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Algumas dicas para passar no exame de certificação do Google Analytics (GAIQ)

By Thiago Costa , In , , , ,

Recentemente (muito recentemente), eu obtive minha certificação individual do Google Analyics. Sou usuário da ferramenta profissionalmente há vários meses, e corri atrás da certificação como uma prova de que conheço a ferramenta - uma prova pro mercado e pra mim mesmo.
O Google Analytics (vulgo “GA”) é mais importante ferramenta de web analytics do mercado, presente em metade dos sites profissionais de todo o mundo e certamente em 99% dos sites pessoais. O GA se popularizou rapidamente pela sua simplicidade de uso e robustez de suas aplicações.
O seu exame de certificação (GAIQ – Google Analytics Individual Qualification) vai nesta mesma linha: simples, e até fácil, mas esconde certa complexidade que quase me pegou desprevenido. Por este motivo, decidi agregar algumas dicas que podem facilitar a vida de quem um dia quiser obter a certificação da ferramenta de web analytics mais popular do mundo. Vamos a elas:
1. Instale e use o Google Analytics (e não apenas a Dashboard do Google Analytics)
Esta pode até parecer óbvia demais. É evidente que a utilização da ferramenta é necessária para que se obtenha uma certificação. O problema é o seguinte: a maior parte das pessoas que conheço utiliza a dashboard do Google Analytics, e não a ferramenta como um todo. Não há problemas nisso: cada um utiliza os recursos que necessita; se tenho um blog e quero saber apenas o número de visitas do mesmo, não estou cometendo um crime ao ler somente a dashboard.
O problema é fazer isso quando se quer obter uma certificação! Explorar ("fuçar") a ferramenta, olhar para um botão e perguntar "o que será que isso faz?", enfim, toda a descoberta é parte fundamental do aprendizado. Teste filtros e segmentos avançados, veja relatórios de tempo, questione o significado do que você vê, pergunte em fóruns...
Crie uma rotina diária de uso da ferramenta, mesmo que seja em um blog pessoal, ou então assuma esta responsabilidade na empresa/agência na qual você trabalha. Não tenha medo: você não vai deletar todos os seus dados sem que o Google te pergunte centenas de vezes se é isso mesmo que você quer.
2. Aprenda mais sobre mídia online e links patrocinados (e sobre como mensurar isso no GA)
O acompanhamento de campanhas é uma funcionalidade extremamente importante de qualquer ferramenta de web analytics. Saber o que aquele banner no globo.com gerou para o seu site, seu negócio, é básico e necessário. O Google Analytics possibilita este acompanhamento, por meio de configurações manuais e automáticas. Saber realizar estas configurações é simples, mas é importante ter clara a diferença entre um link patrocinado e um banner expansível, entre um anúncio em vídeo e um selo, o que é um CTR ou um CPA... Sem esta dimensão, fica difícil entender porque e como mensurar mídia online. E fica mais difícil ainda estar apto para o GAIQ.
3. Leia blogs e livros (e twitters, e fóruns, e webinars...)
Não há melhor maneira de tirar dúvidas ou descobrir coisas em uma ferramenta do que lendo ou ouvindo pessoas extremamente qualificadas falando sobre a mesma. Acompanhando blogs ao longo do tempo, é possível obter um conhecimento mais atualizado do que em um livro, mas sem dúvida um livro apresenta informações de uma maneira mais sistemática. Se possível, fique com os dois.
Algumas das fontes de conhecimento mais completas que conheço:
Blog “Analytics Talk”, do Justin Cutroni
Livro “Google Analytics”, do mesmo Justin Cutroni.
4. Uma semana antes da prova, veja as apresentações do Centro de Aprendizagem do Google Analytics (em inglês). Um dia antes, veja de novo.
Esta fez toda a diferença pra mim. Em ferramentas simples e repletas de funcionalidades como o Google Analytics é fácil deixar passar coisas que, pra 90% das pessoas são fundamentais, mas que, pro seu uso específico são irrelevantes. No meu caso, essa coisa foi "Filtros". Nunca senti a necessidade de utilizá-los, ao passo que muita gente não vive sem eles.
Para evitar esse tipo de coisa, veja essa apresentação. Mesmo os tópicos que você olha e diz: “mas isso já sei fazer de olhos fechados”. Veja mesmo assim. Não vai demorar muito, não vai doer, e vai te poupar de ser pego pelo orgulho. Veja todas as apresentações uma semana antes, revise um dia antes da prova. Sério, faz toda a diferença.
Só um detalhe: veja em inglês, mesmo que a versão em português esteja disponível. A prova do GAIQ é toda em inglês, e é importante que haja uma padronização dos termos na sua cabeça.
5. Aprenda sobre implementação da ferramenta.
O Google Analytics funciona com base em JavaScript. Qualquer uso mais avançado (E-commerce, acompanhamento de sites em flash, vídeos, etc) requer uma modificação no código básico. É comum que a maior parte dos usuários copie e cole o código básico fornecido pelo Google e nunca mais olhe para isso. Infelizmente, é preciso por a mão nesta massa ou então ler muito sobre os diversos detalhes da implementação do Google Analytics.
Um bom ponto de partida seria a documentação do próprio Google Analytics.
Estas são as dicas principais pra você se sair bem. Algumas outras pequenas dicas bônus incluiriam:
a) A prova dura 1h e 30min. É tempo suficiente, mas fique esperto com o relógio. Não sabe uma pergunta? Marque e volte a ela depois, se sobrar tempo.
b) A prova é toda em inglês, portanto garanta que seu nível de leitura nesta língua seja muito bom antes de pagar pelo teste. Não dá pra perder tempo ou errar questões por que não conseguiu compreender o que era dito, acredite.
c) Como dito acima: a prova é paga, custa em torno de 50 dólares. Não é barato e você só pode repetir uma vez, caso não passe, então garanta que realmente sabe o que está fazendo antes de prestar.
d) Já usa Google Analytics e não sabe o que estudar mais a fundo? O seguinte:
- Filtros no perfis do GA
- Tracking de E-commerce
- Tracking de Campanhas
- Expressões regulares
Estes são quatro tópicos que muita gente não usa, mas que caem com certeza na prova. Mas se você se esquecer de estudar todo o resto, mesmo o que já sabe, não vai adiantar ficar só nestes quatro pontos.
Espero que ajude a todos vocês!
Até o próximo post.

