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Resumo do livro "O Ponto da Virada" de Malcolm Gladwell

By Gabriel Ishida , In , , , , ,

Esse livro mostra que a maneira que os seres humanos agem e são não dependem apenas dos genes, e sim, há uma influência do meio que vivem e da personalidade das outras pessoas ao redor. De acordo com o autor, graças a isso que se propagam os fenômenos que ele chama de epidemias sociais. O título do livro, o ponto da virada, é justamente o momento em que pequenas mudanças entram em ebulição, fazendo com que uma tendência ou um comportamento dê uma guinada e se alastre (ou se acabe).


Para Malcolm Gladwell, são três características que marcam o Ponto da Virada: a Regra dos Eleitos, o Fator de Fixação e o Poder do Contexto.

A Regra dos Eleitos se refere aos responsáveis pela epidemia social, ou seja, aqueles que impulsionam o fenômeno até atingir o Ponto da Virada. Gladwell os "eleitos" são de três tipos: os Comunicadores, os Experts e os Vendedores (=e todos nós conhecemos alguém com uma dessas características)

Um fato interessante para mostrar como funciona os Comunicadores é a experiência sobre os seis graus de separação do psicólogo Stanley Milgram. A experiência consistia em mandar encomendas para 160 pessoas aleatórias em Nebraska para que elas encaminhassem a um corretor em Boston. A idéia consistia em enviar a encomenda para quem a pessoa acha que saberia como entregar ao corretor. E o resultado já sabemos: a maioria das encomendas passou por apenas seis intermediários. Entretanto, o fato mais curioso é que metade das encomendas entregues ao corretor vieram de apenas três indivíduos. Ou seja, mesmo em uma lista aleatória de pessoas, esses três indivíduos acabaram concentrando as entregas. Para Gladwell, esses três são exemplos de Comunicadores: são pessoas que tem o talento de reunir e conhecer muitas pessoas, além de servir de ponte entre elas.

Entretanto, os Comunicadores são responsáveis por espalhar o fenômeno por conta da grande rede social. Mas eles, sozinhos, não mudam o Ponto da Virada. É com os chamados Experts que as tendências surgem para os Comunicadores difundirem. Basicamente, enquanto os Comunicadores são especialistas em pessoas, os Experts são especialistas em informações e conhecimento. Uma característica marcante do Expert, de acordo com Gladwell, é que ele tem obsessão em informações e, acima de tudo, de os compartilhar com as pessoas e, assim, resolver os problemas pessoais e sociais. Além disso, enquanto um Comunicador tem o poder de disseminar um conteúdo para 100 pessoas, só que uns 50 irão seguir a dica, um Expert recomenda para 30 pessoas, só que as 30 irão seguir. O Expert é visto como uma fonte segura de informações.

Porém, toda epidemia social começa quando um grande volume de indivíduos se aderem a uma tendência ou disseminam alguma informação. Mas sabemos que a maioria das pessoas dificilmente aceitam mudanças súbitas no comportamento. Sendo assim, além dos Experts e dos Comunicadores, existem as pessoas que atuam como Vendedores. Eles são responsáveis por convencer as pessoas a aceitarem a epidemia social. Eles costumam ter o poder da retórica e da persuasão, juntamente com discursos coerentes e convincentes. Geralmente, conta Gladwell, são seres extremamente simpáticos e felizes, pois demonstram uma autoconfiança que transmite credibilidade ao que falam.

Portanto, a Regra dos Eleitos diz que a natureza do mensageiro é um fator crítico das epidemias sociais. Entretanto, o conteúdo da mensagem também é importante, sendo que ela deve ser fácil de memorizar e, com isso, disseminar. Gladwell chama isso de Fator de Fixação e cita que, na maioria das vezes, a fixação ocorre por conta de elementos muito simples, como pequenas frases ou imagens de fácil reconhecimento.

