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Como escolher bons influenciadores

By Gabriel Ishida , In ,

(esse artigo faz parte da série de posts para promover o curso de Influenciadores no próximo dia 13/05 em São Paulo. Mais detalhes, acesse o site do Atlas. Vagas limitadas)

Imagem tirada do site do MITI

Uma pergunta muito comum para quem começa a lidar com o mercado de influenciadores é como escolher perfis que sejam perfeitos para sua campanha ou estratégia de comunicação. Contudo, antes de decidir se Fulano ou Siclano devem ser contatados para serem canais da marca, deve-se, primeiro, responder algumas perguntas:

  • Qual é o público que você quer atingir? Cada influenciador tem uma audiência específica: faixa etária, gênero, interesses, nível de conhecimento e familiaridade com a plataforma (instagram, facebook, youtube, blog, snapchat, etc)
  • O que você quer que o influenciador faça? Há perfis que não fazem propaganda, outros só fazem em determinados termos ou outros possuem contratos com outras marcas e concorrentes. Aqui vale tanto traçar o que o influenciador precisa fazer (vender um produto, anunciar uma campanha, testar um produto, participar de um evento, etc) e também a duração do trabalho.
  • Qual o papel do influenciador em sua campanha ou comunicação? Ele será o elemento que vai trazer engajamento para sua marca? Será o elemento que vai dar legitimidade ou visibilidade? Se for visibilidade, quais mídias irão ser trabalhadas para ele ajudar a alcançar esse objetivo? Por exemplo: se vai usar a Kéfera para visibilidade de campanha, não se deve trabalhar com mídias de baixo impacto ou sem penetração no público-alvo.
Tendo essas perguntas respondidas, já fica mais fácil argumentar contra (ou a favor) das super celebridades que geralmente são indicadas para a maioria das campanhas. Além disso, você já consegue dar uma boa filtrada nos perfis e chegará numa lista. Se não chegar, a forma mais fácil é entrar em contato com agências de casting de influenciadores ou utilizar o monitoramento em mídias sociais para identificar possíveis nomes (para mais detalhes, no curso de Influenciadores abordarei as técnicas para encontrar influenciadores).

Para analisar quais opções em sua lista são as melhores, pode-se utilizar métricas e análises qualitativas para ponderar as melhores opções.

  • Número de seguidores é importante, mas não pode ser determinante. A primeira métrica que batemos o olho é o volume de seguidores (ou inscritos no Youtube ou fãs no Facebook) que um perfil possui. Apesar de ser extremamente importante como métrica, devemos tomar muitos cuidados como não comparar o volume de seguidores do perfil com as super celebridades e também que podem ser seguidores comprados ou inativos na base.
  • Faça uma ponderação entre as interações com o volume de seguidores. Para descobrir se os seguidores do perfil são qualificados, basta dar uma olhada no volume de interações nos últimos 10 ou 20 posts. Faça uma conta simples: some todas as interações, divida pelo número de posts que você considerou e o resultado você divide pelo volume de seguidores. Quanto maior a proporção, mais ativa é a base dos seguidores do perfil. Isso vale principalmente para Instagram.
  • Veja se os comentários se engajam com o conteúdo. Um influenciador bom é aquele que gera conversas em torno do conteúdo que publica. E para comprovar isso, vale dar uma boa lida nos comentários dos seguidores e também olhar as menções ao perfil no monitoramento em mídias sociais. Isso é muito importante principalmente para influenciadores especialistas em um assunto.
  • Veja o desempenho do conteúdo de outras marcas com esse perfil. Cheque se o perfil já fez ações com outras marcas e analise os resultados. Foi acima ou abaixo da média geral do perfil? Quais tipos de interações trouxe? São perguntas importantes para entender se a audiência do influenciador é receptiva a conteúdo patrocinado.
Existem outras possibilidades, mas nesse post já consegui passar algumas dicas para quem precisa escolher bons influenciadores. No curso dia 13/05 em São Paulo trarei mais exemplos e aprofundamentos, além de técnicas para identificar e classificar influenciadores. Nos vemos lá!