Ainda dá para tirar mais coisas do Facebook - o botão "Curtir"

By Gabriel Ishida , In , , ,

Em novembro do ano passado, fiz uma pequena análise do sistema de busca do Facebook em um post antigo. Hoje, após o lançamento do modelo Sponsored Stories (=ótima análise do Read Write Web, por sinal), surgiu novos insights, agora focados em modelos de monetização.


Mas antes, uma atualização: com o recente boom de sites de compras coletivas, o próprio Facebook está com planos de entrar na briga. Nesse ponto, um passo importante tinha sido dado com o Facebook Deals, que eu comentei nesse post


Bom, para quem estava com dúvidas se o Facebook iria vingar após o período "natural" de dois anos, parece que a língua começa a ser queimada (=dizem que tudo na web tem um ápice de, na média, dois anos). E agora, espertamente, o Sr. The Social Network começa a encontrar modelos de negócios cada vez mais promissores e rentáveis. Mas, será que ainda dá para explorar mais? Eu acredito que sim.


Certa vez, eu li um post do blog de Alex Primo, falando sobre o reflexo do botão "Curtir" no Facebook. Apesar de ele levar para o lado do sistema de busca, eu já pensei na forma como isso pode ser monetizado. E, após essa ação recentíssima da Heineken, que você precisa dar um "Curtir" na página para ver o aplicativo, a discussão voltou a se acender, principalmente em conversas com meus colegas de trabalho.


Como Alex Primo disse, o botão "Curtir" é mais do que apenas um botãozinho. É uma prova de que você aprovou o conteúdo. É praticamente um termômetro de ouro para uma empresa. Eu, que trabalho com análise de buzz, sei a magnitude desse tipo de informação para uma empresa. Imagine você, dono de uma empresa, saber o que seu consumidor mais gosta, vindo espontaneamente dele próprio.

Ok, acho que você pode ter uma idéia do que isso é capaz. Agora, pense isso para o Facebook. Digamos que eu sou uma empresa de venda de notebooks e quero anunciar no Facebook. Vejamos um possível diálogo:

Eu: Quero anunciar para um público entre 14 e 25 anos, de ambos os sexos.

Facebook: Podemos oferecer diferente: anunciar para um público que gosta de tecnologia. Assim não precisamos ficar presos em faixa etária.

