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Podcast sobre Cibercultura, produzido por @whosrenato

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Tive o prazer de participar do primeiro podcast sobre cibercultura que meu amigo Renato Lazzarini (@whosrenato) produziu. São 20 minutos de podcast. Para escutar, só dar play abaixo.





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Para ouvir os outros podcasts, entre aqui.

Update: sobre o assunto "filtros da informação em mídias sociais", saiu um artigo muito bom sobre o assunto no blog do Tiago Dória. Leia aqui e, sobre o autor Eli Pariser, cujo livro é comentado por Tiago Dória, aqui está uma palestra no TEDTalks:

TIE Score: um complemento ao Klout

By Gabriel Ishida , In , , , , ,

Após o surgimento do Klout Score (saiba exatamente como ele funciona aqui), surgiram tantos entusiastas quanto críticos ao tal índice de influência. O fato é que ele suscitou argumentos para a eterna discussão sobre relevância dentro das mídias sociais. Afinal, há como prever se algo será relevante para determinado público?

É o que o TIE Score pretende explorar. TIE (Topical Impact Estimation) visa entender se um perfil é adequado (=relevante) para determinado assunto. Por exemplo, ele se propõe a mensurar se o perfil do Tiago Leifert (@tiagoleifert) é relevante (=influente) para o assunto "tecnologia". Para fazer isso, ele se foca na disseminação da mensagem sobre o assunto dentro da rede de Leifert. Sabendo como se prolifera, consegue-se concluir o índice (aqui tem um exemplo prático)

O que eu percebo é que o TIE Score é uma tentativa de complementar o Klout. O Klout calcula um índice que, posto em uma escala de comparações, fica difícil diferenciar se um perfil tem poder de disseminação dentro de sua rede. Por exemplo, ele não diferencia se um Rafinha Bastos é mais influente em culinária do que um chef de cozinha francês renomado. No Klout, o Rafinha terá muito mais índice. Mas sabemos que não é bem assim na prática. Ou seja, em linguagem mais rebuscada, o Klout planifica as comparações e a base fica Perfil x Universo Web.

Outro exemplo: um expert em música angolana, que é seguido por diversos especialistas no mesmo tipo de música, não terá um Klout maior que qualquer celebridade, mesmo que o primeiro tenha seu conteúdo disseminado frequentemente dentro daquele assunto/contexto.

A essência do TIE Score é que a disseminação da informação é o fator decisivo para entender a relevância daquele perfil para um ou mais assuntos. Dentro disso, ele toma como idéia de que a rede de seguidores (e também as redes formadas dentro da própria rede) forma nichos de público/segmentação. Seria como se as redes fossem pequenas comunidades com interesses específicos. Por isso, seria natural que o líder de opinião fosse influente dentro dessa rede.

Por conta da "diferença" entre Klout e TIE (veja um exemplo dessa discordância aqui), entendo que um complementa o outro. Apesar das críticas, eu acho o Klout muito bom para termos uma noção de análise do perfil. Mas eu acho que o TIE será bem útil para testar hipóteses para campanhas de seeding em perfis. Vamos ver, ainda está cedo para prevermos o que vai acontecer.

A diferença entre Twitter e Blogs

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Primeiramente, gostaria de divulgar meu último post no blog da Direct Performance, sobre Índice Klout. Critiquem, elogiem, enfim qualquer comentário é bem vindo.

Apesar do título mostrar algo meio óbvio, o presente post vai se focar nas diferenças no comportamento de quem escreve um tweet e de quem escreve um post de blog, visando uma análise em mídias sociais.

A principal diferença é justamente a obviedade: enquanto o Twitter é limitado em 140 caracteres, o Blog não tem limites para sua imaginação. Essa diferença implica muitas coisas e é a raíz do restante que iremos falar aqui. Então vamos lá.

