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100 Things to Watch in 2014 da JWT Intelligence

By Gabriel Ishida , In , ,

JWT Intelligence, como de costume, soltou as 100 coisas para se observar em 2014. Eles destacaram elementos referentes ao Bitcoin, impressora 3D e aspectos do nosso Brasil e da China.

Particularmente, foi mais um grande apanhado das novidades que surgiram em 2013 e que, provavelmente, irão despontar em 2014. Apesar de que a impressora 3D foi também destacada no ano passado e, espero, em 2014 ganhe mais espaço.

Achei interessante destacarem o mercado de maconha. Esse sim acho que vai ganhar espaço em 2014.

Meus dois cents sobre a questão da queda do alcance orgânico no Facebook

By Gabriel Ishida , In , , ,

(o post é meio longo. Se quiser, vá direto no último parágrafo aonde faço um resumo)

Para quem está acompanhando as recentes notícias do mundo da Social Media, percebeu que o principal assunto na última semana foi a declaração do Facebook de que o alcance orgânico está caindo pouco a pouco e que os anunciantes devem investir cada vez mais em anúncios para manter o alcance e o engajamento em níveis adequados. A notícia foi primeiramente postada pelo Advertising Age e logo foi adaptada e disseminada por outros veículos. Juntamente, veio outro informativo do próprio Facebook falando sobre a mudança na forma como selecionarão os posts nos feeds de notícias dos usuários. Basicamente, o Facebook irá priorizar conteúdo mais informativo em detrimento de memes ou as famosas "figuras fofinhas" na timeline dos usuários.

Semana agitada, hein Zuck

Inicialmente, fiquei bastante incomodado com a notícia da Advertising Age por conta de que acho complicado a própria rede manipular (e, O MAIS IMPORTANTE, não deixar claro como as coisas funcionam) o funcionamento da distribuição de conteúdo e buscar tirar dinheiro dos anunciantes. Contudo, após ler diversas opiniões sobre o assunto, a maioria contrária a minha (como esse excelente post do Pedro Ivo Rogedo), enxerguei outros pontos de vista e mudei um pouco a forma de enxergar todo o contexto. Mas gostaria compartilhar dois pontos que me fazem manter minha opinião:

1. Facebook é uma empresa que precisa dar lucro, mas a forma como as coisas são conduzidas não são transparentes ou claras. Quem não viu notícias sobre uso da informação pessoal na rede e vazamento de informações que, teoricamente, o Facebook deveria avisar os usuários? Por exemplo, o recente acontecimento sobre a exibição dos perfis no polêmico aplicativo Lulu despertou discussões sobre o que o Facebook permite ou não nos acessos às informações dos usuários por empresas e terceiros. A questão vai além do "você não leu os termos de uso", pois, judicialmente falando, muitas coisas não podem ser feitas pelo Facebook mesmo se você deu o "Concordo com os termos" lá no cadastro. Ou seja, o Facebook não te fala nem um, nem outro, e você só descobre tudo isso via imprensa. Aí cria-se um "o que o Facebook esconde de mim?" generalizado e ninguém confia mais na rede.

2. Os anunciantes estão recuando nos investimentos no Facebook por não confiar nos resultados. Isso é algo que eu vivo no dia-a-dia do mercado e também já conversei com outros profissionais. Há um claro amadurecimento das marcas no uso das redes sociais no geral. Mas eu vejo que há um movimento de redução dos investimentos em mídia no Facebook por conta da desconfiança das métricas que a rede apresenta. Citando um exemplo que vivi lá na dp6: uma grande marca fez uma série de anúncios na rede. No relatório do Ads Manager do Facebook, veio que foram 1 milhão de cliques para o site (número fictício). Contudo, ao olhar na ferramenta de web analytics da marca, as visitas vindas do Facebook foram apenas 100 mil. Ou seja, 90% dos cliques sumiram e a marca havia pago por cada clique recebido. Ao questionar o Facebook, fomos informados de que "poderia ser um problema do servidor de vocês", ou seja, uma resposta totalmente não transparente. Como investir mais dinheiro numa rede que você não confia? Como saber que seus anúncios estão funcionando da forma como você gostaria? Além disso, as marcas perceberam que se deve investir mais em conteúdo e dividir a verba com a mídia investida, ou seja, pouco a pouco vai se investindo mais em produção e menos em divulgação (isso falando de Facebook). E conteúdo você pode adaptar para outras redes, não precisa ficar preso apenas no Facebook.

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Esses dois pontos me fazem concluir que o Facebook está, pouco a pouco, aumentando as desconfianças em relação ao seu funcionamento. Perder alcance orgânico é natural devido à crescente disputa dentro do feed de notícias, mas investir em anúncios é realmente a única saída para os anunciantes? E, principalmente, como saber que esses investimentos podem trazer os resultados esperados, já que se há uma desconfiança histórica vindas das experiências passadas? É aí que a notícia sobre a diminuição do alcance orgânico gera toda essa onda de reclamações, já que se pode muito bem pensar que o Facebook está forçando as marcas a investirem cada vez mais em mídia através da manipulação do EdgeRank (nota: o próprio Facebook já não usa EdgeRank para mencionar a forma como selecionam conteúdo para os feeds de notícias). E se o Facebook manipular a forma como os anúncios são visualizados ou funcionam e forçar os anunciantes a investirem mais e mais?

Resumo: as insatisfações com o Facebook são históricas, vindas de uma política (ao meu ver) de falta de transparência, tanto com usuários quanto para anunciantes, e qualquer mudança que vise "beneficiar" o Facebook vai ser vista como manipulação e desconfiança. Não consigo ver como modificar essa imagem, talvez ser mais claros com todos os players seja um bom começo. Mas como alguns já sinalizaram, parece que estamos no começo da derradeira do Facebook. Não gosto desse tipo de previsão, mas vejo claramente um desgaste dos usuários e dos anunciantes na rede.

