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A pesquisa de profissional de inteligência em mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , , ,

Pelo quinto ano, foi apresentado os resultados da pesquisa sobre o perfil do profissional de inteligência em mídias sociais. Organizada por Júnior Siri, a pesquisa visa mostrar o panorama do nosso mercado, entender características regionais e, principalmente, identificar lacunas e dificuldades que enfrentamos. 


[Pesquisa] O profissional de inteligencia de mídias sociais (2015) from Júnior Siri

E é com grande alegria que anuncio, pelo segundo ano consecutivo, que estou na lista das principais referências dos profissionais na área. Fico extremamente contente que, novamente, meus colegas de área depositam suas confianças em meu trabalho e só me motiva a continuar postando, publicando, dando aulas, oferecendo palestras e todos os tipos de ações para fomentar nosso mercado.

Contudo, a maior alegria foi ver que nosso projeto Atlas Media Lab também foi citado como uma das principais referências em ensino sobre mídias sociais. Fiquei extremamente orgulhoso do projeto que eu, Fernando Collaço e Marcos Singulano construímos nesses três anos e o reconhecimento do nosso trabalho foi mostrado pelos respondentes. Só nos motiva a continuar inovando e trazendo a melhor qualidade possível com preços acessíveis em uma filosofia que vai contra diversas escolas por aí.

Muito obrigado a cada um que depositou sua confiança em mim e no nosso projeto. Em 2016 prometemos melhorar cada vez mais!

Minha entrevista para o Social Analytics Summit 2015

By Gabriel Ishida , In ,


Dei uma entrevista para a Mariana Oliveira e Tarcízio Silva (curadores do evento) para falar um pouco do que irei abordar durante o debate sobre o lado do cliente na área de monitoramento e métricas.

Falei um pouco das dificuldades que clientes e agências possuem para fazerem um bom trabalho e ambas partes saírem satisfeitas. Durante o debate, trarei mais detalhes e exemplos de como as agências podem trazer melhores resultados e informações mais assertivas para os clientes.

O link original está aqui.

Aproveito para lembrar que ainda há ingressos para o evento e se você usar o código ish05sas você ganha 10% de desconto. Então. entre agora no site e já garanta o seu.

Nos vemos lá!

A nova forma de jornada do consumidor da McKinsey

By Gabriel Ishida , In , , ,

A McKinsey lançou uma versão renovada de sua famosa jornada do consumidor (já comentei sobre isso aqui). Nessa nova versão, está mais aprofundada a parte sobre preferência pós-consumo, ou seja, a relação entre a experiência do consumidor e o produto.



O que basicamente a nova versão nos diz é que existem marcas que não passam pela fase de consideração e avaliação pela força que possuem. O consumidor a considera e, imediatamente, realiza a compra, demonstrando a fidelidade. O artigo cita quatro fatores que ajudam as marcas a saírem na frente nessa nova jornada:

Automação: tornar a vida das pessoas mais fácil e simples através de tecnologia. Citam o exemplo do aplicativo de banco que permite que cheques sejam descontados através de reconhecimento de foto.

Personalização proativa: não esperar que o consumidor peça e sim já direcione um caminho customizado ou ofereça uma experiência única. Amazon faz isso bem, já te sugerindo produtos que possuem relação com seu histórico de compra.

Interação contextual: entender em qual momento o consumidor está na jornada para orienta-lo ou surpreende-lo. Exemplo: mostrar informações sobre a entrega de um e-commerce ou, após a compra de uma passagem aérea, sugerir hotéis e aluguel de veículos.

Inovação na jornada: buscar prever e oferecer serviços adjacentes para gerar valor ao negócio. Exemplo: companhia aérea já reservar um táxi para o passageiro em seu destino para não gastar tempo nisso.

