Google+

Post número 100 - Exemplos de modelos de negócios do Freeconomics

By Gabriel Ishida , In

Esse post é o de número 100 no blog e devo dizer que o tempo passou muito rápido! Lembro dos primeiros posts em outubro de 2008, quando criei o blog, e já se vão perto dos dois anos de existência. Muita coisa mudou, desde o layout até os recursos aqui colocados. Mudou também minha linha de raciocínio, mas o assunto sempre continuará o mesmo.

Para o post 100, resolvi expor alguns modelos de negócios presentes no livro Free, do Chris Anderson, que são baseados no modelo da gratuidade. Let's go.

1 - Subsídios Cruzados.

É quando o preço de um produto é transferido para outro produto complementar/essencial ao funcionamento deste.

Um bom exemplo próximo a nós é o celular. Como podemos ver, as operadoras distribuem aparelhos de graça ou a preços muito pequenos. Entretanto, essa gratuidade é compensada nos planos de consumo ou nas tarifas cobradas. Sendo assim, seria como se pagássemos pelo celular mensalmente nesses planos.

Segundo exemplo: baladas. Com preços muito baixos de entrada ou até mesmo de graça, o preço é transferido para as bebidas e produtos de consumo lá dentro. A idéia fica mais evidente nas festas com preço de entrada que vira consumação.

Terceiro exemplo: brindes ou "compre um, ganhe outro". Toda empresa de bens de consumo trabalha com uma faixa de lucro de, no mínimo, 100% nos produtos. Um aumento de 30% no preço do produto com um brinde ou com outro produto incluso, praticamente garante uma faixa de lucro aceitável, contando que venha com um aumento nas vendas.

2 - Mercado de três participantes.

Quando a relação já não fica apenas entre cliente e empresa. Há uma terceira participante, que pode ser outra empresa ou até mesmo cliente, sendo que essa terceira banca os custos.

Exemplo-mor: televisão. Consumimos o produto (programas) dos canais de forma gratuita e quem paga  por isso são os anunciantes e patrocinadores. O que vimos muito atualmente é a aplicação desse modelo em serviços da Web, como por exemplo, no servidor de downloads Megaupload. Temos acesso ao serviço, contanto que sejamos expostos à propaganda.

Outro exemplo: cartões de crédito. As operadoras oferecem os cartões de graça para os clientes, entretanto cobra tarifas das transações entre os clientes e os comerciantes. Sendo assim, quem paga os custos são os comerciantes.

Último exemplo: entrada em bares e museus. Permite-se a entrada de mulheres de graça ou mais barata do que os homens, sendo que esses bancam os custos. No caso dos museus, criança não paga, mas os adultos sim.

3 - Freemium

Modelo nascido na Web, porém anda ganhando espaço no meio offline também. Consiste em oferecer serviço gratuitamente, mas com uma opção paga que oferece melhores serviços ou personalizados.

Exemplos clássicos: os serviços demonstrativos e softwares freewares. Utilizar gratuitamente o software, só que pagar por um serviço com mais recursos ou personalizado. No caso de games, cobrar pelo conteúdo integral. No caso de serviços da Web, cobrar por mais capacidade (Flickr), melhor performance (Rapidshare), etc.

Um exemplo que considero um marco para esse modelo é a experiência realizada pela banda Radiohead. Eles ofereceram o álbum "In Rainbows" de graça na Web, permitindo que os fãs pagassem quanto quisessem. Mesmo com 38% do público terem pago alguma quantia, o grande lance veio com os produtos offline: a banda lançou um box com DVD e CD, com bônus e faixas extras. As músicas na Web possuíam uma qualidade inferior ao que esse box oferecia.

A venda desse box foi um sucesso. Isso sem precisar disponibilizar as músicas no iTunes. Depois dos resultados obtidos, a banda resolveu apenas gravar músicas e disponibilizá-las na Web a partir de agora.

Fica no ar: qual a melhor forma de negócio baseado no Grátis? Por que não levar mais em consideração esses modelos é ficar para trás no mercado.

O que é Midialogia?

By Gabriel Ishida , In

Sempre recebi várias perguntas sobre o curso em que me formei, Midialogia na Unicamp. Como as referências estão todas espalhadas por aí, resolvi juntar tudo que tem de mais relevante para quem quiser conhecer sobre o curso ou até mesmo quem tiver interesse nesse campo de estudo.