Por último, o terceiro fator das epidemias sociais é o Poder do Contexto. Não adianta ter Comunicadores, Experts e um conteúdo com Fator de Fixação se o contexto não contribui para a disseminação. Ele cita, como exemplo de eficiência desse fator, a Teoria das Janelas Quebradas (nesse link, o colunista conta como a teoria tem a ver com o Poder do Contexto) e a Regra dos 150 de Dunbar (=consiste que cada indivíduo possui capacidade para estabelecer vínculos sociais com, no máximo, 150 pessoas), sendo que, assim, grupos com menos de 150 pessoas podem agir uniformemente e pensar de forma única e coerente, podendo disseminar uma epidemia social para outros grupos.

O autor aprofunda muito mais em cada trecho teórico, citando exemplos e as aplicações do que propõe. Recomendo fortemente que se leia, principalmente para quem analisa e estuda (como eu) fenômenos sociais na web. Percebi que a grande maioria dos conceitos que ele propõe são aplicáveis para entendermos diversos aspectos da internet, principalmente a questão da viralização de conteúdo.

Resenha da #Expon 2011 #socialmedia

By Gabriel Ishida , In , , ,

Nos dias 21 e 22 de julho de 2011, ocorreu o Expon 2011, no Teatro Frei Caneca, em São Paulo. Eram três salas e as palestras eram baseadas em duas áreas: Social Media e Search Marketing. Frequentei mais as de Social Media e trago um "pequeno" resumo/comentário sobre as palestras que fui. No final, eu deixei as frases de efeito e uma novidade bombástica.

Foto panôramica da Sala 1 (via @guanabara)

Eu vi as seguintes palestras:

- Inteligência de Mercado aplicado em Mídias Sociais, de Alfredo Passos (ESPM)
- Níveis de Maturidade em Mídias Sociais, de Diego Monteiro (Scup)
- A mesa redonda "A importância do marketing digital no desenvolvimento de novos produtos"
- A Teoria da Evolução das Mídias Sociais, do Gustavo Guanabara (Guanacast)
- Desenvolvendo um Novo Negócio Usando Links Patrocinados, Social Media e Youtube, com os gringos da Ofertas Resumidas
- A mesa redonda sobre o futuro das compras coletivas
- Crowdfunding e o Futuro das Micro Doações, com o Luiz Otávio (Catarse.me) e Vinícius Dacol (Muude.com)
- Buzz: Aprendendo a Escutar Consumidores na Mídia Social, com Juan Fouz (IZO) e Gustavo Arjones (Socialmetrix)
- Social Media Analytics na Prática, com Gustavo Arjones (Socialmetrix) e Estevão Soares (Estrategi.ca)
- Criação Coletiva e Socialização do Conteúdo com a Audiência, de Sérgio Ludtke (Época)
- A mesa redonda sobre Web Analytics

O interessante é que as palestras se completam em termos de conteúdo. Por isso, irei falar primeiro sobre as de Social Media.

Na palestra de Diego Monteiro (Scup), ele cita que existem níveis de maturidade de uma empresa nas mídias sociais. No modelo que ele sugere, são quatro níveis: intencionado (=focado em ROI e tático), organizado (=focado no conteúdo), integrado (=focado na qualidade do produto e serviço) e aculturado (=focado na experiência do cliente, ou também em BOI - Benefits of Investiment)


Percebe-se que, para cada nível, existem preocupações diferentes. Com isso, entende-se que são métricas diferentes, pois são objetivos distintos. Nesse caso, as duas palestras de Gustavo Arjones (Socialmetrix) abordam justamente isso: como os KPIs são determinados através dos objetivos traçados. Ele cita que, atualmente, as empresas buscam métricas de sentido tático e de disseminação, como menções à marca (=awareness), receptividade de campanhas, volume de retweets, likes no Facebook, visualizações no Youtube, comparação com concorrentes (=share of voice), entre outros. Ele cita que isso é natural, pois são os primeiros passos para amadurecer a idéia do uso das mídias sociais como Inteligência de Mercado.

