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Depois do post pago, agora a notícia paga.

By Gabriel Ishida , In ,

Apresento-lhes a nova modalidade de ganho de receita na Web: a notícia paga.

Leia aqui para depois ler meu comentário.

O que é pior: um post em blog disfarçando que é uma propaganda e que o blogueiro foi pago para postar aquilo ou essa notícia de uma tragédia e aproveitam para colocar uma promoção?

Com certeza o segundo. Um absurdo isso, principalmente pelo teor da notícia. Tentaram dar um "contexto" para a propaganda e olha o que deu. Primeiro que notícias de mortes não são contexto para nenhuma propaganda. Segundo que foi descaradamente propaganda, o que é pior.

Se fosse outro teor de notícia, como em um caderno de economia, ou até mesmo fazer uma reportagem sobre supermercados, sei lá. Mas assim não né?

E um update: acabo de voltar do "evento" Chuva de Twix, que foi tão alardeado por aí na Web. E digo: TOTALMENTE FAIL. Rolou até gritos de "Chokitos!" e "Bis!".

Desculpem-me pelo post totalmente informal, mas estou meio revoltado nessa semana.

No próximo post vou dar uma resenha da primeira parte do livro "Free", do Chris Anderson, que estou lendo.

Império Zynga nos Social Games

By Gabriel Ishida , In

O domínio da Zynga nos social games do Facebook em infográfico. Clique na figura para ampliar.

Existe um grande rumor de que a Zynga pretende se separar do Facebook. Acho que é um verdadeiro tiro no próprio pé, já que o grande sucesso veio justamente com a integração, convergência e recursos que o Facebook oferece. Mas vamos ver o que o futuro nos aguarda.


Fonte: Blog Mídias Sociais

Freeconomics ou a Economia do Gratuito

By Gabriel Ishida , In

Estou prestes a começar a ler o livro "Free" de Chris Anderson, que trata do novo modelo de negócio na Web: a economia do gratuito ou Freeconomics.

Antes de eu começar a ler, queria fazer algumas colocações que tenho em mente sobre esse modelo.

A primeira é a origem. É muito claro, para mim, que esse modelo surgiu justamente na enraizada "cultura do grátis" ou do livre acesso que temos na Web. Por mim, a Web seria totalmente aberta, mas com o passar do tempo descobri que, mesmo com custos ficando cada vez mais baratos (a famosa lei de Moore) e com os grandes públicos sendo atraídos pela oferta do gratuito, muitos serviços ainda se mostram inviáveis sem um modelo pago. Um exemplo são os grandes jornais.

A segunda colocação é sobre o próprio modelo. Para mim, o Freeconomics é o modelo mais atraente e, aposto nisso, será o grande paradigma de negócios na Web. Já vemos exemplos bem sucedidos como o Flickr, Megaupload, Rapidshare, os social games e até mesmo alguns provedores, como o Uol. A idéia de oferecer o serviço gratuitamente e cobrar por benefícios e diferenciais é, ao meu ver, uma ótima forma de negociação, sob o ponto de vista da empresa.

A "cultura do grátis" já é a lei na Web. Esse modelo só se ajusta a isso. Além de atrair receita dos clientes que pagam, também atrai anunciantes, que procuram a visibilidade dessa massa dos gratuitos. E, convenhamos, quando alguma coisa é de graça, nós ficamos mais passivos, sujeitando-se a cadastros ou anúncios. E, o que ninguém pensa, é que essa formação de dados, vindo de cadastros ou do simples uso do serviço, é a base para novas estratégias de negócio para o Freeconomics e para saber mais de quem usa os serviços gratuitos.

Ou seja, o grátis é para nós, mas não é o mesmo grátis para as empresas.

No livro, espero encontrar alguns esclarecimentos para esse assunto que me interessa bastante.

Os usuários habituados a trocar arquivos compram mais que o consumidor comum, aponta pesquisa

By Gabriel Ishida , In

Texto baseado da revista Carta Capital, edição 596, de 19 de maio de 2010.

"Não existe uma grande divisão entre quem troca arquivos na internet ou quem não troca em termos de seus hábitos de consumo. Ao contrário, no que tange à compra de bilhetes para shows, ou gastos com DVDs e jogos, os que trocam arquivos são os maiores consumidores da indústria do entretenimento. Não parece existir uma relação clara entre a pirataria e o declínio nas vendas da indústria". Esta é a conclusão principal de um estudo feito pelos professores Nick Van Eijk, da Universidade de Amsterdã, Paul Rutten, da Universidade de Roterdã, e o pesquisador Jos Poort sobre os hábitos dos consumidores holandeses na nova era da troca digital de arquivos. Leia a pesquisa na íntegra aqui. Além disso, os autores também concluíram que os usuários que "pirateiam" conteúdo acabam comprando mais do que o consumidor "não pirata", particularmente no segmento de filmes e games.


Temos dois aspectos a serem considerados. O primeiro é o contexto da pesquisa. Pensando no mercado brasileiro, será que esses dados podem ser considerados e aplicados por aqui? Será que realmente quem compartilha arquivos gasta mais em comparação com quem não faz isso? Realmente não sei. O que eu vejo muito na web brasileira é que muitos consomem o conteúdo compartilhado, mas pouquíssimos dispõem. Se levarmos em conta que esses que consomem podem ser considerados "piratas", então acho que no cenário brasileiro essa pesquisa tem grandes chances de não ser aplicável. Fica a questão para se pensar.