O Twitter foi feito com essa limitação porque era destinado aos dispositivos móveis (=celular). Agora vamos pensar: por que alguém entraria na web e produziria uma mensagem no celular? A resposta parece sem causa (=porque sim), mas ela está mais relacionada ao fato de sempre querermos abrir um diálogo com as pessoas. Diálogo no sentido de queremos ser notados ou mostrar o que estamos fazendo/presenciando naquele momento (lembre-se bem disso!). O Twitter é uma ferramenta de conteúdo instantâneo e isso vale tanto para quem está com um celular na mão vendo um terremoto quanto para quem está assistindo o programa da Hebe e quer falar o que achou do vestido dela. E justamente por ser 140 caracteres, a pessoa escreve em poucas palavras e sem demonstrar claramente o que está pensando. E isso é extremamente importante levar em consideração para uma análise em mídias sociais. Vejamos um exemplo:

Tweet: Que propaganda foi essa da Nike?
Título do post do Blog: A propaganda da Nike

Em uma análise, eu não conseguiria entender o que o usuário twittou sobre a propaganda. Ele ficou impressionado ou está criticando? Ninguém sabe. Entretanto, em um Blog, mesmo com um título genérico, o post irá me mostrar se a pessoa gostou ou não da propaganda. Ou se apenas a divulgou. Basicamente, a diferença é que Blogs não dão margem para dupla interpretação da informação. Twitter pode dar, justamente por conta do "enxugamento" de caracteres.

Outra diferença está justamente no grifo especial logo acima. O Twitter tem diversos aplicativos integrados, que possibilitam a postagem em diversas ocasiões. Existem aplicativos muito simples de se mexer para celular e computadores, além de integração com diversos sites e portais (quem nunca viu o famoso botão de Share no Twitter?). Ou seja, é muito fácil produzir um tweet. E essa facilidade possibilita que o Twitter se transforme no porta-voz do que a pessoa está sentindo no momento. Basicamente, o Twitter é o meio que a pessoa pode exprimir seu estado emocional: raiva, amor, tristeza, felicidade, etc. Para quem usa Twitter, quantas vezes você não viu seu amigo reclamando com muito ódio daquela operadora de celular, do e-commerce que não entrega a mercadoria, da briga com a namorada, entre tantos assuntos cotidianos e efêmeros?

Já os Blogs não são sentimentos efêmeros. Se eu posto uma reclamação sobre um banco, é porque com certeza a empresa me deu muita dor de cabeça. Basicamente, o Blog serve como registro de um processo: se eu reclamo sobre um banco no meu blog, é porque eu já passei pelas atendentes, o problema persistiu, eu tentei outra forma de resolver e nada. Como postar em blog é algo bem mais demorado do que Twitter, o usuário apenas produz conteúdo se quer ser lido. Além disso, postar em blog não é algo tão aberto como o Twitter. Apesar do Tumblr possuir uma função de "reblogar" para outros Tumblrs, não é uma tarefa muito rápida.

A impressão que transmito aqui é que não devemos ligar muito para Twitter. Não é isso. O que eu digo é que devemos levar em consideração as circunstâncias da produção de conteúdo por parte dos usuários (e isso vale para todos os outros meios). Basicamente, não podemos equiparar Twitter e Blogs em uma análise. Devemos pensar em analisar cada um separadamente e criar métricas próprias para cada uma. Para ajudar nessa tarefa, leia este e esse post.

Para finalizar e dentro do assunto "comportamento do usuário nas mídias sociais", coloco aqui a excelente apresentação de Leo Naressi no Proxxima 2011, sobre Search Intelligence.

Três dicas para uma estratégia em mídias sociais para qualquer negócio

By Gabriel Ishida , In , , ,

*Premissa: encare a palavra negócio fora de seu contexto de mercado: entenda como evento, grupo de discussão, banda, pequena empresa, enfim, qualquer entidade que tenha interesse em entrar nas mídias sociais. Essas dicas valem para tudo!

Muitas pessoas me perguntam o que devem fazer para colocarem seu negócio nas mídias sociais. Geralmente eu digo: o que você quer com isso? A pergunta tem a base essencial do que um planejamento em mídias sociais tem que ter: objetivos. O que você pretende ao criar uma conta no Twitter? E uma fanpage no Facebook? E um blog? Basicamente, a primeira dica que tenho é:

1 - Trace objetivos e, principalmente, como chegará a eles através dos canais que criar.

