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Resumo do IAB Social Media Insights 2013 #iabsocial

By Gabriel Ishida , In , , ,


Hoje, dia 14 de maio de 2013, no Centro Britânico em São Paulo, tivemos o primeiro evento de Social Media da IAB Brasil: o IAB Social Media Insights. Com convidados de peso, como representantes do Facebook, Google, Linkedin, Twitter, Socialbakers, de grandes agências e marcas (F/Nazca, Riot, Volkswagen, Skol, L'Oreal, UOL, Likestore, Capricho e NovaPontoCom), o evento apresentou um conteúdo excelente para um auditório lotado.

Acredito que um ponto a ser melhorado para as próximas edições é justamente a organização. Distribuiu-se mais ingressos do que a capacidade do auditório e muitos ficaram sentados no chão. Além disso, alguns participantes reclamaram de problemas nas inscrições, na comunicação entre organização e participantes. Entretanto, os grandes pontos positivos são que o wi-fi estava funcionando muito bem e o coffee break estava muito bem servido, além de ter almoço para todos os participantes, aonde ocorreu as roundtables, ou mesas de discussão temáticas (na qual uma delas - sobre pesquisa - eu coordenei).

O primeiro painel foi do Socialbakers, aonde me decepcionou um pouco, pois ele mostrou dados que já haviam sido divulgados por eles em seus canais. Entretanto, o palestrante citou que possuem planos para melhorarem as métricas de outras redes que agora eles monitoram (como Twitter, Google+ e Linkedin), o que me deixou esperançoso por uma futura integração entre as redes para análise de métricas.

O case L'Oreal feito pela agência Riot mostrou mais uma vez que o crowdsourcing é uma estratégia interessante dentro das ações, pois várias ações dentro de social media da marca são baseadas em pedidos de usuárias. No case Skol da F/Nazca, o ponto mais interessante é que eles possuem dois pilares em digital: serviços e experiência. Eles acreditam que ambos acabam refletindo em social media. Serviços são os recursos que a Skol possui para atrair o usuário, como a Rádio Skol, o Skol GPS e o SOS Churrasco. Experiência é o pilar dos eventos, como Skol Sensation e Skol Carnaval. Uma coisa que me lembrou muito foi que a Coca-Cola possui pilares parecidos.

O quarto painel foi do Linkedin, aonde eles apresentaram o case da Lenovo. Eles mostraram como a segmentação deles por cargos na empresa podem beneficiar as estratégias e, principalmente, gerar vendas ao citar que a Lenovo buscou atingir profissionais tomadores de decisão na compra de equipamentos, ou seja, diretores e gerentes de TI. E mostraram que obtiveram cerca de 20% de aumento no volume de leads.

Após o coffee break, o quinto painel foi do Twitter, aonde mostraram cases envolvendo Social TV e segunda tela. Uma coisa interessante dessa palestra é que senti que o Twitter começa a se posicionar de forma mais firme como esse "extensor" da experiência, ou seja, como suporte e complemento às estratégias de marcas dentro de segunda tela.

Logo em seguida, veio o case de atendimento 2.0 do Ponto Frio, em que o coordenador da área mostrou como realizam os atendimentos, como funciona o esquema de descontos e abordagem de assuntos, etc. E duas curiosidades: são apenas quatro pessoas que cuidam de todos os perfis da NovaPontoCom e eles disseram que venderam cerca de 20 milhões de reais por conta das interações orgânicas (sem mídia paga) em seus perfis sociais. Talvez tenha sido a melhor palestra do dia, junto com o do Twitter.

Depois veio o painel da Likestore, aonde contaram como é o modelo de negócio que oferecem dentro de Social Commerce, aonde oferecem uma plataforma pronta para o lojista criar sua loja no Facebook. A coisa mais interessante do painel foi que eles mostraram que podem ser uma grande ameaça aos comercializadores de ingressos online, como Ingresso.com e Tickets for Fun, porque já fizeram algumas ações com shows e todas foram sucessos.

Após o almoço e roundtables, veio o debate com UOL, Capricho e Parafernalha (representado pelo Felipe Neto) para falar sobre conteúdo para mídias sociais. A Capricho citou que, atualmente, seus patrocinadores não são atraídos por números de vendas ou audiência, mas sim pela presença e relevância da revista dentro do público feminino adolescente. Assim, a Capricho busca produzir conteúdo que esteja agregado aos valores da marca e, principalmente, ao perfil do público-alvo, mantendo essa relevância e também sendo shareable (conteúdo compartilhável). O UOL afirmou que não encara as mídias sociais como concorrentes do seu negócio, principalmente no quesito venda de mídia.