Resenha do livro "O Poder do Hábito" de Charles Duhigg

By Gabriel Ishida , In ,

Resenha feita por Larissa Maschio: jornalista, comunicadora, apaixonada por Redação, Design e Comunicação Interna.


Na obra “O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios”, o autor Charles Duhigg explica, utilizando uma linguagem simples, como os hábitos dominam as atitudes diárias das pessoas, permeando desde suas convivências familiares até suas decisões profissionais. Ele divide o livro em três partes: “ Os hábitos dos indivíduos”, “Os hábitos das organizações bem-sucedidas” e “Os hábitos de sociedades”, além de apresentar um prólogo e um apêndice.

Apesar dessas divisões, na obra existe lógica e continuidade claras. Todos os capítulos, apesar de possuírem temas diferentes, apresentam o mesmo fim, que é o de esclarecer como hábitos são construídos e estão enraizados nas diversas esferas de convivência dos indivíduos.

Os hábitos são comportamentos comuns a todos a todo tempo, são ferramentas fixas presentes na área mais interior do cérebro - os gânglios basais - com uma função tão simples quanto útil: poupar energia metal para ações que precisam realmente ser avaliadas conscientemente em todas as suas etapas. E cada um deles possui três fases, a primeira é o estímulo, quando o cérebro busca semelhanças com outros momentos já vivenciados, a segunda é a cadeia de ações realizadas automaticamente a partir do estímulo, e a terceira é a recompensa, em que recebemos um prêmio por completar a rotina conforme o esperado. O autor explica esse conceito na página 36:

“Primeiro há uma deixa, um estímulo que manda seu cérebro entrar em modo automático, e indica qual hábito ele deve usar. Depois há a rotina, que pode ser física, mental ou emocional. Finalmente, há uma recompensa, que ajuda seu cérebro a saber se vale a pena memorizar este loop específico para o futuro”
Exemplo: prática de corrida

No entanto, por responderem automaticamente aos estímulos, os hábitos podem tanto ser benéficos quanto prejudiciais às pessoas e às organizações. Duhigg traz vários exemplos disso e de situações nas quais empresas e indivíduos analisaram conscientemente deixas, rotinas e recompensas de seus hábitos e, dessa forma, modificaram seus comportamentos e transformaram suas vidas ou seus negócios. Ele cita, entre outros, casos como o do desenvolvimento de uma estratégia para a promoção do Freeze, um produto para tirar cheiros de tecidos, o da melhoria do atendimento da marca Starbucks por meio do investimento em hábitos de funcionários, o da luta pacífica pelos direitos de igualdade racial nos Estados Unidos na década de 60, o do controle sobre o vício em álcool conseguido pelos membros dos Alcoólicos Anônimos e o da mudança de hábitos relacionados à Segurança do Trabalho na Alcoa, o que alterou todo funcionamento e valor da empresa.

Também de acordo com o escritor, mesmo que os hábitos estejam totalmente enraizados nos comportamentos de pessoas e empresas, eles ainda podem ser alterados se houver percepção racional de quais são as deixas, rotinas e recompensas que os estruturam. Transformar hábitos não é impossível, mas exige força de vontade e esforço: “A mudança pode não ser rápida e nem sempre é fácil. Mas com tempo e esforço, qualquer hábito pode ser remodelado.” (Duhigg, p. 288)

Apesar de não pertencer ao gênero de autoajuda, esse livro pode ajudar muitas pessoas a melhorarem suas vidas e superarem suas inquietações pessoais. Se lido com atenção, ele proporciona uma lição de como viver de uma forma melhor e com mais satisfação. Pode colaborar com o enfrentamento de diversos tipos de vícios, como álcool e comida, e com a busca pelo controle de alguns casos de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e Ansiedade. 

Pessoalmente, desde que comecei a lê-lo, observei uma significativa melhora em várias aflições desencadeadas por pensamentos e ações automáticas relacionadas à ansiedade. Conforme é apresentado no livro, constatei que minhas ações em geral seguem a ordem “deixa-rotina-recompensa” e, portanto, ao descobrir as deixas e as recompensas dos meus hábitos, posso alterar a rotina deles de modo que as sequências iniciadas pelas deixas sejam positivas e não negativas.