Eu: Como?

Facebook: Através do botão "Curtir", conseguimos saber quem gosta de tecnologia e até quem está interessado em comprar notebooks e, até mesmo, tablets. Se quiser, também podemos segmentar por marcas. Quem está interessado em comprar HP, Acer, MacBook ou até mesmo quem está com dúvidas. Nesse caso, sugerimos que você tenha um sistema de recomendação e personalização de venda.

Basicamente é: com esse botãozinho, o Facebook pode segmentar ao máximo seus anúncios. Se só dei "Curtir" para notícias de Social Media, poderiam me oferecer anúncios de assinatura em sites especializados, empregos na área, etc. Eu acho isso poderoso.

O grande lance seria reconhecer o conteúdo e separar em categorias. Grandes áreas, como  tecnologia, bem-estar, esportes, etc. é tranquilo. Agora, fazer separações dentro delas, já seria um desafio. Mas acho que seria um obstáculo que, se vencido, pode trazer grandes retornos.

Obs: vale lembrar que o esquema de Adwords do Google faz algo parecido, mas ele mesmo julga se o conteúdo foi ok para o usuário, através de diversas métricas próprias, o que eu acho que é menos preciso, obviamente, do que uma atitude direta do usuário.

Post Pessoal: Minha experiência como Midiálogo

By Marcos Singulano , In ,

Seguindo a linha do post do Gabriel, resolvi escrever sobre minha experiência como outro Midiálogo nesse ano que passou. Pensei se deveria escrever ou não, mas como minha área de atuação é diferente da área do Gabriel e do Thiago, achei que seria uma boa compartilhar um ponto de vista diferente. Na verdade, esse post é mais para compartilhar algumas coisas que aprendi nessa maratona de currículos e entrevistas.


Como vocês sabem, escolhi atuar com Design Gráfico e Ilustração. Até ai tudo bem. Logo que me formei todos me diziam - "Você vai arranjar emprego logo!", mas a coisa não foi bem assim.

O que ninguém pensou é que Design e Propaganda são áreas extremamente concorridas. Então, cheguei a fazer entrevistas com mais de 50, 60 pessoas para a mesma vaga. Passei meses fazendo entrevistas e nesse período aprendi uma coisa, que inclusive alguns comentaram no post do Gabriel, que é sobre o retorno das empresas.

Não, a maioria das empresas não vai responder o e-mail que você enviou com seu currículo com todo cuidado e atenção. Durante entrevistas, o tradicional "Te dou uma resposta ainda essa semana", pode significar daqui um mês ou daqui algumas horas. Uma das entrevistas que fiz, me deram a resposta ali, imediatamente. Por isso, não desanime. Mesmo que a resposta do e-mail ou da entrevista não veio, não significa que você não tenha conseguido a vaga.

Por isso, meu conselho é que você envie currículos para todas as empresas que te interessam, o máximo que pode acontecer é a resposta do e-mail não chegar. Mas até ai, já estamos acostumados, não? Não desanime. No meu caso, fiz quase 20 entrevistas antes de conseguir meu primeiro emprego.

Enfim, depois de muitas entrevistas consegui um emprego como diagramador em uma editora de jornal aqui em São José dos Campos. O primeiro mês foi extremamente chato e cheguei a duvidar de que queria trabalhar com aquilo. Por isso, se você passar por algo parecido pense sempre de que aquele não será o primeiro e último emprego da sua vida. Imagine-o como um primeiro passo. Afinal, de algum lugar você tem que começar.

Aliás, nenhum emprego é felicidade 100% todos os dias. Sempre terão dias bons e ruins, mas isso não significa de que você escolheu a área errada ou a faculdade errada. Apenas significa que você está finalmente no mercado de trabalho.

Nesse meu primeiro emprego aprendi outro ponto importante: pense acima de tudo em você e na sua qualidade de vida. Avalie tudo na hora de mandar seu currículo para uma vaga (até a distância que a empresa fica da sua casa!), pois assim com certeza você vai valorizar ainda mais o seu trabalho.

Depois de alguns meses, acabei decidindo sair, pois comecei a pagar para trabalhar e me via em uma empresa que desmotivava seus funcionários e não o contrário.