Entretanto, o que mais me surpreendi foi com o Felipe Neto. Pré julguei que ele não falaria nada demais sobre conteúdo em mídias sociais, mas ele falou umas coisas muito interessantes sobre como ele enxerga o Youtube (como uma mídia única, diferente de TV e de mídias sociais) e como é o modelo de negócio que sua empresa (Paramakers) atua. Ele disse que sua empresa atua como produtora de vídeos para o Youtube, produzindo vídeos de Youtubers ou oferecendo suporte para a produção. E, no final, ele e a Capricho trataram de criticar a decisão da Globo de mudar a estratégia de atuação no Facebook.

O nono painel foi do Google, aonde fiquei um pouco decepcionado porque foi basicamente a explicação em 30 minutos do Zero Moment of Truth, um estudo que o próprio Google lançou sobre o novo comportamento do consumidor na decisão de compra.

Após as mini-aulas de possibilidades de anúncio dentro do Facebook, Linkedin e Google+, tivemos a última palestra do evento, que era o case Novo Fusca da Volkswagen. O representante da Volks disse que a campanha teve seu lançamento totalmente promovida no digital, com forte atuação no Facebook (aonde tinha o diretor de negócios junto no palco) e no Youtube. Ele destacou bastante o poder de disseminação da campanha, aonde foi bastante divulgada no Facebook e gerou 1.8 milhões de reais em mídia espontânea.

No geral, achei o conteúdo muito bom e a moderação do Renato Dias, presidente do comitê de Social Media da IAB (na qual eu faço parte) também foi bem boa. Acredito que o objetivo de fazer um evento relevante foi alcançado, mas ainda se pode melhorar em termos de organização e até focar em outros caminhos, como pesquisa (que foi o que mais senti falta) e até um pouco mais de métricas. Mas fico no aguardo pela próxima edição!

Efeito Halo e a análise de influência em mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , , ,

Ultimamente tenho procurado ler livros que abram minha mente, que me façam pensar horizontalmente, ou seja, que ampliem minha capacidade de análise não só para meus fins profissionais, mas também para minha vida. Alguns livros eu já publiquei aqui no blog, mas o último que li acredito que tenha sido o que mais me abriu a cabeça: Tudo é Óbvio, desde que você saiba a resposta, de Duncan Watts.


Esse livro de Duncan Watts fala, basicamente, dos erros do senso comum. Tem diversos pontos interessantíssimos, mas alguns me chamaram mais a atenção. Um deles é o efeito Halo.

No resumo, o efeito Halo é quando você analisa uma situação sob o ponto de vista de já saber o resultado ou já ter uma pré concepção. Basicamente, se você já tem uma impressão de que uma pessoa é honesta, a tendência é que você, ao analisar seu comportamento e tendo essa primeira impressão, selecione e filtre os fatos que endossam essa opinião. Ou seja, uma visão pré concebida de uma coisa interfere na análise histórica da mesma.

Vemos muito isso no mercado de comunicação quando analisamos casos de sucesso. Por exemplo, a Apple sempre é referenciada como empresa de inovação e sempre mostrada como exemplo de modelo de negócios bem sucedido. O que raramente acontece é que os analistas esquecem de avaliar outros casos que possuíam modelos semelhantes da Apple e não deram certo. Um grande exemplo disso e é explicitado no livro é o da Sony com a tecnologia Betamax, que possuía os mesmos princípios da Apple e não deu certo.

No caso de social media, uma coisa que o efeito Halo é frequentemente aplicado, além dos cases de sucesso, é na análise de influência. Interessante ressaltar que nesse mesmo livro, Watts discute as ideias de Gladwell no livro O Ponto da Virada, aonde ele detalha o que considera uma epidemia social e o que seria os perfis de influenciadores. Watts argumenta que a influência, sujeita ao efeito Halo, é muito complexa para ser detalhada. Mas listou alguns pontos que podem ajudar a pensar:
  • A influência é temporária. Os influentes, além de dependerem do assunto que atuam, também podem ser influentes ou não em determinados contextos, mesmo dentro da área que dominam.
  • A influência pode não ser realmente uma influência. Nesse caso, ele cita o exemplo de redes menores, aonde muita gente com poucos amigos compartilham entre si, massificando a ideia.
Sob o efeito Halo, sempre tendemos a analisar influenciadores pelas características que eles possuem, mas não pelas as que eles não possuem. Também não tendemos a imaginar esses influenciadores em outros contextos, o que reforça a ideia de que influência pode ser temporária. E o segundo ponto é analisar situações que não houve atuação de influenciadores decisivos. E se a ideia foi a grande influenciadora? Porém, tendemos a sempre pensar (e identificar) esses players.

Tem outras ideias legais nesse livro e pretendo colocar pouco a pouco aqui no blog. Recomendo fortemente para ler.

