tão ruim assim, vamos ver quanto que essa crise representa no buzz da marca no momento".

Resumindo, o analista deveria ser o portador da frase "Não é bem assim..."

Entender e criar parâmetros corretos


É muito fácil cair na tentação, através da observação superficial, de que algo está muito bom ou ruim. Deve-se parar e buscar mensurar aquilo que está analisando para entender a dimensão. Tendo isso, levante o histórico e busque entender se aquilo realmente é acima do normal. Dá para fazer um post só sobre como traçar parâmetros, mas entenda que não podemos cair na ideia de "dar uma olhada" e ter uma opinião sobre a dimensão da análise.

Exemplo: vemos que o buzz subiu de 30% para 40% de menções negativas. Já aqui, sentimos o efeito Halo ao perceber que algo deu errado. Quando vamos direcionar a análise, vamos diretamente no buzz negativo verificar o que aconteceu. Contudo, o parâmetro correto aqui é entender que o percentual é influenciado pelo volume. Ao olhar o volume total, vemos que caiu devido a redução do volume de menções positivas que, por sua vez, havia crescido no período anterior devido a uma promoção de vendas. Ou seja, na análise correta, deveríamos olhar, após verificar o percentual de buzz, o volume total e traçar o parâmetro de análise, chegando no histórico da marca.

Resumindo tudo, temos que ter muito cuidado com pré-análises que fazemos ou recebemos de terceiros, pois tenderemos a fazer análises baseadas neles. E lembre-se: se você se policiou e tudo deu certo, então realmente a campanha foi um sucesso!



Post dedicado a minha amiga Letícia Cabral

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...