A página do curso no Instituto de Artes tem informações mais institucionais do curso na Unicamp. Conta com a grade docente, aonde se localiza e também tem um portfólio com alguns trabalhos dos alunos egressos e graduandos.

Para um contato maior com os alunos e formados, tem as duas comunidades da Midialogia no Orkut, a oficial e a dedicada aos vestibulandos. Lá tem muitas dúvidas e esclarecimentos, além de um pouco de diversão.

A página dedicada às Profissões do Futuro no site Brasil Vestibular do IG possui uma descrição bem sucinta do curso e oferece uma noção do que o curso trata.

Tem uma matéria feita pelo programa O Que Que Faz? do canal Gazeta que o coordenador do curso, Gilberto Sobrinho, e dois alunos formados (=e que são meus veteranos), Élcio Ribeiro e André Nogueira, foram entrevistados e responderam algumas perguntas em torno do curso.



E, para finalizar, reproduzo na íntegra meu artigo que escrevi para a Revista Universitária de Audiovisual (R.U.A.) no ano de 2009. Fiquem à vontade para comentar ou fazer perguntas.

Prazer, sou midiálogo.
 




Uma nova espécie no catálogo.

Sou uma espécie rara na natureza. Venho do curso de Comunicação Social – Habilitação em Midialogia, o que me faz ser um midiálogo. Quantos midiálogos você conhece por aí?
Localizado no Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação (DMM) do Instituto de Artes (IA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o curso possui seis anos de existência, ou seja, estamos na infância ainda. Por isso que somos raros, afinal, são apenas 180 alunos que podem se considerar midiálogos e apenas duas turmas formadas, que já estão espalhadas por aí.

Nessa pequena história, muito mudou de 2004 para 2009. Criamos uma pequena nação midiática. E como toda nação, buscamos nosso lugar ao sol. Aproveitamos tudo que um curso de comunicação oferece: participamos e produzimos grandes eventos, fazemos intercâmbio com diversas universidades do globo e realizamos projetos que ganham destaque em todo Brasil. Tudo para mostrar nosso potencial como midiálogos.


Somos diferentes, mas também comunicadores.


Orgulho-me de dizer que faço parte de uma nova proposta na área de comunicação: o estudo das mídias. Minha espécie é direcionada para a formação de uma ampla visão de todos os meios de comunicação e, com isso, do processo e essência da comunicação em si, para que o profissional possa entender os novos meios que surgirão. O profissional formado tem competência para trabalhar em diversos ramos da comunicação: fotografia, multimídia, web, televisão, produção sonora, multimídia e cinema, sem falar na possibilidade de seguir na área acadêmica de pesquisa.

Fomos inspirados no curso de Multimeios da PUC e também absorvemos muito da pós-graduação no departamento atual. Mesmo com a fonte de inspiração semelhante ao curso de Multimeios e o curso de Estudos em Mídia da UFF, posso me considerar único, pois cada um deles possuem uma proposta diferente da que sou formado, mesmo parecendo a mesma coisa.

Mas mesmo sendo diferentes, todo curso de comunicação possui raiz semelhante: a preocupação com a mensagem que transmitimos. Isso vale para cursos como Relações Públicas até Cinema e Mídias Digitais. Essa premissa é essencial para a formação do profissional e a Midialogia não escapa disso, muito pelo contrário. A grade curricular contempla as diversas mídias e as formas como elas se comunicam com o público.

Pensando nisso, o curso exige a conclusão de quatro projetos dentre cinco áreas (produção sonora, cinema, televisão/vídeo, fotografia e multimídia) para se formar. O objetivo é o aluno tomar conhecimento de aspectos teóricos e práticos de cada mídia, após ele ter estudado a fundo cada uma nos dois primeiros anos de curso. Por isso que esses projetos são feitos a partir do terceiro ano de curso, época também em que a grade curricular dá uma folga para que nós possamos nos dedicar a estágios e aos referidos projetos.


Alguns fatos de hoje


Como toda universidade pública, sofremos de falta de qualidade em infra-estrutura. As instalações precisam de reformas, tanto para ampliação do espaço físico quanto para reparos. Sem falar no rápido sucateamento dos equipamentos, por falta de manutenção.
Além deste problema sofremos também do processo burocrático que toda universidade pública oferece: a falta de professores. Faltam docentes especializados em determinadas áreas e isso prejudica o aprendizado. No nosso caso, temos um agravante: Midialogia é o único curso de comunicação da Unicamp inteira. Ou seja, não temos como recorrer a professores de outros departamentos. Assim sendo, a grade dos professores não consegue atender todas as necessidades que o curso exige.