Entrevista exclusiva com Nicolás Alcalá: "(O Cosmonauta) Tem sido o desafio mais difícil de nossas vidas"

By Fernando Collaço , In , , ,


       No próximo dia 18 de maio uma espaçonave vai ser lançada em Barcelona. Com a estreia mundial confirmada, O Cosmonauta, filme realizado graças aos recursos coletivos obtidos por crowdfunding vê a luz do dia depois de 04 anos. O projeto conta com a ajuda de 5.000 colaboradores de todo o mundo (dentre eles o Midializado), os quais adquiriram produtos e/ou cotas de patrocínio do filme e agora estampam seus nomes nos créditos finais.

 
        O filme conta a história do primeiro cosmonauta russo a chegar à Lua, em 1975, o qual não consegue regressar para a Terra e é dado como perdido no espaço. Porém, por meio de mensagens de rádio ele diz ter conseguido retornar à Terra, mas encontrou tudo vazio. Sua presença irreal e sua voz vão destruindo pouco a pouco o mundo de seus seres queridos.
        O projeto espanhol ainda traz consigo outro diferencial. Todo o projeto é pensado de maneira transmídia, ou seja, aposta em diferentes mídias para expor os diferentes pontos de vista da história que pretendem contar. Com boletins periódicos para todos aqueles que ajudaram o projeto via crowdfunding, os quais pedem ajuda na forma de vídeos, textos e fotos, a produção investe na criação de podcasts e perfis dos personagens na rede social Facebook. Com informações complementares que ajudam o desenrolar da história e engajam os mais interessados pelo universo narrativo apresentado, o filme aposta nessa nova estratégia de comunicação que já se mostra como uma alternativa financeira interessante para o mundo do entretenimento.
      Essa semana o Midializado teve o prazer de entrevistar com exclusividade o diretor do longa, Nicolás Alcalá, que contou um pouco sobre as gravações realizadas e também sobre a expectativa para o lançamento da obra. Abaixo você pode conferir a íntegra da entrevista e, enquanto espera o lançamento do longa, pode passar lá no site e conhecer melhor o misterioso e encantador do projeto.



           
Midializado Mais do que um filme, O Cosmonauta é um sonho coletivo. Como o projeto nasceu e como surgiu a ideia de optar pelo crowdfunding?
Nícolas Alcalá Tudo começou com um falso projeto desenvolvido pelo fotógrafo espanhol Joan Fontcuberta sobre cosmonautas perdidos no espaço. Eu comecei a descobrir um novo mundo de histórias e lendas sobre acidentes secretos e cosmonautas que nunca conseguiram retornar para a Terra ou que haviam morrido durante a reentrada (na atmosfera). A ideia de um ser humano, sozinho, 400 mil km de distância de sua casa, sabendo que vai morrer...isso fundiu minha mente. Eu escrevi várias histórias com cosmonautas, comecei a ler (James Graham) Ballard e um monte de livros históricos e acabei me apaixonando pela corrida espacial, especialmente pela parte soviética. Decidi contar a minha história daquele período com todas as incríveis conquistas, conspirações e momentos épicos. Sobre o crowdfunding, ele apenas fez sentido. O que eu quero dizer é, nós éramos três estudantes quando começamos com isso, em um país onde fazer um filme fora da indústria é quase utópico e querendo fazer um filme de um milhão de dólares, filmado em três países diferentes, com toneladas de conteúdo transmídia e uma estratégia de distribuição revolucionária. Como poderíamos fazer isso com os fundos tradicionais?

Qual a importância do crowdfunding para o audiovisual e como ele pode ajudar as produções de baixo orçamento?
Eu não sou um entusiasta do crowdfunding, pelo contrário, eu acredito de olhos vendados no crowdsourcing. A pior parte é que é exaustivo, consome muito tempo para encontrar dinheiro (ao menos que você seja um produtor de Veronica Mars capaz de erguer cinco milhões de euros em uma semana), além disso, você precisa produzir o merchandising que você vai dar em retorno, é desafiador. Em nosso caso, era ainda mais difícil uma vez que nós não éramos pagos com o dinheiro da produção e trabalhávamos 8h por dia no projeto do Cosmonauta e outras 6h em publicidade para pagar o aluguel. Mas quer saber, eu não mudaria um segundo dos meus últimos 04 anos. Vale a pena por muitas razões: eu fiz um filme, eu fiz o filme que eu queria fazer e eu fiz com (verdadeira) liberdade criativa. Nenhum produtor, distribuidor ou investidor estava em cima de mim falando o que eu deveria ou não fazer (o que às vezes pode não ser tão bom, mas estou feliz que eu tive a chance de experimentar isso, uma vez que poucos diretores tiveram a chance de fazer seus próprios erros e escolhas). Realizei o filme com 5 mil novos amigos que eu fiz na projeto e que estavam lá por mim nas horas boas e ruins e que vão falar do filme muito melhor do que eu mesmo. Tudo isso nos permitiu não apenas fazer o filme que queríamos, mas ser capazes de nos esquivarmos dos intermediários se precisássemos, negociar em nossos próprios termos muitas vezes e distribuir o filme do jeito que gostaríamos. Tudo isso é muito bom. (Jean-Pierre) Melville disse uma vez que nosso primeiro filme deveria ser feito do próprio sangue. Esse foi definitivamente nosso caso. Tem sido o desafio mais difícil de nossas vidas. Tem sido doloroso, exaustivo e desagradável, às vezes.

