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Impressões sobre o Content Summit

By Fernando Collaço


No último sábado aconteceu mais uma edição do Content Summit, evento da Media Education totalmente focado em produção, estratégias e métricas de conteúdo. Entre os temas e ideias trabalhadas, selecionei três momentos que se complementaram e que tocam em práticas aparentemente simples, mas ainda negligenciadas por muitas empresas e que se pensadas e executadas de maneira correta podem otimizar os resultados de uma marca nas redes sociais:

Atlas Media Lab marcou presença!
a. No debate moderado por Dani Rodrigues (Repense Comunicação), uma pergunta: como conseguir um diálogo franco, sincero e natural com os consumidores quando trabalhamos com a produção do conteúdo? Apesar de um conceito primário em qualquer demanda que visa uma conversa com um público-alvo específico, muitas empresas ainda demonstram dificuldade em desenvolver a persona da marca.
Um dos passos vitais na construção de uma relação emissor-receptor quando pensamos em uma marca é a tomada de consciência do arquétipo da marca, fato este que fornece um embasamento necessário para listar os pontos fracos e fortes de uma marca quando esta se posiciona e quer se fazer coerente. Outro fator fundamental para uma marca quando pensamos na construção do diálogo convincente é a adequação ao tom verbal do público-alvo, este apreendido pelo estudo de indicadores como faixa etária, classe econômica ou gênero com os quais a marca lida diariamente. E por fim, mas não menos importante, está a necessidade de unir tais fatores e através deles optar pelos recursos de criação, como a ironia ou o humor. Uma vez condensados, esses recursos otimizam resultados e podem até mesmo se fazer presentes por meio de um personagem da marca, como um animal, uma pessoa, um objeto e muitos outros que vão dotar de leveza esse diálogo e permitir uma chance de acerto muito maior no trato com o público-alvo.

b. Outro ponto interessante que continua a proposta iniciada no debate anterior foi a palestra sobre a utilização do SAC enquanto conteúdo, feita por Roberto Motta, (Dafiti). Apesar de se focar muito na importância das redes sociais para uma marca e nas boas práticas de SAC 2.0, apresentou um ponto pouco utilizado pelas empresas quando pensam nessa prática, a de escutar a voz dos consumidores que se manifestam nas redes sociais e enxergar nisso uma oportunidade de criação de conteúdo mais personalizado e que toca em pontos importantes de uma marca e de quebra traz a sensação de que, de alguma forma, o consumidor é também produtor de conteúdo.

c. E por fim, mas não menos importante, o SEO também se fez presente em uma palestra precisa de Rafael Rez Oliveira (Web Estratégica), da qual destaco um ponto para o diálogo direto com as propostas anteriores: ao analisar seus números e comportamento do público na criação de diretrizes editorais para criação de conteúdo, esteja sempre atento ao conteúdos laterais que sua marca toca e que podem e devem entrar nesse planejamento, ou seja, muitos conteúdos ou padrões de comportamento que soam distantes do seu universo editorial podem ser muito presentes e importantes na vida de seu público-alvo e, inseri-los com inteligência em suas criações pode ajudar nos resultados.

No geral o evento foi produtivo, oscilando falas mais triviais, que trataram de  assuntos já bastante explorados, com outras muito interessantes e que ajudaram a abrir os olhos para práticas e formas diferenciadas de se pensar o meio e a mensagem: destacamos a participação de Pedro Gravena (Wieden+Kennedy), o qual colocou em xeque a utilização do Facebook como ferramenta centralizadora no trabalho digital de uma marca, uma vez que este deveria ser uma opção dentre muitas outras mídias que nos cercam.
Além dele, ainda há espaço para a fala de Adriano Silva (Damnworks) o qual trouxe para o debate inquietações sobre um período que ele chama de medialess, ou seja, na contemporaneidade, as marcas passam depender cada vez menos de algumas mídias/plataformas específicas e passam a buscar seus próprios canais de trabalho na rede social. Além disso, frisa que o futuro profissional na área de conteúdo não deve se ater aos formatos ou mídias, mas sim se preparar para ser um produtor de conteúdo polivalente e antenado com as diferentes linguagens que nos cercar cada vez mais.
Os assuntos são muito recentes e ainda não totalmente explorados, o que deixa em suspenso a curiosidade dos caminhos através dos quais eles irão se desenvolver e servem de incentivo para voltarmos em uma próxima edição e olharmos para as novas configurações do cenário da produção e gestão de conteúdo.  

