Google+

Como escolher bons influenciadores

By Gabriel Ishida , In ,

(esse artigo faz parte da série de posts para promover o curso de Influenciadores no próximo dia 13/05 em São Paulo. Mais detalhes, acesse o site do Atlas. Vagas limitadas)

Imagem tirada do site do MITI

Uma pergunta muito comum para quem começa a lidar com o mercado de influenciadores é como escolher perfis que sejam perfeitos para sua campanha ou estratégia de comunicação. Contudo, antes de decidir se Fulano ou Siclano devem ser contatados para serem canais da marca, deve-se, primeiro, responder algumas perguntas:

  • Qual é o público que você quer atingir? Cada influenciador tem uma audiência específica: faixa etária, gênero, interesses, nível de conhecimento e familiaridade com a plataforma (instagram, facebook, youtube, blog, snapchat, etc)
  • O que você quer que o influenciador faça? Há perfis que não fazem propaganda, outros só fazem em determinados termos ou outros possuem contratos com outras marcas e concorrentes. Aqui vale tanto traçar o que o influenciador precisa fazer (vender um produto, anunciar uma campanha, testar um produto, participar de um evento, etc) e também a duração do trabalho.
  • Qual o papel do influenciador em sua campanha ou comunicação? Ele será o elemento que vai trazer engajamento para sua marca? Será o elemento que vai dar legitimidade ou visibilidade? Se for visibilidade, quais mídias irão ser trabalhadas para ele ajudar a alcançar esse objetivo? Por exemplo: se vai usar a Kéfera para visibilidade de campanha, não se deve trabalhar com mídias de baixo impacto ou sem penetração no público-alvo.
Tendo essas perguntas respondidas, já fica mais fácil argumentar contra (ou a favor) das super celebridades que geralmente são indicadas para a maioria das campanhas. Além disso, você já consegue dar uma boa filtrada nos perfis e chegará numa lista. Se não chegar, a forma mais fácil é entrar em contato com agências de casting de influenciadores ou utilizar o monitoramento em mídias sociais para identificar possíveis nomes (para mais detalhes, no curso de Influenciadores abordarei as técnicas para encontrar influenciadores).

Para analisar quais opções em sua lista são as melhores, pode-se utilizar métricas e análises qualitativas para ponderar as melhores opções.

  • Número de seguidores é importante, mas não pode ser determinante. A primeira métrica que batemos o olho é o volume de seguidores (ou inscritos no Youtube ou fãs no Facebook) que um perfil possui. Apesar de ser extremamente importante como métrica, devemos tomar muitos cuidados como não comparar o volume de seguidores do perfil com as super celebridades e também que podem ser seguidores comprados ou inativos na base.
  • Faça uma ponderação entre as interações com o volume de seguidores. Para descobrir se os seguidores do perfil são qualificados, basta dar uma olhada no volume de interações nos últimos 10 ou 20 posts. Faça uma conta simples: some todas as interações, divida pelo número de posts que você considerou e o resultado você divide pelo volume de seguidores. Quanto maior a proporção, mais ativa é a base dos seguidores do perfil. Isso vale principalmente para Instagram.
  • Veja se os comentários se engajam com o conteúdo. Um influenciador bom é aquele que gera conversas em torno do conteúdo que publica. E para comprovar isso, vale dar uma boa lida nos comentários dos seguidores e também olhar as menções ao perfil no monitoramento em mídias sociais. Isso é muito importante principalmente para influenciadores especialistas em um assunto.
  • Veja o desempenho do conteúdo de outras marcas com esse perfil. Cheque se o perfil já fez ações com outras marcas e analise os resultados. Foi acima ou abaixo da média geral do perfil? Quais tipos de interações trouxe? São perguntas importantes para entender se a audiência do influenciador é receptiva a conteúdo patrocinado.
Existem outras possibilidades, mas nesse post já consegui passar algumas dicas para quem precisa escolher bons influenciadores. No curso dia 13/05 em São Paulo trarei mais exemplos e aprofundamentos, além de técnicas para identificar e classificar influenciadores. Nos vemos lá!

Resenha do livro "O Poder do Hábito" de Charles Duhigg

By Gabriel Ishida , In ,

Resenha feita por Larissa Maschio: jornalista, comunicadora, apaixonada por Redação, Design e Comunicação Interna.


Na obra “O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios”, o autor Charles Duhigg explica, utilizando uma linguagem simples, como os hábitos dominam as atitudes diárias das pessoas, permeando desde suas convivências familiares até suas decisões profissionais. Ele divide o livro em três partes: “ Os hábitos dos indivíduos”, “Os hábitos das organizações bem-sucedidas” e “Os hábitos de sociedades”, além de apresentar um prólogo e um apêndice.

Apesar dessas divisões, na obra existe lógica e continuidade claras. Todos os capítulos, apesar de possuírem temas diferentes, apresentam o mesmo fim, que é o de esclarecer como hábitos são construídos e estão enraizados nas diversas esferas de convivência dos indivíduos.