O Cosmonauta é também uma experiência transmídia. Como vocês tiveram a ideia de usar essa estratégia de comunicação e como você vê o casamento de transmídia e entretenimento em um futuro próximo?
Porque eu podia. Essa foi a única razão. Sempre tivemos que criar determinadas histórias por um padrão que existiu e não apenas porque era o melhor meio de contá-las, principalmente por causa de restrições físicas: o CD tem 12 canções porque era tudo que um que comportava. Um livro tem 200 páginas porque mais que isso é difícil imprimir. Um episódio de uma série dura 45 minutos por você precisa de três pausas de cinco minutos para propagandas. E assim por diante. Mas hoje em dia, com a tecnologia que existe, você pode contar sua história em todas as mídias, em múltiplas telas e do exato jeito que você quer. Nós criamos todo um universo com muitos pontos de entrada que vão completar a narrativa se você ver todo o conteúdo, mas que também podem se sustentar por si só. Por trás dos 34 webisodes e o filme, haverá uma ficção criada no Facebook com 13 perfis dos personagens do filme interagindo por várias semanas nos murais das pessoas, os quais serão compilados em nosso website e um livro com fotografias e pensamentos dos personagens que incluem poesias na forma de um diário de um cosmonauta assim que ele pousa na Terra. É muito mais do que um filme, é todo um universo. O futuro será transmídia, não tenho dúvidas sobre isso.
Quais foram os principais desafios que a Produção enfrentou? Você poderia citar um momento que marcou toda a equipe de Produção?
(Suspira) Pouco espaço para escrever todos! Tem sido uma montanha-russa. Quando você lê todas aquelas histórias sobre filmagens difíceis como Fitzcarraldo, Apocalypse Now ou Blade Runner…elas soam engraçadas, mas não é tão engraçado assim quando o inferno desaba sobre você, mas, quer saber, é sempre legal ter histórias para escrever um livro desses você mesmo. O melhor momento foi quando vimos os créditos finais e percebemos que havíamos feito um filme, apesar de tudo. E claro, as conversas e aulas especiais às quais fui convidado. Essa relação com a audiência é muito especial. E o pior momento foi provavelmente quando o co-produtor russo deixou a produção uma semana antes das filmagens levando com ele 150 mil euros, mas não foi tão ruim assim, uma vez que pedimos ajuda para nossa base de fãs e conseguimos erguer 170 mil euros em 3 dias.
Qual sua expectativa para o dia 14 de maio? O que podemos esperar da Riot Cinema depois de O Cosmonauta?
Sem expectativas. Eu estou apenas muito feliz de saber que fomos capazes de realmente fazer esse filme. Tem sido uma história épica. E sobre mim ou mesmo a Riot Cinema em um futuro próximo, receio responder o mesmo que agora: não tenho ideia, mas acho que eu gostaria de estar fazendo o que eu mais amo: filmes que gosto, aqueles dos quais posso me orgulhar e que tenham uma audiência engajada. Talvez com um pé em Los Angeles e outro na Europa ou mesmo fazendo algo muito legal e imersivo em transmídia. Veremos.

Se você pudesse entrar em uma nave especial e voar por todo o universo, para onde você iria e por que?
Tem uma frase em meu filme, com a qual me identifico, apesar de todo o amor que tenho pelo espaço: “(fala de Stas) Então...você não veio trabalhar aqui porque você amava seu trabalho? (fala de Yulia) Eu odeio o espaço. Tem tanta coisa para ver aqui embaixo”. Então eu acho que seria uma viagem curta (ri).

Projeto Atlas Media Lab, uma escola de cursos

By Gabriel Ishida , In , ,


Eu, Fernando Collaço e Marcos Singulano, ambos autores desse blog também, criamos esse projeto experimental chamado Atlas Media Lab. Temos como proposta oferecer cursos segmentados na área de comunicação com preços acessíveis.