Não adianta criar uma fanpage e um blog se eles não tiverem um propósito específico para cada um. Ou seja, estamos tratando de relevância. A pergunta é: o que o usuário quer encontrar na fanpage que não encontrará no blog? O que diferencia cada um? Se não sabe responder essas perguntas, considere excluir e enxugar os canais que utilizará.
Uma dica dentro da dica: um perfil do Twitter pode trazer tráfego para seu site/blog/fanpage e também ajuda a disseminar links e informações. Além disso, muitas empresas hoje aderiram ao Twitter para servir de canal de relacionamento com os clientes. Ou seja, o Twitter pode ser uma ótima forma de se relacionar com quem fala sobre seu negócio. Mas como vou saber quem está falando? A próxima dica responde:

2 - Monitore o que falam do seu negócio. E faça as pessoas saberem disso.

Após a consolidação das mídias sociais, a principal mudança sentida pelas empresas foi que as pessoas reclamavam muito mais. Mas não eram pelos canais oficiais de SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor): eram pelos tweets, em posts de blogs, em perguntas no Yahoo! Respostas, em comunidades do Orkut, em relatos no Reclame Aqui e em vídeos no Youtube. Aqui, havia um abismo: como saber o que as pessoas reclamavam se elas não iam nos canais oficiais? Ou o pior: como saber e prever uma crise antes dela explodir? A resposta é: monitoramento.

Não espere que as pessoas venham até o seu negócio e comentem. Vá atrás dos comentários delas. E o melhor: mostre que você ouviu. Se uma pessoa twittar que gostou do post em seu blog, direcione um tweet para ela agradecendo. Se reclamam, faça um post mostrando que leu as reclamações e vai tomar uma atitude. O detalhe aqui é que você que tem que identificar. Quantas vezes você viu alguém reclamando de alguma marca e não direcionou sua reclamação para o perfil oficial?

Ok, mas como fazer isso? Para o Twitter, utilize a sua busca própria (http://search.twitter.com/). Só digitar o termo que você procura que ele mostra os últimos tweets. E se você quer que seja avisado quando tiver mais tweets com o mesmo termo, ele fornece um feed RSS para você colocar em algum agregador (como o Google Reader).

Para blogs, você pode utilizar o Google Blog Search (http://blogsearch.google.com/) ou o Technorati (http://technorati.com/). Para vídeos no Youtube, utilize a busca própria, que pode ser segmentada até para encontrar canais pessoais.

Ok, fiz o dever de casa e já é o suficiente. Não, a próxima dica é:

3 - Faça tudo de novo. E de novo.

As mídias sociais é um processo dinâmico. Se, em uma época, ter um blog e um canal no Youtube era legal, pode ser que depois de um ano, um não sirva mais para seus propósitos. Talvez surja novos canais a acrescentar. Ou melhor: talvez seja mais bacana você prever que novos canais podem bombar.

O monitoramento é um processo constante. Tem que ser feito sempre. E, aos poucos, deve-se expandir a idéia e começar a monitorar outros pontos pertinentes. Por exemplo, se você vai fazer um congresso de games, não seria interessante monitorar o que as pessoas falam sobre congressos da games? Juntando os comentários e idéias, talvez você consiga fazer um congresso que supere as expectativas das pessoas. E isso também vale para o pós-congresso: monitorando os comentários sobre as pessoas, você descobre o que deu certo e o que deu errado no evento. E, se realizar uma segunda edição, não repetir os erros e potencializar os pontos positivos. Enfim, é um universo de utilidades.

Um dia faço uma série de posts sobre possibilidades de uso do monitoramento. Mas espero ter ajudado com esse post e que você comece a enxergar as mídias sociais como um universo rico de possibilidades e informações.

Dica de software: Google SketchUp

By Marcos Singulano , In , , ,

Sempre que pensamos em softwares 3D, sempre lembramos do Maya ou do 3D Max. Essa semana me deparei com um software muito simples, básico, muito intuitivo e o melhor: Grátis.


Só pra contextualizar a história foi mais ou menos assim. Recebi um job na agência para criar um layout para um stand de uma feira de um determinado cliente. Maravilha. E ai? As versões anteriores foram feitas todas em corel e em um 3D muito mal feito. Muito bem. Eu e meu colega de trabalho pensamos bastante até que ele lembrou deste software: Google SketchUp.