É aguardar os próximos capítulos.

Em tempo: só para não dizer que só falei mal do Facebook, nesse ano de 2013 eles evoluíram bastante na parte de apoio aos anunciantes, oferecendo desde acompanhamento de conversões (através da instalação de uma tag própria no seu site) até novos recursos para anúncios. O mais interessante do primeiro ponto é que foi um grande passo para o Facebook começar a descentralizar a liberação dos dados de performance, já que essa tag, por estar externa à rede, você pode cruzar as informações que vierem dela com outras ferramentas de web analytics.

Podcast sobre Mensuração em Mídias Sociais

By Gabriel Ishida , In , ,

Participei, na última semana, de um podcast sobre Mensuração em Mídias Sociais a convite de Eduardo Gasparetto, da agência Carti, e de Israel Degásperi, da Viva Real.

Falamos sobre métricas em Facebook, Youtube, Twitter, Instagram e Google Plus. Dá uma olhada:
http://www.carti.com.br/comunicarti/mensuracao-de-midias-sociais/

Primeiro curso de Social Media da IAB Brasil

By Gabriel Ishida , In , , , ,


Para aqueles que trabalham na área ou gostariam de se especializar, recomendo o primeiro curso de Social Media oferecido pela IAB Brasil. O curso é focado em Ads e será o primeiro de uma série de cursos que a instituição pretende oferecer.

O curso será ministrado por profissionais que realmente possuem experiência na utilização das principais redes sociais (Facebook, Twitter, Linkedin, Google+ e YouTube) como canal de mídia paga. Além disso, tive a oportunidade de participar na produção e criação desse curso, o que me deixa muito orgulhoso.

Mais informações: http://bit.ly/16915JQ

Motivos para as pesquisas no Google

By Gabriel Ishida


Interessante os motivos que levam as pessoas a fazerem buscas em buscadores, de acordo com esse artigo do Google. Com livre tradução e adaptação minha.

Ação: procurar informação para realizar alguma tarefa ou ação, como procurar por uma loja de computadores ou restaurante próximo de você ou encontrar seus endereços, pesquisar por preços de um celular ou televisão.

Entendimento: procurar informação para aprender e entender sobre determinado tema ou tópico, como consultar algum significado de palavras, tradução de termos, procurar por curiosidades.

Pertencimento: procurar por informações de pessoas e grupos que você gostaria de fazer parte, como pessoas com doenças que você tem, ex-colegas de colégio, fãs de uma série ou banda, etc.

Experiência: vale mais para o mobile, pois é a procura de informações sobre o que está acontecendo no tempo real, como achar informações sobre a banda que está tocando, assistir trailers dos filmes enquanto são citados em premiações, etc.

Progresso pessoal: pesquisar por informações para seu bem estar, como desenvolvimento e acompanhamento de dietas, exercícios físicos, redução de stress.

Auto descobrimento: procurar para desenvolver e reafirmar sua identidade, no sentido do usuário perceber que o Google pode oferecer informações que o próprio usuário não conhece.

Para mais discussões sobre o assunto, clique aqui para ler o artigo inteiro, em inglês.

Estudo sobre café nas mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Tive a oportunidade de participar, na dp6, de um estudo sobre café nas mídias sociais, através de uma parceria com o Scup. Analisamos, durante um ano, posts que continham menções em português sobre café para entendermos comportamentos e formas que o público associa café com outros produtos e situações.

O resultado está nessa apresentação abaixo.



Primeiros movimentos do Facebook no Social TV

By Gabriel Ishida , In , , ,

As empresas Optimal e Civolution lançaram um sistema de publicidade online que oferece anúncios para os usuários que estejam navegando no Facebook durante programas televisivos e, principalmente, propagandas na TV.

A principal atração, ao meu ver, é a possibilidade de você visualizar a propaganda na TV e essa, ao mesmo tempo, aparecer na sua timeline, para que você interaja em tempo real com aquilo que você está visualizando e, assim, a marca não perca o timing para atingir em cheio seu público.

De acordo com os dados das próprias empresas, entre 88 a 100 milhões de usuários checam suas timelines quando estão assistindo televisão. Tem um grande potencial aí, mas tem que se entender como se pode engajar esses usuários.

Abaixo, um infográfico com alguns dados sobre essas oportunidades.





O que é Social TV, de acordo com Scott Galloway, fundador da L2 Think Tank

By Gabriel Ishida , In


Rápida entrevista com o fundador da L2 Think Tank, Scott Galloway, sobre o que é Social TV. Aproveito para lembrar da minha apresentação sobre o assunto em 2012, durante o Social Media Week aqui em São Paulo.

Fonte: Blog do Tarcízio Silva e L2 Think Tank

Oficina sobre Mídias Sociais no Oficinaria

By Gabriel Ishida , In , ,


Pessoal, estamos abrindo a segunda turma da oficina sobre "Como entrar nas mídias sociais" no projeto Oficinaria. Para quem não conhece, o projeto visa arrecadar dinheiro através de oficinas para a construção de uma biblioteca na região do Grajaú em São Paulo.

É focado para o público mais leigo, que gostaria de ter uma noção sobre como começar uma operação em mídias sociais.

Está com um preço bem bacana (80 reais) e será no dia 30 de novembro, das 9h às 12h, no Pto. de Contato, em São Paulo (pertíssimo da Av. Paulista). Clique aqui para saber mais informações. Também conheça as outras oficinas que vão rolar, como o de Marketing Esportivo e Retrato Comercial.

Curso Fight Camp no Internet Innovation

By Gabriel Ishida , In , , , , ,


Com grande prazer anuncio que ministrarei as aulas de Monitoramento e Métricas no curso Fight Camp da Internet Innovation. Serão, ao todo, 16 horas (8 de monitoramento e 8 de métricas) nos dias 7, 8 e 9 de novembro de 2013.