Temos o nosso primeiro curso previsto para o dia 18 de maio na Av. Paulista (São Paulo) e será sobre Moda e Novas Mídias, que será ministrado por Vini Uehara e Fernando Collaço. Para maiores informações e inscrição, clique aqui.

Já estamos com cursos no radar como Transmedia Storytelling e Comunicação Multiplataforma, fora outros que estamos viabilizando. E também temos uma fan page aonde postamos conteúdo relacionado a comunicação e novidades da escola.

Confira e indique para quem se interessar.

O multichannel impulsiona os investimentos em Social Media

By Gabriel Ishida , In , , ,

Um estudo interessantíssimo do Google chamado "The Customer Journey to Online Purchase" ("A jornada do consumidor na compra online" em tradução livre) trouxe à tona algo que muitos profissionais de Social Media já sabiam, mas dificilmente conseguiam provar: as mídias sociais influenciam bastante na decisão de compra do público.
O usuário passa por diversas plataformas antes de se decidir pela compra
Abaixo, o estudo aponta quais canais fazem o papel de auxiliar na decisão do consumidor e quais são mais efetivos para efetivar a compra aqui no mercado brasileiro. Quanto maior o número acima de 1, maior a influência do canal para o auxílio (assist interaction)
Do conhecimento (awareness) até a decisão de compra
Perceba que Social possui um papel importante para o público conhecer a marca/produto, juntamente com o email (por isso que os marketeiros pretendem investir mais em email marketing em 2013). É através de Social que o público conhece e se informa inicialmente sobre a marca/produto, retornando via mídia paga ou busca no Google para ter maiores informações e efetivar a compra. Ou seja, Social possui uma função muito mais de assistência e introdução da marca para o público do que gerar conversão e venda direta.
Assistência x Última interação em cada canal
Para mim, está muito claro que o multicanal vem para mostrar o valor que o Social possui dentro de uma estratégia de comunicação, agregando valor e justificativa para os investimentos. Juntando esses dados de web analytics com dados de monitoramento, podemos possuir preciosos insights como entender a receptividade e a motivação de engajamento do público. Por exemplo, se percebermos que o público está gerando conversão, mas não está se engajando com o conteúdo, podemos ajustar a estratégia para que se estimule esse engajamento, intensificando o volume de conversões. O contrário também é válido, aonde se identifica um grande engajamento, mas não há um volume de conversões.

Com o multicanal, teremos mais uma fonte de investigação e pesquisa para entendermos melhor o comportamento do usuário nas mídias sociais e, principalmente, teremos dados para defender investimentos em nossa área.

Dicas para quem quer entrar no mercado de mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , ,

De vez em quando aparecem e-mails e mensagens para mim perguntando "quero entrar no mercado de mídias sociais, o que devo fazer?". Respondendo a todos, percebi que, apesar de cada situação ser específica, tem certas coisas que são comuns para a grande maioria dos casos e que, por experiência própria e ouvindo de outras pessoas, podem ser valiosas e diferenciais para quem quer ingressar nesse mercado. Mas, antes de tudo, a primeiríssima coisa que você deve providenciar é atualizar seu Linkedin. Se você não sabe o que é isso, vá se informar e criar um perfil lá. A esmagadora maioria dos processos de vagas em Social são feitas com base no CV do candidato no Linkedin. Depois de ter feito isso, comece a ler esse post.



1 - Seja apaixonado, não só como usuário, mas como uso profissional.


É aquela história: "ser analista de mídias sociais não é ficar o dia inteiro no Facebook". Você tem que ser interessado e curioso sobre ações em Social Media, aqui e no mundo, e gostar de ficar atualizado sobre campanhas de marketing bacanas ou fracassadas, pois hoje em dia tudo acaba convergindo para as mídias sociais. Ou seja, estude, busque se informar, conhecer os principais cases de social media na história e acompanhar o trabalho de profissionais e blogs da área. Tudo isso não serve para você ser testado ("você conhece o case da Tecnisa nas redes sociais? Não? Ah, então está eliminado") e sim para você ter bagagem de conhecimento para entender o que já funcionou, por que foi importante e o conceito por trás do case. Uma dica: se seus olhos não brilharem enquanto você pesquisa por tudo isso, se você fica com preguiça em ler artigos sobre tudo isso, melhor você repensar se realmente quer seguir na área.

2 - Especialize-se em algo, mas tenha uma noção básica de tudo.