Os hábitos são comportamentos comuns a todos a todo tempo, são ferramentas fixas presentes na área mais interior do cérebro - os gânglios basais - com uma função tão simples quanto útil: poupar energia metal para ações que precisam realmente ser avaliadas conscientemente em todas as suas etapas. E cada um deles possui três fases, a primeira é o estímulo, quando o cérebro busca semelhanças com outros momentos já vivenciados, a segunda é a cadeia de ações realizadas automaticamente a partir do estímulo, e a terceira é a recompensa, em que recebemos um prêmio por completar a rotina conforme o esperado. O autor explica esse conceito na página 36:

“Primeiro há uma deixa, um estímulo que manda seu cérebro entrar em modo automático, e indica qual hábito ele deve usar. Depois há a rotina, que pode ser física, mental ou emocional. Finalmente, há uma recompensa, que ajuda seu cérebro a saber se vale a pena memorizar este loop específico para o futuro”
Exemplo: prática de corrida

No entanto, por responderem automaticamente aos estímulos, os hábitos podem tanto ser benéficos quanto prejudiciais às pessoas e às organizações. Duhigg traz vários exemplos disso e de situações nas quais empresas e indivíduos analisaram conscientemente deixas, rotinas e recompensas de seus hábitos e, dessa forma, modificaram seus comportamentos e transformaram suas vidas ou seus negócios. Ele cita, entre outros, casos como o do desenvolvimento de uma estratégia para a promoção do Freeze, um produto para tirar cheiros de tecidos, o da melhoria do atendimento da marca Starbucks por meio do investimento em hábitos de funcionários, o da luta pacífica pelos direitos de igualdade racial nos Estados Unidos na década de 60, o do controle sobre o vício em álcool conseguido pelos membros dos Alcoólicos Anônimos e o da mudança de hábitos relacionados à Segurança do Trabalho na Alcoa, o que alterou todo funcionamento e valor da empresa.

Também de acordo com o escritor, mesmo que os hábitos estejam totalmente enraizados nos comportamentos de pessoas e empresas, eles ainda podem ser alterados se houver percepção racional de quais são as deixas, rotinas e recompensas que os estruturam. Transformar hábitos não é impossível, mas exige força de vontade e esforço: “A mudança pode não ser rápida e nem sempre é fácil. Mas com tempo e esforço, qualquer hábito pode ser remodelado.” (Duhigg, p. 288)

Apesar de não pertencer ao gênero de autoajuda, esse livro pode ajudar muitas pessoas a melhorarem suas vidas e superarem suas inquietações pessoais. Se lido com atenção, ele proporciona uma lição de como viver de uma forma melhor e com mais satisfação. Pode colaborar com o enfrentamento de diversos tipos de vícios, como álcool e comida, e com a busca pelo controle de alguns casos de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e Ansiedade. 

Pessoalmente, desde que comecei a lê-lo, observei uma significativa melhora em várias aflições desencadeadas por pensamentos e ações automáticas relacionadas à ansiedade. Conforme é apresentado no livro, constatei que minhas ações em geral seguem a ordem “deixa-rotina-recompensa” e, portanto, ao descobrir as deixas e as recompensas dos meus hábitos, posso alterar a rotina deles de modo que as sequências iniciadas pelas deixas sejam positivas e não negativas.

Além disso, pessoas ansiosas, como eu, possuem preocupação extrema com o futuro e desafios inesperados que podem surgir nele, mas a partir do momento em que se compreende que várias deixas são repetidas, pode-se traçar planos para alterar rotinas e, assim, ter como recompensa ansiedade e nervosismo menores quando novos desafios aparecem. O hábito de traçar planos como respostas a desafios é apresentado no livro, quando descreve um estudo no qual pessoas com problemas de saúde foram motivadas a desenhar planos para possíveis fatores inesperados que tinham possibilidade de surgir durante suas recuperações.

A partir da obra também é possível entender melhor comportamentos aparentemente ilógicos de outras pessoas e, assim, tentar ampliar a empatia por elas, analisando como cada uma construiu seus próprios hábitos, que podem divergir parcialmente dos de outras pessoas. E com esse processo é possível ajudar na resolução de conflitos interpessoais.

O livro “O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios” é uma obra que além de ajudar a compreender o comportamento de pessoas, de relações profissionais e de empresas tentando vender seus produtos por meio de estratégias publicitárias, é capaz de intrigar seus leitores a procurarem dentro de suas mentes os hábitos enraizados e tentar moldá-los como respostas mais positivas para suas vidas, melhorando também resoluções perante desafios e ampliando seus livres-arbítrios e suas qualidades de vida.

Como precificar seu serviço de monitoramento e métricas

By Gabriel Ishida , In , , ,

É uma dúvida recorrente de todo profissional da área. Como podemos precificar nossos serviços para freelas ou consultorias?

Posso dizer, com certa experiência, que não é fácil precificar mesmo. Com o tempo, você acaba tendo alguns parâmetros, principalmente de outros colegas de área e agências. Além disso, você também acaba ficando mais ciente dos gastos envolvidos: impostos de emissão de nota fiscal, deslocamento, tempo gasto em reuniões, etc.

