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A diferença entre começar a trabalhar em uma empresa pequena e uma grande

By Gabriel Ishida , In

Primeiro, gostaria de agradecer o carinho e a atenção da galera do segundo ano de Midialogia na Unicamp que me recebeu super bem na palestra que dei para eles sobre Inteligência de Mercado e Mídias Sociais. Agradecer também ao professor Bottesi pelo segundo convite (ano passado também fui para lá).

Nessa visita, consegui conversar com muitos amigos que tenho na Midialogia e com um deles, o Rafael, tive um papo muito legal sobre sua experiência entre trabalhar em uma empresa grande e uma pequena.

Coincidentemente, hoje o Thiago (escritor do blog) recomendou um artigo excelente sobre o assunto em seu perfil do Twitter.

Creio que eu e 99% das pessoas que ingressam na faculdade já pensam em sair trabalhando em uma grande  empresa, multinacional, etc. Extremamente normal, afinal, temos enraizada a idéia de que começando em empresa grande é sinônimo de construção de carreira.

Entretanto, hoje com um pouco mais maturidade e visão das coisas, vejo que, pelo menos em comunicação, as coisas não são assim. Já tinha essa impressão quando comecei a trabalhar e, depois conversando com outras pessoas em mesma situação que eu (e lendo esse artigo do Thiago), confirmei. Começar trabalhando em empresa pequena tem mais vantagens.

O que vou dizer agora não vale só para comunicação, e sim para o mercado em geral. Já se foi o tempo que um profissional trabalhava 20, 30 anos na mesma empresa. Hoje, se o cara tá há 10 anos no trabalho, é um herói. Ou seja, aquela imagem que tínhamos, de que ficaríamos em uma empresa grande por séculos, cai abaixo. Se empresa grande fosse sinônimo de já-estou-pensando-na-aposentadoria, eu não veria tantas pessoas saindo de empresas gigantescas (como Google) e indo para empresas pequenas ou montar seu próprio negócio. A única carreira que você pode dizer que você vai começar e aposentar na mesma empresa é o Exército (e olhe lá ainda)

Agora eu falo pela área de comunicação. No artigo, o autor lista vários fatores que o motivou a ir para uma empresa pequena (no caso, uma startup). No primeiro, eu acrescentaria o seguinte: em empresa pequena, você aprende todo o processo. Você acompanha, com muito mais facilidade, o que as outras áreas estão fazendo e tem um contato maior para poder aprender. Além disso, como o artigo aponta, a empresa é pequena, mas as responsabilidades são as mesmas de uma empresa grande. Portanto, mesmo sendo estagiário, você acaba aprendendo a tomar decisões e muitas coisas da empresa acabam dependendo do que você faz. Parece assustador, mas quem já não ouviu que "se aprende, botando em prática"?

Entretanto, o ponto negativo se origina disso: em empresa pequena, acaba tendo um volume de trabalho maior. Em empresa grande, como é tudo já estruturado e rígido, o volume de trabalho é calculado para cada função. Um estagiário nunca vai ter uma carga maior do que seis horas por dia. Às vezes, vai até ter menos para poder se dedicar aos treinamentos.

Já em empresa pequena, raramente acontece isso. Geralmente, o estagiário acaba se nivelando com um efetivado e os dois acabam exercendo as mesmas funções e responsabilidades. Como eu disse, isso é bom porque se aprende mais, só que também serão seis (ou oito) horas por dia apenas no papel.

Outro ponto é em relação ao salário. Em comunicação, é uma grande mentira dizer que empresa grande é sinônimo de salário alto. Já vi muita empresa grande pagar muito mal e sabe por quê? Porque se apóiam na marca e no desejo das pessoas em trabalhar lá. "Ah, aceito receber menos porque estar na empresa X é currículo". Pode até ser um excelente ponto no currículo, mas eu não ficaria muito tempo nela. A diferença entre salários não é tão grande como pensamos. E acho que compensa ganharmos um pouco menos para aprender muito mais para nossas carreiras do que ganhar pouco e ainda não aprender quase nada.

E para fechar: em empresa pequena com grandes chances de crescimento, você acaba ganhando autoridade com o passar do tempo. Nesse ponto, entra o "tempo de casa", fator abordado lá em cima. Quem se valoriza mais: aquele que está desde o começo na empresa ou quem acabou de ser contratado, mesmo com uma experiência boa? O cara que acompanhou o crescimento da empresa tem um respeito natural perante os outros, mesmo com grau de hierarquia inferior.

Basicamente, eu acho o seguinte: quem é mais receoso e paciente com a carreira, melhor ir para empresa grande. Mas quem quer crescer rápido, aprender muita coisa (se ferrar também) e arriscar mais, vai para empresa pequena. Eu sou da segunda opção, e você?

1 dica para uma boa análise: conte histórias

By Thiago Costa , In , , , ,

Recentemente, publiquei meu primeiro post no blog da Direct Performance (empresa na qual eu e Gabriel Ishida trabalhamos). O post era sobre como mensurar experiência do usuário. Esse tem sido um tema sobre o qual tenho pensado e estudado insistentemente. Não sai da minha cabeça... Se lá no outro post eu falei sobre a mensuração em si, aqui gostaria de falar sobre conceitos envolvidos neste e em qualquer tipo análise.