Outro aspecto é a questão do consumo cruzado. Por exemplo, eu posso não compartilhar nem consumir filmes na Web, mas eu gasto no cinema. Ou seja, transfiro o gasto que teria na Web para o mesmo fim. E isso vale para vários produtos de consumo da Web. Nesse ponto, o que se conclui é que talvez haja uma rede de consumidores "piratas" que mantém um ciclo de consumo voltado para a Web, enquanto que "não-piratas" ou consomem pouco (como compra de músicas no iTunes) ou transferem os gastos de forma cruzada.

É uma pesquisa muito interessante e acredito que deve ser melhor aprofundada. Ela pode servir de referência para entendermos que as novas relações entre indústria do entretenimento e consumidores.

Atualização dos dados em mídias sociais.

By Gabriel Ishida , In

Um novo vídeo da Socialnomics contendo dados atualizados sobre as mídias sociais.



E, para quem apanha no inglês, informações traduzidas do vídeo em formato de slides (via Midiaboom).


A relação entre atitude coletiva e benefício individual: as compras coletivas.

By Gabriel Ishida , In

Nesses dias, através de meu primo, fui apresentado ao site PeixeUrbano. Um site de compras coletivas, visando grandes descontos se um número de compradores for atingido. Nesse momento, tem uma oferta de um restaurante japonês em São Paulo que oferece 50% de desconto.

E há algum tempo, conheci o MovieMobz, um site que visa mobilizar grupos de pessoas para criar sessões com filmes pedidos por esses. Nesse momento, me deparo com uma mobilização para assistir o filme "Paranoid Park" de Gus Van Sant no Espaço HSBC Belas Artes de São Paulo.

Com o twitter do Alex Primo, eu descobri o ClickOn, de modelo semelhante ao PeixeUrbano. E com o vídeo demonstrativo do ClickOn, me lembrei da promoção Walmart e Visa para a compra do Guitar Hero 5, que rendeu um baita protesto posteriormente.

Acredito que essa nova modalidade de negócio na Web se expanda bastante daqui pra frente. A questão de me juntar coletivamente para obter algo individualmente é um dos motes mais consagrados da rede. Percebemos isso em todas comunidades formadas virtualmente. As pessoas se unem em torno de gostos comuns, mas buscam se sobressair individualmente. No caso desses exemplos, todos se sobressaem, metaforicamente, já que o benefício é no nível individual. Não será uma sessão do Paranoid Park para apenas uma pessoa, e sim para todos que se mobilizaram para assistir ao filme.

Agora, existem instrumentos e ferramentas legítimas e com essa finalidade para conseguir aplicar esse modelo. As comunidades já se mobilizavam para buscar assinaturas digitais, petições ou produção coletiva de conteúdo para diversos fins (= como movimentos em prol do meio ambiente), não só em âmbito de ganho individual e comercial. Esses exemplos que citei são em modelo de ganho individual. Com certeza deve ter por aí modelos de ganho político também.

E aí, você participaria de alguma promoção/mobilização para comprar/obter algo? Eu estou considerando a hipótese de participar.

A próxima revolução: InstantAction

By Gabriel Ishida , In

Apresento-lhes a próxima revolução que teremos no mundo da Web: InstantAction.

A idéia é simples: oferecer games de boa performance e alta qualidade através de distribuição via código embed. Sim, você pode instalar um game em seu site ou blog, assim como fazemos com vídeos do Youtube. E não são quaisquer jogos que já vimos por aí em milhares sites e sim jogos da qualidade de "The Secret of Monkey Island", da Lucasfilm Games.

O site MeioBit apresenta-o como um fenômeno próximo do "efeito Youtube". Não discordo: a indústria de games online, exceto o segmento social games, anda perdendo espaço para as plataformas dos consoles, como PlayStation 3 e Xbox360, com seus modelos de jogos multiplayer online e integração maior com a rede. Se antes o jogo online era preso a plataforma que o criara, agora com o InstantAction os games estão livres para se espalharem para os lugares mais inóspitos da Web.

Talvez seja cedo para fazer previsões mais otimistas dessa novo modelo, mas me veio à cabeça muitas possibilidades que pode surgir, como por exemplo, criar um MMO (Massive Multiplayer Online) que pode ser jogável em qualquer site que você acessar e tiver o código embed. Imaginem entrar no Uol ou Globo.com, ver o game Ragnarok e você poder logar seu avatar ali mesmo, podendo jogar normalmente. E com a integração com as redes sociais (já tem a integração com o Facebook), uma ponte entre esse novo modelo e os social games não é nada impossível.

O problema por enquanto é o peso desses jogos. Exige uma conexão de médio para boa velocidade. Mas joguei aqui em casa, com uma conexão de 6mb e rodou normalmente. Os gráficos me impressionaram, além da jogabilidade. Tem muitos jogos no Facebook, por exemplo, que exigem igualmente e apresentam piores resultados. Além disso, outro problema é que o atual jogo, The Secret of Monkey Island, tem uso restrito de 20 minutos., podendo ser comprado por quase 10 dólares a versão inteira. Talvez seja um modelo de negócios já sendo pensado ou testado.

Eu tratei de incorporar o jogo aqui no blog. Confiram e aproveitem!



The Secret of Monkey Island:SE powered by InstantAction

Obrigado ao meu amigo Thiago Costa pela dica!

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