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O valor de uma história bem contada

By Fernando Collaço , In , , ,

Mais do que uma simples aposta, o storytelling tem sido um recurso certeiro para as empresas que buscam uma inovação na forma de vender seus produtos e, acima de tudo, cativar o consumidor com seus valores e ideais. A prática, a qual em uma definição rasa e simplória, refere-se ao ato de contar uma história, acaba encontrando na junção com as áreas de marketing, publicidade e propaganda, um novo fôlego para sua existência, possibilitando novas experiências e usos, os quais tem trazido resultados cada vez mais surpreendentes.

Esse post surge como reflexo do curso intensivo de Storytelling, ministrado por Martha Terenzzo, Fernando Palacios e Bruno Scartozzoni na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) esse mês, e do qual tive a oportunidade de participar para, além de comprovar algumas coisas que já vinha estudando e desenvolvendo com o próprio criador desse blog, Gabriel Ishida, pude aprender muito sobre a utilização corporativa dessa ferramenta e a potencialização de negócios.

As marcas e produtos, quando envoltos em histórias que trabalham com os valores da marca através da criação de uma história bem embasada, com personagens e ambientação estrategicamente elaborados, acabam seduzindo e conquistando uma maior credibilidade do que uma propaganda que foca somente na exposição de números e dados, os quais muitas vezes acabam confundindo mais do que informando. Refletindo sobre nossa própria vida sob a égide de outros personagens e fisgados por uma verdade humana, um sentimento de pertencimento, sensibilização e identificação único, tomamos o atalho da empatia e muitas vezes chegamos ao ato final de compra, residindo aí o poder do storytelling.
   
A prática, que acaba encontrando ao mesmo tempo, um campo amplo de atuação, principalmente mediante o panorama atual de compartilhamento de dados através da rede, esbarra também no desafio de não criar apenas mais uma história enfadonha a passar despercebida. Para ilustrar rapidamente o que foi dito e de forma a não invadir o conteúdo do curso, abaixo um case interessante, analisado em sala de aula.



O case traz a conjunção do storytelling e de técnicas audiovisuais ambientando o arco dramático de um personagem, que visto primeiramente com antipatia, encontra uma oportunidade de emprego por outro, que enxerga seu verdadeiro potencial, demonstrando os valores visionários e positivos da marca e de seus serviços.

* Para saber mais, indico o grupo de Storytelling & Transmedia no Facebook, onde muitos textos estão compartilhados e muitos cases são debatidos pelos membros ativos. Além disso, indico os perfis do professores, já linkados acima, e a página do próximo curso, extensivo, o qual será ministrado a partir de Março.

Por que o SOPA é uma má idéia?

By Gabriel Ishida , In , , , , , ,

Palestra excelente do aclamado Clay Shirky, respondendo essa questão.



E esse podcast do pessoal do Jovem Nerd, que também comentam sobre a ACTA e a Lei Azeredo.

Clique aqui para ouvir.


Na minha opinião, simplesmente a lei é um retrocesso dos rumos da comunicação. O compartilhamento é o próximo passo do processo. O problema dos direitos autorais é algo sério e alternativas (como o Creative Commons) sempre são discutidas e pensadas. Mas acho que lutar contra o compartilhamento é lutar contra uma onda gigante. É melhor pegar uma prancha e aproveitar o fluxo do que nadar contra.

E-book "Para entender o monitoramento de mídias sociais"

By Gabriel Ishida , In , , , ,

É com grande felicidade que divulgo o lançamento do e-book "Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais", organizado por Tarcízio Silva. Lá tem um artigo meu, falando sobre "Convergência", algo da qual eu amo pesquisar e conversar em papos-cabeça. Abaixo, segue a capa do livro e o release oficial. Agradeço ao Tarcízio pela oportunidade e espero feedbacks para levantar discussões.


Fruto de um esforço coletivo de 27 autores, o e-book “Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais” acaba ser publicado na rede. O livro digital busca reunir reflexões de brasileiros que fazem e pensam o monitoramento de mídias sociais, prática que surgiu e ganhou importância nos últimos anos graças ao intenso uso que milhões de pessoas fazem das mídias sociais por todo o mundo.

O formato se inspira nos e-books “Para Entender a Internet” e “Para Entender as Mídias Sociais”, que movimentaram a web brasileira nos últimos anos. Entre os autores estão presentes analistas, coordenadores e diretores de agências e departamentos de mídias sociais, desenvolvedores de ferramentas e softwares, professores, pesquisadores acadêmicos e gerentes de marketing e comunicação de grandes empresas.
A publicação abrange uma ampla gama de tópicos relevantes para a compreensão do monitoramento de mídias sociais: Informação; Reputação; Análise de Sentimento; SAC; Profissionais; ROI; Relevância; Monitoramento; Mensuração; Inteligência Artificial; Gestão de Crises; Classificação; Geolocalização; Conteúdo; Netnografia; Softwares Plenos; Perfis; Opinião Pública; Convergência; SEO; Visualização; e Gestão do Conhecimento.
Organizado por Tarcízio Silva, analista e pesquisador de monitoramento e mensuração, o livro digital também traz prefácios de Juliano Spyer e Ana Brambilla, idealizadores dos “Para Entender...” anteriores. O trabalho, disponibilizado com uma licença creative commons, circula pela internet e pode ser lido e baixado em http://www.slideshare.net/tarushijio/para-entender-monitoramento-de-midias-sociais

A desvalorização do real sentido do botão "Curtir"

By Gabriel Ishida , In , , ,

Eu começo 2012 com um post crítico. Após ler diversas análises, previsões e tendências para esse novo ano (leia esse artigo em destaque), eu percebi, no Brasil, que a maioria conduz para a crescente mobilidade (e isso leva à geolocalização e o consumo móvel) e para uma maior atenção ao Facebook por parte do marketing.