Será bem focado na combinação entre teoria e prática. Pretendo, no final de cada módulo ter uma boa parte prática para os alunos botarem a mão na massa.

Agradeço especialmente o Israel Degásperi e o Netto Rocha pelo convite e vai ser bacana compartilhar conhecimento com quem se interessa por Social Media.

Faça sua inscrição e saiba de maiores informações aqui.

Curso: Mídia Social de ponta a ponta

By Gabriel Ishida , In , , ,


Com grande satisfação e felicidade anuncio minha participação no curso Mídia Social de ponta a ponta organizado pelo Quero Ser Social Media. As aulas serão nos dias 2 e 3 de novembro de 2013 no Espaço Envolve (Rua França Pinto, 926, Vila Mariana, São Paulo).

Falarei sobre monitoramento e métricas, buscando dar uma geral no assunto e se focar em boas práticas.

Agradecimentos especiais a Dani Rodrigues e Dani Miranda pelo convite.

As inscrições estão abertas. Clique aqui e veja mais informações.

Oficina de Marketing Esportivo no Oficinaria

By Gabriel Ishida , In ,


Aproveito o espaço aqui para divulgar a oficina sobre Marketing Esportivo no projeto que participo chamado Oficinaria. Será com os excelentes Bruno Scartozzoni (figura conhecida na área de Storytelling) e Guilherme Guimarães, ambos fundadores da Ativa Esporte.

A oficina será no dia 23 de novembro no Ponto de Contato, pertíssimo da Av. Paulista em São Paulo.

Além de você ter oportunidade de conhecer melhor o excelente trabalho desenvolvido por eles e entender mais sobre o tema, você vai ajudar uma causa social.

Para maiores informações, entre aqui. Faça sua inscrição logo!

Minha participação no Social Media Brasil 2013 #smbr2013

By Gabriel Ishida , In , ,

Foi com grande felicidade que aceitei o convite para ser curador e, posteriormente, mediador de debate no Social Media Brasil 2013, que ocorreu no Espaço Fit, pertíssimo da Av. Paulista. A discussão que mediei foi sobre a integração entre Business Intelligence e Planejamento nas agências e contou com a participação do Luiz Felipe Barros (diretor de consultoria da Acxiom), Lucas Napolitano (gerente de BI e Social Media na Lov Dentsu) e Felipe Villanova (Canais na Pong Dynasty).


Conversamos sobre alguns desafios que as duas áreas possuem dentro das agências, como o fluxo de trabalho entre o BI e o planejamento. O Lucas mostrou um pouco de como é feito na Lov, aonde o BI está abaixo do Planejamento e não em Mídia, como é o costume na maioria dos lugares. Felipe citou que na Pong, quando o briefing vem do cliente, todas as áreas sentam juntas para conversar, inclusive o BI. Já o Luiz lembrou que o BI tem um banco de informações que pode ser muito útil para o Planejamento e que as duas áreas devem manter uma proximidade necessária.

Outro ponto que levantei foi a questão de que muitos profissionais da área de criação afirmarem que o BI limita a criatividade. Todos foram enfáticos em afirmar que não existe essa de limitação e que o BI vai direcionar a estratégia. Luiz falou uma frase muito boa: "se quiser trabalhar sem orientação, melhor ser artista". Lucas também citou que é nos momentos com maiores limitações que os grandes criativos se sobressaem.

Foi bem proveitoso o pequeno bate papo e espero que a platéia tenha saído com algumas ideias na cabeça sobre o assunto.

Impressões sobre o Content Summit

By Fernando Collaço


No último sábado aconteceu mais uma edição do Content Summit, evento da Media Education totalmente focado em produção, estratégias e métricas de conteúdo. Entre os temas e ideias trabalhadas, selecionei três momentos que se complementaram e que tocam em práticas aparentemente simples, mas ainda negligenciadas por muitas empresas e que se pensadas e executadas de maneira correta podem otimizar os resultados de uma marca nas redes sociais:

Atlas Media Lab marcou presença!
a. No debate moderado por Dani Rodrigues (Repense Comunicação), uma pergunta: como conseguir um diálogo franco, sincero e natural com os consumidores quando trabalhamos com a produção do conteúdo? Apesar de um conceito primário em qualquer demanda que visa uma conversa com um público-alvo específico, muitas empresas ainda demonstram dificuldade em desenvolver a persona da marca.
Um dos passos vitais na construção de uma relação emissor-receptor quando pensamos em uma marca é a tomada de consciência do arquétipo da marca, fato este que fornece um embasamento necessário para listar os pontos fracos e fortes de uma marca quando esta se posiciona e quer se fazer coerente. Outro fator fundamental para uma marca quando pensamos na construção do diálogo convincente é a adequação ao tom verbal do público-alvo, este apreendido pelo estudo de indicadores como faixa etária, classe econômica ou gênero com os quais a marca lida diariamente. E por fim, mas não menos importante, está a necessidade de unir tais fatores e através deles optar pelos recursos de criação, como a ironia ou o humor. Uma vez condensados, esses recursos otimizam resultados e podem até mesmo se fazer presentes por meio de um personagem da marca, como um animal, uma pessoa, um objeto e muitos outros que vão dotar de leveza esse diálogo e permitir uma chance de acerto muito maior no trato com o público-alvo.

b. Outro ponto interessante que continua a proposta iniciada no debate anterior foi a palestra sobre a utilização do SAC enquanto conteúdo, feita por Roberto Motta, (Dafiti). Apesar de se focar muito na importância das redes sociais para uma marca e nas boas práticas de SAC 2.0, apresentou um ponto pouco utilizado pelas empresas quando pensam nessa prática, a de escutar a voz dos consumidores que se manifestam nas redes sociais e enxergar nisso uma oportunidade de criação de conteúdo mais personalizado e que toca em pontos importantes de uma marca e de quebra traz a sensação de que, de alguma forma, o consumidor é também produtor de conteúdo.

c. E por fim, mas não menos importante, o SEO também se fez presente em uma palestra precisa de Rafael Rez Oliveira (Web Estratégica), da qual destaco um ponto para o diálogo direto com as propostas anteriores: ao analisar seus números e comportamento do público na criação de diretrizes editorais para criação de conteúdo, esteja sempre atento ao conteúdos laterais que sua marca toca e que podem e devem entrar nesse planejamento, ou seja, muitos conteúdos ou padrões de comportamento que soam distantes do seu universo editorial podem ser muito presentes e importantes na vida de seu público-alvo e, inseri-los com inteligência em suas criações pode ajudar nos resultados.