Fiquei mais dois meses desempregado e em novembro do ano passado consegui um emprego em São Paulo e lá me deparei com algo que me fez crescer muito. Minha colega de trabalho tinha 4 anos a mais de experiência de mercado do que eu e todos os dias eu tentava acompanhar os passos dela e tentava me igualar ao conhecimento e experiência que ela tinha.

Agora, como alguém que é recém formado vai ser igual a alguém que já está a 4 anos no mercado? Por isso, hoje aprendi que o mais importante para nós recém-formados é ter paciência. O lance agora é dar um passo de cada vez para construir a sua carreira. E nunca, nunca pare de estudar, ler e se informar. Isso porque, se você está correndo atrás daquilo que te interessa, daquilo que você gosta e quer para a sua carreira, com certeza você vai ganhar um ânimo a mais e aquele dêsanimo que hoje parece tão frequente, com certeza não vai te atingir tanto.

Hoje estou empregado em uma agência de propaganda como Designer Gráfico e tenho aprendido cada vez mais não só com o pessoal da minha área, mas como o pessoal das outras áreas também, porque assim como eu, o Gabriel e o Thiago. Todos têm experiências e pontos de vista diferentes. E sempre podemos aprender com isso.

Enfim, espero que minha experiência tenha ajudado vocês um pouco. Qualquer coisa me procurem pelo twitter @marcossingulano ou no e-mail: marcos.singulano@gmail.com , com críticas, dúvidas ou sugestões.
Até semana que vem.


Post pessoal: um ano como midiálogo no mercado de trabalho.

By Gabriel Ishida , In ,

Vou ter que deixar de lado o assunto que costumo abordar normalmente para deixar registrado aqui minhas impressões depois de um ano formado e, com isso, um ano atuando no mercado de trabalho.

Na real, um ano efetivamente seria em março, quando arranjei meu primeiro emprego em São Paulo, mas estou considerando também o "pós-formatura", ou seja, indo atrás de trampo, agora formado como bacharel em Midialogia na Unicamp.

Para a curiosidade de todos, nunca fiz estágio. Na faculdade, ganhava uma bolsa por participar de um projeto educacional e isso durou um ano e meio, praticamente (na real, fiquei  participando depois de formado também. Era uma renda legal e que ajudava bastante). Após pegar o diploma, era hora de ir atrás de emprego em São Paulo (sim, já havia botado na cabeça que o esquema era vir para cá mesmo). Aliás, antes disso, uma outra curiosidade: quando fui atrás de estágio, mandei currículo para lugares em Campinas e em São Paulo. Por incrível que pareça, só consegui entrevistas em São Paulo, lugar que seria mais improvável por conta da distância de Campinas. O motivo disso talvez esteja mais a frente no post.

Nos dois meses procurando trampo e vendo meus amigos fazerem o mesmo, percebi uma coisa: sites de emprego não são boas alternativas. Digo isso porque os dois trampos que arranjei foram via Twitter e via contato pessoal, respectivamente. O que eu percebi é que a empresa que joga vagas em sites de emprego quer mesmo é fazer um leilão de quem quer ganhar menos. Isso acontece porque as empresas sabem (e nós sabemos, de certa forma) que quem está desesperado por emprego, vai se cadastrar nesses sites. O lance de "salário a combinar" é bem um traço dessa idéia de leilão. Ou seja, para mim, vaga em sites de emprego costumam ser furadas (lógico que não digo 100%, mas só digo para tomar cuidado e não cair em roubadas).

Mas, na realidade, o pior de você ser submetido a um leilão é você trabalhar que nem um escravo. Você já aceitou receber menos e ainda por cima vai trabalhar até seu limite. Ou seja, para mim, outro ponto para se procurar um trampo é ver a rotina de trabalho. Trabalhar muito, não ter vida social e tempo para você mesmo faz mal até para a saúde física. E, ao meu ver, empresa que faz leilão de mão-de-obra quer dizer que não está ligando muito para a qualidade do trabalho e, por conseguinte, provavelmente não esteja também ligando muito para o bem-estar do empregado.