Nesse ponto, a palestra de Alfredo Passos (ESPM) aborda com mais profundidade. Ele cita que as mídias sociais devem ser analisadas sob o ponto de vista de valor. Um exemplo que ele conta é do Cirque du Soleil, que fez uma pesquisa com seu público e percebeu que seu valor residia na diferenciação de suas atrações: ao invés de utilizar animais, foca-se em performances artísticas. Passos conta que esse tipo de pesquisa pode ser feita nas mídias sociais e deve ser parte da estratégia de negócios da organização.

Entretanto, para dar esse passo, saindo do Social Media Analytics e partindo para Social Media Intelligence, Gustavo Arjones cita que o Social Customer Relationship Management (=Social CRM) deve ser a etapa essencial para essa transição. Atuar e buscar engajamento com o público nas mídias sociais traz um volume relevante de informações que podem auxiliar na geração de insights estratégicos. Nesse ponto, o Guanabara faz uma contribuição valiosa em sua palestra e diz que as marcas devem evitar o "efeito William Bonner", que se baseia em criar um distanciamento e espantamento das pessoas por uma determinada figura. As grandes marcas devem diminuir a distância que as pessoas sentem e criar relações de engajamento.

Para Gustavo Arjones, o grande desafio para a etapa de Social CRM e, consequentemente, para o nível de Social Media Intelligence nas empresas, é em relação ao Text Analytics, ou seja, as ferramentas de monitoramento devem buscar encontrar conversas relevantes através da identificação de significados e sentidos, e não como é hoje, em que as ferramentas buscam por palavras-chave (=keywords), sem analisar o conteúdo. Resumindo: quando houver ferramentas que localizam conversas através de seu significado e não por palavras-chave, teremos a base para realizar a Social Media Intelligence.

Agora saindo do mundo da Social Media, teve duas palestras sobre colaboração coletiva. Um sobre Crowdfunding e outro sobre Crowdsourcing. A de Crowdfunding eu já postei sobre um dos participantes, que foi o Catarse.me. O outro projeto é o Muude.com, que promete trocar cliques em mídias online por doações para instituições carentes.

A palestra sobre Crowdsourcing foi a do Sérgio Ludtke (Época) e ele contou como a revista lida com o conteúdo publicado pelo seu público. Um fato bastante interessante que ele conta é que foi a partir do 11 de setembro de 2001 (=queda das torres gêmeas nos EUA) que a internet foi colocada no patamar do rádio e televisão como real time media, ou seja, que o público e os canais podiam transmitir os relatos em tempo real via internet.

Dentro do assunto Crowdsourcing, uma coisa interessante que rolou na mesa sobre "Marketing Digital e o Desenvolvimento de Novos Produtos" foi a declaração do Paulo Ziliotto (Adidas) em que ele fala que a marca utiliza sua fanpage no Facebook para pesquisar sobre receptividade e sugestões sobre novos produtos.

Na mesa redonda sobre Web Analytics, os dois principais assuntos do momento ficaram em pauta: o Multi-Channel Funnels e o Social Tracker, ambos do Google Analytics. A mesa, que contava com Ruy Carneiro (WA Consulting), Diógenes Passos (Globo.com), Paul Lima (Lima Consulting) e Leonardo Naressi (Direct Performance = empresa que trabalho), tratou de comentar como esses novos recursos podem impactar e ajudar na análise de performance de campanhas.

Já na mesa redonda de Compras Coletivas, houve a principal revelação para mim: o Clickon está preparando uma oferta de venda de automóvel. Marcelo Macedo, representante do Clickon, disse que talvez uma concorrente (=eu chuto Groupon) lance isso em Agosto, mas eles pretendem lançar em Setembro e que, na Coréia do Sul, fizeram algo semelhante e conseguiram vender 2 mil Smarts.