Além disso, pessoas ansiosas, como eu, possuem preocupação extrema com o futuro e desafios inesperados que podem surgir nele, mas a partir do momento em que se compreende que várias deixas são repetidas, pode-se traçar planos para alterar rotinas e, assim, ter como recompensa ansiedade e nervosismo menores quando novos desafios aparecem. O hábito de traçar planos como respostas a desafios é apresentado no livro, quando descreve um estudo no qual pessoas com problemas de saúde foram motivadas a desenhar planos para possíveis fatores inesperados que tinham possibilidade de surgir durante suas recuperações.

A partir da obra também é possível entender melhor comportamentos aparentemente ilógicos de outras pessoas e, assim, tentar ampliar a empatia por elas, analisando como cada uma construiu seus próprios hábitos, que podem divergir parcialmente dos de outras pessoas. E com esse processo é possível ajudar na resolução de conflitos interpessoais.

O livro “O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios” é uma obra que além de ajudar a compreender o comportamento de pessoas, de relações profissionais e de empresas tentando vender seus produtos por meio de estratégias publicitárias, é capaz de intrigar seus leitores a procurarem dentro de suas mentes os hábitos enraizados e tentar moldá-los como respostas mais positivas para suas vidas, melhorando também resoluções perante desafios e ampliando seus livres-arbítrios e suas qualidades de vida.

Como precificar seu serviço de monitoramento e métricas

By Gabriel Ishida , In , , ,

É uma dúvida recorrente de todo profissional da área. Como podemos precificar nossos serviços para freelas ou consultorias?

Posso dizer, com certa experiência, que não é fácil precificar mesmo. Com o tempo, você acaba tendo alguns parâmetros, principalmente de outros colegas de área e agências. Além disso, você também acaba ficando mais ciente dos gastos envolvidos: impostos de emissão de nota fiscal, deslocamento, tempo gasto em reuniões, etc.

Sendo assim, apesar de ter muitas variáveis, vou passar alguns parâmetros de valores que eu vejo por aí (vale frisar que é o que eu vejo como média) para diversos escopos. E falando nisso, esse é o primeiro ponto.


TIPOS DE ESCOPOS


Apenas para esclarecer: entendo escopo como as condições e as funções do seu trabalho. Por exemplo: se meu escopo é analisar uma fanpage e o cliente pede para desenvolver um aplicativo, isso não está no meu escopo. Sendo assim, podemos dizer que temos diversas combinações de escopos dentro da nossa área.

FERRAMENTAS

Aqui o ponto é se você precisa contratar ou configurar a ferramenta de monitoramento e/ou métricas. Na maior parte dos casos, o contratante já tem uma ferramenta e te dá o acesso, contudo, você tem que configurar para a coleta dos dados. Se você tem que contratar a ferramenta, embuta o preço total no seu fee, mais um percentual (uns 10% do valor da ferramenta) como comissão pelo fato de você ter que fazer todo o processo burocrático de contratação. Se tiver que configurar, coloque horas de manutenção e configuração da ferramenta (geralmente estimo entre 6h e 10h por mês para isso).

CLASSIFICAÇÃO DE MENÇÕES

Em trabalhos de monitoramento, a maioria das vezes temos que classificar as menções coletadas, pelo menos em sentimento. Pessoalmente (e vale frisar isso), costumo colocar que classifico 1.000 menções (com sentimento) em um dia útil (8 horas). Aqui estou incluindo desde tweets e comentários de Facebook até vídeos e posts de blogs. Claro que se a base tiver só comentários de Facebook, classificaria muito mais. Mas para efeitos de comparação, uso esse parâmetro. 

Para cobrar essa tarefa, você pode estimar as horas de classificação (e usar esse meu parâmetro) ou cobrar por menção classificada. Eu geralmente uso esse último e tenho o parâmetro de um grupo de freelancers que prestava serviço onde eu trabalhava: R$ 0,50 por menção classificada. Eles eram bem treinados e classificavam muitas menções por dia, ou seja, são o topo da cadeia de qualidade. Sendo assim, eu avalio a complexidade da classificação para determinar um preço por menção, sendo abaixo desse valor (ou próximo, dependendo da dificuldade). Há casos também que o cliente já te dá a base classificada, então, você não cobraria por isso (no máximo, algumas horas de validação da base).