Sendo assim, apesar de ter muitas variáveis, vou passar alguns parâmetros de valores que eu vejo por aí (vale frisar que é o que eu vejo como média) para diversos escopos. E falando nisso, esse é o primeiro ponto.


TIPOS DE ESCOPOS


Apenas para esclarecer: entendo escopo como as condições e as funções do seu trabalho. Por exemplo: se meu escopo é analisar uma fanpage e o cliente pede para desenvolver um aplicativo, isso não está no meu escopo. Sendo assim, podemos dizer que temos diversas combinações de escopos dentro da nossa área.

FERRAMENTAS

Aqui o ponto é se você precisa contratar ou configurar a ferramenta de monitoramento e/ou métricas. Na maior parte dos casos, o contratante já tem uma ferramenta e te dá o acesso, contudo, você tem que configurar para a coleta dos dados. Se você tem que contratar a ferramenta, embuta o preço total no seu fee, mais um percentual (uns 10% do valor da ferramenta) como comissão pelo fato de você ter que fazer todo o processo burocrático de contratação. Se tiver que configurar, coloque horas de manutenção e configuração da ferramenta (geralmente estimo entre 6h e 10h por mês para isso).

CLASSIFICAÇÃO DE MENÇÕES

Em trabalhos de monitoramento, a maioria das vezes temos que classificar as menções coletadas, pelo menos em sentimento. Pessoalmente (e vale frisar isso), costumo colocar que classifico 1.000 menções (com sentimento) em um dia útil (8 horas). Aqui estou incluindo desde tweets e comentários de Facebook até vídeos e posts de blogs. Claro que se a base tiver só comentários de Facebook, classificaria muito mais. Mas para efeitos de comparação, uso esse parâmetro. 

Para cobrar essa tarefa, você pode estimar as horas de classificação (e usar esse meu parâmetro) ou cobrar por menção classificada. Eu geralmente uso esse último e tenho o parâmetro de um grupo de freelancers que prestava serviço onde eu trabalhava: R$ 0,50 por menção classificada. Eles eram bem treinados e classificavam muitas menções por dia, ou seja, são o topo da cadeia de qualidade. Sendo assim, eu avalio a complexidade da classificação para determinar um preço por menção, sendo abaixo desse valor (ou próximo, dependendo da dificuldade). Há casos também que o cliente já te dá a base classificada, então, você não cobraria por isso (no máximo, algumas horas de validação da base).

Ponto importante: determine uma amostra (ou um teto) de menções a serem classificadas. Mesmo que venham poucas menções, é bom deixar claro qual é o seu limite até para que o cliente saiba o máximo que irá pagar.

RELATÓRIOS DE MONITORAMENTO

Primeiro de tudo, temos alguns tipos de relatórios: diários, semanais, mensais e pontuais (campanhas, crise, assuntos específicos, etc). Não se iluda: relatórios diários gastam mais tempo do que um relatório mensal, se olhar as horas gastas no mês. 
O mais difícil é estipular preços para relatórios pontuais, mas recomendo tomar como parâmetro as horas gastas em relatórios mensais ou semanais para determinar.
Como parâmetro de preços e considerando apenas relatórios (sem horas de ferramenta e classificação) e apenas a própria marca:

  • Relatórios diários + um relatório mensal + sem relatórios pontuais: R$ 8.000 / mês em uma agência média.
  • Apenas relatórios diários (alertas do monitoramento): R$ 6.000 / mês em uma agência média.
  • Apenas relatórios mensais: R$ 5.000 / mês em uma agência média.

Para calcular quanto sairia um relatório pontual, basta dividir o valor por hora e determinar o preço.

Vale destacar que se tiver que monitorar concorrentes, tem que acrescentar mais tempo de análise, além de tempo de classificação. Como noção de valores considerando apenas relatórios:

  • +1 concorrente, relatórios diários + relatório mensal + sem relatórios pontuais: R$ 12.000 / mês em uma agência média.
  • +2 concorrentes, relatórios diários + relatório mensal + sem relatórios pontuais: R$ 15.000 / mês em uma agência média
  • +2 concorrentes, apenas relatórios mensais: R$ 8.000 / mês em agência média.

Outro ponto de atenção é o formato das entregas. Relatórios serem em PPT é o padrão, mas demoram mais tempo. Geralmente, eu acerto relatórios diários em corpo de e-mail, semanais em Excel e mensais ou pontuais em PPT.

Por último, sempre balanceie o preço de acordo com o objetivo da entrega. Análises gerais de marca e concorrentes obviamente demoram mais do que análises de campanhas, crises ou assuntos pontuais. Tendo isso definido no escopo, fica mais fácil na hora de dar negativa a pedido do cliente.

JABÁ: se quiser aprender mais sobre monitoramento, tem nosso curso presencial no Atlas e curso online no Quero Ser Social Media.