Esse anúncio caiu bem no contexto da discussão, pois a mesa parecia um duelo mascarado entre os sites Clickon, Peixe Urbano e Clube do Desconto. Todos cutucavam um ao outro e também vangloriavam de suas qualidades.

Eu separei umas frases de efeito que escutei durante o evento e acho bacana compartilhar aqui:

"Gatorade é a única empresa no mundo que faz um monitoramento estruturado nas mídias sociais" - Alfredo Passos (ESPM) - veja um vídeo sobre isso aqui.

"Para estratégia em mídias sociais, recomendo que leiam Estratégia do Oceano Azul" - Alfredo Passos (ESPM)

"ROI (=Return on Investiment) só vale para curto prazo e não é confiável. Em mídias sociais, vale mais o BOI (=Benefits on Investiment) pois esse é focado no longo prazo" - Diego Monteiro (Scup)

"Qualquer estratégia de marketing precisa de pesquisa em mídias sociais" - Alexandre Inagaki (Consultor)

"Devemos lembrar que a grande vantagem do computador foi que ele não foi criado para ser meio de comunicação" - Gustavo Guanabara (Guanacast)

"Quem diria que os pais das redes sociais seriam o Mirc, Bate Papo UOL e o ICQ" - Gustavo Guanabara (Guanacast)

"Receber ofertas todos os dias é um saco" - Isaac Ezra (Clube do Desconto)

"Recomendo o documentário "Us Now" para quem curte colaboração coletiva na web" - Luiz Otávio (Catarse.me) - assista ao documentário aqui.

"A mídia social é consequência do mundo real. Por isso que Turismo e Produtos são sempre melhores avaliados, pois transmitem experiências positivas ao público" - Juan Fouz (IZO)

"Monitoramento é commodity. Todo mundo faz. A diferença reside em separar o que é ruído e o que é relevante" - Juan Fouz (IZO)

"Só invente indicadores que você realmente vá usar para tomar alguma decisão" - Gustavo Arjones (Socialmetrix)

"A tecnologia de "search" achatou o passado com o presente. Agora, na web, podemos simular o passado através dos registros deixados" - Sérgio Ludtke (Época)

"Curador de conteúdo da web deve sempre duvidar e sempre acreditar" - Sérgio Ludtke (Época)

"Audiência na internet é que nem água: em qualquer buraco escoa. Se o cara se apresenta como jornalista da Época, ele deve estar preparado para responder qualquer pergunta da audiência, inclusive "por que minha revista ainda não chegou?"" - Sérgio Ludtke (Época)

É isso, gostei bastante do evento, bem organizado e com uma ótima estrutura. Se tiver ano que vem, pretendo ir novamente.

UPDATE 1: O Clickon acabou de soltar a oferta relâmpago do carro Mini Cooper com 57% de desconto. Veja a notícia clicando aqui.

UPDATE 2: Para quem quiser ver as apresentações que rolaram no Expon 2011, aqui tem uma compilação em atualização.

Crowdfunding: Catarse.me #expon

By Gabriel Ishida , In , , ,

Hoje foi o primeiro dia da Expon 2011. Amanhã ou sábado posto um resumo-highlights do que achei mais interessante no evento.

No último painel na Sala 1 de hoje, um projeto que já conhecia há um mês foi apresentado: Catarse.me




O projeto nasceu há seis meses, baseado na idéia de Crowdfunding, que é, basicamente, o financiamento coletivo. De acordo com Luis Otávio, um dos fundadores do Catarse.me, existem algumas "modalidades" do crowdfunding: financiamento de empreendimento (com ou sem juros) e de criatividade/cultural.

No caso do primeiro, ele cita exemplos como o Kiva (exterior) e o Impulso (nacional). Esses visam financiar micro-empreendedores, sem exigir juros. De acordo com Luis, a taxa de devolução dos empréstimos é de 98,8% dos casos. Também existem empréstimos com juros, como é o caso da Lending Club (exterior). Aqui no Brasil não existe por conta do crime de agiotagem.

