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A minha incompreensão do medo que há das redes sociais

By Gabriel Ishida , In ,

Primeiramente, aconteceu hoje uma grande perda na música. Michael Jackson, você morre como coitado mas entra para história.

Agora vamos ao post. O artigo inspirador é esse, do Tiago Dória.

É de uma intensa incompreensão lógica para mim esse tipo de atitude. A Associated Press ainda está sendo "liberal" em comparação com outros casos que vi anteriormente. Proibir funcionários e membros da empresa de se expressar sobre a empresa, deletar conteúdo relacionado, não utilizar de forma livre as redes sociais, etc. me faz pensar: o que passa na cabeça da administração dessas empresas?

O que uma empresa ganha proibindo a integração de sua equipe com seu público? Será que eles tem tanto medo do que eles possam transmitir? Se é assim, então para quê serve o endomarketing? Só pode ser isso.

Eu me sentiria muito mais próximo e valorizado se algum CEO ou qualquer funcionário de uma empresa que gosto se comunicasse comigo diretamente, como acontece no Twitter. Não é bom saber que alguém está te ouvindo? Parece que essas empresas não entendem o que se passa na cabeça de seu público.

A única razão compreensível, isso no caso das agências de notícias, seria no fato de que se todo quadro de jornalistas colocassem as notícias da agência em seus respectivos blogs em primeira mão e isso vazasse ou fosse usado por uma agência concorrente. Mas, convenhamos, esse lance de "primeira mão" já está ultrapassado. Com as ferramentas móveis da Web, como Twitter, qualquer cidadão pode ser a "primeira mão" de uma notícia. Basta ver os acontecimentos nas eleições do Irã, em que o Twitter foi a principal fonte de notícias, tudo feito por cidadãos iranianos.

Enfim, incompreensível.

Mídias tradicionais nas novas mídias.

By Gabriel Ishida , In ,

Esse post é um complemento do post anterior, pois acabo de receber uma notícia intimamente ligada ao assunto do post anterior.

A fonte dessa notícia está aqui, no blog De Repente.

Primeiramente, qual a ligação entre a notícia e a cultura do compartilhamento? Compartilhamento faz parte da cultura web. Essa, por sua vez, é o novo paradigma da comunicação atual. O fechamento do FizTV é uma perda conceitual para a estruturação desse novo paradigma, pois é fundada na cultura do compartilhamento e da acessibilidade. E o mais importante: demonstra que a lógica da nova mídia não pode ser acompanhada pela lógica da velha mídia.

"O pior de tudo é que o FizTV tinha tudo pra dar certo, repito: uma plataforma que incentiva a produção independente (e até mesmo amadora - o que tem tudo a ver com o clima de colaboração que reina sobre as comunicações) promovendo uma forte relação entre a interatividade da internet e a tradicional estrutura da Televisão com o compromisso acertado de pagar pelo conteúdo disponibilizado pelo usuário." - trecho da notícia.

Conforme apontado pela notícia, o grande problema é que o FizTV esbarrou em dois problemas: na lógica tradicional entre anunciante/audiência e no lobby político que havia no sistema a cabo de televisão.

"Será que vai ser impossível unir uma plataforma bem estruturada, conteúdo audiovisual de qualidade disponibilizado pelo próprio usuário com uma contrapartida interessante para os envolvidos num modelo de negócios sustentável e lucrativo?

O FizTV poderia ter sido a resposta para essa pergunta: preparado para um usuário-espectador (com o perdão da nova regra gramatical) mais participativo, conectado com o produtor independente que busca portas para seu trabalho e com uma proposta financeira eticamente correta (atribuir um valor monetário ao conteúdo produzido pelo usuário). E ele acabou." - trecho da notícia.

Não sei se há um modelo Web para ser atraente para o produtor audiovisual independente. Mas, para mim, o que é claro é que esse modelo ideal não pode seguir a lógica tradicional da velha mídia: deve seguir a sua lógica própria do meio que está inserido, da cultura que está mergulhado. Já vimos o que isso acarretou para o FizTV. Talvez a cultura YouTube ou as Web TVs sejam portas de saída para a busca desse modelo.

Mas é certo: esse modelo tem que ser colaborativo, com visão compartilhada e primor a acessibilidade.

Os dois lados da moeda do compartilhamento

By Gabriel Ishida , In ,

Estou nos últimos capítulos do livro "Posicionamento, uma batalha por sua mente" de Al Ries e Jack Trout e bem provável que meu próximo post seja uma mini-resenha do livro. Mas o assunto desse post é compartilhamento. A fonte da reflexão vem desses dois artigos: aqui e aqui.

O primeiro artigo mostra o perigo de se confiar nas informações que recebemos, principalmente via web. O segundo, apesar de não ser o foco, defende que um dos grandes méritos do Twitter foi incentivar e facilitar o compartilhamento.

Não tenho dúvidas que o Twitter facilitou e incentivou muito mais o compartilhamento de informações entre os internautas. A Web já fazia isso através das redes sociais e seu funcionamento, mas o Twitter parece que facilitou muito mais, algo que não era previsível aparentemente por seus árduos críticos (que agora defendem o fim próximo do Twitter, tanto por ineficiência crônica quanto por saturação de usuários).

