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Por que SEO?

By Thiago Costa , In ,

Continuando a série de posts iniciada semana passada (com Web Analytics) – é hora de falar de SEO. Antes de conceituar SEO, porém, eu queria ajudá-los a se despirem (!) de eventuais preconceitos envolvendo Search Engine Optimization – ou “otimização para motores de busca”.

O primeiro deles: SEO não é um conjunto de técnicas ninja, conhecidas por poucos e ensinadas por monges. Ok, fui um pouco longe demais, mas SEO realmente não é algo místico; como qualquer outro recurso em Web, é tão simples quanto os resultados que você queira obter.

O segundo preconceito: SEO não é endossado pelo Google ou qualquer outra Searh Engine (Bing, Ask, etc) – na verdade, uma nova Search Engine, Blekko, quer reverter esse jogo. Por isso é um tipo de malandragem com vistas grossas. Você pode fazer muitas coisas sem problemas, e outras por sua conta e risco – sim, seu site pode ser punido e inexistir para sempre na seara dos motores de busca. Pega essa.

Uma vez não-preconceituosos, vamos às raízes da coisa toda. Por que SEO existe?

Bem simples: porque a classificação de uma página/site é determinada por algoritmos complexos e fiscalizada por “robôs” e, como em tudo que envolve máquinas, há espaço para a malandragem humana – pelo menos até a Matrix.

Um belo dia, as pessoas perceberam que estar nas primeiras posições dos resultados de pesquisa para alguma palavra-chave lhes dava uma enorme visibilidade, e perceberam também que era possível ludibriar os pobres robozinhos, alterando os resultados da classificação. E isso ganhou o bonito nome de Search Engine Optimization - que na verdade é só mais uma expressão da esperteza humana.

Uma pausa para um detalhe fundamental: SEO visa otimizar uma página para os resultados de Busca Orgânica, ou resultados de busca natural, ou, mai simples, os “resultados que não são propaganda” – links patrocinados são outra história.

“Mas o que é e como se faz SEO? Você não respondeu isso ainda.” Não respondi e nem vou responder – ainda que eu coloque algumas dicas em futuros posts. Quer aprender SEO? Procure um livro, visite blogs ou comunidades e aprenda. Sozinho.

Fui um pouco duro com vocês. Me desculpem. É porque eu queria que algo ficasse muito claro:

O que o Google ou o Bing querem? Resposta: oferecer os melhores e mais relevantes resultados para os usuários – não, eles não são bonzinhos, essa é a primeira engrenagem de sua máquina de fazer dinheiro. Para isso, eles estão sempre atualizando seus algoritmos, detectando fraudes, uso abusivo de SEO, etc

Do lado de cá procuramos sempre otimizar nossos sites, utilizando técnicas de SEO e, porque não, rezando todas as noites para que no dia seguinte nosso site apareça em primeiro para “como ficar milionário”.

Um dia, talvez, usando técnicas espertas de SEO, você consiga, mas até quando? Do lado de lá, o Google está sempre de olho, verificando fraudes ou uso abusivo... melhorando.

Malandro é o gato, que já nasce de bigode.

O melhor SEO é focado nas pessoas e no bom conteúdo – muitos SEOs odeiam esta afirmação, mas é a pura e simples verdade. Pense nas pessoas, pense no quão inesquecível e fundamental será o seu site.

E, claro, seja malandro. Malandro mesmo, não bandido, atue no limite mas sem forçar a barra. Em posts futuros posso dar algumas dicas de malandragem, mas dedique seu tempo lendo mais sobre User Experience, estudando as pessoas.

Se não der resultado, no mínimo, vai te fazer bem.

Semana que vem: links patrocinados.

O método Tag Cloud em Buzz: cuidados, problemas e soluções

By Gabriel Ishida , In ,

Voltando ao assunto "problemas em metodologias de análise de buzz", já apresentei os desafios na planilha de classificação. Agora, é a vez da análise qualitativa em sua essência: a TAG CLOUD (=nuvem de tags).

Wordle: tag cloud buzz

Acima, temos a tag cloud do meu último post. Reparem que a palavra análise é que mais se destaca. Ok, mas e daí?