No caso do Catarse.me, ele visa financiar projetos culturais ou que envolvem criatividade. O grande diferencial é o oferecimento de recompensas para quem financia (=gaming logical). Existem cotas de financiamento e, para cada uma delas, o criador do projeto deve oferecer recompensas para o financiador.

Após tomar um contato maior com o Catarse.me, pretendo explorar melhor os projetos e ajudar aqueles que eu acho bacana.

Os 4 princípios básicos de design

By Marcos Singulano , In , , , , ,

O que vou abordar no post hoje são 4 princípios ou conceitos se preferir, muito usados em design e mesmo pra quem não trabalha na área pode ajudar bastante na hora de montar uma apresentação, um texto ou qualquer outro tipo de documento e garanto que vai ficar mais profissional do que você imagina!

1) PROXIMIDADE

Ora essa, itens que tem relação devem ficar agrupados pois assim a informação fica organizada criando uma unidade visual e não várias unidades individualizadas. Como assim? Vejam nos exemplos abaixo:


Reparem como no primeiro exemplo as informações estão espalhadas pelo cartão e assim não dá para organizar todos os dados do cartão, deixando tudo confuso! Agora vejam como no segundo exemplo as informações formam uma unidade visual tornando mais fácil de entender o cartão de forma rápida.

2) ALINHAMENTO

Todos conhecemos os principais tipos de alinhamento: à esquerda, centralizado, à direita ou justificado.
Agora, o que você precisa saber sobre eles é que eles NUNCA (e NUNCA MESMO!) devem se misturar!
Uma página com mais de um tipo de alinhamento fica com ar de "essa pessoa não sabia o que estava fazendo", por isso use sempre um tipo de alinhamento na página! Não centralize um texto e alinhe outro à direita!
Outro detalhe importante, se possível, evite sempre alinhamento centralizado. Por experiência própria, você pode ouvir algo do tipo "você fez isso correndo" ou "isso está muito básico". Por isso, evite ao máximo utilizar esse tipo de alinhamento.

3) REPETIÇÃO

Esse é um dos princípios mais simples, mas um dos mais interessantes! Repita elementos! Como assim?
Por exemplo uma linha fina colorida no fim da página que se repete por todo material, uma pequena ilustração na marcação das páginas ou uma letra colorida todo começo de parágrafo. Tudo isso é repetição e isso ajuda a fortalecer a unidade e organização do seu material. Crie padrões! Isso facilita a visualização da peça que com certeza será vista com outros olhos.

4) CONTRASTE

Contraste é uma das maneiras mais usadas para criar interesse visual. Isso pode ser feito de forma simples como duas fontes: uma serifada e outra não-serifada ou por exemplo texto em fundo branco com texto em fundo preto. Enfim, qualquer coisa que marque a página atraindo o leitor a pensar "Opa, tem algo diferente aqui".
Acho que fica mais fácil de entender esse princípio com um pequeno exemplo:

Viu como um pequeno detalhe como uma letra em fundo preto já dá outra cara para o cartão? Fica muito mais interessante e atrativo visualmente.
Bom, basicamente esses são os princípios de design mais utilizados principalmente em revistas e jornais. A idéia foi passar uma noção básica dos 4 para que vocês possam começar a olhar textos, apresentações e anúncios de outra forma a partir de agora! E usem eles que com certeza serão úteis!
Espero que tenham gostado e até o próximo post!

Khan Academy: juntando mídia e educação

By Gabriel Ishida , In , , ,


Não podia deixar passar a informação que recebi hoje sobre essa Khan Academy. Utilizando vídeos e recursos interativos, a Khan Academy propõe trocar de lugar com a famosa lição de casa: ao invés dos alunos aprenderem na classe e praticarem em casa, é proposto o contrário, sendo os professores os guias e consultores para as dúvidas e dificuldades.