Vale destacar o papel das mídias sociais nisso. É através do monitoramento que conseguimos identificar as lacunas que os usuários sentem durante a experiência de consumo. Ter esses insights direto do público ajuda a empresa a se preparar para esses quatro fatores. Via monitoramento, conseguimos:


  • Identificar se a tecnologia da marca está facilitando a compra do consumidor através de elogios ou comentários dos usuários;
  • O monitoramento de perfis ajuda a traçar o que o usuário costuma postar, como ele interage com o conteúdo em rede social, podendo abastecer um CRM e fazer ações mais assertivas;
  • Cruzando com dados de CRM e web analytics, conseguimos identificar se o usuário está satisfeito com a experiência de compra através de conversas com amigos ou menções em redes sociais;
  • Identificar oportunidades através de sugestões e opiniões dos usuários sobre o serviço e o produto da marca.
Sempre importante entender a jornada do consumidor dentro do seu objeto de análise para que você entenda onde estão as oportunidades e, principalmente, os insights que irão contribuir para o sucesso de sua marca.

Prêmio Share 2015 - Profissional de Monitoramento e Métricas

By Gabriel Ishida , In ,


Com grande honra que fui indicado entre os finalistas do prêmio Share na categoria Monitoramento e Métricas. Fiquei bastante feliz pelo reconhecimento e por ter sido escolhido dentre jurados muito fodas (como a Jacqueline Lafloufa (nossa professora no Atlas), Felipe Leon e o Marcel Bely).
Mesmo que eu não ganhe, o fato de ser lembrado dentre tantos profissionais FODAS já me deixa bastante feliz e me mostra que estou no caminho certo: continuar pesquisando muito, aprendendo cada vez mais, dando aulas/palestras (que eu amo!) e, principalmente, compartilhar o que eu aprendi.
Tenho consciência de que a responsabilidade fica cada vez maior e as expectativas também, mas me dá um prazer tão grande ver esse reconhecimento que me dá combustível para continuar trabalhando e muito!
Muito obrigado aos jurados pela confiança e aos meus colegas de área pelo carinho. Agradecimento especial aos meus dois sócios no Atlas Media Lab (Fernando e Marcos), pois sem eles muita coisa que eu gostaria de fazer não teria saído do papel. E também a todos meus amigos e familiares pelo apoio, pelo incentivo de todo dia, não só de hoje, que vibram com minhas conquistas.
E também a você, que acreditar que eu mereça tal reconhecimento, votando nesse link abaixo:

Social Analytics Summit 2015: estarei lá!

By Gabriel Ishida , In ,

Com muita alegria que anuncio minha participação no Social Analytics Summit 2015 a convite da Media Education. Estarei no painel "Do outro lado da mesa: como entender as demandas dos clientes" juntamente com meu colega Wesley Muniz (Bradesco) para falar da nossa transição de agência para cliente. Espero trazer um pouco da minha experiência e aprendizado que adquiri nesses cinco meses de Pernod Ricard.

A grade está sensacional, com muitos nomes bacanas e destaco a participação de Raquel Recuero, uma das principais pesquisadoras em mídias sociais do Brasil.


Como sempre, tenho um cupom de desconto para quem quiser fazer sua inscrição tanto no evento quanto no workshop. Basta digitar ish05sas na hora de fazer sua inscrição ara conseguir o desconto. Para mais informações e inscrição, acesso o site do evento: http://socialanalyticssummit.com.br/

Agradecer imensamente ao Tarcízio Silva e Mariana Oliveira, curadores do evento,  pelo convite e também a Alexandre Formagio da Media Education. Espero corresponder as expectativas.

O papel das mídias sociais em pesquisas de mercado

By Gabriel Ishida , In , ,

Trabalhando mais próximo da área de pesquisa, pude perceber melhor como as mídias sociais podem contribuir para a pesquisa de mercado. Primeiramente, notei que a principal função é mais qualitativa do que quantitativa, ou seja, as mídias sociais ajudam mais na exploração ou validação de hipóteses. Bom lembrar que o papel da pesquisa offline (entrevistas em profundidade, exploração em campo, grupos de foco, etc.) ainda é bastante importante para a área, mas as mídias sociais são outras importantes fontes de dados. Sendo assim, vou tentar mostrar alguns casos em que as mídias sociais podem ajudar qualitativamente ou quantitativamente na área de pesquisa.
Importante: essas são AS MINHAS IMPRESSÕES como visão de cliente.