E daí que o assunto "análise" é o que foi mais citado, assim como "classificação" e outras palavras. Sabendo disso, você conclui quais assuntos foram mais discutidos dentro do buzz. A partir daí, você desenvolve sua análise.

Tá, é uma ótima forma de direcionar a análise. Mas não é seletivo e superficial demais esse processo? Se palavras, menos citadas, forem mais importantes para a análise do que as mais citadas?

A resposta é: a tag cloud só mostra as palavras mais citadas, mas não podemos concluir que elas foram as mais relevantes. Muitos casos, as palavras mais citadas fazem parte de um contexto ou de uma nomenclatura, que naturalmente apareceria mais vezes. Entretanto, para responder a questão, devemos prestar atenção em toda nuvem de palavras, em busca de palavras que podem sugerir algum assunto relevante.

E lembrando que relevância é relativa. Só devemos considerar que algo é relevante de acordo com os objetivos do projeto e da análise. E também precisamos ter uma visão horizontal do contexto da análise. A tag cloud pode nos mostrar muitas surpresas agradáveis ou não.

Tá, respondida a pergunta, outra questão surge: na tag cloud é possível saber se tal palavra está associada positiva ou negativamente? Não há como tirar a neutralidade da tag cloud?

Respondendo: há sim. E nisso entra a planilha de classificação. Com a planilha, conseguimos separar o buzz negativo do positivo. Assim, conseguimos separar e formar uma tag cloud para cada sentimento. Com isso, conseguimos saber o assunto mais citado dentro do buzz negativo e idem no positivo. Mas assim formamos duas tag clouds. Para realizar uma comparação, basta juntar as duas tags clouds na produção da tag cloud comparativa. Assim você descobre se determinado assunto no buzz negativo é mais citado do que no positivo.

O assunto "Buzz" pode gerar vários assuntos, uns relacionados e outros mais diretos, mas fiquem à vontade para comentarem e sugerir questões, pois responderei com prazer. Na próxima semana, irei fazer um comentário sobre o livro "Numerati" que estou lendo atualmente.

Imagens Bitmap X Imagens Vetoriais

By Marcos Singulano , In ,

Já falei um pouco sobre sistemas de cores e resoluções de imagem. Hoje, vamos ver as diferenças de imagens bitmap e imagens vetoriais.

Vou começar pela imagem bitmap. Você provavelmente já deve ter ouvido falar desse tipo de imagem se já brincou de desenhar com o mouse no paint brush do windows.
Uma imagem bitmap é formada por uma infinidade de pixels (também chamados de bits), que como vimos semana passada, são aqueles pequenos quadradinhos que se formam quando ampliamos absurdamente uma imagem. Para formar a imagem, eles se alinham em colunas e linhas formando um "mapa de pixels" ou "mapa de bits", por isso que esse tipo de imagem é chamado de bitmap.
Vamos ver isso na prática, com um desenho que eu fiz:



a. Desenho em 100%

Agora vou ampliar o olho direito:


b. olho direito ampliado em 300%

Viram como o desenho fica todo "serrilhado" e quadriculado? Esses quadradinhos são os pixels, ou seja, esse desenho então, é uma imagem bitmap.
Outro ponto é importante é que imagens bitmaps, portanto possuem limitações quando ampliadas. Quanto mais zoom, mais serrilhada ela vai ficar e pior fica pra imprimir.

Uma imagem vetorial, diferente de uma imagem bitmap que é formada por pontos, (alguns preferem o termo imagem matemáica) é formada por linhas, círculos e outras formas geométricas. Como ela é composta por vetores, podemos amplia-la infinitamente que sua qualidade continuará a mesma. Como assim?
Vamos dar uma olhada:

c. "Smile" vetorial em 100%

Vamos ver então, o que acontece se ampliarmos um de seus lados:

d. "Smile" ampliado em 300%

Repararam que o "serrilhado" nem aparece e a qualidade da imagem é a mesma? Isso se dá pelo fato dessa imagem ser formada por linhas e círculos. Então você pode fazer desde um bottom até um outdoor gigante com a mesma imagem que a qualidade será mantida.
É por isso também que logotipos de empresas e fontes são sempre construídos como imagens vetoriais.