Aqui abaixo tem um TEDTalks com o criador do projeto. Ele explica de onde surgiu e como funciona. O projeto só mostra que os novos meios de comunicação podem contribuir muito para o avanço da educação no mundo.



Créditos para Tiago Turini, da Direct Performance.

O que é Social Media Analytics e uma reflexão sobre o termo

By Gabriel Ishida , In , , ,

Social Media Analytics (SMA) tem origem da idéia de Web Analytics (WA - saiba o que é aqui): ao invés de você coletar dados de performance do seu site, você coleta dados nas mídias sociais (=para mais informações sobre WA, digite analytics na busca do blog e leia os posts do Thiago Costa). A primeira vista, parece uma diferenciação óbvia e fácil, mas veja: em WA temos um objeto bem definido para a análise (=o site). Já em SMA, qual é? As mídias sociais é um universo gigante.

Nesse ponto já entra o primeiro ponto: SMA é uma coleta e análise de dados focados em objetivos (=ou KPIs - veja aqui o que é). Com objetivos bem traçados, define-se o que se vai coletar dentro das mídias sociais e, assim, forma-se a base de dados (=como o papel do site em WA). Veja alguns exemplos de objetos de análise:

- Desempenho de campanhas publicitárias, independente se for off ou online.
- Crises e reclamações sobre a marca
- Imagem da marca sobre qualquer aspecto (receptividade, situações de consumo, atributos do produto/serviço, etc.)
- Desempenho dos concorrentes
- Pesquisa de tendências
- Pesquisa de mercado ou análise de contexto
- Resultados de estratégia focada em ações em mídias sociais

O que muita gente pensa é que Social Media Analytics se resume a coletar:

- Volume de menções sobre a marca, os produtos ou concorrentes
- Análise de sentimento/receptividade
- No caso de estratégias em mídias sociais, volume de retweets/mentions recebidos no perfil oficial da marca, quantidade de "Curtir" na fanpage do Facebook e de visualizações no Youtube

Tudo isso se encaixa nos objetos de análise listados logo acima, mas não fornece uma visão maior do que as mídias sociais podem proporcionar. Veja algumas das perguntas mais relevantes:

- As menções sobre a marca geraram visitas no site ou despertou o interesse em conhecer melhor a marca e os produtos (=também conhecido como leads)?
- A estratégia está levando o público para o engajamento, contribuindo para a disseminação (=awareness) do conteúdo e, assim, tornando a marca mais popular?
- Os blogs e sites que fazem menções sobre a marca são relevantes, ou seja, que geram melhores resultados?
- Quem são os usuários que mais se engajam com a marca, tanto positiva quanto negativamente?

Todas essas questões só podem ser respondidas se houver uma integração com WA. Por isso que, atualmente, uma estratégia em mídias sociais deve ser pensada horizontalmente e integrada com outras áreas de Web: Web Analytics, SEO, SEM, Web Designer, Arquitetura da Informação, entre outros. Todos influenciam e são influenciados pelas mídias sociais.

- Se o objetivo é gerar tráfego para o site ou conversões de leads, Social Media + WA
- Para saber se o conteúdo da marca está sendo disseminado por usuários e sites relevantes, Social Media + SEO (=sobre disseminação de conteúdo, leia sobre Social Media Optimization)
- Para saber se a estratégia em mídias sociais está contribuindo para despertar o interesse no público, Social Media + SEM (=veja uma aplicação aqui, nessa apresentação sobre Search Intelligence)
- Para gerar maior interatividade e interação do conteúdo com os usuários, Social Media + Web Designer + Arquitetura da Informação

E assim vai, esses são os principais.

Entretanto, tudo isso não é feito por um computador: é uma cabeça pensante que irá analisar tudo, colocar em um contexto e gerar insights e análises que irão contribuir para os resultados. Isso se chama Social Media Intelligence.

O universo de Social Media Analytics é grande e complexo. Então, isso é apenas uma luz de fósforo dentro de uma caverna, mas espero que tenha ajudado.