Ponto importante: determine uma amostra (ou um teto) de menções a serem classificadas. Mesmo que venham poucas menções, é bom deixar claro qual é o seu limite até para que o cliente saiba o máximo que irá pagar.

RELATÓRIOS DE MONITORAMENTO

Primeiro de tudo, temos alguns tipos de relatórios: diários, semanais, mensais e pontuais (campanhas, crise, assuntos específicos, etc). Não se iluda: relatórios diários gastam mais tempo do que um relatório mensal, se olhar as horas gastas no mês. 
O mais difícil é estipular preços para relatórios pontuais, mas recomendo tomar como parâmetro as horas gastas em relatórios mensais ou semanais para determinar.
Como parâmetro de preços e considerando apenas relatórios (sem horas de ferramenta e classificação) e apenas a própria marca:

  • Relatórios diários + um relatório mensal + sem relatórios pontuais: R$ 8.000 / mês em uma agência média.
  • Apenas relatórios diários (alertas do monitoramento): R$ 6.000 / mês em uma agência média.
  • Apenas relatórios mensais: R$ 5.000 / mês em uma agência média.

Para calcular quanto sairia um relatório pontual, basta dividir o valor por hora e determinar o preço.

Vale destacar que se tiver que monitorar concorrentes, tem que acrescentar mais tempo de análise, além de tempo de classificação. Como noção de valores considerando apenas relatórios:

  • +1 concorrente, relatórios diários + relatório mensal + sem relatórios pontuais: R$ 12.000 / mês em uma agência média.
  • +2 concorrentes, relatórios diários + relatório mensal + sem relatórios pontuais: R$ 15.000 / mês em uma agência média
  • +2 concorrentes, apenas relatórios mensais: R$ 8.000 / mês em agência média.

Outro ponto de atenção é o formato das entregas. Relatórios serem em PPT é o padrão, mas demoram mais tempo. Geralmente, eu acerto relatórios diários em corpo de e-mail, semanais em Excel e mensais ou pontuais em PPT.

Por último, sempre balanceie o preço de acordo com o objetivo da entrega. Análises gerais de marca e concorrentes obviamente demoram mais do que análises de campanhas, crises ou assuntos pontuais. Tendo isso definido no escopo, fica mais fácil na hora de dar negativa a pedido do cliente.

JABÁ: se quiser aprender mais sobre monitoramento, tem nosso curso presencial no Atlas e curso online no Quero Ser Social Media.

RELATÓRIOS DE MÉTRICAS

Quando se trata de métricas, o trabalho costuma ser menor do que de monitoramento. Analisar fanpages, perfis de Instagram ou desempenho de vídeos no Youtube, na maioria das vezes, acaba tomando menos tempo. O segredo aqui é delimitar quantos perfis se deve analisar e a periodicidade das entregas.
Para efeitos de parâmetro e considerando apenas relatórios (sem ferramentas):

  • 3 canais próprios da marca + relatórios semanais + relatório mensal: R$ 8.000 / mês em uma agência média
  • 12 canais (marca + concorrentes) + relatórios semanais (apenas da marca) + relatório mensal (marca + concorrentes): R$ 15.000 / mês em uma agência média
  • 12 canais (marca + concorrentes) + relatórios semanais (marca + concorrentes) + relatório mensal (marca + concorrentes): R$ 20.000 / mês em uma agência média

JABÁ: se quiser aprender mais sobre métricas, tem nosso curso presencial no Atlas e curso online no Quero Ser Social Media.

CONCLUSÕES


Os preços que passei, como disse, são médias e se referem a agências de médio porte. Se você é uma agência pequena ou um freelancer, vale considerar preços menores ou iguais. Além disso, há a variável tamanho do cliente: clientes menores possuem menos dados e, consequentemente, menos trabalho. Logo, cobra-se menos.
Sobre o preço hora/homem: vale você pegar esses preços que citei e dividir por horas (40 horas por semana e 160 horas por mês) para ter uma noção de quanto cobrar.

Quem tiver mais dúvidas, meu e-mail é gabriel@atlasmedialab.com.br e podem me mandar e-mail que eu tento ajudar o máximo possível.

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