Uma situação fictícia, mas que cabe muito bem a vida real: uma vaga em social media para produção de conteúdo e relacionamento e não exige experiência, mas é diferencial. Tem dois CVs: um tem experiência de dois anos fazendo um pouco de tudo e o outro não tem experiência profissional, mas fez cursos sobre redação publicitária e seu portifólio possui bastante trabalhos da faculdade ou freelas com criação de conteúdo. Está bem claro que o segundo CV é o mais atraente para a vaga, mesmo com a maior experiência do primeiro.
Com o mercado cada vez mais amadurecido, a tendência é que as funções em Social Media sejam especializadas e que formações focadas sejam mais valorizadas. Já vejo diversas vagas bem específicas e gente saindo de outras áreas dentro de mídia online ou offline para se aventurar nessas especialidades de social media. Exemplos reais: pessoas formadas em jornalismo se especializando em conteúdo para canais sociais, profissionais de criação se especializando em design e arte para mídias sociais e programadores especializados em APIs de mídias sociais para criação de aplicativos e desenvolvimento de programas. Entretanto, como todas as áreas se conversam e convergem, é necessário ter uma noção de tudo que envolva Social Media, assim como um profissional de planejamento deve ter uma noção de todas as áreas de uma agência de marketing. Ou seja, o trabalho de uma jornalista em social só será melhor se ela entender o que um programador de APIs pode produzir.
Minha dica aqui é: se foque em alguma das quatro áreas: produção de conteúdo, mídia, inteligência/pesquisa e relacionamento/atendimento (leia mais sobre essas áreas aqui) Em primeiro momento, a área de produção de conteúdo é a mais "acessível" para quem quer começar no mercado, mas é a que tem maior volume de concorrentes. Ou seja, é necessário entender como você pode se diferenciar dentro de cada área. Aí vamos para a dica 3.

3 - Tenha diferencial


Fazer mil cursos não é diferencial. Habilidades técnicas e teóricas são, mas só as que interessam para cada vaga. Como saber o que é diferencial ou não? Entendendo as funções da vaga. Mas antes disso, vou dizer por que fazer mil cursos não é diferencial. Não adianta nada você fazer todos os cursos do mundo se você não botou o conhecimento que adquiriu em prática. É muito fácil você fazer um curso, não ter absorvido nada, pegar o certificado e colocar no currículo. Ou seja, cursos só melhoram o currículo se você comprova que aplicou o que aprendeu.
Voltando, vou dar exemplos do que eu entenderia como diferencial em cada área, mas lembrando que isso são apenas uma parte ou opiniões minhas:
- Produção de conteúdo: português impecável e entender a dinâmica das redes sociais são fundamentais. Mas habilidades como edição de vídeo para web, fazer vinhetas, tratar áudio para podcasts, ilustração e familiaridade com Photoshop podem ser diferenciais, já que estão dentro de produção de conteúdo.
- Mídia: saber fazer anúncio no Facebook e outros canais sociais é pré-requisito. Mas conhecer táticas de publicidade gratuita nas mídias sociais, habilidade em Google Adwords e ter noções de ilustração e tratamento de imagens podem ser diferenciais. Saber que ações atraem mais usuários e quais tipos mais promovem a marca sem gastar dinheiro exige muito da dica 1, ou seja, ler bastante e acompanhar o mercado. Ter uma noção prática de Google Adwords é diferencial porque a dinâmica de anúncios no Facebook é muito semelhante e as duas coisas são complementares. E, por fim, saber noções de ilustração e tratamento de imagem serve para produzir imagens para anúncios, sem depender de alguém da criação ou design.
- Inteligência/pesquisa: gostar de números e ter raciocínio lógico são essenciais. Mas ter uma boa afinidade com o lado acadêmico (ou seja, ter feito iniciação científica ou produziu/produz artigos relacionados a mídias sociais ou não) é um diferencial, pois essa área exige muito estudo e pesquisa. Se a pessoa fez pesquisas sobre redes sociais durante a faculdade, ela está bem à frente dos concorrentes.
- Relacionamento/atendimento: ter paciência, entender como funcionam as principais mídias sociais e gostar de conversar com pessoas são fundamentais. Mas conhecer ferramentas de atendimento 2.0, conhecer o processo padrão de atendimento e ter um conhecimento cultural abrangente são diferenciais. Os dois primeiros são importantes porque facilita a adaptação, já que nessa área é necessário um treinamento rígido inicial. Mas conhecimento cultural é mais importante, pois você vai lidar com diversas pessoas de diferentes localidades e sobre diferentes assuntos. Nisso, entender características regionais da cultura e sociedade para atender de forma harmoniosa o público fazem toda diferença, como por exemplo, compreender diferenças regionais de linguagem.
Perceba que certas coisas você aprende fazendo cursos específicos ou por si mesmo. Outras você constrói pouco a pouco. Nesse último caso, é importante entender que não se deve perder as oportunidades de crescimento pessoal e profissional, não se acomodar, não ficar parado. Nisso, entramos na dica 4.

4 - Não fique parado. Monte um portfólio, se envolva em projetos, sociais ou não.