Orkut não morreu

By Gabriel Ishida , In , ,

É incrível como as previsões de morte do Orkut se repetem e nunca acontecem. O primeiro prenúncio foi quando o Facebook começou a crescer em 2009. Aí o Twitter também começou a ganhar popularidade, o que virou argumento que reforçou a "previsão". Chegou 2010 e o Orkut foi perdendo popularidade nos outros países, menos no Brasil. Todos os meses, o tráfego do Orkut ia declinando pouco a pouco, chegando a ser superado pelo Youtube nesse ano. Aí veio 2011, o Google+ e, mais uma vez, o Orkut irá morrer. Será que os especialistas não aprenderam nesses dois anos de previsões? Tenho impressão que eles insistem e insistem ainda mais, até que o Orkut morra e digam "tá vendo, eu acertei!"


Não, não querem você morto, criador do Orkut

Como os especialistas acham que o Orkut vai morrer como sendo o site de maior penetração no Brasil, com 70% dos usuários e com uma ação (=Orkut ao Vivo) que simplesmente foi uma das que melhor gerou resultados? (veja todos os dados aqui)

O mais impressionante é, além de negar esses dados, não perceber que o Orkut é a fonte da famosa classe C e D, que andam em voga ultimamente (para saber porquê, recomendo a leitura do livro Economia da Base da Pirâmide, de C. K. Prahalad - que morreu recentemente). E também não perceber que publicidade no Orkut traz resultados impressionantes, algo já constatado pelas grandes marcas, como Nike e Coca-Cola, que andam fazendo investimentos pesados em mídia dentro da rede social.

Eu vejo que o Orkut Ao Vivo foi uma demonstração, tanto para o próprio Google quanto para todos nós, de que o Orkut ainda tem muita lenha para queimar. A rede ainda traz muito lucro para os anunciantes e para o próprio dono. Numa análise resumida, eu acho que o Orkut se transformou em um hábito dos internautas brasileiros. E um hábito demora para ser mudado.

Agradecimentos ao João Paulo Belucci, por ter me lembrado desse assunto que me intrigava há tempos.

UPDATE: O Google Brasil acaba de lançar um vídeo sobre o Orkut, contendo alguns dados atualizados sobre a rede social e incentivando as empresas a anunciarem na rede. Confira:


Social Media Day SP 2011 #smdaysp #smday2011

By Gabriel Ishida , In , ,


Fui ao Social Media Day 2011, no teatro Gazeta em São Paulo no dia 30 de junho. A edição paulistana foi  a maior do mundo, em número de inscritos: mais de 1 mil inscrições. No evento em si, deve ter tido umas 500 a 600 pessoas. Deve-se lembrar que o evento foi TOTALMENTE GRATUITO.

Primeiramente, achei a localização muito boa. O teatro Gazeta é do lado da Reserva Cultural e da Cásper Líbero, a 200 metros dos metrôs Brigadeiro e Trianon-MASP, na avenida Paulista. Lugar de muito fácil acesso. Além disso, teve open-bar da cerveja Estrella Galicia no encerramento, ao som do DJ Jurássico.

No palco, foram quatro palestras, nessa ordem:

Julio Vasconcelos e PK, ambos do Peixe Urbano, para falar sobre estratégias em mídias sociais.

Carla Albertuni, da Box1824 (empresa que desenvolveu o vídeo We All Want to be Young), sobre a sua pesquisa desenvolvida sobre o jovem brasileiro.

Christian Roças, da Grudaemmim, sobre a profissão de Web Roadie e da relação redes sociais e música.

Rafael Loss, ex-VJ da MTV e consultor da Livestream e Twitcam, para falar sobre o fenômeno dos vídeos ao vivo.

Apesar dos problemas na estrutura e organização (listados perfeitamente aqui), eu devo confessar que, se  o conteúdo é especial, ele supera todos os problemas. E foi mais ou menos isso que aconteceu.

