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A padaria Albion Cafe e o twitter

By Gabriel Ishida , In

Dentro da série que prometi sobre os usos interessantes das mídias sociais, eu destaco o caso da padaria Albion Cafe, que já é meio antigo, mas é bom para relembrar.

A idéia vêm de um problema simples: como os clientes de uma padaria sabem a hora exata que os pães saem do forno? E como a padaria Albion Cafe colocou o twitter nisso?

Junto com a empresa de tecnologia Poke, a padaria inglesa desenvolveu o BakerTweets, um programa que foi agregado ao forno para que, quando saíssem os pães, fossem postado, via wireless, um tweet avisando os seguidores.

A repercussão foi mundial, por conta do uso da característica mais delineada do Twitter: a momentaneidade. Com a agregação do Twitter aos dispositivos móveis, essa característica é mais evidente.

A ação não resultou em um número expressivo de seguidores, pois era algo mais geolocalizado, ou seja, voltado para as pessoas que frequentam aquela região da padaria. Mas a ação merece destaque pela idéia.

E aqui está o twitter da padaria Albion Cafe.

A tecnologia como ampliação do ser humano.

By Gabriel Ishida , In

Realmente impressionante como a palestra que assisti na semana passada na FIAP, chamada de “Future Technology Breakthroughs: Os principais avanços tecnológicos dos próximos anos e seu impacto nos negócios e na sociedade", me fez pensar em outros aspectos sobre a relação tecnologia e ser humano.

Ministrada por Salim Ismail, a palestra mostrou, empiricamente, como a lei de Moore está prevendo os rumos da tecnologia. Basicamente, a lei de Moore defende que a capacidade de processamento da tecnologia da informação cresce exponencialmente enquanto seu custo decresce no mesmo ritmo. Isso foi teorizado, na época, para os transistores. Mas hoje podemos utilizar o parâmetro para todo campo de desenvolvimento tecnológico e, o mais importante, para o nosso modo de vida enquanto ser humano e enquanto ser social.

Um ponto bastante interessante discutido foi como esse impacto realmente afeta nossas vidas. E Ismail deu um exemplo que considerei fantástico: a tecnologia está estendendo nossos limites enquanto seres de interação. Por exemplo, hoje delegamos nossa memória para a tecnologia (contatos no chip de celular, e-mails, registro de cadastros, etc.), delegamos nosso tato (mouse, touchscreen, touchpad, etc.), entre tantos outros exemplos. O crescimento exponencial da tecnologia atingiu um nível que, atualmente, influencia e afeta nossas vidas diretamente. A distância entre máquinas e homens está muito nebulosa.

Assim como McLuhan teorizou que os meios de comunicação são extensões dos homens, a tecnologia hoje pode-se dizer que houve uma evolução: a tecnologia se transformou em uma ampliação das capacidades dos homens.

Minha análise sobre Kuartus

By Gabriel Ishida , In

Antes de mais nada, anuncio que o Midializado está com um novo parceiro: Avesso. No lado direito do blog, já inseri o banner desse site, que mostra os bastidores das campanhas de comunicação.

Fui convidado, através de um scrap no Orkut, a testar o Kuartus, uma rede social desenvolvida em Joinville - SC. 

A idéia é oferecer uma certa espacialidade para uma rede social. Simular um quarto, onde ocorrem as ações de interação com outros usuários. A idéia é diferente dos conceitos que vejo por aí nas redes sociais tradicionais (Facebook, Orkut, Hi5, etc.) que cujo propósito principal é interagir com outros usuários. 

Uma das novidades que encontrei foi um espaço mais dedicado aos podcasts e rádios online. Em Orkut, por exemplo, não há. A idéia de se "fuçar" em um quarto de outro em busca do que ele é ou possui é uma boa metáfora. Lembra bastante Second Life e The Sims (e, num certo nível, os reality shows), no sentido de observar o espaço privado do outro.