Bom, o mobile está evidente que vai crescer muito em 2012, principalmente pela popularização do smartphone. Mas isso é assunto para outro post.

Em relação ao Facebook, o que me deixou mais interessado é como essa atenção será utilizada. Já vemos páginas que se tornaram centros das estratégias em mídias sociais e praticamente se transformaram no local de informações e engajamento da marca. Pelo que li por aí, parece que 2012 será o ano das fanpages.

O que me deixa mais preocupado é como esse foco vai se integrar com as análises em Social Media. As métricas de Facebook terão novos significados? Surgirão novas? Qual o valor delas?

Uma coisa que eu vejo por aí e fico indignado como analista é a utilização do botão "Curtir". Já vi diversas campanhas que a pessoa precisava clicar no botão "Curtir" para ver o conteúdo ou participar de alguma promoção/ação.


O botão "Curtir" é um recurso muito esclarecedor para o analista. Ele mensura quantas pessoas gostaram (curtiram) aquele conteúdo. Tanto é que o botão foi criado para a pessoa mostrar o que gosta/curte para sua rede social. Isso soa muito óbvio, mas veja: para quê utilizar esse botão para ter acesso ao conteúdo, se podemos utiliza-lo como termômetro desse?

O que quero dizer é que estão desvalorizando o botão "Curtir". Para as agências picaretas, ter um aumento de 1.000% nos fãs da fanpage em uma campanha é mostrar resultado. Mas e aí, será que esses novos fãs realmente curtiram o que está ali ou foram forçados? É a mesma história do volume de seguidores do Twitter: o que adianta aumentar se não há qualidade nessas conexões?

Uma coisa que anda ganhando relevância cada vez mais é a preocupação com o conteúdo. Percebe-se que as marcas notaram que fazer propaganda de si mesma nas mídias sociais não ajuda em nada. É necessário produzir conteúdo relevante para seu público em seus canais sociais. Agora pense: como saber que o conteúdo que estou postando na minha fanpage está gerando interesse do público? Sim, é através do volume de "Curtir" que temos uma noção e, cruzando com outras métricas (como a Viral Reach e Stories) e perfis dos usuários, conseguimos ter um bom diagnóstico.

Com o foco brasileiro mais voltado ao Facebook, tenho medo que a prática de desvalorização desse botão seja mais praticada pela picaretagem e utilizada para forjar resultados, ficando igual a como se trata o volume de seguidores no Twitter. E o pior disso é que, na raiz do problema, a mentalidade offline (vinda da idéia de audiência massiva) causa essa obsessão por números que signifiquem sucesso absoluto. E aí resulta nessas ações que escondem os reais resultados e que impedem insights e aprendizados.

Kill your darlings

By Marcos Singulano , In , , , ,

Ou no bom português: "Mate seus queridinhos". Essa expressão vem ressoando na minha cabeça após ler o incrível livro : "O Fator VDM: Um guia antidesastres em projetos criativos" de Luis Marcelo Mendes. O livro trata da importância e das dificuldades de se fazer um projeto criativo de sucesso e para que este projeto criativo seja de sucesso, muitos outros irão para o lixo. Leitura altamente recomendada (no final do post você pode ver onde encontrar este livro).

Enfim, em certo ponto do livro me deparei com este capítulo "Kill your darlings" que na verdade é uma expressão do escritor norte-americano William Faulkner e segundo o autor do livro é uma expressão que deve ser aplicada em todos projetos criativos, desenvolvimento de sites, relatórios, textos, notícias para jornal...mas porque?


Para este post, vou falar um pouco da área onde trabalho atualmente que é design gráfico, mas praticamente qualquer profissional de comunicação pode se relacionar com o que vou tentar abordar neste texto.



Lá está você, sentado no seu computador, já aos 45 do segundo tempo, depois de 45.674 horas trabalhando no mesmo material e de  repente você começa a desenvolver um certo afeto pelo seu trabalho e quando seu chefe pede pra trocar uma fonte ou uma cor...putz...ai o sangue sobe, a tristeza bate...enfim..sentimentos negativos começam a povoar a sua cabeça.


Por isso que de hoje em diante, quando isso acontecer. Lembre-se do Kill your darlings!
Essa expressão serve para que eu, você e qualquer outro profissional da área criativa e de comunicação tenha coragem de se livrar de ideias que não são necessárias para aquele projeto.


Textos brilhantes, layouts maravilhosos, tipografias complexas! Tudo isso é muito bom e sempre muito necessário, mas as vezes desenvolver qualquer tipo de sentimento por essas coisas pode te trazer muita dor de cabeça, principalmente quando o cliente solta o clássico "Não foi isso que eu pedi" e você tem que jogar tudo fora e começar de novo.


Ainda, se você não proteger o seu queridinho das pancadas, modificações, cortes e outras coisas mais garanto você pode se surpreender! De repente encontrar uma outra saída ou um outro caminho que não havia percebido antes e com certeza você e seu cliente só tem a ganhar com isso.


2012: Ano do Kill your darlings!
Até semana que vem!
Ah, quem quiser comprar o livro que mencionei no post, eu recomendo a 2AB editora através deste LINK.


Capa do livro

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