Eu já tinha visto algumas palestras do Julio Vasconcelos, antes como o representante do Facebook no Brasil e também já como CEO do Peixe Urbano. Achei-as todas bem fracas, mas em todas eu sentia que ele tinha muito a falar, mas não sabia como (com exceção a do Facebook no Social Media Brasil 2009, que eu achei muito fraca e sem nada a falar mesmo). Dessa vez, junto com o PK, responsável pelas mídias sociais do Peixe Urbano, a palestra ficou um pouco mais interessante, já que trataram de aspectos mais práticos e citaram exemplos ocorridos. Entretanto, achei ainda que "choveu no molhado": dizer que se deve fazer relacionamento, atendimento personalizado, ser autêntico e buscar a viralidade, é o mesmo discurso que ouço há três anos atrás. Mas achei a palestra razoável (mais pelo PK, que era bem engraçado), então dou nota 6.

A palestra de Carla Albertuni da Box1824 começou com uma falha na apresentação e ela teve que apenas falar todo o embasamento de sua pesquisa sobre os jovens brasileiros. Eu achei extremamente legal e relevante saber que a grande maioria dos jovens brasileiros (18 a 24 anos) pensam em ajudar o coletivo primeiramente (a pesquisa completa encontra-se aqui). Uma interessante conclusão da pesquisa é que o jovem brasileiro possui três drivers (=características): não-dualismo, relações de hiperconexões e o poder de realizar micro-revoluções. Não-dualismo porque os jovens não se situam entre dois mundos (como, por exemplo, partido de direita ou esquerda). Em todas as formas e estilos de vida, há "tons de cinza" entre duas escolhas. As hiperconexões são as formas que os jovens se relacionam (como, por exemplo, com pessoas de outro lado do mundo) e também na forma de se organizarem coletivamente. E, por fim, as micro-revoluções é uma consequência das hiperconexões, já que a organização coletiva acaba estimulando os jovens a pensar e produzir valores para a sociedade. Gostei bastante e acho que é nota 9.

A palestra do Roças eu achei a pior das quatro. Além de ele apenas fazer propaganda da agência Grudaemmim e também de suas viagens com o Gilberto Gil, eu só achei que valeu a pena por conta de conhecer esse profissional chamado Web Roadie, que é o responsável pelas ações do artista/banda nas redes sociais. Ele contou bastante sobre como deve ser a relação, o que deve ser feito, como é o dia-a-dia. Mas isso foi 10 dos 50 minutos que ele ficou no palco. Minha nota é 5.

Rafael Losso, e-VJ da MTV e consultor da Livestream e Twitcam, mandou muito bem na sua apresentação. Ele embasou muito bem, através de uma explicação sobre as rupturas tecnológicas e as falsas tendências ditas no passado (um site que ele indicou sobre isso é o Paleofuture - muito bom!) e apontou que o vídeo ao vivo era o próximo passo após a consolidação do Twitter e, consequentemente, da "cultura do Ao Vivo e Tempo Real". Ele mostrou também novos recursos para a transmissão ao vivo via Twitter, como o Live Pack, e que prometem incrementar ainda mais a qualidade das transmissões. Foi a palestra mais curta de todas, por conta dos atrasos iniciais, mas fechou com chave de ouro. Nota 9.

No geral, gostei muito do evento. Foi muito melhor que diversos eventos pagos que temos por aí de Social Media. Três dos quatro conteúdos foram diferenciados, com novidades. Pretendo voltar ano que vem.

Abaixo, links do evento:

Twitter: @smdaysp
Facebook: Social Media Day SP

A cobertura realizada pelo Blue Bus, com a minha amiga Jacqueline:


BLUE BUS | SOCIAL MEDIA DAY 2011 from rebobine on Vimeo.

E outro post sobre o evento, detalhando as duas primeiras palestras. Clique aqui.

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