RELATÓRIOS DE MÉTRICAS

Quando se trata de métricas, o trabalho costuma ser menor do que de monitoramento. Analisar fanpages, perfis de Instagram ou desempenho de vídeos no Youtube, na maioria das vezes, acaba tomando menos tempo. O segredo aqui é delimitar quantos perfis se deve analisar e a periodicidade das entregas.
Para efeitos de parâmetro e considerando apenas relatórios (sem ferramentas):

  • 3 canais próprios da marca + relatórios semanais + relatório mensal: R$ 8.000 / mês em uma agência média
  • 12 canais (marca + concorrentes) + relatórios semanais (apenas da marca) + relatório mensal (marca + concorrentes): R$ 15.000 / mês em uma agência média
  • 12 canais (marca + concorrentes) + relatórios semanais (marca + concorrentes) + relatório mensal (marca + concorrentes): R$ 20.000 / mês em uma agência média

JABÁ: se quiser aprender mais sobre métricas, tem nosso curso presencial no Atlas e curso online no Quero Ser Social Media.

CONCLUSÕES


Os preços que passei, como disse, são médias e se referem a agências de médio porte. Se você é uma agência pequena ou um freelancer, vale considerar preços menores ou iguais. Além disso, há a variável tamanho do cliente: clientes menores possuem menos dados e, consequentemente, menos trabalho. Logo, cobra-se menos.
Sobre o preço hora/homem: vale você pegar esses preços que citei e dividir por horas (40 horas por semana e 160 horas por mês) para ter uma noção de quanto cobrar.

Quem tiver mais dúvidas, meu e-mail é gabriel@atlasmedialab.com.br e podem me mandar e-mail que eu tento ajudar o máximo possível.

Minhas pesquisas sobre influenciadores em mídias sociais - parte 3 - microinfluenciadores

By Gabriel Ishida , In , ,

Continuando a série de posts (primeiro e segundo posts), agora falarei um pouco das minhas pesquisas sobre microinfluenciadores ou influenciadores em grupos.

É senso comum, ao abordar o assunto influenciadores, que pensemos que se trata de indivíduos com grande poder de propagação e influência em direcionar a opinião e ação dos usuários. Contudo, para quem está estudando um pouco mais a fundo sobre o assunto, vai perceber que o assunto influenciadores vai além disso.

Não necessariamente um influenciador tem que ter um grande poder de propagação. Na realidade, isso é detalhe. O que importa mesmo é que uma pessoa acredite e mude uma opinião ou atitude devido a um comentário ou recomendação de um influenciador. Isso é muito mais importante. O que geralmente ocorre é que, em perfis muito populares, muitas pessoas acabem seguindo uma opinião e tenhamos a impressão de que o perfil é bastante influente.

O resultado disso é que praticamente todas as pessoas que você conhece são influenciadores. Quando você precisa comprar um celular novo, você tem um leque de pessoas que pode consultar (e provavelmente vai seguir o conselho delas). Quando você precisa de conselho sobre financiamentos, idem. E não necessariamente essas pessoas são populares, mas sim porque são experts no assunto sob seu ponto de vista.

Aqui acaba sendo um desdobramento do conceito de Experts que o Malcolm Gladwell define em seu livro "O Ponto da Virada" (resenha aqui). Complementar ao senso comum de expert (ex: Dráuzio Varella é especialista em saúde e isso todo mundo reconhece), temos também o senso individual de expert, em que classificamos nossos contatos como experts em cada assunto, ou seja, os microinfluenciadores.

Mas como as marcas trabalhariam com microinfluenciadores? Muitos afirmam que é um trabalho de formiguinha, em que teria que ter um estudo e pesquisa dos perfis e traze-los próximos da marca. Contudo, o que é possível fazer com uma certa agilidade é mapear qual o perfil do influenciador de sua marca. E nisso você chega em um perfil de grupo de influenciadores.

Por exemplo: se você é uma marca de shampoo, um perfil de influenciador são as cabelereiras e cabelereiros. Elas que orientam a compra dos seus produtos para seus clientes.
Se você é uma marca de bebidas alcóolicas, seu perfil são os bartenders e garçons/garçonetes, que recomendam as bebidas para o público.

Repare que não necessariamente eles possuem grande alcance, mas sim possuem a expertise reconhecida para indicar sua marca.

E assim, fechamos a série de posts sobre influenciadores. Espero que tenha ajudado! Para mais detalhes, recomendo ler meu capítulo no e-book Monitoramento e Pesquisa em Mídias Sociais do IBPAD, em que detalho uma metodologia para análise de influenciadores.

Resultados da pesquisa sobre o profissional de monitoramento e métricas no Brasil

By Gabriel Ishida , In , , , ,


Com muita felicidade que, pela terceira vez consecutiva, estou presente na lista da pesquisa sobre os profissionais de monitoramento e métricas em 2016 como uma das referências citadas pelos pesquisados.

Fico muito feliz e a responsabilidade aumenta com tanta gente confiando em meu trabalho.

Tem diversos dados interessantes, como média salarial por formação (mestres e doutores ganham mais!) e dados por região.

Meu artigo sobre Influenciadores no e-book do IBPAD

By Gabriel Ishida , In , , ,


Com muita alegria que anuncio o lançamento do e-book do IBPAD. Com alguns dos melhores profissionais de inteligência em mídias sociais, e-book Monitoramento e Pesquisa em Mídias Sociais: Metodologias, aplicações e inovações vem um leque riquíssimo de assuntos e frentes de estudo na área.

