Google+

Como medir resultados de campanhas publicitárias na Web - parte 2 - Facebook e Blogs

By Gabriel Ishida , In , , , , ,

Continuando o post sobre Mensuração de Resultados, agora vou falar sobre algumas métricas interessantes para Blogs e Facebook.

Em Blogs, precisamos levar em consideração que o esforço para se postar em Blogs é muito maior do que se faz para Twitter e Facebook. É algo para se refletir: se eu resolvo fazer um post no meu blog sobre as impressões de um produto, é porque realmente quero falar sobre isso. Não é uma impressão momentânea/impulsiva (Twitter) ou algo que quero demonstrar apenas para meus amigos (Facebook). Por isso que eu acredito que um post de Blog tem um valor muito maior, em termos qualitativos e estratégicos, do que um tweet.

Não estou dizendo que devemos simplesmente partir para o quantitativo em Twitter. Mas eu digo que o Twitter, por ser uma ferramenta rápida e momentânea, devemos considerar que, muitas vezes, os tweets são gerados pelo estado emocional do usuário. Pense: quando você está muito bravo porque seu banco ou operadora de celular deu pau, aonde você vai descontar sua raiva? No Twitter. Mas agora, se você está realmente muito bravo porque você tentou, de todas as formas, solucionar seu problema, mas não te atenderam de forma alguma, aonde você vai demonstrar sua irritação? Em Blogs (vide um exemplo recente aqui). Ou seja, mesmo que você não esteja contente com sua operadora de celular, só se ela realmente te fazer gastar muito tempo ou se te der um grande problema que você vai postar em um blog.

Dá para falar muito sobre o tema, já que a relação Twitter x Blogs é algo, ao meu ver, fascinante. É como se fosse falar sobre dois canais que se comunicam, mas possuem diferentes formas e conteúdos. Mas deixo para um post futuro. Agora, sabendo dessa premissa colocada nos primeiros parágrafos, uma métrica a se pensar para Blogs é citações em outros posts. Basicamente, essa métrica apresenta a disseminação que um post teve dentro da blogosfera. Isso é importante, pois aí podemos determinar se o post atingiu a repercussão esperada ou não. Para se conseguir essa métrica, recomendo utilizar o Google Blog Search, através da Pesquisa Avançada.

É difícil falar de KPIs para Blogs porque, como falei acima, é um canal que visa muito o qualitativo. Por isso que é um universo que tem muito potencial, não só para saber sobre a marca, mas também para buscar tendências e realizar pesquisas de cunho estratégico (=pesquisa de mercado).

Já no Facebook, temos outro canal que possui formas e conteúdos interessantes para qualquer análise, principalmente depois do lançamento do Facebook Insights (aliás, ótima análise do site MestreSEO aqui). O Insights busca mais se focar nos KPIs relacionados ao desempenho da fan page da marca. É praticamente um Web Analytics do Facebook: dados segmentados por idade, por gênero, geográficos, além de detalhamentos de interações, como comentários e "likes"(botão Curtir), divididos por tempo. Acredito que os mais interessantes sejam esses últimos, já que, assim como o Twitter, identificamos os conteúdos que mais atraíram engajamento dos usuários. Como fiz nesse post, novamente aviso sobre o potencial do botão "Curtir", que transforma uma métrica qualitativa (aprovação do conteúdo) em quantitativa (volume de pessoas que gostaram do conteúdo).

Recentemente, a busca por conteúdo do Facebook também se aperfeiçoou, permitindo buscarmos por termos em posts em Português. Ferramentas de monitoramento em mídias sociais, como o Scup, já conseguem fazer essa distinção e apresentam resultados satisfatórios. Mesmo ainda não estando a nível de Orkut em penetração, a cada mês o Facebook ganha milhares de adeptos no Brasil, então é bom ficarmos de olho no conteúdo que começa a ser disseminado dentro dessa rede.

No próximo post, falo sobre Youtube e Orkut. Até mais!

Mangá X HQ

By Marcos Singulano , In , , , , ,

Como sugestão do Gabriel Ishida, hoje vou falar um pouco sobre quadrinhos com uma pequena comparação entre Mangá (os famosos quadrinhos japoneses) e as conhecidas HQs americanas (ok, mas lembrem-se que na verdade Mangás também são HQs).


Enfim, vamos ao que interessa. Vamos começar pelo básico. Mangás são SEMPRE em preto e branco e lidos de trás para frente (mesmo no Brasil eles são publicados desta forma! Contudo, alguns mangás coreanos são publicados com a maneira ocidental de ler, ou seja, da mesma forma com que você le turma da mônica) ao contrário das histórias em quadrinhos americanas que são coloridas e lidas de forma ocidental.