Casos em que acredito que as mídias sociais são importantes qualitativamente:

Entender ocasiões de consumo

Fotos como essa podem nos mostrar quais momentos os usuários mais gostam de postar sobre o consumo de whisky

A primeira coisa que devemos lembrar é que as mídias sociais são lugares em que as pessoas escolhem o que querem expor, ou seja, para diversos casos, entender ocasiões de consumo de algumas áreas pode não trazer resultados significativos ou que sejam minimamente fidedignos com a realidade (exemplo: dificilmente alguém vai expor a ocasião de consumo de papel higiênico).
No exemplo acima coletado no Instagram, conseguimos entender que whisky está associado ao consumo em baladas, ou seja, talvez a melhor ação para uma marca desse segmento seja patrocinar festas ou casas noturnas, por exemplo.
Também vale observar o teor das menções em outras redes. No Twitter, as pessoas costumam comentar sobre seus consumos também. Em grupos e fanpages, principalmente das marcas, dependendo da marca, os usuários gostam de expor quando consomem o produto e em quais contextos. Todas essas fontes podem validar hipóteses ou embasar uma pesquisa offline.

Verificar atributos de imagem ou funcionais

Um pouco mais difícil de se conseguir, mas é possível: podemos tentar traçar atributos que o público associa sua marca e concorrentes. Por exemplo: tênis de corrida da Nike são mais associados a durabilidade, custo-benefício ou conforto? Roupas da Lacoste são sempre associados a luxo e aspiracional? Verificando esses atributos, a marca consegue comparar com sua comunicação e plano estratégico para entender se o público está reagindo de forma esperada.

Tendências de apropriação

Utilização da garrafa de Jack Daniels como outros usos, abrindo oportunidade para novos produtos

Marcas muito icônicas costumam ser apropriadas de forma natural, mas podemos entender também para apropriações em contextos (exemplo: piadas e memes) ou também em novos usos. Por exemplo, de forma negativa, algumas pessoas utilizam Coca-Cola para desentupir canos. Ainda na área de bebidas, podemos identificar novos tipos de consumo, como misturar Coca-Cola com Jack Daniels, Absolut com licor, etc.


Agora o que recomendo para as mídias sociais serem usadas quantitativamente:

Share of Conversation

Saber como sua marca está gerando conversações perante seus concorrentes diretos ou indiretos é uma boa forma para saber, por exemplo, se sua marca está sendo lembrada ou considerada como pauta de conversas.
Dá para comparar também com métricas de admiração. Por exemplo, uma marca pode gerar muitas conversas, mas será que converte isso em adoração e lovebrands? Também dá para entender o que geram essas conversas, a ponto de direcionar pesquisas offline ou outras ações.

Recall de campanhas

Combinada com uma pesquisa offline, as mídias sociais podem oferecer um cenário de quão engajadora foi sua campanha nas mídias sociais em termos de mídia espontânea. Tomadas as devidas precauções metodológicas e premissas dos dados, dá para ter uma noção se a campanha reverbera ou se fixou na memória do público.
Por exemplo: Kuat é lembrada até hoje (quatro anos depois) da campanha do Funk no Iate. A P & G é lembrada pela emocionante campanha para as Olimpíadas de Londres envolvendo mães.

Conexão com a marca em ações com influenciadores


Você contrata um influenciador para ele participar de uma ação. Ele posta em seus canais e vem um monte de interações. Mas como saber que essas interações agregaram para a sua marca? Usando o social listening, você coleta os comentários e a mídia espontânea gerada em torno dele para entender se a audiência desse influenciador associou-o com sua marca. Não adianta você contratar uma celebridade se toda vez que ela postar qualquer coisa, sua audiência comenta "te amo", "me segue", etc. Aparenta que a audiência não está ligando para a associação e sim só com a figura do influenciador.


Esses são alguns usos que já identifiquei e tenho tentado colocar em prática no meu dia a dia. Ando meio ausente por aqui, mas agora terá um post por quinzena.

Pesquisa sobre os profissionais de Monitoramento

By Gabriel Ishida , In , , ,

Sim, eu sei que está faltando atualização por aqui. Mas juro que logo as atualizações do blog voltarão ao normal. Estou numa fase de transição profissional (mudei para a Pernod Ricard para trabalhar com pesquisa) e também estou, felizmente, cheio de aulas e cursos para dar pelo Brasil :) Então, logo quando as coisas acalmarem, voltarei com novos posts.

