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Lançamento do ebook Mídias Sociais para Jornalistas

By Gabriel Ishida , In , ,

Ebook Mídias Sociais para Jornalistas: um guia para fazer e divulgar jornalismo nas Novas Mídias

 Ebook para download

As mídias sociais já são canais de intenso consumo de informação por parte do público. Todos os principais veículos de comunicação estão presentes nas mais populares redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, etc.) e, com o grande crescimento do volume de informações a que somos submetidos, realizar uma produção e curadoria de conteúdo para ser postado nesses canais sociais acaba sendo uma tarefa que exige muito além da simples execução: deve-se planejar, entender o público alvo, compreender as linguagens próprias de cada rede e, principalmente, saber escolher e produzir o conteúdo adequado. 

Além disso, as redes sociais exigem rapidez e instantaneidade, e o profissional que produz conteúdos para esses canais deve saber lidar e entender como pescar tendências e confeccionar um conteúdo que engaje o público durante a cobertura. É a grande tendência do momento, sendo que grandes sites como BuzzFeed estão a procura de profissionais que saibam produzir conteúdo informativo em social media. 

Voltado tanto para jornalistas que precisam compreender melhor como lidar com as mídias sociais quanto para profissionais que estão entrando no mercado de produção de conteúdo informativo, seja para marcas quanto para organizações, o ebook Mídias Sociais para Jornalistas é uma extensão do workshop homônimo ministrado pela Atlas Media Lab, e foca na compreensão do novo jornalismo que o público espera, nas boas práticas atuais, em dicas sobre como fazer curadoria, buscar personagens e informações e divulgar o material final nas redes, atingindo o público certo com seu conteúdo, seja ele institucional, informativo ou jornalístico.
O ebook está disponível para o Kindle.


Conheça os autores:

Gabriel Ishida é formado em Midialogia na Unicamp e trabalha há cinco anos com análise em mídias sociais, sendo especialista em mensusação de resultados e performance. Atualmente é coordenador de Social Intelligence na DP6, atendendo marcas como Coca-Cola Company, Itaú e Mizuno. É um dos fundadores da Atlas Media Lab e criador do blog Midializado.

Jacqueline Lafloufa é jornalista de tecnologia desde 2009, focada em conteúdos para mídias digitais. Integrou o Blue Bus por 4 anos, chegando à editoria executiva. Hoje é editora no B9, colunista na Revista Galileu, blogueira do BrasilPost e consultora digital. É formada em literatura e pós-graduada em jornalismo científico pela Unicamp.


Conheça o ilustrador:

Marcos Singulano é bacharel em Midialogia pela Unicamp, trabalha como diretor de arte na agência Supera Comunicação, onde atende clientes como Locaweb, Monsanto, Hospital Albert Einstein e Catho. Tendo ministrado cursos como Publicação de Trabalhos na Web no Festival de Artes da Unicamp e Design para Iniciantes no Oficinaria, é também ilustrador e colaborador do blog Midializado, onde escreve sobre temas da área.


Sobre a Atlas Media Lab:

A Atlas Media Lab é uma escola que surgiu como um espaço de discussão e aprendizado sobre as últimas tendências e os principais assuntos que se relacionam às áreas de comunicação, já que, em um mundo altamente comunicado, a comunicação se recicla, muda e inova com muita velocidade. Perpassando todas as mídias, desde as mais tradicionais até as conhecidas como ‘novas mídias’, a Atlas Media Lab oferece cursos, workshops e palestras que ajudam na compreensão de diversas frentes do processo de comunicação, com preços mais acessíveis do que o restante do mercado. 

A Atlas Media Lab também acredita que essas discussões e aprendizados devem ultrapassar o ambiente da sala de aula,
encaminhando para discussões sobre referências, estudos de casos e indicações de caminhos para a pesquisa.
A coleção de ebooks Atlas Media Lab segue esses valores e missões da escola, oferecendo mais uma mídia onde os interessados em comunicação podem buscar aprimoramento.

