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Você gosta do que faz?

By Marcos Singulano , In , , , , ,



Já parou pra pensar nisso? Se você gosta do seu trabalho?
É interessante pensar nisso. No meu caso, desde adolescente eu sabia que trabalharia com algo relacionado a criação.
Dependendo pra quem você conta, você escuta o clássico "ah, mas isso não dá dinheiro" ou "ah, não tem campo de trabalho pra isso no Brasil".

Quem disse que não?

Talvez, você leitor não concorde, mas eu acredito cegamente que se você AMA o que faz, dá dinheiro sim! se você AMA o que faz, há campo de trabalho no Brasil sim! E porque? Pelo simples fato de que você corre atrás e faz o que é necessário para poder exercer e trabalhar na profissão que gosta. Não importa se você é médico, engenheiro, ator ou músico! 

Tenho pensado nisso muito ultimamente. E consigo falar com toda sinceridade que eu amo o que faço e não trocaria por nada. Temos conversado sobre isso bastante na agência onde trabalho, por isso que resolvi escrever esse post. Alguns acham que estão no lugar errado, outros como eu, têm certeza de que estão no lugar certo.

No caso de recém-formados como eu (que farei 2 anos de formado no fim deste ano), o assustador é que nem sempre conseguimos o emprego ideal logo de cara quando saímos da faculdade e percebemos que na realidade o mercado de trabalho é um pouco mais difícil e competitivo do que escutamos dentro da universidade, independentemente de qual faculdade você tenha feito (ou está fazendo).

Por isso ficamos frustrados com o tratamento que recebemos ou mesmo o salário que não é nem de estagiário, nem de alguém que já está inserido no mercado. E isso nos leva a pensar: será que eu não deveria estar fazendo outra coisa?

Se você está fazendo o que gosta, não desista. Se onde trabalha, você não vê a hora passar e quando se dá conta a semana já acabou. Fique tranqüilo! Você está no caminho certo, mesmo que talvez haja alguns obstáculos.

Mas se seu primeiro emprego não for o emprego do sonhos lembre-se sempre de que ele não vai ser o seu último emprego. Como quase tudo que fazemos, há dias ruins, dias excelentes, dias que não rendem absolutamente nada, dias que você tem vontade de matar seu colega de trabalho, dias de rir, dias de ficar sério. Mas é assim mesmo, e garanto que se você estiver fazendo o que ama, com certeza vai ficar muito mais fácil.

Sei que parece um texto um pouco romântico demais ou talvez de auto-ajuda, mas eu passei por algumas experiências muito ruins e muito boas nesses quase 2 anos de formado e decidi compartilhar um pouco do que aprendi com vocês.

Espero que tenham gostado. Até semana que vem! 

Comentários sobre o #interCon2011

By Marcos Singulano , In , , ,


No último sábado (22) participei do iMasters Intercon 2011 em São Paulo. Falou-se muito sobre aplicativos, redes sociais e experiência do usuário (ou UX, se preferir). Depois do evento, alguns pensamentos me vieram a cabeça e que acabaram se transformando nesse post.

Como designer gráfico e ilustrador ocasional, acabei criando um certo ciúme dos meus trabalhos (que acredito ser normal nesta profissão). Na verdade, isso começou mais forte quando em uma entrevista de emprego, fiz um teste que depois acabou sendo usado pela empresa e eu fiquei sem a vaga. Desde então fico muito relutante ao postar e compartilhar coisas na web com medo de que outras pessoas roubem e utilizem em benefício próprio.

Agora, se formos pensar em toda a idéia de, por exemplo, aplicativos e programas open source, ou ainda mais longe, open hardware (ou open source hardware). O que está por trás disso? A palavra que vem a minha cabeça é compartilhamento.

Talvez isso não tenha muito a ver com o que foi dito ontem no Intercon 2011, mas porque fazemos uma peça de design gráfico, um website ou um aplicativo para web? Para atingir e impactar pessoas de maneira positiva, ou sempre que possível, facilitar a vida de outros!

Então, fiquei pensando porque eu vou guardar algo no fundo da gaveta se alguém pode pegar o que fiz e melhorar para que o produto (ou resultado) final seja ainda melhor e maior?

Voltamos então ao open source e open hardware que falei um pouco acima.

Porque alguém faria algo, por exemplo como o Arduino? Que é um hardware open source que você pode baixar, montar e modificar da maneira que quiser?

Ao longo das discussões no evento, essas perguntas ficaram martelando na minha cabeça até uma das falas dos palestrantes me deu praticamente um tapa na cara: "daqui alguns anos, seus filhos e netos poderão construir os próprios computadores!"

E sinceramente não é uma idéia tão absurda e nem está tão longe assim quanto parece, e isso vai ser possível através do compartilhamento e da interação de ideias.

Essa é a resposta. Muito provavelmente há alguma ideia no mundo igual ou próxima a uma que você tenha. Isso é, na minha opinião, praticamente inevitável. Agora, imagine a possibilidade de juntar forças com uma pessoa que tenha uma ideia parecida com a sua para construir algo tão inovador que pode facilitar desenvolver e impactar ainda mais a vida das pessoas no futuro!  

Por isso que na minha opinião, "compartilhamento" é uma palavra chave para esse momento que estamos vivendo, por isso todos, na medida do possível, devemos praticá-lo, e com certeza o design, a web e melhor ainda a comunicação só têm a ganhar com isso!

E por hoje é isso. Espero que tenham gostado! Até o próximo post!