Um artigo não discorda do outro, apenas se complementam. Com esse poder de compartilhamento que a Web nos propõe, era mais que lógico que ele seria usado para fins "malígnos". Uma imagem pública pode facilmente ser manchada de dia para noite com uma simples twitada. Mas tudo cai na questão dos filtros.

Lendo esses dois artigos, agora vejo a importância inimaginável dos hubs (filtros humanos) que nos apoiamos para nos informar. Esses seres são o que julgam a informação se é verdadeira ou falsa, se é confiável ou não, se tem base ou não, se é apenas boato, etc. Acho que cabe a cada um escolher seus hubs e dar seu voto de confiança neles. Mas óbvio, não podemos os seguir religiosamente, afinal, eles também são seres humanos e são dotados de interesses. Tudo pode cair para um lado que não gostaríamos de seguir.

Mas eu me informo em igual proporção com os meus contatos que sigo no Twitter (através de links que me passam ou informações em 140 caracteres) e com as notícias que leio em blogs e portais. Como diz um dos artigos, o Twitter já faz parte da minha web-life*

*Tem gente que leva isso tão a sério que transforma o Twitter em um Big Brother virtual e espontâneo. "Agora estou tomando sorvete", "Nossa, comi um pão de queijo no almoço", etc.

Realmente são novos tempos?

By Gabriel Ishida , In

Para introduzir o post, eis a reportagem.

O grande impacto que senti ao ler foi: quase 3 milhões de lares ainda estão despreparados para receber o sinal digital. É muita coisa, para o fato de ser os EUA (um dos tronos da revolução digital) e, pior ainda, pelo fato de que, em pleno 2009, o digital ainda não conseguir tomar todo espaço em um país super-desenvolvido como os EUA.

Essa notícia me fez pensar se o hardware está acompanhando o software. Ou seja, se o aparato está acompanhando todas as mudanças no nível "semântico" (= não sei se é a expressão correta). Presenciamos tantas inovações nas novas mídias (= Web como maior símbolo, além do mobile), como as novas plataformas de interatividade, as novas disposições de rede digital (e novas revisões do próprio conceito) e as novas possibilidades de uso, além de inovações no mesmo patamar nas mídias tradicionais, como os novos paradigmas de criação de conteúdo e reciclagem dos profissionais. Mas será que a estrutura tecnológica está acompanhando essas mudanças profundas? Não digo isso no sentido de inovação tecnológica (= até mesmo porque essa deve estar além de todas essas mudanças) mas digo isso no sentido mais socializado, mais perto de todos nós.

Todas as mudanças listadas acima permeiam nossas vidas. Dedico essa característica graças a revolução da Web: as inovações atingem a massa de internautas (= acho que é aqui que a nova mídia se assemelha com a mídia de massa, vulgo tradicional). Softwares de interatividade móvel também são próximas a nós (= "só" basta comprar um dispositivo móvel compatível), além de outros tantos recursos da nossa vida cibercultural.

Mas vendo a reportagem, questionei duas coisas de imediato: ou a mídia tradicional também inova na mesma velocidade que demorou para se reciclar no surgimento das novas mídias (= que, para mim, eles ainda não atingiram a linha de chegada) ou que a fusão nova mídia (Web e interatividade) com velha mídia (Televisão) é algo que só aponta para o que alguns aficcionados teóricos cyber defendem: ambos não se combinam e a nova mídia é "nova", no sentido de substituir de vez a velha (= o que discordo).

Pensando mais concentradamente, vejo que são as duas opções juntas. A fusão entre dois símbolos aparentemente distintos (Web e Televisão, símbolos maiores da nova e velha mídia) proporcionada pela criação da TV Digital é algo que realmente vai demorar para acontecer, mesmo em países desenvolvidos. Todo processo de fusão entre duas coisas tão diferentes é demorado (= vulgo Dragon Ball Z, em que Gothen e Trunks demoraram um bom tempo para conseguirem se fundir e formar Gothenks). Demorado no sentido de se tornar ao alcance de todos, atingir o nível social de uso. Isso independe de plataforma tecnológica de estrutura e sim de aplicação prática, algo que o hardware é bem mais complicado.

Acontece também é que a velocidade da velha mídia é bem diferente da nova. É nesse ponto que discordo dos cybercults: não é que a velha mídia não sirva para a nova, mas é que são dois contextos diferentes. Basta uma adaptação de sintonia para ambos caminharem juntos (= com o que a TV Digital irá proporcionar). Assim sendo, utilizo o exemplo da pizza: como em maioria das pizzarias, se eu peço meia pizza do tipo X e meia pizza do tipo Y, eu pagarei a pizza inteira com o preço do tipo de pizza mais caro (X ou Y). E é isso que acontece: a velocidade da nova mídia é bem mais dinâmica (= justamente por sua criação ser marcada assim) do que a velha. Então, a velocidade dominante será da velha. A televisão demorou quase 50 anos para atingir sua popularidade, então esperar mais uns três ou quatro anos para a popularização da TV Digital não vai matar ninguém. Talvez mate a raíz da velha mídia (= o que me agradaria bastante).

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