Resumindo, o que você precisa saber de imagem vetorial e imagem bitmap é o seguinte:
Imagem bitmap - formada por pequenos pontos chamados pixels que se agrupam em linhas e colunas para formar a imagem. Sua ampliação causa o chamado "serrilhado" e portanto possui limitações de uso
Imagem vetorial - ou imagem matemática, é formada por linhas e círculos (ou quaisquer outras formas geométricas) e por isso pode ser ampliada infinitamente sem perda de qualidade.

E por hoje é isso. Semana que vem vamos ver algumas ferramentas legais e simples para webdesign.
Qualquer dúvida, sugestão ou crítica, vocês podem me encontrar no twitter @marcossingulano ou deixe um comentário ai embaixo.



Os problemas e desafios para uma análise de buzz

By Gabriel Ishida , In ,

Continuando a série sobre análise de Buzz, agora irei comentar alguns problemas metodológicos, desafios e possíveis soluções e melhorias.

Bom, se voltarmos para meu último post, uma coisa que podemos perceber é que a planilha de classificação é a base de dados para a análise certo? Sem ela, a mais importante parte de uma análise de buzz, que é a tonalidade qualitativa dos dados, não pode ser realizada. Essa importância é o primeiro obstáculo da análise.

Para termos uma noção analítica se determinado buzz refere-se positiva ou negativamente, precisamos classificar os elementos do buzz para tal forma, certo? E como fazemos isso? Como determinamos e classificamos uma base para análise?

Na mão, literalmente. Sim, se tivermos uma base com 500 mil posts, é necessário que haja pessoas para classificarem e analisarem um por um para que os posts possam ser separados e, assim, possam gerar os dados para se realizar análise.

E por que não automatizar o processo? Por que não gerar um software que processe e classifique a base sem que necessite da intervenção humana? Pelo simples fato de que lidamos com pessoas. Lidar com dados gerados por pessoas não pode ser entregues para máquinas realizarem.

Exemplo para ficar claro: se temos um post contendo tom de ironia, não é possível para um software detectar. Dizer "eu amo derramar suco em mim", para uma máquina quer dizer que "o emissor ama derramar nele mesmo", mas para nós, que dotamos de interpretação de sentido, sabemos que isso não é verdadeiro. Além disso, existem jargões e expressões que máquinas não conseguirão compreender.

E nisso que entra um conhecimento analítico do profissional. Ele sabe distinguir diferentes situações e detectar as diferenciações que existem na base de análise para, com isso, conseguir analisar de forma mais fidedigna possível e oferecer soluções e idéias dentro da análise.

Não acho que a intervenção humana na formação da planilha de classificação seja um defeito, muito pelo contrário. Mas é um processo que exige muito tempo e mão-de-obra. Acredito que o humano tem que realizar esse trabalho, mas é necessário métodos visando o aprimoramento desse processo.

Uma solução é "padronizar" determinados assuntos e ganhar tempo na classificação. Filtrar por certas expressões que se definem absolutas para, assim, gerar uma classificação padronizada e automática para elas. Sim, é uma forma de automatização humana, mas pelo menos um ser humano terá o controle sobre isso e a margem de erro será bem menor.

No próximo post comentarei sobre a nuvem de tags, ou tag cloud, e seus problemas metodológicos.

Web Analytics: que p**** é essa?

By Thiago Costa , In , ,

(Retardatário como sempre, este é meu primeiro post no Midializado. Acho que
seria legal me apresentar antes de mais nada)

Olá a todos! Meu nome é Thiago Costa, trabalho na agencia digital All Creative
– que em breve mudará de nome e conceito, uma história que conto mais pra
frente – como Web Analyst. Coisas que eu mais curto: tecnologia, games e doces.




Não, eu não sou um geek gordinho. Por que também sou apaixonado por Web
Analytics, SEO (Search Engine Optimization), SEM (Search Engine Marketing)
e CRO (Conversion Rate Optimization) e essas coisas, acreditem, fazem bem à
saúde. E é por fazerem bem à saúde, por serem uma parte fantástica e menos
conhecida da web – e do digital como um todo, porque não? – que eu vou falar de
cada uma delas nos meus posts no Midializado; desde o básico “o que é” até os
tópicos um pouco mais avançados do “como fazer”.