Facebook e a sua lógica do compartilhamento

By Gabriel Ishida , In , , ,

O lançamento das novas métricas no Facebook Insights, ao meu ver, consolidaram o que muitos já suspeitavam: o Facebook se foca em compartilhamento e disseminação. As últimas estratégias, que eram a diversificação/ampliação da função do botão "Curtir" e o "Facebook Timeline", possibilitaram novas fontes de disseminação de um conteúdo gerado, postado ou direcionado para o Facebook.


As novas métricas principais sob esse ponto de vista são "Amigos de fãs", "Estão falando sobre isso" e "Viralidade". A primeira é consequência direta da necessidade de saber o potencial do cruzamento entre as métricas "Fãs" e "Alcance" (=usuários impactados). A questão era: será que o aumento de fãs em minha página possibilita um alcance maior? A resposta obviamente era sim, mas faltava uma métrica que pudesse dar uma noção de quão maior seria esse aumento.

A mais interessante, na minha opinião, é a métrica "Estão falando sobre isso". Ela significa a diversificação da visão de que "o Curtir é o sinal máximo de engajamento do usuário". Agora, o Facebook também dá importância às citações da página. Não apenas a página em si, mas também seus posts. Um paralelo que faço aqui é com as mentions do Twitter: citar e fazer link da página é tão importante para abrangência quanto o ato de dar "Curtir". Aqui também vale um cruzamento entre essa métrica com o volume de fãs: será que o aumento de fãs significa mais citações à página? Será que os novos fãs obtidos se interessam pelo conteúdo a ponto de compartilhar? Ou será que os novos fãs se interessam por outro aspecto, por isso não compartilham o conteúdo? Observando as duas métricas conseguimos ter uma noção de resposta para todas essas questões.

A terceira métrica, "Viralidade", é a divisão entre o "Alcance" sobre o "Estão falando sobre isso". Basicamente, quão atraente é o conteúdo do post para a audiência impactada, a ponto de ser compartilhado? Essa pergunta é bem pertinente para quando a página é trabalhada sob o ponto de vista de oferecer conteúdo para ser disseminado. Sinceramente, não acho o nome adequado, mas a métrica é importante. Cruzada com o "Amigos de fãs", podemos saber traçar e acompanhar crescimento na disseminação do conteúdo e da página.

Todas as novas métricas servem para dar algum sinal para a eterna questão do ROI em Social Media. O questionamento começa a ser: ok, eu investi X reais para uma estratégia em Facebook, ganhei Y% nos principais KPIs e minha marca está mais disseminada na rede. Mas, durante esse período, qual o aumento de vendas que consegui a mais que o período anterior? Essa pergunta tem diversas variáveis para serem respondidas, mas as novas métricas talvez possam ajudar a encontrar as respostas.

Referências do post: Midia8! e MestreSEO

Três previsões sobre Transmedia Storytelling no novo Facebook

By Gabriel Ishida , In , , , , , ,

Flourish Flink, uma das "alquemistas" do The Alchemists, lançou um post recentemente contando três previsões sobre Transmedia Storytelling no novo Facebook. Irei fazer uma pequena tradução do post, colocando comentários pessoais.

Flourish Klink

O primeiro ponto é que a forma de compartilhar e viralizar conteúdo vai mudar. Para Klink, haverá uma mudança, no sentido de que o compartilhamento de conteúdo parecerá algo natural para o público, ou seja, se antes havia um certo receio por spams, agora o compartilhamento estará apropriado no cotidiano das pessoas. Isso também deve ser pensado nesse novo cenário dos filtros (ou Circles, do Google+) em que o conteúdo não precisará ser direcionado para toda sua rede, e sim para grupos específicos e montados pelo próprio emissor. Convenhamos que, se eu recebo um conteúdo e vejo que o recebi pois estou em um determinado grupo criado pelo emissor, é bem diferente se esse tivesse mandado para todo mundo.

O segundo ponto é que vai ficar mais difícil criar uma ilusão de realidade. Já era difícil criar perfis para personagens fictícios no Facebook. Agora, com a entrada da Timeline, ficará pior ainda (e quase impossível) criar algo convincente, pois agora o personagem precisa ser planejado em termos históricos e, principalmente, saber contar a história do personagem. Realmente, o recurso Timeline pode oferecer um enriquecimento para o Transmedia Storytelling de forma imensurável, mas é um trabalho árduo e tem que ser bem feito, para não gerar frustrações.

O último ponto é o surgimento do "Lifestyle Transmedia". O Transmedia Storytelling será visto em todo lugar: nas roupas, nos dispositivos móveis e outdoors, nas músicas, enfim, em toda plataforma de mídia. E isso contribuirá para criar uma imersão transmídia, resultando em um cotidiano com referências transmídias. Novamente a Timeline pode contribuir para esse lifestyle, tornando-se um recurso para campanhas que visam esse novo comportamento.

A autora termina o post lembrando que os recursos contribuirão para contar melhores histórias e eu acredito que, finalmente, presenciaremos a construção de uma rede de histórias, não apenas de pessoas.

Post original: The Alchemists Blog

Oficina de Transmedia Storytelling

By Gabriel Ishida , In , , ,

Dia 28 de setembro, no Festival do Instituto de Artes (FEIA) da Unicamp, eu e o Fernando Collaço ministramos uma oficina sobre Transmedia Storytelling. Com o intuito de passar desde os princípios básicos até novas idéias, a oficina teve duas frentes: a própria oficina presencial e o Tumblr.

O Tumblr (http://oficinatransmidia.tumblr.com) tem bastante material que não foi passado na oficina ou que complementa o que foi dito presencialmente. Abaixo, tem os slides (disponíveis para download) da oficina.

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