No geral o evento foi produtivo, oscilando falas mais triviais, que trataram de  assuntos já bastante explorados, com outras muito interessantes e que ajudaram a abrir os olhos para práticas e formas diferenciadas de se pensar o meio e a mensagem: destacamos a participação de Pedro Gravena (Wieden+Kennedy), o qual colocou em xeque a utilização do Facebook como ferramenta centralizadora no trabalho digital de uma marca, uma vez que este deveria ser uma opção dentre muitas outras mídias que nos cercam.
Além dele, ainda há espaço para a fala de Adriano Silva (Damnworks) o qual trouxe para o debate inquietações sobre um período que ele chama de medialess, ou seja, na contemporaneidade, as marcas passam depender cada vez menos de algumas mídias/plataformas específicas e passam a buscar seus próprios canais de trabalho na rede social. Além disso, frisa que o futuro profissional na área de conteúdo não deve se ater aos formatos ou mídias, mas sim se preparar para ser um produtor de conteúdo polivalente e antenado com as diferentes linguagens que nos cercar cada vez mais.
Os assuntos são muito recentes e ainda não totalmente explorados, o que deixa em suspenso a curiosidade dos caminhos através dos quais eles irão se desenvolver e servem de incentivo para voltarmos em uma próxima edição e olharmos para as novas configurações do cenário da produção e gestão de conteúdo.  

Ranking de correlações no Google EUA e insights sobre Social Media

By Gabriel Ishida , In , , ,

A consultoria Searchmetrics lançou um estudo para entender quais fatores são correlacionados com os melhores desempenhos na SERP (Search Engine Results Page) do Google EUA. Algumas coisas não são novidades para o pessoal de SEO, como a importância dos links externos (natural backlinks), um balanço entre "nofollow" e "follow" links para evitar black hats e a importância do conteúdo para um bom posicionamento na SERP.

Entretanto, o ponto que destaco é a importância cada vez maior do social media para o ranqueamento. Há uma forte correlação entre posts que possuem bastante interação social com melhores resultados na SERP. É evidente que o efeito do botão +1 do Google causa um resultado favorável para o post, mas as interações feitas no Facebook também são importantes fatores. Ou seja, o caráter social é sim considerado pelo Google.

O que vejo é que o Google vai usar o G+Plus para tornar a experiência de busca mais social, no sentido de ranquear os resultados de acordo com o que os seus amigos e contatos já aprovaram ou recomendam   através do botão +1. E, por trás dos panos, forçar o uso dos usuários e das empresas dentro do G+. Basicamente, o Google usa sua maior força, o buscador, para engrenar o G+.

Abaixo os resultados, em infográfico, do estudo da Searchmetrics.


Projeto Immersion e a rede de contatos do Gmail

By Gabriel Ishida , In , , , ,

O MIT Media Lab desenvolveu o projeto Immersion, aonde você consegue visualizar as redes (nós e conexões) da sua conta Gmail. O mais interessante é que você pode dividir por períodos de tempo e, assim, entender as relações que você estabeleceu via email em cada período da sua vida.

Seguindo a análise que o Tarcizio Silva realizou, eu dividi por períodos da minha vida e obtive informações interessantes.

Período 1 - Meio da minha graduação (2008) até a minha formatura (final de 2009).


Por conta dos trabalhos em grupo de conclusão de curso, a rede está bem concentrada em algumas pessoas, já que eu trocava emails direto com o meu grupo. Entretanto, era época também de procurar por estágio e emprego pós-formatura, então mandava emails para diversas pessoas diferentes, o que explica os pontos mais soltos.

Período 2 - Pós graduação - especialização (início de 2010 até meio de 2011)

A rede é mais distribuída em diversos centros. Isso ocorreu porque, além do grupo na pós graduação, ainda participava de um projeto na Unicamp. Também mantinha contato com o pessoal que se formou comigo via email. E a conexão mais fraca, em roxo, era um projeto pessoal que comecei a participar.

Período 3 - Projetos pessoais e investimento na carreira profissional (meio de 2011 até final de 2012)

Apesar de estar concentrado na rede de contatos com amigos da faculdade (laranja), está mais distribuído porque esse período comecei a ir atrás de projetos pessoais, tanto de criação minha quanto de terceiros, como se pode ver nas diversas conexões além da rede laranja. Foi nesse período também que conheci muita gente do mercado e a maioria do contato era tudo via email (atualmente posso dizer que é dividido com o Facebook).

Período 4 - projeto Atlas Media Lab (ano de 2013).

Por conta desse projeto, acabei concentrando os emails com o Marcos e o Fernando, os outros criadores do projeto. Entretanto, por conta dos projetos pessoais, ainda troco emails com outras redes e pessoas.

Conclusões: entender as relações e as redes pode revelar contextos e compreender a situação para uma análise, seja para negócios ou para pesquisa. Pretendo dar uma boa estudada em SNA (Social Networks Analysis) e suas possibilidades para entender melhor como extrair insights dessa metodologia.