Espero que gostem e sintam-se motivados para comentar, perguntar ou
xingar. Aliás, sobre a parte de tudo isso fazer bem à saúde: era mentira, ok?

Mas, tá, e o que é Web Analytics?

A melhor definição que eu consegui encontrar foi a seguinte:

Web Analytics é a mensuração, coleta, análise e produção de relatórios de
dados da Internet com o propósito de entender e otimizar o uso da Web.

Fantástico! Cole isso na sua parede, faça uma camiseta com essa frase, ou uma
caneca de café talvez. Mas, na prática, não serve pra muita coisa. O que interessa
é: porque alguém iria querer fazer isso?

A resposta começa com o post do Gabriel Ishida sobre “o que é buzz”. Sabem
aquela “nuvem de conversação” que só na web é possível acessar e compreender
de um modo que não acontece na vida offline? Então, vamos começar por ela:

Na web as pessoas dizem muita coisa consciente e abertamente. O trabalho
de ouvir esta buzz, interpretá-lo e interagir com essa nuvem é uma conquista
maravilhosa da internet. Mas as pessoas também dizem muita coisa sem saber;
deixam rastros de navegação por todos os sites, aplicativos e redes sociais pelas
quais passam. A coleta e análise destes “rastros” pode oferecer informações
incríveis sobre o comportamento dos usuários e potencializar uma web cada vez
melhor, mais eficiente e mais adequada ao usuário.

Fica mais fácil com uma analogia:

Imaginem um show room de móveis. Um loja linda, com arquitetura perfeita, que
visa deixar as pessoas entorpecidas para que comprem móveis que custam uma
fortuna. Esse é o seu site.

Agora imagine que você pudesse acompanhar cada passo de cada cliente;
saber qual móvel ele viu primeiro; qual ele comentou com a esposa que era
caro demais; qual ele olhou, achou horrível, e passou com cara de nojo; e, por
fim, qual ele comprou e porque. Imagine o potencial disso para seu negócio?!

As lojas e comércios “físicos” tentam saber tudo isso. Mas a única ferramenta
que eles dispõem chama-se formulário de avaliação. Você já viu um desses, já
preencheu e já mentiu em suas respostas em 50% das vezes. Confiabilidade dos
dados deste tipo de avaliação: próxima de zero.

Na analogia com o show room, no seu site você pode saber tudo isso
necessitando de apenas duas coisas: um software de web analytics instalado no
seu site – que vai captar essas informações - e um cérebro inteligente o bastante
pra interpretar e analisar esses dados.

Você quer entender como isso funciona de verdade? Tem um blog, site ou e-
commerce? Instale agora o Google Analytics! Agora. Já! É de graça, é bom e
qualquer criança de 7 anos consegue usar e se não conseguir é só pedir ajuda.

O que esses softwares, como o Google Analytics,, fazem é “gravar” as etapas da
navegação de um usuário identificado pelo cookie – que não é o biscoito, mas
o identificador único de um browser em um determinado computador. Ele faz
isso, normalmente, por meio de um código de JavaScript e te entrega de volta os
números. Muitos deles! Milhares ou milhões deles.

O que você faz com esses dados? Não vou nem falar... porque é assunto pro
próximo post sobre Web Analytics. Aí vamos começar a por as mãos na massa.

Por enquanto fica uma dica de ouro: antes de instalar o Google Analytics
no seu blog/site, pense numa coisa básica -> “qual o objetivo do meu site?”.
Anote e resposta e guarde com carinho., você não imagina a importância dela.

Até o próximo post, saindo do show room de móveis e indo pra favela do SEO –
coisa de macho e coisa de malandro.




Ampliando a resolução de uma imagem

By Marcos Singulano , In ,

Semana passada, falei um pouco sobre os sistemas RGB e CMYK e suas diferenças, além de um pouco sobre resolução e dpi. Recapitulando um pouco antes de começarmos o post de hoje, temos que ter sempre em mente que o sistema RGB é usado, predominantemente em aparelhos eletrônicos, como a tela do seu computador e o sistema CMYK é sempre utilizado para impressões gráficas, seja ela uma revista ou um jornal. Além disso, vimos também que a resolução ideal para atela de computador é de 72 dpi e que para impressão, o ideal é que seja de 200 dpi ou mais. O que nos leva a pergunta que encerrou o post da semana passada: eu posso aumentar a resolução de uma foto ou ilustração infinitamente?