Pude contribuir com o capítulo sobre Influenciadores, apresentando um método para analisar perfis e resultados de ações com influenciadores de diferentes níveis.

Agradecimentos especiais novamente para o Tarcízio Silva e o Max Stabile pela oportunidade.

Para baixar o e-book, clique aqui.

Entrevista com Leandro Bravo e Maíra Berutti - Social Analytics Summit 2016

By Gabriel Ishida , In ,

Continuando nossa série de entrevistas para o Social Analytics Summit 2016 (a primeira foi com a Fabiane Nardon falando de Big Data), agora iremos dar um cheirinho do que vai rolar no nosso debate sobre influenciadores. Leandro Bravo (Celebryts) e Maíra Berutti (MC15 Consultoria) aceitaram responder algumas perguntas sobre o assunto e você confere a resposta de ambos abaixo.

Lembrando que ainda há vagas para o evento, que será no próximo sábado, dia 26 de novembro. Para fazer sua inscrição, entre no site do evento e realize seu pagamento. Utilize o código atlas16sas para ganhar 15% de desconto!


Muito se fala sobre influenciadores digitais hoje em dia devido ao crescente esgotamento dos modelos tradicionais de publicidade. Contudo, uma questão que se surge é o quão influente um perfil popular nas mídias sociais pode determinar a ação dos consumidores, pois muitas vezes a propaganda por trás do conteúdo do influenciador acaba se tornando mais um incômodo do que algo nativo do perfil. Como você enxerga esse limiar entre propaganda x sponsored content dentro do universo dos influenciadores? Quais os cuidados que uma marca deve ter na hora de brifar o influenciador sobre o conteúdo a ser transmitido?

Maíra: Acho que a palavra-chave quando falamos desse universo de influenciadores digitais é autenticidade. Reside aí nossas discussões infinitas sobre o potencial dessas iniciativas fazerem de fato o consumidor ser impactado positivamente. Só me mobilizo por aquilo que dialoga genuinamente comigo e quando uma autoridade que já acompanho me faz uma recomendação legitima de algum produto ou serviço, as chances dessa mensagem fazer sentido na minha vida certamente aumentam. Ter isso em mente é imprescindível para definir uma estratégia que vai contar com uma personalidade, principalmente se ela traz consigo seguidores fiéis que acompanham minuto a minuto de sua vida online. São justamente essas pessoas que serão impactadas, e avaliar previamente como elas farão a leitura desse conteúdo é o primeiro passo pra não gerar esse tal incômodo. Se a marca e a forma como ela se posiciona fizerem sentido pra esse público, a possibilidade de ruído já será minimizada.  O segundo passo é estudar a fundo quem é esse influenciador, que bandeiras levanta, sobre o que fala, quando, onde, de que forma, que outras marcas já o patrocinaram. Seguindo esses dois passos e tendo em mente a importância crucial de se respeitar a imagem autêntica que essa personalidade construiu e é reconhecida por, deixam o momento do briefing bem mais simples, até porque a lógica é que a escolha já tenha sido assertiva a ponto do anunciante se sentir confortável com o jeito único de seu porta voz dialogar com o público. Ou seja, se fizer a lição de casa direitinho, a rejeição ao conteúdo patrocinado ou a forma como o influenciador vai transmitir a mensagem da campanha não devem ser mais um problema. 

Leandro: Não acredito que a propaganda dentro de um conteúdo seja um incômodo para a audiência. Talvez, alguns anos atrás, eu tivesse uma opinião diferente, mas hoje em dia, o público está mais maduro e isso é entendido, inclusive, como um fator de sucesso do ídolo que ele segue.
Uma das principais diferenças entre sponsored content com influenciadores digitais e propaganda normal, e aí incluo Google e Facebook, está em quem transmite a mensagem.
Diferente de um anúncio comum, onde a  conversa com consumidores é feita pela empresa, com influenciadores ela se associa a uma pessoa, que "empresta" sua persona e aplica isso no conteúdo que precisa ser transmitido.
Isso não é novo, mas hoje, esses influenciadores também são canais de mídia e, por isso, torna a comunicação completamente diferente.
Essa talvez seja a principal dica para os cuidados na hora de escolher e brifar um creator: não queira determinar o que deve ser transmitido. Entenda que ao se associar a um influenciador, você está trazendo para a propaganda também a sua forma de falar e interagir e isso é algo importante, pertinente e que deve ser respeitado na campanha.
Conseguindo isso, a marca chega no seu consumidor de forma completamente diferente, muito mais íntima do que nos meios tradicionais e o público, por confiar no seu ídolo, entende e se identifica.


O CONAR está em processo de aprovação de uma nova regra envolvendo conteúdo patrocinado em perfis populares, em que agora todo conteúdo com estímulo de propaganda deve ser sinalizado como #publi ou qualquer outro tipo de sinal para transparecer para a audiência. Mesmo quando o influenciador recebe um brinde ou um simples envio de produtos já servem como estímulo. Se essa medida for aprovada, como você acha que isso impactará esse mercado de influenciadores, já que grande parte do conteúdo terá que ser sinalizado como propaganda?