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Ficha Técnica:

Título: Mídias Sociais para Jornalistas
1ª edição / 2015
Autores: Gabriel Ishida / Jacqueline Lafloufa
Revisão: Fernando Collaço
Capa, projeto gráfico e diagramação: Marcos Singulano
Coleção Atlas Media Lab
www.atlasmedialab.com.br


O ebook pode ser baixado em http://www.amazon.com.br/dp/B00UUN23V6

Cultura da Conexão de Henry Jenkins - parte três

By Gabriel Ishida , In , ,


Sendo o último post da série (veja as partes um e dois), focarei nas conclusões e minha opinião sobre o livro como um todo. Nos últimos capítulos, Jenkins cita três grupos que se beneficiam (e utilizam) a cultura do compartilhamento em seus trabalhos: a mídia independente, a mídia católica/evangélica e a mídia ativista. De acordo com Jenkins, as três não buscam restringir seu conteúdo, incentivam a transmissão gratuita e, principalmente, sabem que os custos de replicação do seu material são caros se comparado com a disseminação espontânea dos usuários.

Nas conclusões, Jenkins lembra que é um caminho natural essa cultura do compartilhamento devido aos baixos custos para replicação de conteúdo e, principalmente, para releitura e apropriação. Apesar dos movimentos em torno de paywall nos portais jornalísticos, em que o conteúdo acaba sendo fechado e restrito para mudanças, Jenkins afirma que um material da mídia propagável passa por diversas adaptações e reapropriações, perdendo até o sentido original. Em um dos capítulos, ele cita, como exemplo, as adaptações para diferentes países das novelas mexicanas e brasileiras.

No geral, gostei bastante do livro mais pelo fato de ele estudar os movimentos e os desdobramentos sócio-culturais dessa cultura do compartilhamento. Me fez pensar sobre diversas questões em torno do acesso e arquivamento da informação, em que o Youtube se torna uma espécie de biblioteca para consultarmos referências antigas (e até readaptá-las para se tornarem atuais). Também me fez ter mais argumentos na defesa de um conteúdo aberto, livre, em que não restringimos mais a propriedade e incentivamos a disseminação, rentabilizando através de acessos exclusivos, materiais especiais, etc. Sempre gostei muito da ideia do modelo freemium e creio que será a principal forma utilizada por aplicativos e outros serviços web.

Agora, meu próximo passo será estudar mais as características em torno da ideia de viralidade (ou mídia propagável) para entender mais a fundo a ideia de influenciadores, algo que não está muito aprofundado no livro. E, claro, que meus estudos serão postados aqui.

Cultura da Conexão de Henry Jenkins - parte dois

By Gabriel Ishida , In , ,


Continuando minha resenha sobre esse livro, partimos para os capítulos em que Jenkins fala sobre mensuração de resultados (confesso que é a parte que eu mais gostei). Ele fala menos de técnicas e mais sobre uma reflexão sobre como mensurar e monetizar a audiência dentro dessa cultura de compartilhamento.

Ele diz que nós, analistas de mídia, perpetuamos a ideia de que devemos trazer a audiência para os lugares aonde conseguimos mensurar e monetizar do que buscar formas de mensuração nos lugares onde a audiência já está. Um bom exemplo disso foi a série Jericho. Após a série ser cancelada, os fãs fizeram um grande movimento para que a produtora desse continuidade a série. O que foi percebido era que os fãs consumiam a série de formas que iam além da transmissão televisiva (vulgo download via torrents e outros servidores online). Os produtores da série cederam e resolveram fazer uma nova temporada, contudo, pediram aos fãs que assistissem a série na televisão, pois era lá que eles "ganhavam dinheiro". Ou seja, basicamente pediram para que houvesse uma mudança de consumo. E, como sabemos muito bem, é muito difícil que o público mude seu comportamento de forma forçada. Não deu outra: a série sobreviveu apenas até o mid-season.

A lição que Jenkins busca mostrar é que não adianta tentarmos forçar um fluxo de consumo do público e sim buscar entender e criar formas de monetizar onde o público consome o produto. E isso se torna extremamente necessário nessa cultura do compartilhamento. O Youtube, por exemplo, paga aos produtores por visualizações dos seus anúncios nos vídeos proprietários dentro do canal. É uma boa forma de monetizar dentro da cultura do compartilhamento.

Algumas séries, ao perceberem que grande audiência está vindo de Netflix, torrents e outras plataformas, estão buscando monetizar via merchandising dentro dos episódios ou mensurar esses downloads e streamings. Há até a questão de se assistir via mobile, o que também não é contado de forma "convencional" nos institutos de mensuração (tipo o Ibope).

Dentro dessa parte de monetização, Jenkins faz uma comparação entre dois modelos de negócio: o esquema pago por acesso/consumo e o esquema gratuito/freemium com monetização via formas indiretas. Ele faz uma distinção interessante: no primeiro, pagamos para desfrutar da experiência, ou seja, não sabemos como é e estamos pagando para ver como será. No segundo, já sabemos como é a experiência e buscamos pagar por uma extensão daquilo, ou seja, queremos nos engajar mais. 