A resposta é não. Isso pelo simples motivo de que uma imagem é formada por pequenos pontos, também chamados de pixels e a medida que vamos ampliando a imagem, esses pontos vão sofrendo distorções, alterando assim a qualidade final da imagem. Ah, quer dizer então que eu não tem jeito de ampliar uma imagem no computador? Tem sim e é isso que vamos dar uma olhada hoje.


Esse "tutorial", vai ser todo feito no Adobe Photoshop. Caso não tenha photoshop, não se preocupe, o princípio é o mesmo para qualquer programa que você esteja usando.

Então vamos lá, para este tutorial, a imagem não importa muito, o que importa mais são os valores, por isso com a imagem aberta no photoshop, vamos dar uma olhada na janela de tamanho. Para isso vá em IMAGEM -> TAMANHO DA IMAGEM. Em seguida, você deve ver algo parecido com isso:



Na parte superior da janela, temos as dimensões da imagem em pixels (seta vermelha) e na parte de baixo temos as dimensões da imagem em centímetros, além da resolução, que está em 72 dpi (seta verde). É importante que você mantenha as opções na parte inferior da janela (seta azul), sempre ligadas, pois elas garantem que a imagem continue na proporção caso aumente ou diminua.


Antes de passarmos ao que interessa, é importante lembra de que qualquer alteração proporção da imagem, altera a qualidade final dela, por isso o ideal é que você aumente algo entre 10% e 20% da resolução ou do tamanho original, porque assim perda de qualidade é mínima. Como assim? Na foto que estamos usando, que tem 72 dpi, podemos aumentá-la até 86 dpi OU aumentar seu tamanho de16,93 x 22,58 para 20,32 x 27,09. Feito isso, você ainda pode habilitar esta opção:




Dessa forma, o programa amplia a imagem, tentando ao máximo preservar a qualidade final da mesma.

No caso de diminuir a imagem, você não precisa se preocupar, pois as alterações são mínimas. Mas eu posso diminuir e aumentar a imagem depois? Não! Só se for no CTRL + Z mesmo.

E é isso, um jeito simples e rápido (e seguro!) de ampliar suas imagens sem danificá-las demais.

No próximo post, vou falar ainda sobre imagens, só que desta vez sobre as diferenças de imagens vetorizadas e imagens bitmap.

Metodologias para uma análise de buzz

By Gabriel Ishida , In ,

Seguindo a série sobre "Buzz", após definir de forma metafórica o que seria buzz, agora vamos para o lado mais concreto: metodologias de análise.

Devo dizer que as metodologias variam muito de acordo com os objetivos que se pretende alcançar com a análise. E também há muito ainda para se aperfeiçoar, em termos de eficiência e relevância.

Então vamos lá:


- Para uma análise quantitativa: planilha de classificação.

A forma mais fácil de se obter dados quantitativos em análise de buzz é utilizar uma planilha de classificação. Planilha de classificação é a base processada para a análise. É onde se concentra todos os elementos que você precisa para analisar. Nela, cada elemento deve vir classificado de acordo com critérios que você estabelece para a análise. Com toda essa base classificada, você cruza os dados e gera uma tabela em que você consegue obter dados estatísticos e quantitativos de sua análise.

Um exemplo: preciso realizar uma análise de buzz para uma rede de supermercados. Os objetivos (ou briefing) são: devo analisar o que os consumidores pensam sobre o atendimento, os preços praticados e acessibilidade às filiais. No caso, esses três são os critérios que devem ser analisados. Na planilha de classificação, os posts devem ser classificados entre esses três critérios. Menções fora desses devem ser excluídos, para não "pesar" na planilha e também porque não fazem parte dos objetivos. Sendo assim, na planilha, só entrarão posts que abordam um ou mais dos três critérios e todos os posts devem ser classificados. Portanto, ao cruzar os dados e montar uma tabela, consigo descobrir quantos posts tratam de atendimento, quantos tratam de preços e quantos tratam de acessibilidade.