Imagem: tirado do blog do Tarcizio Silva

Voltando ao título do post, novamente nosso querido Júnior Siri está promovendo a pesquisa com os profissionais de Monitoramento em Mídias Sociais. Seria legal se você, profissional que não está em São Paulo-capital, respondesse a pesquisa para termos uma visão mais ampla do mercado fora daqui.

Para responder, clique aqui: http://bit.ly/PesquisaInteligência

Para quem quer relembrar os dados da pesquisa passada, abaixo está o slideshare.

Apresentação sobre Inovações em Social Analytics

By Gabriel Ishida , In , ,

Ontem, tive o prazer de participar do Digital Day, organizado pela CI & T em Campinas. Fui convidado para falar de novidades, tendências e inovações dentro de Social Analytics. Falei inclusive sobre o polêmico Facebook Topic Data e dei minha opinião sobre o assunto (se você não sabe, eu a escrevi aqui)

Abaixo, segue minha apresentação.

Projeto Galgo Rex

By Gabriel Ishida , In

Seguindo a atual tendência de compartilhamento, produção e promoção das notícias, chamada por muitos de jornalismo cidadão, foi lançado recentemente o site Galgo Rex, ainda em versão beta (www.galgorex.com.br/prelancamento). O novo veículo de mídia associa a produção independente de leitores, blogueiros e jornalistas à tecnologia da informação, criando assim uma plataforma de informação inteiramente gerida pelos próprios usuários, que publicam e promovem o conteúdo do site.
“Pensamos em um sistema que pudesse dar aos leitores o melhor conteúdo, bem como as informações que mais interessam a cada um”, afirmou Ronaldo Lopes Coelho, um dos fundadores do projeto. O novo jornal parece um híbrido de rede social e os conhecidos agregadores de notícia, porém as coincidências terminam aí. Uma vez realizado o login, o site oferece não apenas uma conta pessoal ao usuário, mas a chance deste poder criar seu próprio caderno de notícias, assinar os conteúdos desejados, classificar os textos, seguir outros “jornalistas”, conversar com os demais usuários, compartilhar o que foi publicado, entre outras ações interessantes.
Criado em 2013 por quatro estudantes da Universidade de São Paulo, o Galgo Rex passou dois anos em desenvolvimento, “Nas horas vagas, aquelas que tínhamos além das aulas e do trabalho normal de cada um, sentávamos e nos reuníamos para trabalhar e decidir como o site vai funcionar”, disse Ricardo Augusto Fernandes, programador e também um dos sócios. “Queríamos dar às pessoas a chance de terem um feed de notícias extremamente relevante, por isso fizemos o Galgo Rex”, completou.
Nesse meio tempo foram lançadas iniciativas como o jornal digital sul-coreano Oh! My News! e o norte-americano Sulia, que possuem estruturas bem diferentes do site de notícias brasileiro: este tem como célula editorial os cadernos e, no futuro, pretende aumentar ainda mais o poder de colaboração entre os usuários. A ideia por traz da empresa é gerar uma rede de notícias que conte com milhares de colaboradores, espalhados por todo o país e, de celular nas mãos, sempre prontos para escrever e dar o “furo”. “Estamos buscando algo além do jornalismo de opinião”, disse Ronaldo, “queremos também ser o primeiro a relatar os acontecimentos”. O símbolo do jornal é o peculiar cachorro de corrida da raça Galgo: magro, elegante e veloz, bem no estilo do jornalismo (e de toda a comunicação) desse século que se inicia.
FONTE: release do Galgo Rex

Sobre a API do Facebook e o seu Topic Data

By Gabriel Ishida , In , ,

A maioria dos profissionais de monitoramento já deve estar sabendo que o Facebook fechou, no dia 30 de abril de 2015, sua API para a coleta de posts públicos em timelines. Se não sabe, saberá na próxima vez que for fazer relatório de monitoramento ao ver que sua ferramenta não coletou nenhum post em timeline do Facebook no mês de Maio.

Como alternativa a isso, o Facebook fez uma parceria com o Datasift, um dos (talvez o maior) provedores e processadores de dados do mundo para criar o Facebook Topic Data. Em termos didáticos, ao invés de coletarmos os dados RAW (ou puros, ou seja, os posts diretamente), o FTD irá fornecer os dados já agregados. Basicamente, ao fazermos a requisição pelos resultados de uma busca por menções contendo o termo "Coca-Cola", o FTD irá retornar números: volume de menções, demografia, geolocalização, sentimento, etc. ao invés de retornar as menções diretamente.