Então, agora as dicas: todas as vagas legais de trampos eu vi por Twitter ou por Blogs. O perfil @trampos é uma ótima pedida para quem quer trabalhar com comunicação e TI. Entrando no perfil, você vai ver que tem outros perfis semelhantes e segmentados, como o @socialtrampos, que é para vagas em Social Media, ou o @estagios, que é exclusivamente para estágios. Dois blogs muito bons de vagas são o Na Labuta e o Publicijobs, ambos com vagas em comunicação. O Na Labuta, inclusive, posta vagas para Campinas. Na área de vídeo, televisão e cinema, recomendo o Tela Brasileira. Mas o lance mais eficiente é conhecer pessoas. Sim, frequentar muitos congressos, festivais, simpósios, etc. para conhecer/pegar contato de novas pessoas. Elas podem ser sua porta de entrada para um emprego (no meu caso, para um segundo emprego).

Outro ponto interessante é que, na minha opinião, o modo CLT de contratação é o que possui melhores benefícios. Você receberá menos que o modo PJ, mas você possui um abrigo do Estado que compensa tudo. Você tem direitos a férias remuneradas após um ano de contrato, seguro desemprego, benefícios como vale alimentação e transporte, etc. O modo PJ (Pessoa Jurídica) você ganha bem mais, só que não tem garantia nenhuma. É como se você fosse uma empresa (já que você teria CNPJ) e estivesse prestando serviço para outra empresa. Se quiserem te demitir, seria como se você cancelasse sua conta de internet. Em compensação, com PJ você fica mais atraente para trabalhos freelancer. Muitas empresas grandes só contratam freelas se eles tiverem CNPJ, para que elas possam descontar Nota Fiscal em suas contabilidades. Então, se você tem em mente fazer freelas, abra um CNPJ.

Bom, passada a fase de procurar emprego e conseguir o meu primeiro graças ao Twitter e via @trampos, comecei a efetivamente perceber como é o ambiente profissional. Nos dois empregos que fui, percebi que a liberdade é algo que prezo muito. Nos dois, o compromisso era com a performance e eficiência, não com o tempo e horário. Sou cobrado pelo que devo fazer. Se faço o trabalho em duas horas, ao invés de oito, ótimo: fico seis horas de folga. Não preciso cumprir rigidamente os horários, mas devo fazer as coisas no tempo combinado. Just it.

Essa política de se cobrar por performance é derivada de uma necessidade, ao meu ver. O que eu percebi é que existe uma falta maciça de profissionais bons na área de comunicação. Profissionais que saiam do lugar comum (ou que tenham potencial para isso). Mas essa falta é sentida apenas por empresas inovadoras, grandes, que fazem diferente. Ou seja, basicamente estou dizendo que existe um abismo muito grande entre empresas de São Paulo e capitais em comparação com outras cidades. E o abismo é maior do que você pensa. Por isso que digo para todos meus amigos virem trabalhar na maior cidade do Brasil.

Sendo assim, se já é difícil encontrar bons profissionais por aí, uma empresa séria tem que manter o que ela possui. E, para isso, existem políticas de incentivo e bem-estar/qualidade de vida (ou, no caso citado acima, na mudança de políticas). Já vi diversos casos que a pessoa podia ganhar muito mais dinheiro em outra empresa, mas preferiu ficar por conta de como ela se sentia no ambiente. Isso realmente é bem compensador para a empresa.

No segundo emprego, também tive oportunidade de vivenciar um processo de emprego, mas eu sendo apenas um espectador. Vi como se pensa a descrição de vaga, o que se delineia para um perfil, como será feito o processo e, finalmente, observar, do lado de fora, como eram as entrevistas. E, o que eu percebi, é que cada pessoa tem um valor. Se você não for escolhido para uma vaga, não é que você seja ruim ou insuficiente: o seu valor não é compatível com o que a empresa procura. Esse valor pode ser em termos de perfil e também financeiro. Já vi pessoas que não eram chamadas para entrevista justamente porque seu currículo/valor era muito elevado. Era a mesma coisa de se chamar um pós-doutorado para uma vaga de analista júnior.

Bom, acho que deu para resumir o meu ano, restringindo-se somente a vivência no mercado de trabalho. Semana que vem volto com a ementa normal.

Um estudo de Buzz Intelligence sobre os shows de Paul McCartney - via @dperformance

By Gabriel Ishida , In , , ,

Post curto, só para informar sobre o estudo realizado aqui, na empresa que trabalho, em que analisamos o buzz gerado em torno dos shows de Paul McCartney no Brasil. Cliquem no link abaixo e confiram:

http://dpc.bi/paul-mccartney

E aproveitem para seguir o twitter da empresa, @dperformance.