Geralmente, em casos assim, também há a polarização dos posts. Ou seja, a classificação, além de ser colocada entre esses três critérios, também se classifica se é positiva, neutra ou negativa. Portanto, a planilha de classificação, ao se montar a tabela, apresenta dados estatísticos de quantos posts tratam de atendimento e são negativos, quantos posts falam positivamente dos preços, etc., oferecendo uma visão quantitativa do buzz.


- Para uma análise qualitativa: tag cloud.

A forma mais eficiente, sem dúvidas, é ler e acompanhar todo o buzz sem intermédio de metodologias. Mas isso só é eficiente, em termos de tempo, se há pouco buzz. Imagine lidar com uma base de 500 mil posts. Ler tudo dispende muito tempo.

Por isso, a forma mais fácil para se descobrir qualitativamente o que acontece no buzz é utilizar a tag cloud (=nuvem de tag).


Wordle: Tag cloud Midializado


Tag cloud formada com o post do Marcos sobre RGB e CMYK


Através da tag cloud, conseguimos descobrir as palavras com maior número de evidências/repetições. Sendo assim, conseguimos identificar qual assunto está sendo mais comentado no buzz. No exemplo acima, percebemos que as palavras CMYK, RGB e Sistema se destacam. Então, ao realizarmos a análise, podemos filtrar e pesquisar por essas palavras no buzz, pois elas representam assuntos relevantes, já que são citados mais vezes.

É uma ótima forma de guiar a análise, principalmente para o caso da base ter milhares de posts. 
No próximo post, irei listar as dificuldades e problemas nessas e em outras metodologias de análise para buzz e também oferecer soluções ou possíveis caminhos.

CMYK ou RGB? E ai?

By Marcos Singulano , In

Antes de tudo, vou me apresentar para vocês. Meu nome é Marcos Singulano Ponzoni, tenho 23 anos e sou formado em Comunicação Social - Midialogia, pela Unicamp. Meu foco de trabalho (e interesse) é design (design gráfico, ilustração e webdesign e tudo mais relacionado) e atualmente trabalho com produção gráfica no Grupo S/A de Comunicação Integrada em São José dos Campos.

Neste e nos futuros posts pretendo falar um pouco sobre design, pensando sempre na web como suporte final. Vou fazer o possível pra trazer para vocês, dicas, tutoriais, artigos e livros que possam acrescentar sempre um pouco mais tanto para vocês como para nós aqui do blog. Tenho um tumblr sobre design, arte e ilustração, o Dezaini. Sinta-se livre para dar uma passada por lá também para mais referências e inspirações para seu próximo trabalho.

Para começarmos, resolvi falar sobre cores, mais especificamente sobre o sistema CMYK ( do inglês, Cyan, Magenta, Yellow e Black, em alguns lugares também chamado de CMY, pois na verdade a cor preta -K- é obtida através da soma das outras 3) e o sistema RGB (Red, Green e Blue).

Bom, mas tem diferença além do nome? Tem sim. O sistema RGB também pode ser classificado como cores primárias aditivas, que são obtidas a partir da luz e quando combinadas formam o branco e quando subtraídas formam o preto. O sistema CMYK por sua vez, é chamado também de cores primárias subtrativas, pois ao contrário do sistema RGB elas são obtidas através da subtração da luz.

Não é tão complicado quanto parece. De uma maneira mais simples: o sistema RGB é sempre utilizado em suportes que emitem luz, ou seja, como telas de computador, por exemplo. O sistema CMYK, por outro lado, é sempre usado em impressões gráficas, como uma página de jornal. Como a intenção não é ficar dando explicações quilométricas sobre cores e etc… você pode ( e deve ) pensar da seguinte maneira: qualquer projeto em que você esteja trabalhando em que o suporte final seja a internet ou televisão, ele deve ser finalizado sempre em RGB. Da mesma forma, qualquer projeto em que o suporte final seja impresso em papel, ele deve ser finalizado no sistema CMYK.