O site está em fase beta e foi aberto para testes. Ainda falta dar um bom acabamento nos objetos, mas isso com o tempo será feito, presumo. A idéia de incrementar e personalizar o quarto com objetos a escolha do usuário é uma boa, já que vemos pouco disso nas outras redes (= talvez o MySpace é o que chegue mais próximo de uma personalização maior). E digo isso no sentido visual mesmo, da pessoa bater o olho e identificar os gostos da outra pessoa.
Agora, algumas sugestões:

- O sistema de fotos, ao meu ver, não é muito prático. Se eu quero mandar mil fotos, eu tenho que ficar acrescentando-as uma por uma para serem colocadas na lista e serem uploaded? Acredito que seja interessante, para esse caso, permitir o acréscimo de mais fotos na opção "Enviar arquivo" no momento de manda-las para o upload.

- O painel de fotos do usuário não mantém a proporção das fotos. Por exemplo, se minha foto é vertical, o painel ajusta ela para ser quadrada. Assim, a foto não fica nas proporções corretas. Só clicando na própria foto para ela ser aberta na forma como foi uploaded. É uma questão mais de estética mesmo.

- O sistema de vídeo é bem rápido, mas o painel de vídeos é imprático. Eu tenho que ficar passando, vídeo por vídeo, de um usuário para saber os vídeos que ele carregou. Se alguém tem mil vídeos, dará um trabalho imprático. O ideal seria ter um painel de vídeos, igual ao que tem em fotos. E o mesmo vale para a parte de som.

- Uma idéia que talvez dê certo é incorporar algum tipo de "moeda virtual" para que o usuário possa incorporar mais objetos no seu quarto. Pode-se pensar até mesmo em usar o capital social como moeda. Por ex, se tem mais de 100 amigos ou mais de 100 recados, ativa-se novos objetos, etc. É uma sugestão para incentivar a interação entre os usuários, mas se deve tomar cuidado com uma proliferação de widgets que incrementam amigos automaticamente, como surgiu com os followers do Twitter.

Eu acho bem bacana a idéia de personalização espacial de uma rede social. A maioria das vezes procuramos saber o que a pessoa gosta e tem afinidade através das comunidades que ela frequenta (Orkut) ou pelos amigos e grupos que frequenta (Facebook). Ter uma visualização direta do que a pessoa é torna a interação mais rápida e direcionada, se pensarmos em termos de nichos de interesses. É poupar o trabalho de procurar em uma comunidade alguém que goste da mesma música de Beatles que você.

Mídias sociais são relacionamentos, não tecnologias.

By Gabriel Ishida , In

Excelente artigo publicado por Ricardo de Paula em seu blog, Mídias Sociais, sobre a visão que se tem sobre as mídias sociais. Leia o artigo (curto por sinal) na íntegra aqui.

Destaco esse trecho:

"O combustível que move todas as engrenagens dessas tecnologias são as pessoas. As ações geradas para a mídia social são sempre fracionadas, imprevisíveis, pois estão sempre esperando serem complementadas pelas ações geradas pelos usuários. Entender a dinâmica do relacionamento determina como essas engrenagens vão se movimentar."

O que percebo, trabalhando com mídias sociais, é justamente isso: o que faz das mídias sociais serem "poderosas" e inovadoras são as pessoas e o uso que elas fazem delas, e não as inovações tecnológicas em tecnologia da informação. Milhares de tecnologias que surgem na Web ou nos dispositivos móveis fracassam porque as pessoas não as usam e interagem com elas.


Eu vejo milhares de casos bem-sucedidos em mídias sociais que usam tecnologias tão simples, mas que envolvem as pessoas. Usos no Twitter, Facebook, Orkut, até mesmo em blogs e e-mail!

A partir de hoje, vou começar a postar exemplos de casos bem legais (comerciais ou não) que envolvem dispositivos simples, idéias mais simples ainda, porém fantásticas.

As idéias movem as mídias sociais.

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