 Facebook Topic Data
Representação gráfica do FTD

Não vou me aprofundar em termos técnicos, pois acabou de ser lançado, houve um webinar do Datasift explicando mais detalhes e também que meu foco aqui é a repercussão disso tudo no nosso mercado. Mas vale fazer uma observação: com o FTD, perdemos em capacidade de análise ao não ter contato com os dados puros, ou seja, não saberemos muito bem como o Facebook está considerando aqueles números agregados. Para quem é analista preocupado em metodologia, isso é péssimo. Não saberemos, por exemplo, se aqueles 1.200 posts negativos são realmente negativos e se não houve um erro na classificação, sendo o atual principal problema nas classificações automáticas de sentimento. Por outro lado, o Facebook nunca entregou direito esses dados puros via sua API, sempre vimos um monte de problemas para a coleta, então, entre uma coisa agregada e mais nebulosa por uma coisa que não funcionava direito e quase não servia para nada, prefiro a primeira opção.

Sobre nosso mercado, primeiramente é bom deixar claro que isso não afeta a competência de nenhum profissional. Como disse meu amigo Pedro Ivo Rogedo: quem é incompetente, continuará incompetente. A diferença agora é que vão jogar a culpa no Zuck por seus fracassos. Até porque o monitoramento em fanpages e grupos continua a mesma coisa, ou seja, qualquer ferramenta ainda coleta posts públicos feitos dentro desses lugares. E já sabemos que esse tipo de informação é bastante valiosa, quando bem planejada e analisada de forma correta. Além disso, as outras redes continuam com suas APIs abertas e pegando os dados puros, ou seja, material de análise ainda tem de monte.

Segundo ponto é que vejo um passo importante na valorização da área de monitoramento. Tardiamente (e de certa forma, hipócritas), alguns nomes importantes dentro da área de publicidade e marketing começaram a criar ações e publicar notas e artigos sobre a importância do trabalho de monitoramento em mídias sociais. E, coincidência ou não, juntamente com o movimento do Facebook em monetizar seus dados, percebo que há uma profissionalização maior na nossa área no sentido de que "fazer monitoramento não é de graça".

Com essa restrição do Facebook, agora fica mais limitado para o cliente/agência querer um monitoramento de graça na rede. O que mais temos, em grupos do Facebook, são pessoas pedindo por ferramentas gratuitas de monitoramento, que coletem posts retroativos, que tragam sentimento automático, etc. Isso tem que parar. O que mais ouço são relatos de pedidos de clientes/agências querendo um relatório de monitoramento, a ser entregue no mês passado, que contenha sentimento do buzz e dados retroativos. Quando se explica como as coisas funcionam e o preço que isso vai sair, acham caro e questionam "como uma coisa fácil assim sai com esse preço?". Me controlo para não responder: bom, eu quero um apartamento na cobertura de um prédio no Jardins, mas achei muito caro. Como uma coisa tão fácil assim, que já está lá pronta, pode sair com esse preço? É bem essa lógica que encaramos dentro de nossa área.

Não duvido nada que, daqui um tempo, algumas pessoas chegarão perguntando: alguém conhece uma ferramenta de graça que pegue esses dados do Facebook? E ainda por cima vão xingar o Facebook por ter limitado os dados desse jeito. Se você quer dados legais, bem agregados, organizados, não só no Facebook, mas em todas as outras redes, você tem que pagar por uma ferramenta. Social media não é de graça, como ainda muita gente pensa. Há um trabalho sério por trás de tudo.

Não adianta reclamar. Se você vendeu um projeto pro cliente e não sabia que não dava para pegar de graça, a incompetência foi sua. Se o cliente reclamar, diga: bom, me dê dinheiro que eu compro esses dados. Se ele recusar, não faça, só isso. Se alguém vendeu errado para o cliente, assumam o prejuízo ou o erro. Para mim, grande parte dos erros do mercado vem dessa péssima venda e gestão dos projetos em social media para os clientes. Prometem o universo, sem saber se é viável ou não. E o cliente, em seu direito, exige esses resultados.