Antes de entrarmos nas personagens e temas abordados nessas duas formas de quadrinhos, acho legal comparar como ambos funcionam em relação ao mercado e público-alvo.
Os mangás são extremamente segmentados (e bota extremamente nisso!) atingindo diversas faixas etárias da população japonesa, ao contrário dos quadrinhos americanos que normalmente tem como público-alvo homens de 15 a 25 anos (claro que há exceções, ok?).

Por exemplo, no caso dos mangás, os principais gêneros de mangá são os mangás Shounen (ou Shônen), que são mangás direcionados ao público masculino e os mangás Shoujo (ou Shôjo), que são mangás direcionados para o público feminino. Aqui no Brasil, dois exemplos claros que temos até hoje são Cavaleiros do Zodíaco (Shounen) e Sailor Moon (Shoujo).

Claro que há uma série de outros gêneros como Kodomo (gênero feito especialmente para crianças), Seinen (gênero feito para homens mais velhos - acima de 30 anos - que aborda temas policiais, espionagem etc..), Yaoi (gênero que aborda relação entre homens) e Yuri ( gênero que aborda relação entre mulheres).

Como vocês podem ver, há gêneros para todos os gostos no mangá. Em relação as HQs, logo nos vem a cabeça super-heróis como Batman, Homem de Ferro, Homem-Aranha etc..e normalmente tendemos a associar quadrinhos americanos a histórias de super-heróis, contudo não é só isso. Há uma série de outros gêneros de histórias, mas para hoje vamos nos ater a estes.

Agora em relação as personagens e narrativa de HQ e mangá. Normalmente as HQs americanas focam em uma narrativa rápida e que normalmente se desenvolve e acaba em apenas um volume. Ainda, também priorizam as características físicas do protagonista que conta sempre com um antagonista (Batman X Coringa, Super-Homen X Lex Luthor, etc...).

No caso do espaço em que a história se desenvolve, as HQs se desenvolvem em sua maioria em universos próximos ao nosso e em épocas próximas a nossa. Ao contrário dos mangás que normalmente se passam em universos totalmente fantasiosos e/ou futuristas (como Naruto e Dragon Ball Z por exemplo).

Os mangás ao contrário, possuem uma narrativa mais lenta e que privilegia o sentimento e a relação do protagonista com os outros a sua volta. Por isso, normalmente os mangás são compostos de sagas diferentes que se fecham na história completa (por exemplo, a versão brasileira do mangá Rurouni Kenshin - ou Samurai X - possui 56 volumes de 100 páginas!). No caso de mangás de super-heróis, o protagonista não possui um antagonista definido, mas sim vários vilões que aparecem ao longo de toda história impondo vários desafios e obstáculos ao personagem principal.

Os mangás também tratam de temas mais cotidianos e simples como romances de colégio (ex: KareKano) ou jogos de basquete (Slum Dunk) abordando toda personalidade das personagens e as relações que as envolvem.

Agora, em relação ao traço e arte de cada um deles, HQs são mais realistas e mais próximas ao nosso universo do que mangás. Em sua maioria são personagens anatomicamente construídos com detalhes muito próximos ao corpo humano. No caso dos mangás o traço é mais complexo em relação as expressões do rosto (por isso dos olhos serem tão grandes e coloridos), contudo alguns detalhes são mais fantasiosos como os cabelos coloridos e roupas extremamente elaboradas.

Enfim, por hoje é só (ok, post longo!) mas espero que tenham gostado. Fico devendo um pouco mais sobre as HQs, mas assim que me atualizar um pouco mais no assunto, atualizo o post.
Até semana que vem!

Como medir resultados de campanhas publicitárias na Web - entendendo como escolher os KPI's - parte 1

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Pegando o embalo da monografia da minha pós em Business Intelligence, resolvi que postarei alguns posts sobre as principais idéias que fundamentam meu trabalho. A primeira delas é a escolha dos Key Performance Indicators (KPI) para começar as mensurações. Para ajudar a entender as terminologias contidas nesse post, recomendo o glossário de métricas da IAB Brasil.

O assunto desse post pode se encaixar em duas fases de uma estratégia de marketing em mídias sociais: no planejamento ou após a implementação das ações. Como todo mundo diz, é bem melhor que você se planeje para estabelecer os KPI's. Se não, se você já está com o bonde andando, então o post também vai te servir para rever algumas coisas.

O ponto básico da escolha das KPI's é que essas precisam visar os objetivos a serem alcançados. Por exemplo, se eu estou fazendo uma campanha para e-commerce, um dos objetivos é gerar vendas. Logo, um  dos KPI's prioritários é conversão em vendas (=Cost per Action (CPA)).