Maíra: Vejo o copo meio cheio. A profissionalização desses canais já é uma realidade e um exemplo claro disso são os incontáveis casos de filhos de amigos que querem ser Youtubers e ganhar muito dinheiro com isso. A onda agora é ser astronauta no ciberespaço, os tais novos tempos, novos ídolos. Portanto, não há um problema em se ganhar dinheiro com o conteúdo digital, muito pelo contrário, é até desejável e valorizado. Sou partidária das relações transparentes e a leitura que faço é que essa iniciativa deve contribuir pra isso. Vamos ver!

Leandro: Sim, mas acredito que será um impacto positivo. Na verdade, os influenciadores que já trabalham de forma mais profissional, já fazem isso faz algum tempo.
Entendo que, hoje em dia, o público não se importa tanto com a propaganda feita pelo influenciador. Na verdade, pelo que acompanho, eles entendem que é dessa forma que eles podem continuar fazendo o trabalho deles.
Quando as marcas começaram a investir em influenciadores digitais, um dos problemas que muitos desconfiavam que poderia acontecer, inclusive eu, era da propaganda feita a qualquer custo, para se ganhar o máximo possível, mas isso acabou não acontecendo. Acompanho isso de perto faz muito anos e, não importa qual o tamanho que o influenciador tem, eles sabem que não podem fazer propaganda de qualquer produto ou marca, pois seu público não aceita isso e não há dinheiro que valha perder esses fãs que foram conquistados de maneira tão árdua. 


Sabemos que influência em redes sociais existe muito antes da internet, quando o boca-a-boca influenciava as decisões de parentes e amigos na hora da compra. Atualmente, essa característica tem sido comparado com a atuação dos micro-influenciadores, que atuam em pequenas redes on ou off line. Na sua opinião, como detectamos esses pequenos influenciadores no dia-a-dia?

Maíra: Antes de qualquer coisa entendendo bem quem é o nosso público. Tenho certeza que uma base de seguidores bem trabalhada, com identificação clara dos brand lovers, por exemplo, já seria um excelente começo. Poucas marcas de fato estabelecem uma relação próxima com esses perfis, incentivando uma postura mais participativa e empoderada, convidando essas pessoas para lançamentos de novos produtos ou até para projetos de co-criação, e desperdiçam energia buscando micro influenciadores no quintal do vizinho. Mas o quintal do vizinho também pode ser um terreno fértil, e a identificação dos perfis que se relacionam com a minha base de fãs também é uma boa opção. Se ainda assim, você não tiver identificado perfis relevantes para o objetivo da campanha, outra possibilidade é monitorar o universo de seu mercado de atuação. Se sou uma indústria de beleza, imagina quantos hubs poderia identificar se desvinculasse meu monitoramento da minha marca e buscasse por termos mais genéricos como “low poo”, por exemplo? É um universo infinito e a mineração dessa base novamente deve levar em conta onde a marca está, pra onde ela quer ir e quem estará de mãos dadas com ela nessa caminhada. 

Leandro: Esse é um trabalho complicado. Eu, particularmente, confio muito no poder dos nichos de mercado, mas fazer isso de forma manual, demanda tempo, esforço, estudo e isso pode encarecer e inviabilizar o projeto.
Normalmente, esse processo de achar micro-influenciadores, a marca ou agência precisam ter: uma ferramenta de monitoramento, encontrar diversos canais em diferentes nichos, entrar em contato com cada um deles, estudar o potencial público atingido, entender a forma de se comunicar e, além disso tudo, verificar se eles podem emitir nota fiscal pra poderem participar da ação.
Na Celebryts, estamos ajudando esse fluxo todo. Nossa ferramenta auxilia a encontrar esses influenciadores e também a contratá-los. Nesse começo de empresa, estamos focados nos youtubers, muito pelo poder que o vídeo possui, mas daqui a pouco, vamos ter a possibilidade de encontrar esses micro-influenciadores em outras redes também.


Quais cases ou estudos envolvendo influenciadores que você presenciou ou estava bem próximo e que pode compartilhar?

Maíra: Minha experiência nesse universo é no background, fazendo pesquisa e monitoramento pra entender o que pode dar certo ou errado e o que foi legal ou não. O que consigo compartilhar é que percebo nitidamente uma mudança no mercado que mais do que nunca tem estudado mais a fundo os influenciadores antes de definir as ações. Um processo de aprendizado e erro em que as empresas começaram a perceber que não basta o influenciador ter fit com a minha marca, a reputação dele e o que ele fez no passado também podem determinar o sucesso ou o fracasso da minha estratégia.

