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Sobre Videos On Demand e McLuhan

By Fernando Collaço , In , , , , ,

Mais do que nunca, a famosa assertiva “o meio é a mensagem”, proferida por McLuhan nos idos dos anos 80, mostra-se viva. Curiosamente, esse post nasce de uma reportagem presente no caderno especial do periódico Meio & Mensagem, assinada por Sandra Regina da Silva. A afirmação de McLuhan, simplificando ao máximo sua complexibilidade, poderia ser compreendida como um convite para se pensar o meio, através do qual a mensagem é veiculada, como um indicador para a confecção da mesma, além de desenhar um entorno sócio-econômico mais ou menos específico para a recepção do conteúdo.

O que procuro trazer hoje é o crescimento apontado pela reportagem citada para uma prática não tão nova, mas de certa forma, recente: a dos videos on demand, ou apenas VOD. Essa forma de consumo de conteúdo tem se configurado como a mais nova tendência da comunicação (e mais do que isso, acredito em uma evolução natural do pensamento sobre o uso do meio e seu potencial). Muitas empresas tem apostado suas fichas na complementação de seus serviços através do conteúdo sob demanda, ou seja, de diferentes modos, o usuário pode escolher um determinado conteúdo oferecido e, mesmo sem ter necessariamente que fazer um download pode ter acesso ao mesmo, podendo consumí-lo da forma e no suporte que melhor lhe convir, dentro de determinadas restrições técnicas. Por exemplo, poderíamos ir à locadora virtual de um filme e assistí-lo em um iPad, pausando-o para tomar um espresso na livraria onde se está.


Entretanto, a principal pergunta atualmente é: há, de fato, uma demanda? Esta pode ser respondida pelo Portal Terra, um dos pioneiros na forma de se pensar o VOD, que viu no decorrer dos quase 10 anos de oferecimento desse material diverso um crescimento exponencial na procura. A virada na forma de atuar veio na compreensão de que, mais do que oferecer informações como um portal de conteúdo, seus produtos, como shows, debates, palestras, eventos e outros, são grandes royalties. Como diz Pedro Rolla, diretor de mídia do portal: “queremos estar onde nosso usuário está e acostumá-lo a novos modelos de consumo”.

O uso desse recurso cresce de maneira acentuada quanto mais jovem se torna o consumidor e, se pensarmos nas tão rotuladas gerações-alfabeto que surgem, quem melhor do que eles, ávidos consumidores de novas tecnologias, para sustentar a base que poderá ser a mais corriqueira situação do nosso dia-a-dia? Gerações mais novas estão demonstrando que querem conteúdo e estão dispostos a pagar por isso, seja na locação de um filme on demand através de um site, seja na compra e visualização no tempo que quiser de um documentário na TV por assinatura (vide a Sky, maior vendedora desse tipo de conteúdo na América Latina) ou no consumo de uma música em seus mais novos portáteis. Nisso, todos ganham, produtores (porque não pensar nas possibilidades da integração da PL116 com essas novas formas de consumo?) e consumidores (mais oferta de produtos e uma busca mais segmentada). No Brasil, ainda há de se se considerar o seu mercado ávido pelo consumo de novas mídias e redes sociais em geral: mais de 210 milhões de celulares em território nacional, como um potencial consumidor também de conteúdo.

Talvez seja também um caminho para a constante pirataria nos downloads de séries e programas: por que não oferecer o conteúdo que está caindo na rede de uma forma institucionalizada, podendo cobrar um valor simbólico pelo oferecimento de uma qualidade de imagens e sons que não prejudiquem os anseios artísticos e econômicos?

O modo de consumo, a necessidade crescente de pensar uma forma para o conteúdo on demand a ser produzido e as modificações em nosso cotidiano na forma com que nos relacionamos levam a convergência dos meios a um patamar altissimo e, ao meu ver, fazem com que McLuhan esteja mais vivo que nunca e, se vivo, com certeza estaria com seu portátil, consumindo um video on demand, enquanto se desloca de metrô por um grande centro urbano.

* post baseado na reportagem "A revolução do conteúdo chega à TV", de Sandra Regina da Silva, presente no Caderno Especial TV por assinatura do Jornal Meio & Mensagem de 8 de Agosto de 2011.

Paradoxo do Aniversário e a individualização de um grupo

By Gabriel Ishida , In , , , , , ,

Estou lendo o livro "Here Comes Everybody", de Clay Shirky (autor já citado aqui no blog) e uma das idéias que achei muito bacana no livro foi sobre a teoria do "Paradoxo do Aniversário".


Essa teoria diz que, num grupo de 23 ou mais pessoas, a chance de duas pessoas fazerem aniversário no mesmo dia é de mais de 50%. Se for acima de 57 pessoas, a probabilidade aumenta para 99%. O paradoxo reside no fato de que se uma pessoa apostar com você que, em um grupo de 23 pessoas, duas pessoas não fazem aniversário no mesmo dia, você, sem pestanejar, não apostaria com ela. Mas, pela matemática envolvida, as chances são maiores para que você se dê bem.

Isso acontece porque tendemos a enxergar um grupo como um indivíduo. Nós "individualizamos" um grupo, tornando como algo definido, uma massa homogênea. Isso obviamente está errado. Um grupo é dinâmico, composto de diversas pessoas, conectados por nós e conexões. Um grupo não é a soma de indivíduos: é uma síntese, ou seja, forma algo novo, muitas vezes inesperado. A Wikipedia está aí para exemplificar. Quem diria, há dez anos atrás, que uma enciclopédia, sem fins lucrativos e baseado no crowdsourcing, seria um sucesso?

Com a ascensão das redes sociais e da inteligência coletiva, estamos começando a criar a cultura de "não-individualizar" os grupos e enxergar o poder coletivo. Já é um grande passo. Mas, enquanto persistirem as idéias de audiência massiva homogênea, de enxergar os grandes volumes e esquecer da "cauda longa", de reviver a "agulha hipodérmica", ficará mais difícil criar essa nova visão.

Abaixo, destaco algumas referências sobre o livro de Clay Shirky:

- um verbete na Wikipedia falando dos principais pontos do livro.
- um comentário bem interessante da Escola de Redes sobre o livro.

Dia nacional do designer! Parabéns!

By Marcos Singulano , In , , , , ,

Hoje, dia 05/11 é o dia nacional do designer!

Agora, você sabe porque foi escolhida essa data? Porque é o aniversário de um dos mais importantes designers brasileiros: Aloísio Magalhães.

Aloísio Magalhães, nasceu no Recife em 1927, é considerado um dos mais importantes designers gráficos brasileiros do século XX e foi responsável pela fundação da primeira escola superior de design no Brasil, a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro. Além disso, foi
secretário geral do Ministério da Educação e da Cultura (MEC) e diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Para saber um pouco mais sobre o trabalho de Aloísio, recomendo o artigo de Eduardo Camillo K. Ferreira que está disponível no site da revista Leaf,  
Dia do Designer - Aloísio Magalhães.

Por isso, parabéns designers, parabéns Aloísio!

Social TV e consumo integrado das mídias

By Gabriel Ishida , In , , ,

Pesquisei bastante sobre esse assunto e juntei um material bem bacana contendo pesquisas e análises sobre Social TV e, principalmente, a convergência do consumo dos meios.


Abaixo tem uma compilação dos principais dados e aqui você pode baixar uma pesquisa do Ibope, realizada em Setembro/2011, sobre Social TV.
Social TV e Consumo Integrado das Mídias
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UPDATE: Abaixo tem uma palestra do Clay Shirky falando sobre convergência dos meios. Recomendadíssimo!


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