Jenkins aponta que o segundo modelo é o que mais tem sintonia com a cultura do compartilhamento. A pessoa ganha acesso de forma gratuita ao produto e, tendo se interessado, paga por mais conteúdo ou consome produtos via franchising. O grande exemplo bem sucedido hoje é o Angry Birds, em que o jogo é gratuito, mas há um universo grande em torno da franquia. Ele lembra que o usuário compartilha o que ele teve uma boa experiência, ou seja, o que quer que seus amigos também venham a desfrutar. Sendo gratuito, a experiência se torna mais prazerosa.

Muito interessante enxergar desse ponto de vista da experiência para explicar os diferentes modelos de negócio no entretenimento. Contudo, vejo que há um movimento maior justamente na forma oposta, principalmente nas plataformas de games (que é a grande tendência dentro do universo do entretenimento). Cada vez mais é restringido o acesso, porém, o que Jenkins não menciona no livro, é que a variável Preço é muito importante dentro desse processo de consumo. A esmagadora maioria das pessoas que buscam formas não-oficiais para consumir conteúdo é: ou por falta de acesso ou por causa dos preços exorbitantes. As plataformas de games, como o Steam, conseguiram baixar os preços e ofereceram diversos novos recursos, como comunidades, fóruns próprios, sistema de gamificações, bônus e diversão em modo multiplayer/cooperativo.

O próximo post será a última parte dessa minissérie de resenhas. Veja o primeiro post aqui.

Cultura da Conexão de Henry Jenkins - parte um

By Gabriel Ishida , In , ,


Comecei a ler esse interessante livro do famoso estudioso Henry Jenkins, principal referência em transmídia. O livro fala basicamente do que ele chama de Mídia Propagável, ou seja, nosso famoso viral. Nesse ponto, ele já deixa claro o porquê de não gostar do termo viralidade. Ele diz que a ideia de viral pressupõe que algo atua como um vírus, ou seja, a pessoa é infectada e transmite sem saber o motivo. Já mídia propagável pressupõe que o usuário fez um comportamento de propagação, ou seja, há motivações e é algo consciente. E ele diz que justamente entender os motivos de algo se propagar massivamente é o núcleo para uma estratégia eficiente dentro da comunicação.

Outro ponto interessante do livro se encontra no capítulo 2, chamado de "A reavaliação do residual". Residual, no contexto da comunicação, é conceituado no livro como o efeito "eco" de uma obra. Por exemplo, um clipe brega antigo é postado no Youtube e ganha força propagável do nada. Basicamente, é quando não se espera mais que algo irá ganhar repercussão.

O capítulo trata de falar sobre como o valor do residual está influenciando nas obras atuais. Incrível que Jenkins diz que a principal consequência é o retorno forte do retrô. Com o Youtube e outras plataformas sendo um grande repositório de conteúdo e servindo também de fonte de consulta histórica, o público está sempre sendo atingido (via timeline de amigos ou busca pessoal) de referências antigas, num claro efeito do valor residual. Ou seja, as referências antigas são, na realidade, referências atuais para o público.

Um exemplo que vejo é a retomada de regravações (reboots) de filmes e histórias. Só nesses últimos lançamentos, já podemos notar quantos são continuações de franquias antigas ou reformulação (Tartarujas Ninjas, Godzilla, Jurassic Park são alguns mais recentes). Também há uma retomada de ritmos mais antigos na música, além de uma grande mixagem e reciclagens nas obras audiovisuais para a internet. Outro ponto que Jenkins reforça é a questão de algo antigo não ser chamado mais de "velho" e sim de "clássico", sendo usado comercialmente pelas produtoras e franquias para venderem produtos e merchandising.

Futuramente, posto as considerações sobre audiência e comportamento do público focado em modelos de negócio e mensuração que o Jenkins cita no livro.

E-book "Tendências em Social Media para 2015"

By Gabriel Ishida , In , , ,


Tive o prazer de participar do e-book "Tendências em Social Media para 2015" organizado pelo pessoal do Quero Ser Social Media. Falar de tendências é sempre complicado pois já vimos, historicamente, como várias previsões não dão certo. Sendo assim, na minha parte, me foquei mais em destacar o que já está ocorrendo e, num exercício de futurologia, dizer que esses destaques irão ganhar força em 2015.