Brand Passion Index

By Gabriel Ishida , In , , ,

Sendo mais um diagrama do que um índice, achei bem interessante esse Brand Passion Index (BPI) da ferramenta Netbase. Basicamente mostra o nível de "paixão" que sua marca possui dentro de Social Media.


Sua marca pode não despertar amor ou ódio e ficar no meio do eixo y (sentiment range) e no valor = 0 no eixo x (passion intensity). Ou, como é o caso do exemplo da imagem, despertar amor (assunto: hiphop) ou ódio (percussion). Aqui abaixo tem um vídeo da Netbase explicando como funciona o BPI.

 

 Acredito que seja bastante interessante pelo fato de buscar dar ênfase aos níveis de receptividade de uma marca pelo público. Assim conseguimos entender se uma campanha ou ação da marca contribuiu para despertar um sentimento mais forte ou simplesmente só gerou alcance.

Workshop sobre Infográficos

By Gabriel Ishida , In , , ,


Pessoal, como já divulgamos anteriormente, estamos com o nosso projeto Atlas Media Lab, uma escola de cursos especializados em comunicação com preços mais acessíveis. O nosso próximo workshop será sobre Infografia, com a Beatriz Blanco (clique aqui para ver o portfólio dela), infografista profissional há três anos e mestre em Artes Visuais na Unicamp, e com Marcos Singulano (portfólio aqui), diretor de arte da agência Supera, considerada a maior agência de São José dos Campos. O workshop será em São Paulo, na Av. Paulista, 1439, Conj. 24, no dia 29 de junho, das 9h às 13h. Faça sua inscrição aqui e veja mais detalhes aqui.

Será o terceiro workshop que realizamos. O primeiro foi sobre Moda e Novas Mídias e o segundo foi sobre Transmedia Storytelling, ambos com bastante sucesso.

Temos desconto especial para parcerias e para grupos, além de promoções especiais. Qualquer informação, pode mandar email para atlasmedialab@gmail.com.

Não perca essa chance!

TV Ad targeting do Twitter e a gamificação do Social TV

By Gabriel Ishida

Desenvolvido junto a sua recente aquisição (Bluefin Labs), o Twitter acaba de anunciar sua plataforma de Ad Targeting para os anunciantes da TV. Basicamente, como o vídeo mostra, a plataforma identifica os usuários que estejam twittando sobre o programa ou anúncio durante a transmissão e os conecta com o anunciante, possibilitando um engajamento maior e um leque de ações que podem ser feitas com esses usuários.


Cada vez mais o Twitter se posiciona como esse canal do Social TV, do tempo real. E potencializa uma prática iniciada com o GetGlue, chamada de gamificação do Social TV. A disputa por insígnias (badges), maior volume de checkins nos programas favoritos, etc é a essência do GetGlue e percebemos que essa prática está sendo adotada pelos anunciantes.

Nesse artigo de Gary Hayes, ele lista seis níveis de gamificação do usuário em Social TV.


  • O anunciante fornece elementos sociais na transmissão (exemplo: checkin no GetGlue)
  • Segunda tela sincronizado com a história ou programa (exemplo: aplicativos que façam interações com ações durante o programa, como enquetes)
  • Participação e interação em tempo real dos usuários (exemplo: premiações como Grammy, aonde os posts dos usuários aparecem durante a transmissão)
  • O usuário desempenha papéis do programa (exemplo: games ou aplicativos que colocam o usuário no papel do protagonista ou algum outro personagem)
  • Usuários conectados em tempo real com a atração (exemplo: usuários decidem, em tempo real, as ações do personagem)
  • Usuários se tornam personagens na atração, interferindo na história.
Podemos esperar muitas ações vindo aí do Twitter, principalmente para abocanharem esse nicho de mercado, aonde está constantemente ameaçado pelas TVs conectadas (Smart TVs). Acredito que a grande tendência seja o Twitter oferecendo plataforma e recursos para essas produtoras de TVs e desenvolvedoras de aplicativos para que os espectadores usufruam dos recursos para interação com os programas e anúncios.

Resumo do IAB Social Media Insights 2013 #iabsocial

By Gabriel Ishida , In , , ,


Hoje, dia 14 de maio de 2013, no Centro Britânico em São Paulo, tivemos o primeiro evento de Social Media da IAB Brasil: o IAB Social Media Insights. Com convidados de peso, como representantes do Facebook, Google, Linkedin, Twitter, Socialbakers, de grandes agências e marcas (F/Nazca, Riot, Volkswagen, Skol, L'Oreal, UOL, Likestore, Capricho e NovaPontoCom), o evento apresentou um conteúdo excelente para um auditório lotado.

Acredito que um ponto a ser melhorado para as próximas edições é justamente a organização. Distribuiu-se mais ingressos do que a capacidade do auditório e muitos ficaram sentados no chão. Além disso, alguns participantes reclamaram de problemas nas inscrições, na comunicação entre organização e participantes. Entretanto, os grandes pontos positivos são que o wi-fi estava funcionando muito bem e o coffee break estava muito bem servido, além de ter almoço para todos os participantes, aonde ocorreu as roundtables, ou mesas de discussão temáticas (na qual uma delas - sobre pesquisa - eu coordenei).

O primeiro painel foi do Socialbakers, aonde me decepcionou um pouco, pois ele mostrou dados que já haviam sido divulgados por eles em seus canais. Entretanto, o palestrante citou que possuem planos para melhorarem as métricas de outras redes que agora eles monitoram (como Twitter, Google+ e Linkedin), o que me deixou esperançoso por uma futura integração entre as redes para análise de métricas.