O que precisamos entender é que Volume de Visitas, Page Views e de Impressões não são métricas (KPI's) que dizem tudo. A maioria das vezes, eles só ajudam a entender as métricas realmente importantes. Mesmo se o objetivo de uma campanha é o usuário conhecer a marca (=awareness), através da navegação pelo site institucional, as três métricas não irão nos responder esse objetivo. Seria necessário contar com o KPI de Taxa de Rejeição (=Bounce Rate). Aí sim teríamos nosso objetivo alcançado.

Esses dois exemplos são para campanhas em sites. Para mídias sociais, há uma variedade de métricas para Twitter, Facebook, Blogs, etc. Cada um desses possuem singularidades que podem ser medidas, de acordo com os objetivos da campanha. No Twitter, por exemplo, as métricas equivalentes ao Volume de Visitas seria o Número de Seguidores (ou seja, esse número não vai nos dizer muita coisa).

Eu acho que, no Twitter, as métricas interessantes a serem pensadas são: Volume de Retweets Recebidos, Volume de Mentions Recebidas e Volume de Replys Recebidos. O Volume de Retweets Recebidos é basicamente um KPI de quanto que seu conteúdo está sendo relevante para seus seguidores. Geralmente damos RT para tweets legais e acho que o RT é uma boa forma de se medir se o público está gostando e, o melhor, compartilhando o seu conteúdo para sua rede de contatos. Basicamente, para se medir isso, usaria a fórmula RTs Recebidos/Tweets publicados. Aí você teria uma noção, percentual, de quantos tweets você posta resultam em RTs.

Volume de Mentions Recebidas serve como KPI de Awareness (=disseminação da marca). Se o seu perfil de Twitter está sendo bastante referenciado por aí, quer dizer que estão o disseminando entre as redes de contato. Nesse caso, temos que tomar muito cuidado e ver como isso ocorre. Muitas vezes, os usuários podem estar falando MUITO MAL do seu perfil, espalhando boatos, fazendo críticas ao conteúdo, etc. ou podem simplesmente estar falando algo errado, não prejudicial, sobre o perfil. Para saber do teor das mentions, seria necessário fazer uma análise de buzz sobre essas mentions e diagnosticar o que está acontecendo.

Por último, o KPI de Volume de Replys Recebidos serve, basicamente, para ter uma noção do engajamento dos seguidores com o seu perfil. Se a pessoa manda uma reply, independente se for negativa ou positiva, ela está se engajando com o perfil. O cálculo é o mesmo do Volume de Retweets Recebidos. Nesse caso, dá até para segmentar em duas outras métricas: Volume de Replys Positivos e Volume de Replys Negativos. Ou segmentar por assunto, como Volume de Replys de Promoções e Volume de Replys de Comentários, e assim vai. Solte a imaginação e faça a melhor forma para o objetivo de sua campanha.

Semana que vem faço a parte dois desse post e comento um pouco sobre Blogs e Facebook.

Post de protesto: Contra a retirada do Creative Commons no MinC.

By Gabriel Ishida , In

Esse blog participa da blogagem coletiva contra as atuais ações do Ministério da Cultura.

Eu questiono: por quê ainda o Creative Commons (CC) é visto como uma pirataria virtual e anarquizante por algumas pessoas? Espero que sejam uma minoria.

Sempre achei revolucionário a proposta do CC. Desburocratizar a questão do direito autoral e, ao mesmo tempo, disseminar a cultura e o conhecimento. É um dos grandes passos para o acesso a informação.

Gilberto Gil e Caetano Veloso discordam sobre a nova política do MinC.

Creio que o grande cerne da questão está na tão discutida lei de direitos autorais para os artistas de música. Sempre entendi que o principal objetivo da arte é ser disseminada e conhecida pelas pessoas. Ninguém faz uma obra artística para não ser vista.

Dentro desse ponto, o Creative Commons exclui um obstáculo nesse objetivo: a burocracia. Não preciso ter um contrato assinado para divulgar as músicas da banda que eu mais gosto. Me desculpem, mas com a internet, se algum artista acha que vai ganhar dinheiro vendendo disco, está muito enganado. Arctic Monkeys, banda nascente da web, ganha dinheiro com seus shows, que lotam por onde passam, e por produtos associados, como camisetas, acessórios...

Engana-se também quem pensa que CC é frágil juridicamente. A licença CC garante que, caso haja uma quebra nos termos, possa ser acionado na Justiça. Só clicar aí do lado, na nossa licença CC, para ver o que é possível ou não.

Como, um país de nativos digitais, o país com uma população extremamente socializada com a web, dificulta a disseminação da informação?

Para finalizar, um vídeo explicativo dessa maravilha chamada Creative Commons.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...