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O equilíbrio entre Precisão e Velocidade em análise de social media

By Gabriel Ishida , In , ,

Primeiramente, peço desculpas pela falta de atualizações aqui no blog. Época de Copa, além de eu querer acompanhar todos os jogos, também estou ferrado de trabalho. Então ando sem tempo até para minha vida social.

O post de hoje é exatamente resultado desse contexto de Copa. Tenho percebido que a demanda por informações em tempo real (ou em day after - dia posterior) não é mais opção e sim é regra. Uma ferramenta que não ofereça atualizações de dados de 5 em 5 minutos está ultrapassada. Para verificação de volumes, trendings e análises mais quantitativas, as ferramentas estão preparadas para oferecer o necessário para as marcas.

Contudo, o problema está na parte qualitativa. O que mais tem surgido de exigências por parte das marcas é que também haja dados de sentimento na mesma velocidade que temos os dados quantitativos. E, para quem trabalha com o monitoramento, sabe que a forma mais adequada para se fazer isso é contar com a classificação automática das ferramentas. E sabemos como isso é problemático e não muito confiável.

Já fizemos, na DP6, algumas estimativas de quanto as ferramentas acertavam. No melhor cenário, conseguimos 80% de acerto, mas a média ficou em 70%. Dependia muito do mercado e das características de cada marca e público. O que melhorava muito era quando podíamos inserir combinações de termos na ferramenta e determinar se era positivo ou negativo. Assim, ensinávamos a máquina a classificar de forma mais apurada. Mesmo assim, passavam diversos casos que um analista humano não deixaria passar.

Defrontamos com diversas demandas assim e o que temos adotado é um modelo "meio termo": configuramos a ferramenta o máximo possível para fazer a classificação de forma mais adequada e um analista humano valida essa classificação, consertando os erros mais graves. Não é uma fórmula que garante 100% de assertividade, mas temos tendo uma taxa de acerto bem significativa e confiável, sem falar que ganhamos um tempo grande para confeccionar o relatório.

E aqui fica aquele paradoxo: prioridade para a Precisão dos dados ou a Velocidade de entrega? Como analista, eu sempre vou defender a Precisão, mas eu entendo que há momentos que a Velocidade deve ser prioridade. Nesse caso, é um equilíbrio: não devemos simplesmente abdicar da precisão, mas sim buscarmos aumentar um pouco a taxa de erro com o intuito de agilizar as informações. Temos feito isso na DP6 e obtido bons resultados.

O que temos feito é priorizar a Velocidade nas entregas rápidas (relatórios diários) e a Precisão nas entregas mais estratégicas (semanais, quinzenais e mensais). Assim, conseguimos atender a demanda tática de informações quentes, mas sem deixar de lado a precisão para as análises mais estratégicas.

Apresentação - Transmedia Storytelling - terceira turma do Atlas Media Lab

By Gabriel Ishida , In , ,

Apresentação feita hoje, saindo quentinha da terceira turma do nosso projeto Atlas Media Lab.

Aproveito para divulgar as excelentes oficinas de Minisséries do Fernando Collaço e de Design para Iniciantes do Marcos Singulano, ambos meus sócios no Atlas e via projeto social Oficinaria, em que o dinheiro das inscrições vão diretamente para construção de uma biblioteca comunitária no bairro do Grajaú em São Paulo. Estão em preços bem bacanas e recomendo muito, pois são dois profissionais incríveis.

Curso de Narrativa Transmídia no próximo sábado (24/05)

By Gabriel Ishida , In , , , ,

No próximo sábado dia 24/05, das 9h às 13h, eu e o Fernando Collaço, especialista em Storytelling, daremos o curso de Transmedia Storytelling (Narrativa Transmídia) pelo nosso projeto Atlas Media Lab. Será no Espaço Premium Paulista (Av. Paulista, 1.439, conj 24) e estamos com um preço bastante acessível (100 reais).

Estamos indo para a terceira turma do curso e as vagas já estão acabando. Veja mais informações e faça sua inscrição no link abaixo:

http://atlasmedialab.com/cursos/curso-de-transmedia-storytelling/

Twitter revela dados dos usuários brasileiros

By Gabriel Ishida , In , , ,

Interessantíssimo esse infográfico dos dados de usuários brasileiros no Twitter realizado pela própria plataforma.

Três pontos me chamaram a atenção:

80% dos usuários acessam o Twitter via mobile. Creio que o Twitter se tornou um importante canal de informação para o usuário comum, já que não sofre interferência de algoritmos para exibição do conteúdo (aka Facebook) e também lista por recência os posts, deixando o usuário tranquilo ao saber que aquilo que está lendo é o acontecimento daquele momento.

44% dos usuários buscam produtos para comprar quando estão assistindo TV. Ou seja, excelente oportunidade para marcas fazerem ações integradas de segunda tela e gerar receita através de vendas online.