Minha opinião no e-book é apenas uma dentre tantas outras de pessoas com gabarito como Tarcizio Silva, Mariana Oliveira, Cinara Moura, Israel Degásperi, Dani Rodrigues, Thiago Leite, Estevão Rizzo, Eric Messa, Rafael Sbarai, Liliane Ferrari, Ana Paula Passarelli, Marcelo Salgado, entre tantas outras.

Sendo assim, entra aqui e baixe já o e-book.

Pesquisa sobre profissionais de monitoramento e métricas em mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , ,

Saiu a última pesquisa sobre o perfil dos profissionais de monitoramento e métricas em mídias sociais, feita por Júnior Siri e Tarcízio Silva.

E uma agradável surpresa: estou no top 5 das referências mais citadas pelos pesquisados. Agradeço imensamente pela confiança e só estimula ainda mais que eu contribua com materiais e minha experiência.

Aproveitando: tem curso comigo em monitoramento com turma aberta para Dezembro. Entra aqui e dá uma olhada!




Intercon 2014

By Gabriel Ishida , In ,

Nesse último sábado, dia 15 de novembro de 2014, rolou o Intercon 2014, evento com 11 anos de existência. Foi lá no Hotel Unique, vulgo hotel em formato de navio. Fiquei apenas no palco "principal".

A primeira palestra do dia foi com Sérgio Mugnaini (Loducca) e ele falou um pouco da relação entre ideias e tecnologia. Falou de como ficar parado no tempo (tecnologicamente falando) quebrou marcas como Kodak, Nokia e Blockbuster. Falou também de alguns princípios que segue para seus trabalhos:

  • "Openness simplifies complexity" = meio que: compartilhe, divida e deixe rodar sua ideia, para ela ficar completa.
  • "Tecnology is an idea driven" = tenha a ideia e use a tecnologia para viabilizar e não o contrário.
  • "In simplicity we trust" = diz por si só.
  • "Make a system of many appear fewer" = ele frisou aqui que a comunicação integrada não é estar em várias mídias, mas sim dar a impressão que tudo é uma mídia única.
  • "Embrace every canvas" = seja mente aberta, ou seja, esteja pronto para se adaptar a novas situações.


Na segunda palestra, foi a vez de Pedro Porto (Twitter). Ele lembrou que o Twitter é uma rede de interesses: as pessoas escolhem o que querem seguir por algum interesse. E que também o Twitter é uma ponte entre você e seu interesse (ou pode ser hashtag). Lembrou que o Real Time (Live) no Twitter não é um acaso: ações desse tipo devem ser extremamente bem planejadas para serem executadas. Citou alguns cases de marcas que usaram bem o Twitter, como a Tim, Trident, Starbucks, Pepsi e Pantene.

Em seguida, subiu ao palco o Leo Cardoso (Espalhe) para falar do projeto Sururu Valley em Maceió/AL. Ele mostrou alguns cases de inovação e boas histórias e afirmou que o espírito lá do projeto é ser guerrilha, ou seja, impactar diretamente as pessoas e chamar atenção.

A quarta palestra foi com JC Rodrigues (Disney). Ele falou do processo de entendermos emoções e sentimentos. Citou que todas as emoções que sentimos se concentram ou é a fusão de duas ou mais dessas primárias: alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa e aversão. Disse que o segredo de chamar atenção é gerar emoção (algo mais geral) para despertar sentimento (algo mais íntimo, pois se liga a lembranças pessoais, experiências).

A última palestra da manhã foi também a mais rápida. Ricardo Sangion (Pinterest) falou do potencial da rede para as marcas, frisando que o grande diferencial do Pinterest é seu propósito: ser uma fonte de descobertas e inspirações visuais. Lembrou que inspiração está bastante ligado a realização e que, nisso, e-commerces tem se dado bem em vender via rede, pois o apelo visual acaba ajudando na decisão de compra. Citou, como principal case na rede, a marca Etsy.

Após o almoço, subiu ao palco Steve EPonto (CuboCC) para falar de co-criação em canais digitais. Apesar de citar bastante cases feitos coletivamente, me pareceu mais uma palestra de usos inovadores em vídeo, em que brincavam com o formato do vídeo digital, principalmente Youtube.

A segunda palestra da tarde foi com Dauton Janota (Pleimo) para falar de modelos de negócio na música. Falou que artista, hoje em dia, não ganha tanto mais dinheiro e que "Like não dá dinheiro" (o que concordo). Contudo, achei que errou/fez um jabá do Pleimo ao dizer que o Spotify não é um modelo que dá certo, vide a saída da Taylor Swift da plataforma. Enfim, discordei.