Leandro: Participei de diversas ações envolvendo influenciadores digitais em empresas como: Sony, Skol, Brahma, Guaraná Antártica, Toyota e outras diversas. Mas hoje, pela Celebryts, fico feliz de poder atender essas grandes empresas, mas também de poder auxiliar empresas menores a conseguirem resultados.
Como foi o caso com a Smyowl, que é uma empresa nacional de games. Eles pediram nossa ajuda pra contratarem um youtuber, já que precisavam anunciar um novo jogo que estavam lançando.
A campanha deu muito certo. O vídeo contratado alcançou quase o dobro de visualizações que projetamos e eles conseguiram uma taxa de, incríveis, 30% de clique no link que levava para a loja online.
Então, de uma única vez, eles conseguiram unir branding com conversão, uma enorme conquista nesse momento onde ROI é o pote de ouro no final do arco íris.

Olimpíadas: métricas ajudando a entender nossa performance física

By Gabriel Ishida , In ,

(uma pausa na série sobre influenciadores)

Métricas são usadas em diversos aspectos nas nossas vidas. Uma delas, que eu gosto bastante, é na área de esportes, principalmente futebol. Aplicações nos esportes já vimos em diversas ocasiões, como nos games (Football Manager) e nos filmes (Moneyball). Contudo, ainda temos algumas questões nas métricas esportivas que também rondam nossa área profissional.

Por exemplo, no futebol. Não há uma ou duas métricas absolutas que podemos usar para determinar se um jogador é melhor que o outro e, principalmente, o quão melhor é. Uma pergunta simples que pode ser feita: quão melhor é o Messi em relação a mim no futebol? Não há métricas que podem responder isso com clareza. Número de títulos? Número de prêmios? Gols marcados? Dribles aplicados? Velocidade? Assistências ao gol? São várias métricas que não conseguem responder essa pergunta.

Pode-se escolher algumas métricas para determinadas posições. Se for atacante, gols marcados, títulos, prêmios e até convocações para a seleção podem ser prioridades. Se for goleiro, gols tomados, títulos, penâltis defendidos, etc. Contudo, repare que tem que ser um conjunto de métricas para entender uma comparação e, mesmo assim, ainda não dá uma resposta absoluta.

Contudo, nos esportes de corrida, principalmente maratona, conseguimos ter duas métricas que conseguem comparar o desempenho de uma pessoa comum com um atleta de alto rendimento: o pace e a distância percorrida. Pace é, basicamente, a média de quantos minutos a pessoa percorre um quilômetro. Ou seja, alguém que tem o pace 6 significa que percorre um quilômetro em seis minutos na média.


Esse na foto é o campeão olímpico Eliud Kipchoge (Quênia) na maratona. Ele percorreu a distância de 42km (distância padrão de maratonas) em 2 horas e 8 minutos (128 minutos). Calculando seu pace médio, ele fez cerca de 3 (três minutos para um quilômetro). Tendo essas informações, você já consegue se comparar com ele e considere que ele percorreu 42 quilômetros.

Um colega de trabalho corre quatro vezes por semana, compete em meia maratonas (21 quilômetros) e eu o considero muito bem preparado. Ele me mostrou seu pace médio: 4.3. Ele não tem preparo ainda para correr uma maratona inteira, mas veja que, mesmo com uma distância menor, ele não está nem próximo do pace médio do Kipchoge. Quando comecei a correr com uma frequência de duas vezes por semana, meu pace médio era de 6 para uma distância de 7 quilômetros, ou seja, infinitamente longe do campeão olímpico.

O ponto é que consigo me comparar com um campeão olímpico, na realidade, consigo me comparar com qualquer maratonista ou praticante, pois as métricas são claras. Claro que temos que ponderar pela distância percorrida, mas se eu (conseguir) correr 42kms, teria um pace médio e, consequentemente, comparável com o Kipchoge. 

Métricas servem para isso: dar parâmetros.

Entrevista com Fabiane Nardon - Social Analytics Summit 2016

By Gabriel Ishida , In ,

É com grande prazer que eu e Vinícius Ghise aceitamos o desafio de montar a grade do Social Analytics Summit 2016, um dos principais eventos de monitoramento e métricas do Brasil. Para ajudar a esquentar o evento, estamos entrevistando alguns palestrantes e publicando em nossos blogs (veja o blog do Vinícius Ghise).

Uma das palestrantes que estamos muito felizes em ter conosco é a Fabiane Nardon, Chief Data Scientist da Tail Target. Ela irá falar sobre o verdadeiro Big Data (e não o que você vê por aí em certos gurus do marketing digital). Preparamos algumas perguntas para ela sobre o assunto e você confere abaixo.


O termo Big Data ganhou bastante repercussão de uns três anos para cá devido a expansão do mercado de analytics no mundo. Aqui no Brasil temos visto alguns movimentos dentro dos grandes anunciantes em utilizar dados para direcionar comunicação e ações de marketing ou performance. O que você tem visto de mais interessante aqui no Brasil e no mundo com o uso do Big Data na sua opinião?

Acredito que ainda estamos muito longe de aproveitarmos todo o potencial que a exploração do Big Data trará. Estamos apenas no início. Além da utilização de dados para direcionar ações de marketing, existe muito mais a ser feito, especialmente quando se alia técnicas de inteligência artificial ao big data. Técnicas como detecção de padrões e predições ainda são pouco exploradas.