Lançamento do ebook Mídias Sociais para Jornalistas

By Gabriel Ishida , In , ,

Ebook Mídias Sociais para Jornalistas: um guia para fazer e divulgar jornalismo nas Novas Mídias

 Ebook para download

As mídias sociais já são canais de intenso consumo de informação por parte do público. Todos os principais veículos de comunicação estão presentes nas mais populares redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, etc.) e, com o grande crescimento do volume de informações a que somos submetidos, realizar uma produção e curadoria de conteúdo para ser postado nesses canais sociais acaba sendo uma tarefa que exige muito além da simples execução: deve-se planejar, entender o público alvo, compreender as linguagens próprias de cada rede e, principalmente, saber escolher e produzir o conteúdo adequado. 

Além disso, as redes sociais exigem rapidez e instantaneidade, e o profissional que produz conteúdos para esses canais deve saber lidar e entender como pescar tendências e confeccionar um conteúdo que engaje o público durante a cobertura. É a grande tendência do momento, sendo que grandes sites como BuzzFeed estão a procura de profissionais que saibam produzir conteúdo informativo em social media. 

Voltado tanto para jornalistas que precisam compreender melhor como lidar com as mídias sociais quanto para profissionais que estão entrando no mercado de produção de conteúdo informativo, seja para marcas quanto para organizações, o ebook Mídias Sociais para Jornalistas é uma extensão do workshop homônimo ministrado pela Atlas Media Lab, e foca na compreensão do novo jornalismo que o público espera, nas boas práticas atuais, em dicas sobre como fazer curadoria, buscar personagens e informações e divulgar o material final nas redes, atingindo o público certo com seu conteúdo, seja ele institucional, informativo ou jornalístico.
O ebook está disponível para o Kindle.


Conheça os autores:

Gabriel Ishida é formado em Midialogia na Unicamp e trabalha há cinco anos com análise em mídias sociais, sendo especialista em mensusação de resultados e performance. Atualmente é coordenador de Social Intelligence na DP6, atendendo marcas como Coca-Cola Company, Itaú e Mizuno. É um dos fundadores da Atlas Media Lab e criador do blog Midializado.

Jacqueline Lafloufa é jornalista de tecnologia desde 2009, focada em conteúdos para mídias digitais. Integrou o Blue Bus por 4 anos, chegando à editoria executiva. Hoje é editora no B9, colunista na Revista Galileu, blogueira do BrasilPost e consultora digital. É formada em literatura e pós-graduada em jornalismo científico pela Unicamp.


Conheça o ilustrador:

Marcos Singulano é bacharel em Midialogia pela Unicamp, trabalha como diretor de arte na agência Supera Comunicação, onde atende clientes como Locaweb, Monsanto, Hospital Albert Einstein e Catho. Tendo ministrado cursos como Publicação de Trabalhos na Web no Festival de Artes da Unicamp e Design para Iniciantes no Oficinaria, é também ilustrador e colaborador do blog Midializado, onde escreve sobre temas da área.


Sobre a Atlas Media Lab:

A Atlas Media Lab é uma escola que surgiu como um espaço de discussão e aprendizado sobre as últimas tendências e os principais assuntos que se relacionam às áreas de comunicação, já que, em um mundo altamente comunicado, a comunicação se recicla, muda e inova com muita velocidade. Perpassando todas as mídias, desde as mais tradicionais até as conhecidas como ‘novas mídias’, a Atlas Media Lab oferece cursos, workshops e palestras que ajudam na compreensão de diversas frentes do processo de comunicação, com preços mais acessíveis do que o restante do mercado. 

A Atlas Media Lab também acredita que essas discussões e aprendizados devem ultrapassar o ambiente da sala de aula,
encaminhando para discussões sobre referências, estudos de casos e indicações de caminhos para a pesquisa.
A coleção de ebooks Atlas Media Lab segue esses valores e missões da escola, oferecendo mais uma mídia onde os interessados em comunicação podem buscar aprimoramento.