Em seguida, foi a vez de Gabriel Borges (Ampfy) para falar de Instagram. Disse que a rede deve ser feita de fotos e vídeos originais, não montagens exageradas. Citou o top 5 de marcas com maiores volumes de seguidores: Nike, Starbucks, Adidas Originals, GoPro e Topshop, dizendo que todas elas trabalham muito bem a questão de fotos e vídeos originais, que refletem um estilo de vida. Lembrou também que a rede serve para conectar pessoas e conversas através das hashtags. Não precisa ter um perfil na rede para estimular conversas lá (exemplo: peça para as pessoas postarem fotos com uma hashtag).

Depois do coffee break, Fred Saldanha (Isobar) subiu ao palco para falar do case Live Store da Fiat. Sinceramente, foi mais um jabázão de todo o processo do case do que aprendizados, mas gostei de uma de suas frases: temos que prever quando nossos consumidores irão desaparecer.

No encerramento, como tradicional, Luli Radfahrer (USP) discursou sobre o futuro da inteligência artificial. Citou as atuais tecnologias que temos hoje na área, como a máquina da IBM, Watson, que faz pesquisas paralelas e trabalha com probabilidades para responder perguntas, traçar prós e contras, etc. Disse que, a partir do momento que uma máquina consegue fazer esse tipo de levantamento, ela já pode tomar decisões sozinha. Depois disso, ele fez umas viajadas sobre o futuro das máquinas, etc, mas no geral, gostei da fala dele.

No geral, gostei do Intercon desse ano. A maioria das palestras me fez pensar e aprendi coisas novas e é legal, particularmente para mim, quando vou em palestras que não estão relacionadas diretamente a minha área. A organização está de parabéns pela grade e pela estrutura oferecida. Ano que vem eu volto.

Social Analytics Summit 2014 #SocialAnalyticsNaCasper

By Gabriel Ishida , In ,

Nos dias 7 e 8 de novembro, rolou o principal evento de monitoramento e métricas do Brasil, o Social Analytics Summit 2014. Dividido entre workshop (dia 7) e as palestras (dia 8), o evento contou com 16 palestrantes (um deles, esse que vos fala) e diversos paineis que vão desde análise de dados até infografia.

Tive o prazer de participar no workshop do dia 7, falando de "Métricas além do clichê". Tratei de complementar a aula da Priscila Marcenes (AD Dialeto), que foi logo anterior a minha e falou sobre Planejamento de KPIs e Métricas no Facebook. Na segunda parte do workshop, o foco foi Monitoramento e a Tuka (ID TBWA) e Pedro Rogedo (Nexus Edge) falaram de planejamento e análise, oferecendo muita informação valiosa para os alunos.

Já no dia 8, sábado, começamos o dia com a palestra de Thiago Araújo (Brasil Post) falando sobre a importância dos dados para as pautas e editoria do Brasil Post. Falou bastante sobre a "ditadura das impressões" e como as estratégias em social media ajudavam a cumprir suas metas. Logo seguida, veio a palestra sobre Infografia com a Beatriz Blanco (Editora Abril), que falou de boas práticas em infografia, impressionando todos os ouvintes (#jabá = a Bia dá aula de infografia lá no Atlas Media Lab #ficadica). Vejo que muita das práticas da nossa área, como confecção de relatórios, devem passar por técnicas de infografia para melhorarmos nossos resultados.

A terceira palestra foi com o Alexandre Secco (Medialogue), falando sobre seu estudo das Eleições 2014 nas mídias sociais. Ele citou a metodologia que utilizou, destacando a análise semântica, os problemas que enfrentou, definiu temas e como configurou alertas de crises, além dos desafios/objetivos de se monitorar uma eleição. Em seguida, veio um debate com a Tuka, Paulo Os Vilarinhos (Wieden+Kennedy) e Gustavo Pereira (Pernod Richard), falando sobre análises de comportamento e segmentação de público, falando de como é importante mapearmos comportamentos ao invés de apenas números. Aqui, o mais legal foi mostrar a necessidade da pesquisa e dados para embasarmos as ações.