O case L'Oreal feito pela agência Riot mostrou mais uma vez que o crowdsourcing é uma estratégia interessante dentro das ações, pois várias ações dentro de social media da marca são baseadas em pedidos de usuárias. No case Skol da F/Nazca, o ponto mais interessante é que eles possuem dois pilares em digital: serviços e experiência. Eles acreditam que ambos acabam refletindo em social media. Serviços são os recursos que a Skol possui para atrair o usuário, como a Rádio Skol, o Skol GPS e o SOS Churrasco. Experiência é o pilar dos eventos, como Skol Sensation e Skol Carnaval. Uma coisa que me lembrou muito foi que a Coca-Cola possui pilares parecidos.

O quarto painel foi do Linkedin, aonde eles apresentaram o case da Lenovo. Eles mostraram como a segmentação deles por cargos na empresa podem beneficiar as estratégias e, principalmente, gerar vendas ao citar que a Lenovo buscou atingir profissionais tomadores de decisão na compra de equipamentos, ou seja, diretores e gerentes de TI. E mostraram que obtiveram cerca de 20% de aumento no volume de leads.

Após o coffee break, o quinto painel foi do Twitter, aonde mostraram cases envolvendo Social TV e segunda tela. Uma coisa interessante dessa palestra é que senti que o Twitter começa a se posicionar de forma mais firme como esse "extensor" da experiência, ou seja, como suporte e complemento às estratégias de marcas dentro de segunda tela.

Logo em seguida, veio o case de atendimento 2.0 do Ponto Frio, em que o coordenador da área mostrou como realizam os atendimentos, como funciona o esquema de descontos e abordagem de assuntos, etc. E duas curiosidades: são apenas quatro pessoas que cuidam de todos os perfis da NovaPontoCom e eles disseram que venderam cerca de 20 milhões de reais por conta das interações orgânicas (sem mídia paga) em seus perfis sociais. Talvez tenha sido a melhor palestra do dia, junto com o do Twitter.

Depois veio o painel da Likestore, aonde contaram como é o modelo de negócio que oferecem dentro de Social Commerce, aonde oferecem uma plataforma pronta para o lojista criar sua loja no Facebook. A coisa mais interessante do painel foi que eles mostraram que podem ser uma grande ameaça aos comercializadores de ingressos online, como Ingresso.com e Tickets for Fun, porque já fizeram algumas ações com shows e todas foram sucessos.

Após o almoço e roundtables, veio o debate com UOL, Capricho e Parafernalha (representado pelo Felipe Neto) para falar sobre conteúdo para mídias sociais. A Capricho citou que, atualmente, seus patrocinadores não são atraídos por números de vendas ou audiência, mas sim pela presença e relevância da revista dentro do público feminino adolescente. Assim, a Capricho busca produzir conteúdo que esteja agregado aos valores da marca e, principalmente, ao perfil do público-alvo, mantendo essa relevância e também sendo shareable (conteúdo compartilhável). O UOL afirmou que não encara as mídias sociais como concorrentes do seu negócio, principalmente no quesito venda de mídia.

Entretanto, o que mais me surpreendi foi com o Felipe Neto. Pré julguei que ele não falaria nada demais sobre conteúdo em mídias sociais, mas ele falou umas coisas muito interessantes sobre como ele enxerga o Youtube (como uma mídia única, diferente de TV e de mídias sociais) e como é o modelo de negócio que sua empresa (Paramakers) atua. Ele disse que sua empresa atua como produtora de vídeos para o Youtube, produzindo vídeos de Youtubers ou oferecendo suporte para a produção. E, no final, ele e a Capricho trataram de criticar a decisão da Globo de mudar a estratégia de atuação no Facebook.

O nono painel foi do Google, aonde fiquei um pouco decepcionado porque foi basicamente a explicação em 30 minutos do Zero Moment of Truth, um estudo que o próprio Google lançou sobre o novo comportamento do consumidor na decisão de compra.

Após as mini-aulas de possibilidades de anúncio dentro do Facebook, Linkedin e Google+, tivemos a última palestra do evento, que era o case Novo Fusca da Volkswagen. O representante da Volks disse que a campanha teve seu lançamento totalmente promovida no digital, com forte atuação no Facebook (aonde tinha o diretor de negócios junto no palco) e no Youtube. Ele destacou bastante o poder de disseminação da campanha, aonde foi bastante divulgada no Facebook e gerou 1.8 milhões de reais em mídia espontânea.

No geral, achei o conteúdo muito bom e a moderação do Renato Dias, presidente do comitê de Social Media da IAB (na qual eu faço parte) também foi bem boa. Acredito que o objetivo de fazer um evento relevante foi alcançado, mas ainda se pode melhorar em termos de organização e até focar em outros caminhos, como pesquisa (que foi o que mais senti falta) e até um pouco mais de métricas. Mas fico no aguardo pela próxima edição!

Efeito Halo e a análise de influência em mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , , ,

Ultimamente tenho procurado ler livros que abram minha mente, que me façam pensar horizontalmente, ou seja, que ampliem minha capacidade de análise não só para meus fins profissionais, mas também para minha vida. Alguns livros eu já publiquei aqui no blog, mas o último que li acredito que tenha sido o que mais me abriu a cabeça: Tudo é Óbvio, desde que você saiba a resposta, de Duncan Watts.


Esse livro de Duncan Watts fala, basicamente, dos erros do senso comum. Tem diversos pontos interessantíssimos, mas alguns me chamaram mais a atenção. Um deles é o efeito Halo.

No resumo, o efeito Halo é quando você analisa uma situação sob o ponto de vista de já saber o resultado ou já ter uma pré concepção. Basicamente, se você já tem uma impressão de que uma pessoa é honesta, a tendência é que você, ao analisar seu comportamento e tendo essa primeira impressão, selecione e filtre os fatos que endossam essa opinião. Ou seja, uma visão pré concebida de uma coisa interfere na análise histórica da mesma.