Resolvemos baixar pra ver se o programa poderia solucionar nossos problemas e realmente solucionou. O Google SketchUp é um software básico de modelagem em 3D e possui uma interface muito simples para quem, assim como eu, nunca mexeu com modelagem 3D.

Através de formas básicas como quadrados e círculos você pode criar ambientes inteiros. Na versão FREE você ainda pode exportar todo seu trabalho nos formatos JPEG ou criar uma simulação em AVI para enviar para o cliente.

Ah, mas não é complicado? Não. No começo parece um pouco difícil, mas depois de alguns minutos de trabalho você realmente consegue domar o programa e tudo fica mais fácil.

Outro ponto muito interessante é que há uma biblioteca gratuita de modelos prontos como sofás, cadeiras, estantes e móveis em geral para você baixar e utilizar em seus projetos.

Por isso, recomendo a todos que tenham interesse em experimentar uma ferramenta de criação em 3D. Vale a pena e como já disse antes: é grátis (claro, tem a versão paga também, mas com a versão gratuita já dá pra fazer bastante coisa).

Abaixo está o modelo do stand que fizemos. Está bem simples, mas dá pra ter uma noção do resultado final que o software proporciona.

A relação entre Twitter e Blogs

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Após uma rápida comentada no post sobre mensuração em Blogs, eu pensei que fosse uma boa idéia falar sobre o que eu penso da relação Twitter e Blogs antes de comentar sobre as diferenças entre eles, na visão analítica de mídias sociais.

Para começar, a minha visão faz parte da maioria dos teóricos: nenhuma mídia substitui a outra. Aliás, mídia eu entendo como um meio de comunicação que transmite uma mensagem ou conteúdo. Ou seja, basicamente tudo que possa criar uma relação entre emissor, mensagem e receptor. Por exemplo, uma camiseta é uma mídia: eu posso fazer uma estampa com uma mensagem (com sentido ou não) e alguém (quem está vestindo ou quem vê a estampa) será o receptor da mensagem. A observação aqui é que uma mídia só é uma mídia quando há a apropriação coletiva e diversificada de formas e conteúdos. Por exemplo, mesmo nós podendo escrever uma mensagem em uma maçã, ela não é uma mídia porque ninguém a utiliza para isso. E, quando alguém a utiliza assim, é uma apropriação momentânea (talvez artística). Enfim, é uma definição minha, que é uma junção de várias definições e, com certeza, deve ter falhas, mas levo mesmo assim.

Voltando, quando o Twitter surgiu, muitos disseram que ele substituiria (ou mataria) os Blogs. A idéia estava errada desde o começo: o Twitter era um microblog, ou seja, não era um blog. É a mesma coisa de comparar rádio e CD: enquanto o primeiro você põe áudio infinitamente, o CD tem limite de capacidade. Obviamente, com esse primeiro viés, a idéia caiu abaixo pela grande maioria dos pensadores e críticos. Após essa discussão inicial e já com as duas mídias funcionando concomitantemente, o segundo ponto levantado foi: o Twitter "abocanhou" os blogs pessoais, aqueles mais cotidianos? O ponto levantado é que o Twitter desestimulou o usuário a postar coisas cotidianas nos blogs, no estilo próximo aos diários pessoais (aliás, esse foi o primeiro grande uso dos blogs).

O ponto é que aqui temos outra variável no meio: o amadurecimento da mídia. Os blogs amadureceram, mudaram a antiga imagem de "coisa de adolescente" para uma das principais mídias da web. Hoje, há diversos usos e os internautas sabem disso porque os blogs se proliferaram por aí. E, sabendo disso, todo mundo vai diversificar o uso e não ser apenas uma agenda pessoal. Ou seja, não é que os blogs pessoais sumiram: eles se diversificaram ou, no caminho mais provável, encontram-se no famoso Tumblr, que anda bombando atualmente e que é bem mais propício para esse tipo de uso.