Ah, mas não posso fazer um fundo legal para o meu twitter em CMYK? Não! Deve ser feito em RGB! E um anúncio em uma revista em RGB? Posso? Não! Sempre CMYK. Como aqui estamos pensando em webdesign, blogs, etc…daqui pra frente só RGB.
Outro fator importante que devemos levar em consideração (pensando em internet) é a resolução de uma imagem. Resolução da imagem nada mais é do que o famoso DPI que você já deve ter visto por ai, que é a sigla para dots per inch ou em português, pontos por polegada. O que é sempre bom lembrar é que a melhor resolução para uma tela de computador é 72 dpi, isso porque a qualidade da imagem vai ser praticamente a mesma em qualquer lugar que você a veja e não vai pesar demais na hora de carregar a sua página ( = usuário feliz).
Por outro lado, 72 dpi não é uma resolução aceitável para impressão. O ideal é que ela esteja em 200 dpi ou mais. Então, é só jogar a imagem em um programa e sair aumentando a foto até 200 dpi? Bom, isso eu explico na semana que vem.

Se você quiser saber um pouco mais sobre cores, recomendo este artigo da Tutorial 9, em ingles, mas bem simples de entender: http://www.tutorial9.net/resources/simple-practical-color-theory/

Mas afinal, o que é buzz?

By Gabriel Ishida , In

Depois de apresentar oficialmente os dois "reforços" para o blog, anuncio também uma série de posts sobre o assunto em que trabalho na Direct Performance: BUZZ. Pretendo ser o mais direto e simples possível, além de falar mais focado nas minhas experiências do que em teorias (apesar que vou acabar caindo nisso, mesmo eu sem querer).

Mas afinal, o que é buzz? (parafraseando o livro do professor Fernão Ramos)

Buzz é burburinho, como já ouvi por aí. Os mais práticos vão falar que é "aquela ferramenta do Google, que é um Facebook no Gmail". E, finalmente, para os leigos, é o som característico das abelhas ou até mesmo um dos personagens da franquia Toy Story.

É, foi um bom chute.



De fato, existem muitas definições. Para mim, buzz é conversa. Pode ser entendida mais facilmente como disseminação. Não gosto muito desse termo, mas é mais fácil de se entender.

Eu digo que é conversa porque penso na idéia de nuvem de conversação. Para mim, buzz nada mais é que a participação das pessoas nessa nuvem de conversação. Imaginem que a Web é uma gigantesca sala de bate-papo. Você pode apenas ficar olhando o que os outros escrevem ou jogar uma conversa nessa sala. A sala de bate-papo é a tal nuvem. Expressar-se na Web é postar uma mensagem nessa nuvem. Buzz é a interação que há entre o usuário e essa nuvem. A interação pode ser apenas uma mensagem para todos (=um upload de vídeo ou uma postagem em blog, como esse que você está lendo), um recado para alguém específico (=scraps do orkut, direct message do twitter, e-mail, etc.) ou até mesmo uma mensagem para pessoas interessadas em você (=postar no twitter, no facebook, etc.). Sendo assim, defino buzz como conversa no sentido de que você abre diálogo com quem está participando ou assistindo essa nuvem.

E a metáfora com nuvem não foi à toa. Assim como em nossa atmosfera, todos nós podemos ver o que acontece com essa nuvem. E é aí que está a grande sacada do buzz e, arrisco dizer, a grande quebra de paradigma da comunicação. É a primeira vez na história da comunicação que podemos ver o que as pessoas pensam sobre os assuntos e fatos do cotidiano. Isso porque é a primeira vez que as pessoas podem participar da nuvem de conversação, que antes era apenas acessível aos grandes grupos de comunicação (=rádios, tv, cinema, enfim, os meios de mão única). Sendo assim, o público era um mero observador da nuvem. Hoje, somos nós que deixamos os grandes grupos como espectadores. E esses já sabem do seu lugar e começam a olhar essa nuvem com mais cuidado, com um foco mais analítico e crítico. É aí que meu trabalho entra.

Digo que sou o óculos deles nessa nuvem. Mostro o que eles devem ver (afinal, é uma nuvem gigantesca com milhões de pessoas nela) e o que deve ser visto com mais cuidado. Engraçado isso, porque eu mesmo faço parte dessa nuvem e me sinto um espião dentro dela. Ando lendo inúmeras referências sobre engajamento em social media, mas o livro que mais me ensina sobre minha área de atuação é Numerati. Mais pra frente posto algumas idéias sobre o livro.