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Ficha Técnica:

Título: Mídias Sociais para Jornalistas
1ª edição / 2015
Autores: Gabriel Ishida / Jacqueline Lafloufa
Revisão: Fernando Collaço
Capa, projeto gráfico e diagramação: Marcos Singulano
Coleção Atlas Media Lab
www.atlasmedialab.com.br


O ebook pode ser baixado em http://www.amazon.com.br/dp/B00UUN23V6

Cultura da Conexão de Henry Jenkins - parte três

By Gabriel Ishida , In , ,


Sendo o último post da série (veja as partes um e dois), focarei nas conclusões e minha opinião sobre o livro como um todo. Nos últimos capítulos, Jenkins cita três grupos que se beneficiam (e utilizam) a cultura do compartilhamento em seus trabalhos: a mídia independente, a mídia católica/evangélica e a mídia ativista. De acordo com Jenkins, as três não buscam restringir seu conteúdo, incentivam a transmissão gratuita e, principalmente, sabem que os custos de replicação do seu material são caros se comparado com a disseminação espontânea dos usuários.

Nas conclusões, Jenkins lembra que é um caminho natural essa cultura do compartilhamento devido aos baixos custos para replicação de conteúdo e, principalmente, para releitura e apropriação. Apesar dos movimentos em torno de paywall nos portais jornalísticos, em que o conteúdo acaba sendo fechado e restrito para mudanças, Jenkins afirma que um material da mídia propagável passa por diversas adaptações e reapropriações, perdendo até o sentido original. Em um dos capítulos, ele cita, como exemplo, as adaptações para diferentes países das novelas mexicanas e brasileiras.

No geral, gostei bastante do livro mais pelo fato de ele estudar os movimentos e os desdobramentos sócio-culturais dessa cultura do compartilhamento. Me fez pensar sobre diversas questões em torno do acesso e arquivamento da informação, em que o Youtube se torna uma espécie de biblioteca para consultarmos referências antigas (e até readaptá-las para se tornarem atuais). Também me fez ter mais argumentos na defesa de um conteúdo aberto, livre, em que não restringimos mais a propriedade e incentivamos a disseminação, rentabilizando através de acessos exclusivos, materiais especiais, etc. Sempre gostei muito da ideia do modelo freemium e creio que será a principal forma utilizada por aplicativos e outros serviços web.

Agora, meu próximo passo será estudar mais as características em torno da ideia de viralidade (ou mídia propagável) para entender mais a fundo a ideia de influenciadores, algo que não está muito aprofundado no livro. E, claro, que meus estudos serão postados aqui.

Cultura da Conexão de Henry Jenkins - parte dois

By Gabriel Ishida , In , ,


Continuando minha resenha sobre esse livro, partimos para os capítulos em que Jenkins fala sobre mensuração de resultados (confesso que é a parte que eu mais gostei). Ele fala menos de técnicas e mais sobre uma reflexão sobre como mensurar e monetizar a audiência dentro dessa cultura de compartilhamento.

Ele diz que nós, analistas de mídia, perpetuamos a ideia de que devemos trazer a audiência para os lugares aonde conseguimos mensurar e monetizar do que buscar formas de mensuração nos lugares onde a audiência já está. Um bom exemplo disso foi a série Jericho. Após a série ser cancelada, os fãs fizeram um grande movimento para que a produtora desse continuidade a série. O que foi percebido era que os fãs consumiam a série de formas que iam além da transmissão televisiva (vulgo download via torrents e outros servidores online). Os produtores da série cederam e resolveram fazer uma nova temporada, contudo, pediram aos fãs que assistissem a série na televisão, pois era lá que eles "ganhavam dinheiro". Ou seja, basicamente pediram para que houvesse uma mudança de consumo. E, como sabemos muito bem, é muito difícil que o público mude seu comportamento de forma forçada. Não deu outra: a série sobreviveu apenas até o mid-season.

A lição que Jenkins busca mostrar é que não adianta tentarmos forçar um fluxo de consumo do público e sim buscar entender e criar formas de monetizar onde o público consome o produto. E isso se torna extremamente necessário nessa cultura do compartilhamento. O Youtube, por exemplo, paga aos produtores por visualizações dos seus anúncios nos vídeos proprietários dentro do canal. É uma boa forma de monetizar dentro da cultura do compartilhamento.

Algumas séries, ao perceberem que grande audiência está vindo de Netflix, torrents e outras plataformas, estão buscando monetizar via merchandising dentro dos episódios ou mensurar esses downloads e streamings. Há até a questão de se assistir via mobile, o que também não é contado de forma "convencional" nos institutos de mensuração (tipo o Ibope).