Também aproveito para informar que estamos com vagas abertas para contratação de estagiários e analistas para todas as áreas da empresa. Clique aqui para maiores informações.

O que você precisa saber sobre e-mail marketing

By Marcos Singulano , In , , ,

E-mail Marketing é um assunto um pouco chato e que muitas vezes dá até raiva. São aqueles famosos e-mails que você recebe sem saber de onde vêm, por que estão ali e o que tem a ver com você.



Pois é, eu sempre considerei esse assunto um tanto tedioso, mas tenho estudado bastante sobre isso e percebi que hoje em dia saber pelo menos o básico sobre e-mail marketing pode ser aquela carta na manga que você estava procurando.

Esse post foge um pouco dos assuntos que costumo tratar aqui, mas ele é para você que assim como eu acha que e-mail marketing é o seguinte:
1) Baixe na internet um disparador de e-mails em massa
2) Cadastre um milhão de e-mails guardados
3) Anexe uma imagem ou um texto
4)Aperte o botão de envio

Muito bem, mas não é nada disso. Há uma série de cuidados que você deve tomar antes de sair enviando e-mail por ai. Por exemplo, você sabia que só é permitido enviar e-mails para pessoas (ou clientes) que autorizaram o recebimento de e-mails marketing da sua empresa?

Ou seja, você não pode comprar um banco de e-mails na internet e pronto. Todos os destinatários devem ter previamente autorizado que você enviasse e-mails a eles. Outra coisa, não é permitido envio de anexos. Isso mesmo. Nada daquela apresentação de power point ou uma imagem em JPEG anexados. Todo e qualquer tipo de anexo deve estar incorporado ao corpo do e-mail.

Ainda, você deve SEMPRE disponibilizar um link ou qualquer outro tipo de meio (e-mail, telefone, carta...) para que a pessoa possa descadastrar seu e-mail da lista a qualquer momento.
"Ah, mas foi ela que autorizou, então não tem nada a ver isso ai que você falou." Realmente, foi ela que autorizou, mas ela pode um dia acordar e perceber que não quer mais receber e-mails da sua empresa. É um direito dela.

Neste momento você deve estar se perguntando: "Ah, mas quem fiscaliza isso? Além disso, se me pegarem fazendo qualquer uma dessas coisas, o que eles podem fazer a respeito?"

Claro, não há como saber se há alguém fiscalizando isso, contudo, você vai arriscar a imagem da sua empresa e principalmente a sua fazendo errado o envio de e-mails. Além do que, se você (ou sua empresa) for denunciado para a Associação Brasileira de Marketing Direto, você corre o risco de ter seus e-mails totalmente bloqueados em muitos servidores, além da suspensão e desligamento do seu domínio.

Vai por mim, estude o assunto. Vale a pena.
Para quem quiser se aprofundar, recomendo estes dois links da Associação Brasileira de Marketing Direto.

Espero que tenham gostado.


Livro "Como Mensurar Qualquer Coisa" de Douglas Hubbard - primeiras idéias

By Gabriel Ishida , In , ,

Finalmente irei compartilhar as primeiras idéias presentes no livro "Como Mensurar Qualquer Coisa", de Douglas Hubbard. Não terminei de ler o livro, mas pelo andar da carruagem, eu acho que as idéias iniciais são as mais importantes do livro.


Hubbard explica que a idéia de mensurar é mal interpretada. A maioria das pessoas associa mensuração a algo como resultados precisos e exatos (=era o que eu pensava também). Hubbard esclarece que uma mensuração dificilmente será exata. O principal objetivo de uma mensuração é reduzir o grau de incerteza sobre algo. Basicamente, ao meu ver, Hubbard segue da famosa idéia de que "melhor ter algo do que não ter nada", o que eu concordo.


Ele também tem ciência da idéia de que há uma barreira bem clara para a mensuração de coisas intangíveis, como elementos subjetivos. Entretanto, ele fornece uma luz conceitual que nos ajuda a entender melhor a idéia de mensuração: a primeira idéia de que podemos mensurar algo é se temos uma noção se esse algo pode ser bom ou pode ser ruim. A partir desse ponto, podemos pensar em critérios e métricas para mensurar algo.