Primeiro, vou explicar o que seria um portfólio de social media. São todos os projetos e ações relevantes que você se envolveu de alguma forma. Coisas que podem ser consideradas portfólio:
- Escrever um artigo sobre mídias sociais para um e-book colaborativo.
- Trabalhar no planejamento de uma promoção em uma fan page e que foi sucesso e atingiu as expectativas.
- Ajudar a criar e manter os canais sociais de uma marca ou organização.
- Produção de vídeos e material para o formato adequado em mídias sociais.
- Fazer análises para melhorar o desempenho dos canais sociais de uma organização.
- Fazer pesquisas e material acadêmico sobre mídias sociais.
"Mas eu nunca trabalhei. Como posso ter um portfólio?". Criando um. Por exemplo: sempre tem projetos ou pequenas empresas que aceitariam ajuda para criar uma estratégia em social media. Ou, melhor ainda, ONGs e organizações sociais que estão precisando de toda ajuda possível. Com exceção das causas sociais, não estou dizendo para você fazer tudo de graça, mas sim ser uma troca: você diz para a empresa que você está começando na área e está atrás de montar portfólio, mas que não tem experiência e gostaria de trabalhar num projeto com eles em troca de não-remuneração para poder aprender durante o processo e botar tudo que aprendeu em prática (aqui entra o sentido de se fazer cursos). Deixando claro tudo isso, combinando um escopo (o que você vai oferecer) e estabelecendo um período de trabalho, vai fundo e aproveite a chance. Muito provavelmente você conheça projetos que possam precisar de ajuda nesse ponto (desde aquele trabalho de conclusão da faculdade de seus amigos e conhecidos até projetos de startups ou pequenos negócios de seus contatos) e aí você deve partir de você ir atrás e se oferecer. Mas eu acho que seria mais bacana se fosse para projetos sociais, já que você estaria aprendendo e, ao mesmo tempo, ajudando o mundo a ser um lugar melhor.

Espero que esses quatro pontos possam te ajudar a entrar no mercado, mas lembre-se: proatividade sempre. Sempre faça projetos pessoais, se envolva em novos projetos, mesmo quando estiver empregado. E se precisar de ajuda, pode me mandar mensagem via meu Linkedin.

Fotografia Ideológica e a Dinastia Kim

By Fernando Collaço , In , , ,



A crescente tensão gerada pela retórica belicista da Coreia do Norte aos Estados Unidos e países vizinhos tem colocado toda a península local como o centro das atenções mundiais. As imagens de Kim Jong-Un, atual líder do governo e Comandante Supremo do Exército Popular, as quais chegam até nós oferecidas como divulgação oficial do governo norte-coreano, apresentam um caráter propagandista acentuado e despertam nosso interesse acerca do uso da fotografia como propaganda ideológica. 

Essa forma de propaganda tem como foco a transmissão de um conjunto de ideias e pensamentos individuais ou coletivos que podem ter caráter político, econômico e social. O conteúdo trabalhado consiste em uma reinterpretação da realidade sob o ponto de vista favorável às ideias que pretendem ser vendidas. Dentre suas principais características estão: a universalização de interesses específicos de um grupo e a supervalorização de valores ou momentos positivos que se associam ao mesmo. As mensagens que são produzidas, independentemente das mídias utilizadas, apresentam procedimentos específico que auxiliam no objetivo da manipulação da opinião pública e na condução de um comportamento social e que podem passar despercebidas.

Propagandas norte-americanas para a I Guerra Mundial (1914/1918)






Observando alguns fatos da História mundial, a propaganda ideológica com uso de fotografia em específico teve um uso constante e fundamental com a figura do líder nazista Adolf Hitler e o Ministro da Propaganda Nazista Joseph Goebbels, os quais souberam trabalhar de maneira primorosa toda a campanha midiática em torno do regime nazista, de forma a exaltar seu líder e angariar entusiastas.

Nas fotografias alemãs desse período, nota-se a figura de Adolf Hitler quase sempre registrado de baixo para cima, com uma leve inclinação no eixo do olhar, a qual confere ao à figura retratada uma leve aura de superioridade, a qual é complementada pelo olhar voltado para o horizonte como forma de simbolizar seu caráter visionário e/ou progressista. No conjunto dos materiais, temos ainda várias imagens do líder rodeado de populares e oficiais que o exaltam, além de situações nas quais Hitler era retratado junto à novas tecnologias da época, associando sua imagem às facilidades que elas traziam para suas vidas e sublinhando a suposta preocupação do governante com o progresso da nação.