Depois do almoço, voltamos com a Adriana Karpovicz (Socialmetrix), que falou sobre o que é Social Listening e o que é necessário para uma operação de monitoramento, sendo uma palestra patrocinada. Depois, foi um debate e apresentação do Leonardo Naressi (companheiro de DP6) e a Kátia Furtado (Vert) sobre dados de e-commerce e resultados de social media, vulgo ROI. A Kátia mostrou como entender melhor a audiência para gerar resultados significativos em campanhas. Já o Léo falou de jornada do consumidor e de modelo de atribuição no meio digital, dando excelentes insights para análise do público, inclusive citou o estudo Zero Moment of Truth e o Customer Journey, ambos do Google. Vale dar uma olhada.

Logo em seguida, veio o painel de netnografia com a Anna Muniz (Ideafix), Andrea Hiranaka (Ipsos) e a Priscila Marcenes novamente. Falaram bastante de como estruturam uma pesquisa netnográfica, como os dados são coletados, as metodologias utilizadas, entre outras. A Andrea especificamente mostrou a metodologia da Ipsos chamada Censydiam Social, algo que vou estudar mais a partir de agora.

A penúltima palestra (patrocinada) foi com o Marcel Jientara (Nexus Edge), que começou super mal com um comediante fazendo um standup para falar sobre os maus hábitos da propaganda (sim, bizarro). Ele propôs algumas inovações da ferramenta Alana, como classificação automática de sentimento (com 90% de precisão), podendo ser personalizada. Nesse ponto, fiquei intrigado em ver como funciona essa ferramenta, pois isso é uma grande inovação. Logo irei fazer um trial e entender como é.

O evento se encerrou muito bem com a palestra do Pedro Rogedo e do Max Stabile (Casa Digital), em que falaram sobre a ciência de dados. Falaram bastante sobre as dificuldades e os pensamentos errados que o mercado possui sobre tecnologia e processamento de dados. Falaram do que um profissional de análise de dados precisa saber, como estatística básica, e a importância de juntar dados quantitativos com qualitativos. Lembraram da regra de estatística e análise: correlação não implica em causalidade.

O evento como um todo foi excelente. As duas palestras dos patrocinadores foram as que não gostei, mas de resto, nas palestras que os curadores (Tarcízio Silva e Priscila Marcenes) cuidaram, foram muito bons. Gostei bastante do último com o Pedro e o Max, que mostraram que devemos ser muito cuidadosos com os dados e as análises que fazemos, a da Anna e da Andrea, que desconstruíram a análise para netnografia, e a da Kátia e do Léo, que falaram de resultados em Social. A palestra da Bia também foi demais, mais pelo estilo dela (já conhecido por nós) e pela forma como transmite o conteúdo. Também gostei (apesar da galera do Twitter não ter curtido) da palestra do Alexandre sobre eleições, mais porque fiquei interessado na metodologia de análise que eles aplicaram para analisar 20 milhões de menções. A do Thiago o conteúdo achei bem legal, mas ele se bagunçou com o tempo e acabou sendo muito rápido. O debate sobre pesquisa de público com a Tuka, Gustavo e Paulo eu também gostei, mais porque enfatizou para o mercado a importância de olharmos para comportamentos e não apenas em números.

Ano que vem estarei na próxima edição, com certeza.

Cupom de desconto para o Social Analytics Summit 2014

By Gabriel Ishida , In , ,


É com grande prazer que anuncio minha participação no Social Analytics Summit 2014, considerado o principal evento de monitoramento e métricas do Brasil. É minha segunda participação no evento e, dessa vez, estarei ministrando o módulo "Métricas além do clichê" no workshop do dia 7 de novembro.

Buscarei falar sobre como pensar métricas de forma mais horizontal, ou seja, entender seus significados, seus impactos e como se relacionam com outras métricas.

Leitores do meu blog possuem 20% de desconto na inscrição. Só digitar o código sas04gis

Nos vemos lá!

Série de posts sobre gestão de projetos em monitoramento e métricas em mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , , , , , ,

Estava pesquisando sobre o que eu poderia falar de diferente do que está rolando atualmente (exemplo, monitoramento político) e resolvi falar um pouco da minha experiência em gestão de projetos dentro da nossa área.

Sendo assim, fiz uma série de quatro posts sobre o assunto. Vale lembrar que são algumas coisas que vivo no dia-a-dia e, obviamente, não são regras. Confio plenamente que cada um tem diversas formas de gestão e que não existe uma fórmula correta. E acredito que a troca de experiências só enriquece cada vez mais nosso mercado.





Quem tiver mais dicas ou dúvidas, pode mandar aqui nos comentários ou mandar uma mensagem para mim via Linkedin.

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