Seguindo essa idéia, realmente temos que concordar que aspectos intangíveis, como motivação dos funcionários, pode-se ser mensurado. Porém, acho que o problema é transferido para a metodologia: ok, temos noção de que um funcionário está motivado ou não. Mas como criar métodos para se estabelecer tais resultados? Hubbard acredita que cada caso exige métricas e critérios próprios. 


Outro ponto interessante é o que mensurar. Muitas pessoas, diz Hubbard, mensuram coisas que não precisariam ser mensuradas. Entretanto, coisas que, se mensuradas, poderiam poupar dinheiro e trazer melhores informações, não são mensuradas. Isso ocorre porque não se enxerga o valor agregado das informações que essa mensuração pode trazer. Além disso, muitas vezes a mensuração é tão simples de ser feita que traz um custo benefício muito maior do que métricas e metodologias complexas para objetivos nebulosos.


Futuramente irei postar novos comentários sobre o livro que, levando em consideração o título, não tem nada de picareta. Garanto.

Meus comentários e observações sobre o post "Como mensurar a si mesmo?"

By Gabriel Ishida , In , ,

Após ler esse excelente post do Thiago, veio-me muitas idéias e cruzamento de informações que gostaria de compartilhar por aqui.

A primeira delas é sobre a árvore de usos que esse self-tracking pode proporcionar. O livro "Numerati" de Stephen Baker, que eu considero um dos melhores livros que já li, tem um capítulo chamado Paciente, em que ele mostra quais os principais horizontes de pesquisa se tivermos como monitorar, a todo momento, nossa situação física. Mas o que é mais interessante no capítulo é como essas informações poderiam ser usadas na prevenção e na rápida ação. Exemplo: se algum diabético, com self-monitoring de seu nível de glicose, tiver um aumento na concentração desse elemento no sangue, uma dose de insulina é automaticamente injetada. Outro exemplo: após tomar determinado remédio para alguma doença, o self-monitoring avisa que está na hora de tomar outra dose. Ou senão avisar apenas que você está com pressão alta ou prestes a ter uma taquicardia. Uma ação legal desenvolvida pela Nike, chamada de Nike+ (ou Nike Plus), em que se monitora e registra sua atividade física no site da ação, compartilhando com seus amigos e estranhos, está dentro do assunto.

Tudo isso apenas falando de saúde. Assim como o Thiago citou, um controle sobre as finanças seria algo revolucionário. Imagine todos os pagamentos e ganhos de receita sendo computados automaticamente e colocados em um dashboard para você olhar. Com a Nota Fiscal Paulista, podemos ter uma noção do quanto gastamos sem precisar recorrer a nota fiscal em papel e a planilha de Excel. Mas é um controle bem rudimentar e que diz praticamente nada.

Penso que, com o avanço da idéia de internet das coisas, as tecnologias de self-tracking serão cada vez mais utilizadas. Imagine sua geladeira, equipado com um monitoramento de todo o controle de suprimentos, cruzando os dados com seu self-monitoring e lhe recomendando "você está com pouca glicose e sem nenhum alimento doce na geladeira. Gostaria de comprar, via delivery, um pacote de bolachas Passatempo no supermercado Extra por X reais? Será entregue em X horas." Agora expanda isso para todos os objetos e cômodos de sua casa e tente imaginar o universo que se formaria.

Conforme eu postei nos comentários do post, já temos uma boa forma de registrar os lugares e o tempo que passamos neles com o Google Latitude. Ou seja, pouco a pouco estamos caminhando para essa nova fase de coleta de informações. E logo viveremos em um mundo bem parecido com o que o filme "Minority Report" nos mostrou!

Como mensurar a si mesmo?