Outro ponto é a questão da "presença na web". Uma coisa é eu ter um perfil no Twitter. Outra coisa é eu ter um blog. Em termos de presença pessoal, é muito mais atraente ter um blog do que um Twitter. Apesar das opções de personalização, no Twitter a estrutura é a mesma, ou seja, na essência todos os perfis são iguais. Nos blogs não, você tem diversas formas de se mudar a cara do blog, até mesmo mudar toda configuração dele. Basicamente, enxergamos o blog como um espaço só nosso, do jeito que queremos. E ter a sensação de domínio próprio (www.seunome.blogspot.com) é um dos principais fatores. O fato das pessoas terem que digitar o endereço do blog ao invés de clicar em um link na forma de @seunome faz uma enorme diferença.

A minha opinião é que o Twitter impulsiona os Blogs. Em um post muito bacana do Tiago Dória, ele cita que o Twitter se tornou um importante fonte de tráfego, ou seja, fez o blog ganhar uma potente voz, com um grande poder de disseminação. O que concordo com o Dória é que o Twitter impactou no volume de comentários. Mas, nada que um agregador como Echo para consolidar os tweets sobre os posts em sua caixa de comentários.

No próximo post, comento sobre o segundo ponto do assunto: quais as diferenças entre Twitter e Blogs em termos de análise em mídias sociais?

Até mais.

Como medir resultados de campanhas publicitárias na Web - parte 3 - Youtube e Orkut

By Gabriel Ishida , In , , ,

Para finalizar a série de posts sobre mensuração de resultados nas principais mídias sociais, agora iremos falar sobre Youtube e Orkut.

Youtube, ao meu ver, possui um grande potencial para as campanhas publicitárias na internet. Digo isso porque hoje, o vídeo é sempre lembrado e pensado para as ações de branding e também está presente nas inserções em rich media.

O Youtube, assim como o Facebook, possui um painel próprio de web analytics, chamado Youtube Insights. Totalmente gratuito, tem vários recursos interessantes, como o volume de visualizações diário e a segmentação por país e gênero/faixa etária. Entretanto, a informação mais bacana, ao meu ver, é o registro de referrals (=referências) que o vídeo recebe. Se um site faz referência ao vídeo, através da inserção do link ou do código embed, o Youtube registra quando ocorreu e o número de visualizações que esse referral gerou. Assim, conseguimos descobrir quais sites foram mais relevantes para a performance do vídeo.

Outro ponto interessante do Youtube é a possibilidade de se rastrear a performance dentro do vídeo. No Google Analytics, conseguimos descobrir quantas visualizações realmente assistiram o vídeo inteiro, qual parte do vídeo possui a maior taxa de rejeição, em qual parte houve um fast forward ou rewind e assim vai. Para uma campanha, é muito importante descobrir aonde estão os erros para não os cometer de novo.

O Orkut tem um cenário diferente. Ele nunca teve a facilidade para servir como um painel analítico. Basicamente, o Orkut é visto como uma grande fonte de pesquisa qualitativa para qualquer assunto. A grande utilidade do Orkut são as comunidades, que funcionam como fóruns de discussão. É nisso que ele se diferencia do Facebook: não vemos grandes discussões e tanta participação/engajamento nas fan pages e grupos. Esses tópicos de discussão nas comunidades do Orkut podem ser valiosíssimos para analisar e estudar tendências, opiniões e comentários.

Por isso, o Orkut, ao meu ver, assemelha-se muito a forma como encaramos os Blogs: uma ótima fonte qualitativa e que merece ser estudada dessa forma, sem se preocupar muito com os aspectos quantitativos. Talvez a métrica que seria mais útil é o cruzamento entre a quantidade de comunidades relacionadas ao assunto/marca com o volume de tópicos e comentários produzidos dentro de cada. Sabendo disso, podemos ter uma pequena noção da dimensão do assunto/marca dentro do Orkut. Mas lembrando: esses números não explicaram quase nada sem uma análise profundamente qualitativa do conteúdo.

E aqui encerro a série de posts sobre mensuração de resultados. Foram pequenos comentários que fiz para ajudar a orientar e sair do lugar comum que vemos por aí em livros e sites especializados.

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