64% dos usuários seguem marcas no Twitter para saber sobre novos produtos. Interessante entender que o usuário no Twitter busca também por informações de marcas, o que modifica bastante a forma como a marca deve produzir conteúdo nessa rede. Obviamente depende bastante de cada segmento, mas se tomarmos por base de que, hoje em dia, o usuário do Twitter procura por informação em tempo real, isso deve ser considerado na estratégia de conteúdo também.

Fonte: IDG Now

Apresentação "Mídias Sociais para Jornalistas" no Atlas Media Lab

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Apresentação feita no curso de Mídias Sociais para Jornalistas, no dia 12 de abril de 2014, com a Jacqueline Lafloufa e Gabriel Ishida.
Vejam detalhes do curso aqui.


Apresentação sobre diferentes funções do monitoramento em mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , , , , ,

Apresentação feita no evento Share 2014 em Porto Alegre sobre os diferentes objetivos que se pode ter no monitoramento em mídias sociais.

Mais detalhes do evento aqui: http://www.papodemarketeiros.com.br/share2014rs/



Apresentação sobre ROI em Social Media

By Gabriel Ishida , In , , ,

Apresentação sobre ROI em Mídias Sociais feita em Vitória/ES no evento Imersão em Mídias Sociais de março de 2014.

Confira mais detalhes do evento: http://wiseducacao.com.br/imersao-em-midias-sociais/



Aos meus ex-chefes, com carinho.

By Gabriel Ishida , In , ,

Quase nunca faço posts pessoais, principalmente nos meus perfis pessoais, mas nesse caso eu queria abrir uma exceção.

Olhando no começo da minha carreira profissional até agora (tá, são apenas quatro anos e meio) em social media, percebo que tenho muita sorte. Muita sorte e privilégio, eu diria. E ambos tem a ver com as pessoas que me geriram, vulgo meus chefes.

Em 2009, no último semestre da faculdade, quando comecei a fazer freelas em social media, tive uns três ou quatro "chefes" (ou contratantes). Por tanto ter ouvido antes e atualmente sobre péssimas experiências com freelas de outros profissionais, eu vejo que tive sorte em ter tido contratantes que me deixaram trabalhar, me deram tempo para fazer tudo, que foram compreensíveis e que pagaram direitinho. Óbvio que tudo isso é o que se espera, mas sabemos bem que a realidade do mercado não é bem essa, infelizmente.

No começo de 2010, quando saí da faculdade, fui contratado para meu primeiro emprego de carteira assinada. Confesso que fui na entrevista com medo (isso é natural), mas mais pelo fato de que metade das funções que eram exigidas na vaga eu nunca tinha feito e eu não estava disposto a mentir. Porém, como fui chamado para a entrevista em meio de tantos outros currículos, pensei: "bom, algo devo ter de legal para ter sido chamado". A vaga era de analista de redes sociais e eu lembro que na entrevista, meu chefe me perguntou: você tem um blog né? Nossa, há quase dois anos postando? E me perguntou também se eu curtia games, já que a empresa era um canal de tv especializado em games.

O fato é que, após ser contratado, perguntei para meu chefe o que tinha atraído a atenção dele em mim, já que eu não tinha experiência (nem tinha feito estágio, por exemplo). Me lembro que ele me disse: "você tem uma formação boa, vimos que você curte estudar (eu estava dando entrada na minha pós), curte escrever (por causa do blog) e nós achamos que você vai mandar bem, mesmo sem ter experiência". Fiquei bem feliz com a resposta e só me motivou a trabalhar naquele ambiente. Aqui entra outra sorte, pois os dois lugares que já trabalhei foram ambientes excelentes. Aprendi demais em cada, tanto por conta disso quanto pelo estímulo dos meus chefes.

Com um pouco mais de um mês de emprego, meu chefe que me contratou saiu da empresa. Assumiu o braço direito dele, merecidamente. Ele continuou a me dar liberdade para trabalhar, a me desenvolver profissionalmente, a me deixar estudar e dar ideias para o trabalho. E foi ele também que me aconselhou que, ao eu receber outra proposta, a sair da empresa, pois seria melhor para minha carreira. O quão raro é ter alguém assim no seu trabalho?

Na entrevista da nova empresa, outra surpresa: fui submetido a um teste que, na teoria, eu deveria ter sido reprovado pelo meu desempenho. Quando recebi a proposta, fiquei surpreendido. Novamente, após ser contratado, perguntei para minha chefe o motivo de minha contratação, já que estava claro que eu tinha ido mal no teste. Ela me disse que o que contou foi que eu não tinha entrado em desespero quando me deparei que não sabia as respostas e que manter a calma era tão importante quanto solucionar os testes. Claro que havia outros fatores que pesaram também, mas aquele teste era diretamente ligado ao meu dia a dia no trabalho. Foi aí que eu percebi que existem coisas tão importantes quanto habilidades técnicas na vida profissional.