Ranking de correlações no Google EUA e insights sobre Social Media

By Gabriel Ishida , In , , ,

A consultoria Searchmetrics lançou um estudo para entender quais fatores são correlacionados com os melhores desempenhos na SERP (Search Engine Results Page) do Google EUA. Algumas coisas não são novidades para o pessoal de SEO, como a importância dos links externos (natural backlinks), um balanço entre "nofollow" e "follow" links para evitar black hats e a importância do conteúdo para um bom posicionamento na SERP.

Entretanto, o ponto que destaco é a importância cada vez maior do social media para o ranqueamento. Há uma forte correlação entre posts que possuem bastante interação social com melhores resultados na SERP. É evidente que o efeito do botão +1 do Google causa um resultado favorável para o post, mas as interações feitas no Facebook também são importantes fatores. Ou seja, o caráter social é sim considerado pelo Google.

O que vejo é que o Google vai usar o G+Plus para tornar a experiência de busca mais social, no sentido de ranquear os resultados de acordo com o que os seus amigos e contatos já aprovaram ou recomendam   através do botão +1. E, por trás dos panos, forçar o uso dos usuários e das empresas dentro do G+. Basicamente, o Google usa sua maior força, o buscador, para engrenar o G+.

Abaixo os resultados, em infográfico, do estudo da Searchmetrics.


Projeto Immersion e a rede de contatos do Gmail

By Gabriel Ishida , In , , , ,

O MIT Media Lab desenvolveu o projeto Immersion, aonde você consegue visualizar as redes (nós e conexões) da sua conta Gmail. O mais interessante é que você pode dividir por períodos de tempo e, assim, entender as relações que você estabeleceu via email em cada período da sua vida.

Seguindo a análise que o Tarcizio Silva realizou, eu dividi por períodos da minha vida e obtive informações interessantes.

Período 1 - Meio da minha graduação (2008) até a minha formatura (final de 2009).


Por conta dos trabalhos em grupo de conclusão de curso, a rede está bem concentrada em algumas pessoas, já que eu trocava emails direto com o meu grupo. Entretanto, era época também de procurar por estágio e emprego pós-formatura, então mandava emails para diversas pessoas diferentes, o que explica os pontos mais soltos.

Período 2 - Pós graduação - especialização (início de 2010 até meio de 2011)

A rede é mais distribuída em diversos centros. Isso ocorreu porque, além do grupo na pós graduação, ainda participava de um projeto na Unicamp. Também mantinha contato com o pessoal que se formou comigo via email. E a conexão mais fraca, em roxo, era um projeto pessoal que comecei a participar.

Período 3 - Projetos pessoais e investimento na carreira profissional (meio de 2011 até final de 2012)

Apesar de estar concentrado na rede de contatos com amigos da faculdade (laranja), está mais distribuído porque esse período comecei a ir atrás de projetos pessoais, tanto de criação minha quanto de terceiros, como se pode ver nas diversas conexões além da rede laranja. Foi nesse período também que conheci muita gente do mercado e a maioria do contato era tudo via email (atualmente posso dizer que é dividido com o Facebook).

Período 4 - projeto Atlas Media Lab (ano de 2013).

Por conta desse projeto, acabei concentrando os emails com o Marcos e o Fernando, os outros criadores do projeto. Entretanto, por conta dos projetos pessoais, ainda troco emails com outras redes e pessoas.

Conclusões: entender as relações e as redes pode revelar contextos e compreender a situação para uma análise, seja para negócios ou para pesquisa. Pretendo dar uma boa estudada em SNA (Social Networks Analysis) e suas possibilidades para entender melhor como extrair insights dessa metodologia.

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