Vemos muito isso no mercado de comunicação quando analisamos casos de sucesso. Por exemplo, a Apple sempre é referenciada como empresa de inovação e sempre mostrada como exemplo de modelo de negócios bem sucedido. O que raramente acontece é que os analistas esquecem de avaliar outros casos que possuíam modelos semelhantes da Apple e não deram certo. Um grande exemplo disso e é explicitado no livro é o da Sony com a tecnologia Betamax, que possuía os mesmos princípios da Apple e não deu certo.

No caso de social media, uma coisa que o efeito Halo é frequentemente aplicado, além dos cases de sucesso, é na análise de influência. Interessante ressaltar que nesse mesmo livro, Watts discute as ideias de Gladwell no livro O Ponto da Virada, aonde ele detalha o que considera uma epidemia social e o que seria os perfis de influenciadores. Watts argumenta que a influência, sujeita ao efeito Halo, é muito complexa para ser detalhada. Mas listou alguns pontos que podem ajudar a pensar:
  • A influência é temporária. Os influentes, além de dependerem do assunto que atuam, também podem ser influentes ou não em determinados contextos, mesmo dentro da área que dominam.
  • A influência pode não ser realmente uma influência. Nesse caso, ele cita o exemplo de redes menores, aonde muita gente com poucos amigos compartilham entre si, massificando a ideia.
Sob o efeito Halo, sempre tendemos a analisar influenciadores pelas características que eles possuem, mas não pelas as que eles não possuem. Também não tendemos a imaginar esses influenciadores em outros contextos, o que reforça a ideia de que influência pode ser temporária. E o segundo ponto é analisar situações que não houve atuação de influenciadores decisivos. E se a ideia foi a grande influenciadora? Porém, tendemos a sempre pensar (e identificar) esses players.

Tem outras ideias legais nesse livro e pretendo colocar pouco a pouco aqui no blog. Recomendo fortemente para ler.

Entrevista exclusiva com Nicolás Alcalá: "(O Cosmonauta) Tem sido o desafio mais difícil de nossas vidas"

By Fernando Collaço , In , , ,


       No próximo dia 18 de maio uma espaçonave vai ser lançada em Barcelona. Com a estreia mundial confirmada, O Cosmonauta, filme realizado graças aos recursos coletivos obtidos por crowdfunding vê a luz do dia depois de 04 anos. O projeto conta com a ajuda de 5.000 colaboradores de todo o mundo (dentre eles o Midializado), os quais adquiriram produtos e/ou cotas de patrocínio do filme e agora estampam seus nomes nos créditos finais.

 
        O filme conta a história do primeiro cosmonauta russo a chegar à Lua, em 1975, o qual não consegue regressar para a Terra e é dado como perdido no espaço. Porém, por meio de mensagens de rádio ele diz ter conseguido retornar à Terra, mas encontrou tudo vazio. Sua presença irreal e sua voz vão destruindo pouco a pouco o mundo de seus seres queridos.
        O projeto espanhol ainda traz consigo outro diferencial. Todo o projeto é pensado de maneira transmídia, ou seja, aposta em diferentes mídias para expor os diferentes pontos de vista da história que pretendem contar. Com boletins periódicos para todos aqueles que ajudaram o projeto via crowdfunding, os quais pedem ajuda na forma de vídeos, textos e fotos, a produção investe na criação de podcasts e perfis dos personagens na rede social Facebook. Com informações complementares que ajudam o desenrolar da história e engajam os mais interessados pelo universo narrativo apresentado, o filme aposta nessa nova estratégia de comunicação que já se mostra como uma alternativa financeira interessante para o mundo do entretenimento.
      Essa semana o Midializado teve o prazer de entrevistar com exclusividade o diretor do longa, Nicolás Alcalá, que contou um pouco sobre as gravações realizadas e também sobre a expectativa para o lançamento da obra. Abaixo você pode conferir a íntegra da entrevista e, enquanto espera o lançamento do longa, pode passar lá no site e conhecer melhor o misterioso e encantador do projeto.



           
Midializado Mais do que um filme, O Cosmonauta é um sonho coletivo. Como o projeto nasceu e como surgiu a ideia de optar pelo crowdfunding?
Nícolas Alcalá Tudo começou com um falso projeto desenvolvido pelo fotógrafo espanhol Joan Fontcuberta sobre cosmonautas perdidos no espaço. Eu comecei a descobrir um novo mundo de histórias e lendas sobre acidentes secretos e cosmonautas que nunca conseguiram retornar para a Terra ou que haviam morrido durante a reentrada (na atmosfera). A ideia de um ser humano, sozinho, 400 mil km de distância de sua casa, sabendo que vai morrer...isso fundiu minha mente. Eu escrevi várias histórias com cosmonautas, comecei a ler (James Graham) Ballard e um monte de livros históricos e acabei me apaixonando pela corrida espacial, especialmente pela parte soviética. Decidi contar a minha história daquele período com todas as incríveis conquistas, conspirações e momentos épicos. Sobre o crowdfunding, ele apenas fez sentido. O que eu quero dizer é, nós éramos três estudantes quando começamos com isso, em um país onde fazer um filme fora da indústria é quase utópico e querendo fazer um filme de um milhão de dólares, filmado em três países diferentes, com toneladas de conteúdo transmídia e uma estratégia de distribuição revolucionária. Como poderíamos fazer isso com os fundos tradicionais?