Como um replay, com menos de um mês, a minha chefe saiu da empresa. Sem antes eu ter aprendido muito com ela, principalmente o rigor nos relatórios. Entrou no lugar a minha superior direta. Mas ela não saiu com um mês e sim durou quase quatro anos. Quatro anos de muito aprendizado, de liberdade para eu me desenvolver, de oferecer oportunidades para eu crescer, de muita bronca, muito conselho e, principalmente, muita confiança no meu trabalho. Obviamente, o ambiente de trabalho ajudava muito (é uma das melhores empresas para se trabalhar, de acordo com a Exame), mas isso não seria útil se eu não tivesse minha chefe me deixando desenvolver meus projetos próprios, investindo no meu aprendizado, confiando equipes e trabalhos, não sendo uma chefe e sim uma parceira (e agora uma amiga).

Como eu disse lá em cima, sou um sortudo e privilegiado. Sortudo por ter encontrado com essas pessoas no meu caminho profissional. Privilegiado por ter tido a oportunidade de trabalhar com pessoas incríveis, que confiaram em mim e me deixaram desenvolver. Tudo que alcancei até hoje devo muito a cada um deles.

Não preciso citar nomes, essas pessoas não precisam disso. Agora eu fico pensando se serei alguém assim para outras pessoas, se chegarei perto do que essas pessoas representaram para mim na minha carreira.

Só tenho a agradecer, com muito carinho.

Novos formatos digitais reinventam o jornalismo, por Jacqueline Lafloufa

By Gabriel Ishida , In , ,

(esse artigo pertence a uma série de posts de convidados do blog e faz parte da divulgação do curso Mídias Sociais para Jornalistas do Atlas Media Lab)



Novos formatos digitais reinventam o jornalismo
A internet e os novos meios de produção de informação podem dar uma nova cara à profissão

Por Jacqueline Lafloufa

Toda crise é uma oportunidade disfarçada de momento de tensão. Assim também é com o jornalismo. A profissão, que tem passado por dificuldades como o questionamento da necessidade de um diploma, o aperto financeiro das publicações do impresso e a falta de modelos de negócios das iniciativas online, pode estar, na verdade, vivendo uma das mais importantes evoluções dos últimos tempos.
Isso porque o jornalista de hoje conta com uma infinidade de ferramentas que não existiam para os colegas das antigas, como a fácil produção de formatos multimídia de reportagem, que fogem de modelos engessados, limitados por quantidades de caracteres, tamanhos de página, ou qualidade de imagem.
Uma listinha do BuzzFeed pode ser tão informativa (ou mais!) que uma matéria do Jornal Nacional. Uma foto do Instagram pode ser um furo de reportagem e uma história não precisa mais ‘caber’ entre um anúncio e outro da página do impresso – o meio online dá a liberdade de escrever o quanto for necessário para criar uma história emocionante, que engaja ou que instiga. Nesse novo jornalismo pós-crise, o importante é ser relevante, e não seguir regras e modelinhos pré-estabelecidos.
No entanto, essa vantagem também exige do profissional um tanto de jogo de cintura. É preciso estar atento às novidades, conhecer as novas redes e saber habituar-se ao desconforto de não saber e de arriscar. Cada nova mídia ou rede social é uma descoberta e traz consigo a possibilidade de se transformar em um novo meio de divulgação de bom jornalismo.
Esse novo ambiente digital pode ser exatamente o que o jornalismo precisava para ressurgir com a devida importância. Não tenha medo! Apesar da situação do jornalismo parecer complicada, esse pode ser um dos momentos de ouro da história da profissão. No fundo do poço dos pessimistas há um ralo, por onde tudo se esvai, mas no dos otimistas há uma mola, que impulsiona para algo novo. O importante é aprender a lidar com o desconforto das novidades, e aprender como elas podem servir para reavivar a importância da curadoria de informação, que se tornou ainda mais crucial nessa nova era digital.

Sobre a autora:
Jacqueline Lafloufa é jornalista de tecnologia desde 2009, trabalhando com conteúdos para mídias digitais. Integrou por 4 anos a equipe de editores do Blue Bus, onde era responsável pela curadoria das editorias de tecnologia, publicidade, jornalismo, inovação e mídia. Colabora para o Tecnoblog com matérias especiais sobre inovação, tecnologia e negócios. É formada em literatura e pós-graduada em jornalismo científico pela Unicamp, sendo instrutora do curso de Mídias Sociais para Jornalistas no Atlas Media Lab.

Oficina de gestão de tempo no Oficinaria

By Gabriel Ishida , In , ,


Oficina nova saindo do forno lá no projeto social que participo, o Oficinaria. Com o tema "Gestão de Tempo e Aumento na Produtividade", é focado para aqueles profissionais que precisam saber técnicas e formas de se organizar nas suas vidas pessoais e profissionais.

A oficina será no dia 11/03/2014 das 19h às 21h lá no Pto de Contato (Rua Augusta, 2.690, 3 andar) aqui em São Paulo. A inscrição custa 100 reais e todo dinheiro é revertido para a construção de uma biblioteca na região do Grajaú.

Clique aqui, saiba mais detalhes e faça sua inscrição.

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