Dentro dessa parte de monetização, Jenkins faz uma comparação entre dois modelos de negócio: o esquema pago por acesso/consumo e o esquema gratuito/freemium com monetização via formas indiretas. Ele faz uma distinção interessante: no primeiro, pagamos para desfrutar da experiência, ou seja, não sabemos como é e estamos pagando para ver como será. No segundo, já sabemos como é a experiência e buscamos pagar por uma extensão daquilo, ou seja, queremos nos engajar mais. 

Jenkins aponta que o segundo modelo é o que mais tem sintonia com a cultura do compartilhamento. A pessoa ganha acesso de forma gratuita ao produto e, tendo se interessado, paga por mais conteúdo ou consome produtos via franchising. O grande exemplo bem sucedido hoje é o Angry Birds, em que o jogo é gratuito, mas há um universo grande em torno da franquia. Ele lembra que o usuário compartilha o que ele teve uma boa experiência, ou seja, o que quer que seus amigos também venham a desfrutar. Sendo gratuito, a experiência se torna mais prazerosa.

Muito interessante enxergar desse ponto de vista da experiência para explicar os diferentes modelos de negócio no entretenimento. Contudo, vejo que há um movimento maior justamente na forma oposta, principalmente nas plataformas de games (que é a grande tendência dentro do universo do entretenimento). Cada vez mais é restringido o acesso, porém, o que Jenkins não menciona no livro, é que a variável Preço é muito importante dentro desse processo de consumo. A esmagadora maioria das pessoas que buscam formas não-oficiais para consumir conteúdo é: ou por falta de acesso ou por causa dos preços exorbitantes. As plataformas de games, como o Steam, conseguiram baixar os preços e ofereceram diversos novos recursos, como comunidades, fóruns próprios, sistema de gamificações, bônus e diversão em modo multiplayer/cooperativo.

O próximo post será a última parte dessa minissérie de resenhas. Veja o primeiro post aqui.

Cultura da Conexão de Henry Jenkins - parte um

By Gabriel Ishida , In , ,


Comecei a ler esse interessante livro do famoso estudioso Henry Jenkins, principal referência em transmídia. O livro fala basicamente do que ele chama de Mídia Propagável, ou seja, nosso famoso viral. Nesse ponto, ele já deixa claro o porquê de não gostar do termo viralidade. Ele diz que a ideia de viral pressupõe que algo atua como um vírus, ou seja, a pessoa é infectada e transmite sem saber o motivo. Já mídia propagável pressupõe que o usuário fez um comportamento de propagação, ou seja, há motivações e é algo consciente. E ele diz que justamente entender os motivos de algo se propagar massivamente é o núcleo para uma estratégia eficiente dentro da comunicação.

Outro ponto interessante do livro se encontra no capítulo 2, chamado de "A reavaliação do residual". Residual, no contexto da comunicação, é conceituado no livro como o efeito "eco" de uma obra. Por exemplo, um clipe brega antigo é postado no Youtube e ganha força propagável do nada. Basicamente, é quando não se espera mais que algo irá ganhar repercussão.

O capítulo trata de falar sobre como o valor do residual está influenciando nas obras atuais. Incrível que Jenkins diz que a principal consequência é o retorno forte do retrô. Com o Youtube e outras plataformas sendo um grande repositório de conteúdo e servindo também de fonte de consulta histórica, o público está sempre sendo atingido (via timeline de amigos ou busca pessoal) de referências antigas, num claro efeito do valor residual. Ou seja, as referências antigas são, na realidade, referências atuais para o público.

Um exemplo que vejo é a retomada de regravações (reboots) de filmes e histórias. Só nesses últimos lançamentos, já podemos notar quantos são continuações de franquias antigas ou reformulação (Tartarujas Ninjas, Godzilla, Jurassic Park são alguns mais recentes). Também há uma retomada de ritmos mais antigos na música, além de uma grande mixagem e reciclagens nas obras audiovisuais para a internet. Outro ponto que Jenkins reforça é a questão de algo antigo não ser chamado mais de "velho" e sim de "clássico", sendo usado comercialmente pelas produtoras e franquias para venderem produtos e merchandising.

Futuramente, posto as considerações sobre audiência e comportamento do público focado em modelos de negócio e mensuração que o Jenkins cita no livro.

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