Qual a importância do crowdfunding para o audiovisual e como ele pode ajudar as produções de baixo orçamento?
Eu não sou um entusiasta do crowdfunding, pelo contrário, eu acredito de olhos vendados no crowdsourcing. A pior parte é que é exaustivo, consome muito tempo para encontrar dinheiro (ao menos que você seja um produtor de Veronica Mars capaz de erguer cinco milhões de euros em uma semana), além disso, você precisa produzir o merchandising que você vai dar em retorno, é desafiador. Em nosso caso, era ainda mais difícil uma vez que nós não éramos pagos com o dinheiro da produção e trabalhávamos 8h por dia no projeto do Cosmonauta e outras 6h em publicidade para pagar o aluguel. Mas quer saber, eu não mudaria um segundo dos meus últimos 04 anos. Vale a pena por muitas razões: eu fiz um filme, eu fiz o filme que eu queria fazer e eu fiz com (verdadeira) liberdade criativa. Nenhum produtor, distribuidor ou investidor estava em cima de mim falando o que eu deveria ou não fazer (o que às vezes pode não ser tão bom, mas estou feliz que eu tive a chance de experimentar isso, uma vez que poucos diretores tiveram a chance de fazer seus próprios erros e escolhas). Realizei o filme com 5 mil novos amigos que eu fiz na projeto e que estavam lá por mim nas horas boas e ruins e que vão falar do filme muito melhor do que eu mesmo. Tudo isso nos permitiu não apenas fazer o filme que queríamos, mas ser capazes de nos esquivarmos dos intermediários se precisássemos, negociar em nossos próprios termos muitas vezes e distribuir o filme do jeito que gostaríamos. Tudo isso é muito bom. (Jean-Pierre) Melville disse uma vez que nosso primeiro filme deveria ser feito do próprio sangue. Esse foi definitivamente nosso caso. Tem sido o desafio mais difícil de nossas vidas. Tem sido doloroso, exaustivo e desagradável, às vezes.

O Cosmonauta é também uma experiência transmídia. Como vocês tiveram a ideia de usar essa estratégia de comunicação e como você vê o casamento de transmídia e entretenimento em um futuro próximo?
Porque eu podia. Essa foi a única razão. Sempre tivemos que criar determinadas histórias por um padrão que existiu e não apenas porque era o melhor meio de contá-las, principalmente por causa de restrições físicas: o CD tem 12 canções porque era tudo que um que comportava. Um livro tem 200 páginas porque mais que isso é difícil imprimir. Um episódio de uma série dura 45 minutos por você precisa de três pausas de cinco minutos para propagandas. E assim por diante. Mas hoje em dia, com a tecnologia que existe, você pode contar sua história em todas as mídias, em múltiplas telas e do exato jeito que você quer. Nós criamos todo um universo com muitos pontos de entrada que vão completar a narrativa se você ver todo o conteúdo, mas que também podem se sustentar por si só. Por trás dos 34 webisodes e o filme, haverá uma ficção criada no Facebook com 13 perfis dos personagens do filme interagindo por várias semanas nos murais das pessoas, os quais serão compilados em nosso website e um livro com fotografias e pensamentos dos personagens que incluem poesias na forma de um diário de um cosmonauta assim que ele pousa na Terra. É muito mais do que um filme, é todo um universo. O futuro será transmídia, não tenho dúvidas sobre isso.
Quais foram os principais desafios que a Produção enfrentou? Você poderia citar um momento que marcou toda a equipe de Produção?
(Suspira) Pouco espaço para escrever todos! Tem sido uma montanha-russa. Quando você lê todas aquelas histórias sobre filmagens difíceis como Fitzcarraldo, Apocalypse Now ou Blade Runner…elas soam engraçadas, mas não é tão engraçado assim quando o inferno desaba sobre você, mas, quer saber, é sempre legal ter histórias para escrever um livro desses você mesmo. O melhor momento foi quando vimos os créditos finais e percebemos que havíamos feito um filme, apesar de tudo. E claro, as conversas e aulas especiais às quais fui convidado. Essa relação com a audiência é muito especial. E o pior momento foi provavelmente quando o co-produtor russo deixou a produção uma semana antes das filmagens levando com ele 150 mil euros, mas não foi tão ruim assim, uma vez que pedimos ajuda para nossa base de fãs e conseguimos erguer 170 mil euros em 3 dias.
Qual sua expectativa para o dia 14 de maio? O que podemos esperar da Riot Cinema depois de O Cosmonauta?
Sem expectativas. Eu estou apenas muito feliz de saber que fomos capazes de realmente fazer esse filme. Tem sido uma história épica. E sobre mim ou mesmo a Riot Cinema em um futuro próximo, receio responder o mesmo que agora: não tenho ideia, mas acho que eu gostaria de estar fazendo o que eu mais amo: filmes que gosto, aqueles dos quais posso me orgulhar e que tenham uma audiência engajada. Talvez com um pé em Los Angeles e outro na Europa ou mesmo fazendo algo muito legal e imersivo em transmídia. Veremos.

Se você pudesse entrar em uma nave especial e voar por todo o universo, para onde você iria e por que?
Tem uma frase em meu filme, com a qual me identifico, apesar de todo o amor que tenho pelo espaço: “(fala de Stas) Então...você não veio trabalhar aqui porque você amava seu trabalho? (fala de Yulia) Eu odeio o espaço. Tem tanta coisa para ver aqui embaixo”. Então eu acho que seria uma viagem curta (ri).

Projeto Atlas Media Lab, uma escola de cursos

By Gabriel Ishida , In , ,


Eu, Fernando Collaço e Marcos Singulano, ambos autores desse blog também, criamos esse projeto experimental chamado Atlas Media Lab. Temos como proposta oferecer cursos segmentados na área de comunicação com preços acessíveis.

Temos o nosso primeiro curso previsto para o dia 18 de maio na Av. Paulista (São Paulo) e será sobre Moda e Novas Mídias, que será ministrado por Vini Uehara e Fernando Collaço. Para maiores informações e inscrição, clique aqui.

Já estamos com cursos no radar como Transmedia Storytelling e Comunicação Multiplataforma, fora outros que estamos viabilizando. E também temos uma fan page aonde postamos conteúdo relacionado a comunicação e novidades da escola.

Confira e indique para quem se interessar.

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