 
Hitler observa o projeto de carro popular

Retrato de Hitler, olhar no horizonte e câmera inclinada


Hitler cercado por entusiastas do regime nazista
Quando observamos o material da Dinastia Kim, ao qual temos acesso por meio da Internet e impressos, um dos fatos que mais nos chama a atenção é a forma como seus sucessivos líderes tem as imagens trabalhadas de maneira similar e lançam mão de técnicas que ajudam a obter efeitos de exaltação de sua figura e de construção de uma imagem de proximidade para com o povo. O ditador Kim Il-Sung, avô do atual líder, já demonstrava preocupação com as imagens do regime que transmitia ao povo coreano por intermédio da fotografia e a continuidade de seu projeto imagético foi auxiliado pelo advento de novas tecnologias e a facilidade de disseminação de imagens. Com seu filho, Kim Jong-Il, falecido em dezembro de 2011, o regime comunista se apropriou de forma intensa do aparato ideológico e solidificou o processo de comunicação visual, o qual agora é adotado também por seu filho e sucessor Kim Jong-Un.


Kim Il-Sung
Kim Jong-Il
Kim Jong-Un
Como visto, as imagens trabalham o retrato realizado com um registro de baixo para cima exaltando o líder local que ocupa um palanque e tem os olhos voltados ao horizonte. Considerando o material, podemos apontar algumas técnicas recorrentes nessa categoria de fotografia e ainda semelhanças entre as duas últimas gerações: em muitas fotos, os líderes locais aparecem cercados de populares, geralmente mulheres, nas ruas da cidade, sempre com muita comoção e uma exaltação por vezes desmedida. Há ainda a predominância de fotografias que registram o exército em sua formação principal e o líder, pai ou o filho, saudando esse corpo bélico. Nesse caso, um par de fotografias nos chama a atenção pelo uso do mesmo enquadramento e de alguns elementos para a composição em momentos muito distintos da História.

Kim Jong-Il saudando o exército

Kim Jong-Un saudando o exército



Kim Jong-Il e entusiastas do regime
Kim Jong-Un e entusiastas do regime
 Temos ainda os líderes observando e fazendo uso de tecnologias de comunicação, fato que promove a associação de suas imagens aos ideias do progresso e bem-estar dos cidadãos, além de imagens que apresentam os retratados com o olhar fixo no horizonte, situações e poses claramente produzidas para um enquadramento específico, uma assepsia da cidade que aparece vazia e limpa e também situações banais como a visita dos líderes e seu olhar curioso sobre os produtos locais.

Kim Jong-Il visita orgão público
Kim Jong-Un visita orgão público
Kim Jong-Il com 04 militares e o olhar no horizonte
Kim Jong-Un com 04 militares e o olhar no horizonte
Kim Jong-Il observa uma loja de botas plásticas
Kim Jong-Un observa uma loja de botas plásticas
Táticas de propaganda ideológica não são exclusividade dos líderes acima e muito menos pretendemos associar os dois regimes apresentados. Queremos, acima de tudo, apontar para as questões que envolvem um olhar atento às imagens que compõem os discursos ideológicos que nos cercam cotidianamente, de forma a atentarmos para a forma pela qual nossos sentidos são explorados e sensibilizados através de diferentes meios e mensagens. Saber reconhecer as grandes manipulações de olhares, enquadramentos e situações é permanecer um passo à frente de um discurso alienante e e poder dissociar de forma crítica o conteúdo da forma.

Cursos novos na Ecommerce School

By Gabriel Ishida , In ,


Resenha crítica do livro Blink de Malcolm Gladwell

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Devo dizer o quão é interessante você ler um livro que desafia o que você pensa sobre análise de dados. Eu, como analista de mídias sociais (aonde quanto maior o volume de informações que coleto, maior a qualidade das análises), fiquei repensando todos as metodologias que conheço e até revendo alguns processos de análise depois que li.

Pesquisa mostra aonde o marketing irá tirar e colocar dinheiro em 2013

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Uma pesquisa feita pela American Marketing Association (AMA) e publicada pela eMarketer (que recomendo seguir em seus feeds) mostra aonde as marcas pretendem investir mais e menos em 2013.



Na prática, não há muitas surpresas: mídias consideradas tradicionais (como jornais e revistas) recebendo menos investimento e mobile e social media em alta. Algumas surpresas ficam por conta da constante atenção ainda aos blogs e a posição de destaque da TV nas mídias com menor investimento.

A posição de destaque dos e-mails não me surpreende: ainda é efetivamente o canal que possui um maior volume de conversões para o e-commerce.

Mas deixo algumas questões:

- Será que podemos entender esse comportamento também para o mercado brasileiro? Tem tanta coisa para ser feita por aqui que não sei se as mídias sociais perderão seu destaque.

- Você acha que, no mercado brasileiro, jornais e revistas já perderam o interesse do marketing? Eu acho que não hein.

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