Há algum tempo, eu disse aqui no Midializado que toda boa análise deve ter um objetivo. Isso continua verdade, claro. Mas, quando eu disse isso, talvez estivesse um pouco imerso demais em métricas de conversão e resultados. Hoje já lido com um outro lado da história: questões de marca e satisfação do consumidor. Na hora de analisar este tipo de coisa, que gostamos de chamar de "intangível", sob a luz de uma análise focada apenas em KPIs, objetivos, etc, acabamos caindo em um destes dois buracos:

1. Achamos que, de fato, não é possível mensurar aquilo com precisão e eficiência.

2. Não sabemos como sair do lugar na análise.

Se a opção é 1 ou 2 depende do dia e da pessoa, do humor.... mas o fato é que, talvez, nós acabamos por encarar uma análise de buzz, BI, experiência do usuário, enfim qualquer análise web, como aquela ciência absolutamente exata, na qual os dados são o único ou maior elemento. Isso vale muito para quem não é da área, como muitos leitores deste blog:
"Que diabos esses geeks vêem de tão legal em analisar números e olhar para gráficos o dia todo?" E vale também para nós mesmos, os tais geeks, quando nos vemos diante de uma análise da experiência do usuário, da satisfação das pessoas com um produto, ou do quanto as pessoas gostam de uma marca, e olhamos para esta análise como uma ciência dos números, pura e simplesmente. "X + Y = Z".

De fato, acabamos saindo, de alguma forma, dos buracos que citei acima - inclusive porque o maldito relatório tem que ser entregue de qualquer jeito. Mas aí eu pergunto: será que a formulazinha de "variáveis que levam a um resultado" basta? Objetivos, KPIs, Métricas... tenho certeza que os designers de plantão que lêem este blog, bem como o cliente que lerá o relatório, acham isso bacana e tudo... "mas aonde isso leva afinal de contas"?

Não leva muito longe, eu diria. Todo mundo diz que números não são nada, nós é que temos que dar um significado a eles. Concordo. Mas quanto este significado é tão frio quanto os próprios números, todo mundo acha a análise bacana, mas ninguém toma uma atitude.

A visão que eu tenho construído do que seria a saída para isso é a seguinte: precisamos contar histórias com nossas análises e números. A primeira pergunta para uma análise não deveria ser "qual métrica vou usar?", mas sim "qual história quero contar com este monte de dados?".

Nada é mais poderoso do que uma história bem contada. Mesmo quando falamos de números e dados.

Quando você diz que as vendas caíram 17,22% em relação ao ano anterior e que você recomenda investimentos em publicidade, ok, você fez uma análise. Quando você diz que os consumidores interessados em esportes chegaram até o seu site, mas acharam o conteúdo muito conservador e voltado para donas de casa, pesquisaram nos concorrentes e encontraram o que procuravam, então deixaram de comprar no seu site. Ah, sim, e a perda desta fatia fez com que suas vendas caíssem 17% em relação ao mês anterior, no qual o site ainda não tinha sido redesenhado... quando você diz isso, você contou uma história. E sabe como é com histórias: elas se espalham mais rápido, seu relatório faz efeito, gera mudanças.

Quando você mensura coisas intangíveis, tem que ser um pouco mais contador de histórias, um pouco menos fascinado por números. Embora o trabalho para levantar todos estes novos dados seja enorme, a recompensa pode ser maior.

Hoje temos mais dados disponíveis do que jamais tivemos. Estamos literalmente imersos em dados. Quantas estatísticas e relatórios em geral você viu hoje? De quantos você se lembra?

Quem souber contar boas histórias com esses dados, belas histórias*- e histórias verdadeiras, claro - sai muito na frente.

*leitores designers: já consideraram trabalhar com visualização de dados? Tem tudo a ver com este assunto. Falarei sobre isso no próximo post. Até lá, aproveitem: www.flowingdata.com








Um estudo de buzz sobre o Oscar 2011

By Gabriel Ishida , In , ,

É com muito prazer (e orgulho) que apresentamos o nosso estudo desenvolvido na Direct Performance sobre a repercussão nas mídias sociais do Oscar 2011. Nesse primeiro momento, buscamos fazer uma análise geral, baseado em sentimento em relação aos indicados. Bom, não irei falar muito. Espero que gostem!

Post original: no blog da Direct Performance.

Hootsuite lança o Social Analytics: a integração entre o Social Media e o Web Analytics?

By Gabriel Ishida , In , , ,

O Hootsuite acabou de confirmar o lançamento da ferramenta Social Analytics, que promete ser a (finalmente!) integração entre Social Media e Web Analytics, formando a idéia de Social Analytics (idéia que vem amadurecendo desde as primeiras métricas em Social Media).


HootSuite Social Analytics from HootSuite on Vimeo.

Painéis customizáveis, reports enriquecidos de dados e, o mais importante, integração com Google Analytics e os novíssimos recursos do Facebook Insights.

Agora diminuiu ainda mais os motivos para as empresas não criarem perfis e brand channels de relacionamento com seus clientes na web. Se, antes, a principal desculpa era a falta de informações e reports mais completos, o Hootsuite Social Analytics surge para solucionar o problema.

Fonte: Mashable

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