No próximo post, vou para o lado prático. Vou tentar expor metodologias para realizar uma análise de buzz.

Dois novos autores para o blog

By Gabriel Ishida , In

É com grande prazer que o Midializado vai ter, a partir de agora, a contribuição valiosíssima de dois grandes amigos meus. Agora, Thiago Costa (@thiagotcosta) e Marcos Singulano (@marcossingulano) irão começar a postar suas idéias e informações aqui, no blog.

O Marcos tem seus interesses focados em Design. Trabalha na área e tem um Tumblr muito legal, o Dezaini, aonde expõe e discute idéias sobre design. Aqui no blog, ele vai se focar em design digital e para Web, um assunto que não domino nada.

O Thiago já é voltado para o outro lado da Web, que eu não sei praticamente nada: SEO e Web Analytics. Ele já tem uma certa experiência com isso, além de pesquisar sobre o assunto. Vai ser uma contribuição valiosa para aqueles que buscam referências sobre o tema.

Sendo assim, pretendemos que o blog abarque mais áreas de interesse sobre Web e ficar, cada vez mais, completo e com um amplo leque de assuntos.

Os dois últimos absurdos que li sobre internet.

By Gabriel Ishida , In

Nessa semana tava afim de trollar e meter a boca no trombone sobre algumas coisas que sempre leio por aí. Por isso, separei duas notícias que considero dignas de críticas: uma declaração do Prince e uma análise de Ethan Zuckerman. Colocarei o link da matéria e depois faço o comentário.



Esse comentário infeliz do Prince me faz concluir duas coisas:

1 - ele pensa que vive no século passado.

2 - ele quer aparecer na mídia, dando uma declaração bombástica.

Dizer que a internet passou e que "apenas fez mal, colocando números em sua cabeça" é uma demonstração do total deslocamento da realidade. Para mim, soou como "não sei como ganhar dinheiro com a internet e nem sei como os outros artistas estão se saindo. Por isso, acho isso muito ruim. Sou contra". Eu acho que ele pensa que a moda agora é a fita cassete né?

Uma coisa que sempre discuti com alguns amigos é os motivos que os artistas se posicionam contra download de suas músicas. Se todas aquelas batalhas judiciais contra softwares de compartilhamento (=Napster) e sites de Torrent (=PirateBay) praticamente não resultaram em nada no cenário mundial, por que insistir? Por que enfrentar a correnteza se você pode a utilizar ao seu favor? (=Radiohead e tantas outras bandas)






Dizer que é absurda a análise de Ethan Zuckerman é totalmente um exagero da minha parte, porque o que ele diz tem total sentido. O que me incomoda MUITO é a forma como ele defende a idéia de "aldeia global" ou um mundo sem fronteiras de entendimento cultural.

Passa-me a impressão que ele se sente incomodado que a última manifestação (=Cala Boca Galvão) tenha sido algo que só os brasileiros estavam por dentro. Ele diz que pensamos que a internet seria global, mas manifestações como essa nos mostram que ainda há obstáculos para isso. Mas, me diga uma coisa sr. Zuckerman, se você acha que a manifestação Cala Boca Galvão foi um ato local, o que dizer então dos outros atos que são oriundos dos EUA, o maior país com presença na internet?

O que quero defender é que Zuckerman pensa que a internet deve ser entendida por todos, mas ele não pensa no outro lado. Ele não pensa em como as manifestações como Superbowl, NBA, etc., que sempre bombam na internet, são entendíveis apenas para uma fração da audiência na Web. Que, assim como Cala Boca Galvão foi algo não-entendível para o resto do mundo, outras manifestações dos EUA também não são entendíveis para o resto do mundo!

Pela palestra dele, eu entendo que ele tem uma preocupação em englobar as culturas para que sejam entendíveis. Mas ele quer englobar as outras culturas COM a do EUA, não o contrário. Ele não me passa a idéia de que "devemos nos fazer entender e entender os outros" mas sim "devemos entender os outros, apenas".

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