By Thiago Costa , In , ,

Recentemente voltei a ler um artigo do New York Times publicado em abril do ano passado por Gary Wolf intitulado “The Data-Driven Life”. Era a terceira vez que eu lia o artigo – uma das melhoras coisas que li no ano, sem dúvida – e a terceira vez que eu cogitava tratar deste assunto em um post. Agora vou.
O tal Gary Wolf do artigo do NYT comanda juntamente com Kevin Kelly – os dois são editores da Wired Magazine – um projeto em forma de blog chamado “The Quantified Self”. O objetivo deste projeto é reunir e incentivar os projetos mais fantásticos e malucos de análise de dados pessoais, buscando torná-los econômica e culturalmente viáveis. Coisa de louco, né? É difícil imaginar como e porque analisar dados sobre hábitos pessoais, saúde, alimentação, pode nos ajudar a viver melhor ou otimizar certos aspectos de nossas vidas.
Um bom ponto de partida talvez sejam dois bons exemplos (que normalmente não vemos como típicas ferramentas de dados):
Foursquare: Você dá um check-in aqui, outro ali; vai na balada? Check-in. Naquele restaurante? Check-in. Aí você olha pro seu histórico de Check-ins no ano de 2010 e percebe que você só trabalhou e comeu em fast food. Ok, você já sabe disso? Mas o problema é que normalmente temos algo que vou chamar de mecanismo de auto-remissão. “Sei que fui no fast-food algumas vezes... mas também fui várias na academia” Que tal saber exatamente quantas foram? E se chocar com os resultados.
Videogames: É comum, e até digno de troféus, que você possa visualizar em qualquer jogo de videogame – incluindo aqueles do Facebook – seus Status. O quanto você progrediu, quanto jogou, quantos zumbis matou ou quantos pés de milho colheu. Videogames analisam, demonstram e valorizam dados há anos, como uma boa forma de incentivar as pessoas a jogarem mais e se divertirem melhor. Não é por acaso que o Foursquare tem um aspecto lúdico, que lembra muito um jogo.
Mas, na prática, não é tão simples entender porque se “perderia tempo” acumulando dados sobre atividades do dia-a-dia pode contribuir para uma vida mais agradável, mais produtiva, mais eficiente. A raiz deste trauma é a associação de “dados” com “controle”. Na medida em que “controle” é associado a algum tipo de neurose, realmente temos um problema.
O objetivo destes dados, porém, não é o controle, chato e neurótico, sobre a vida. Mas uma visualização e compreensão de aspectos que passam despercebidos.
Existem coisas que todos querem:
Todo mundo quer ter uma grana no fim do mês, pra sair com o amigos ou comprar um smartphone. Se você não nasceu com o dom de controlar bem seus gastos vai torrar seu dinheiro em doces, uma cervejinha aqui, um almoço mais caro ali... no fim do mês você nem se lembra com o que gastou e não tem o smartphone.
Sua opção 1 é a auto-remissão, sua opção 2 é a planilha de Excel. Ambas não são legais. Então temos a 3: uma ferramenta que demonstre seus gastos de maneira intuitiva e dinâmica, a partir de classificações, revelando o quanto você gastou com almoços, doces e o quanto falta para você comprar o smartphone. Um exemplo nacional deste tipo de ferramenta é o Organizze. (vale a pena, tem me ajudado muito)
Todo mundo quer ser feliz. Mas algumas atividades, a despeito do prazer imediato, nos deixam mais felizes do que outras. Alguns tipos de comida, horários do dia, companhias... a felicidade é única para cada um, mas muito provavelmente segue um padrão em cada vida. Sim, a felicidade é mensurável.
Nem todo mundo quer entender como ouve músicas, vê filmes ou lê livros. Mas deveria. Por uma razão muito simples: é divertido pra caramba. É fantástico poder visualizar suas mudanças de gosto, o tempo dedicado à música ou à leitura, perceber como descobrimos certas bandas. E, claro, poder contar isso pra todo mundo. Para músicas, o Last.fm possui funcionalidades bacanas. Para livros, Goodreads.
Os resultados e a sensação de “dever cumprido” proporcionada pela análise de dados pessoais são, pelo menos para mim, incomparáveis. Ferramentas de produtividade como o Basecamp ou o RescueTime me ajudam no trabalho a organizar melhor meu tempo. O mais importante: me demonstram depois, ao final, quanto tenho gasto com cada coisa. De repente descubro que passo tempo demais no Twitter e encontro um melhor momento, no qual normalmente fico ocioso segundo a ferramenta, para fazer isso.
As ferramentas citadas aqui são apenas exemplos. E nada te impede te criar seus próprios mecanismos de auto-monitoramento. O único problema é que nem todas estas ferramentas são gratuitas, geralmente cobram uma pequena mensalidade para se ter acesso a todas as funcionalidades, como é o caso do Last.fm. Mas aí é só colocar estes gastos no Organizze como “conhecimento”.
Enquanto isso, fiquem com a conversa rápida, de 5 minutos, do Gary Wolf no TED. Vale a pena também. E até a próxima!

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