No mundo, tenho visto como muito interessante os avanços feitos com a tecnologia de deep learning, que permite que o computador aprenda em cenários complexos. Essa tecnologia está sendo usada tanto em carros que andam sem motorista quanto em ferramentas que já usamos como o Google Translator.

No Brasil tenho visto projetos bastante interessantes que integram diferentes fontes de dados para extrair conhecimento. O surgimento de data marketplaces no mercado nacional abre imensas possibilidades. 


Quais as principais dificuldades, tanto tecnológicas quanto culturais, para a expansão do mercado de dados aqui no Brasil? Como estamos progredindo dentro desse cenário?

Acredito que a maior dificuldade ainda é encontrar profissionais capacitados para entender o que fazer com os dados. Vejo muitos projetos com enorme potencial mas que acabam não trazendo resultado por uma dificuldade em entender o que fazer e como utilizar os dados existentes. De nada adianta, por exemplo, uma empresa colocar seus dados em uma das ferramentas de machine learning disponíveis na nuvem se não souber como funciona e para que servem os diversos algoritmos disponíveis lá.

Felizmente nos últimos anos houve um forte movimento de capacitação no Brasil. Já existem cursos de pós-graduação em data science, diversos profissionais que buscaram formação em cursos online e já começamos a ter uma geração de pessoas com um bom conhecimento e trabalhando em projetos interessantes.


Uma das grandes críticas ao nosso mercado de inteligência é que os analistas entregam muitas informações não-acionáveis, ou seja, que não possuem utilidade direta no negócio do cliente. Além do desafio de filtrarmos informações na maré de dados que temos hoje, ainda há a tarefa de traduzir isso para o universo do cliente. Quais conselhos práticos você daria pra quem precisa melhorar os resultados de análise considerando essa dificuldade? 

O primeiro conselho prático é: faça a pergunta certa. Decida exatamente o que você quer descobrir, que insight está procurando. Saber o que você quer perguntar é fundamental para encontrar uma boa resposta. 

O segundo conselho que eu daria para os analistas é: entenda o negócio do cliente antes de iniciar a análise. 


Quais habilidades você acha imprescindível para quem quer começar no mercado de dados, tanto técnicas quanto comportamentais?

O mercado de ciência de dados está ficando mais maduro e com isso estão surgindo sub-áreas em que cada uma delas exige habilidades diferentes. Por exemplo, um engenheiro de big data deveria ser uma pessoa da área de ciência da computação, com experiência em programação, tratamento de grandes volumes de dados, processamento distribuído, performance, etc. Já um especialista em análise dos dados deveria ter conhecimento de estatística, inteligência artificial e ainda ter habilidades comportamentais para conversar com o cliente e entender o problema que se deseja resolver. Já os profissionais que trabalham com visualização de dados precisam ter conhecimento de design de interfaces, estatística, criatividade e conhecer ciência para saber quando um gráfico faz sentido ou não.

Nos próximos dias iremos publicar outras entrevistas aqui e no blog do Vinícius Ghise. Ainda há vagas para o evento! Utilize o cupom atlas16sas na hora da inscrição para conseguir 15% de desconto.

Mais informações e inscrição: http://mediaeducation.com.br/socialanalytics/

Minhas pesquisas sobre influenciadores em mídias sociais - parte 2

By Gabriel Ishida , In ,

No primeiro post da série, falei de alguns fatores que influenciam na análise de influência em mídias sociais. Contudo, não salientei que há diferentes tipos de influenciadores e que cada um possui mais ou menos força em cada fator.

Basicamente, em minhas pesquisas, cheguei a três tipos de influenciadores em mídias sociais: broadcasters, conectores e legitimadores.

Broadcasters

São os perfis com alto alcance, sendo que o parâmetro vale também para a média da área. Por exemplo, um broadcaster da área médica vai ter menos alcance que um broadcaster da cultura popular, mas dentro da sua respectiva área, é o perfil que mais alcança pessoas dentro e fora do target. É ideal para estratégias de alcance e conhecimento de marca, como lançamento de novos produtos, entrada em novo mercado, etc.

Conectores

São os perfis com grande número de conexões importantes (geralmente broadcasters). Sua audiência em si não é grande, mas quem a compõe que é relevante. Alguns exemplos de conectores: hostess, socialites, produtores musicais, DJs, artistas plásticos, empresários(as), promoters, etc.
É ideal para lançar tendências: como inspiram outros influenciadores, podem criar novos virais ou ideias do momento (word of mouth).

Legitimadores

São os perfis que são autoridades na área ou no assunto. Geralmente, sua audiência é composta por perfis com interesses similares, ou seja, são homogêneos e formam uma tribo. Exemplos: jornalista esportivo, ativista LGBT, cantor(a) de ritmo específico, médicos, advogados, especialistas em tecnologia, etc.
É ideal para dar legitimidade para a comunicação ou campanha, ou seja, atestam e dão credibilidade dentro do target.

No próximo post, falarei um pouco de pequenos influenciadores, ou seja, como pessoas do nosso dia-a-dia podem atuar como influenciadores para as macas.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...