Mas posso dizer que existem mais coisas boas do que ruins. Por ser novo, ganhamos equipamentos modernos a cada ano. Tanto é que não há espaço físico para os equipamentos novos que chegam: há vários computadores de edição que simplesmente não tem lugar para instalar e ficam armazenados, na fila de espera. Creio que seja justamente pela proposta pluralizada do curso: há equipamentos de áudio, de cinema, de televisão, de vídeo, de multimídia e de fotografia, todos para compartilharem o pouco espaço que já tem. Está em andamento a construção de um prédio próprio do curso, anexado ao IA, sendo uma solução para essa necessidade física.

Outra coisa boa é o ambiente que o curso está rodeado. Por começar pelos alunos. Por sermos em tão pouco número, é bem claro a integração que há entre as turmas, tanto nos trotes quanto em cooperação para projetos. Praticamente toda produção de curta-metragem possui membros de diversas turmas do curso. Isso possibilita aos mais novos aprenderem com os mais “velhos” (experientes ou veteranos). Além disso, a própria Unicamp é um ambiente extremamente favorável ao nosso desenvolvimento. Várias bibliotecas, milhares de professores e pesquisadores à sua disposição, e o melhor: alunos de outros cursos. A experiência e o aprendizado que você consegue com eles servirão para a vida inteira.

Alguns fatos de ontem


Justamente por ser um curso novo, ainda não fomos catalogados para a maioria das pessoas. Dizer: “eu sou midiálogo” parece grego ou até mesmo uma ofensa séria. Muitos vestibulandos, alunos de outros cursos de comunicação e empresas, não possuem conhecimento de nosso propósito de existência. É importante que o curso tenha reconhecimento dentro de sua área e no mercado de trabalho, para que os alunos formados sejam valorizados no ambiente profissional. Pensando nisso, nós, alunos de Midialogia, juntamente com o apoio do nosso departamento, promovemos uma série de eventos ao longo dos seis anos de curso, para que o curso ganhasse destaque dentro e fora da Unicamp. Cito os mais importantes: Semana Universitária de Audiovisual, Unimídia e Curta Mídia, todos realizados em 2008.

Com certeza, o mais importante evento realizado foi a Semana Universitária de Audiovisual (SUA). Na sua quarta edição, com uma universidade-sede por ano, organizada exclusivamente pelos alunos e considerado o maior encontro universitário de audiovisual do país, a SUA 2008 foi abraçada pela Midialogia e reuniu mais de 250 alunos de 30 universidades do Brasil inteiro. Com forte caráter original no cinema e vídeo, a SUA teve um toque midiático: na programação incluímos produção sonora, fotografia e multimídia. O mais importante da SUA para a Midialogia foi a divulgação do curso para outros cursos de comunicação e audiovisual e o mais legal: a oportunidade de integração de midiálogos com alunos de todas as partes do Brasil. Difícil ver midiálogo que não fez algum contato ou amizade com alguém de outro curso na SUA.

A Unimídia foi uma iniciativa criada pelo departamento para divulgar o trabalho dos alunos do curso dentro da própria Unicamp. Foi algo pequeno, mas de fundamental importância para mostrar à universidade que o dinheiro investido em nós tem retorno para a comunidade acadêmica e para a imagem do curso lá fora. Teve exibição de filmes, exposição fotográfica, demonstração de jogos e sites desenvolvidos, além de palestra com Cícero Silva, organizador do FILE, e Miller Puckette, criador do Pure Data.

O último evento realizado pelos alunos foi a Curta Mídia, uma sessão de curtas que foram produzidos no Projeto de Cinema. Pode parecer pequeno, mas a primeira sessão dentro da Unicamp originou outras sessões em diversas partes de Campinas, ganhando destaque dentro do círculo cinematográfico da região e o melhor, trazendo visibilidade para o curso e para os alunos-realizadores, além de inspirar as novas turmas ingressantes.

Alguns fatos de amanhã


Como toda criança, começamos a trilhar nossos caminhos pouco a pouco e em diversas direções. Por conta da pluralidade de áreas, há pessoas trabalhando desde com fotografia artística até desenvolvimento de games, passando por produção cinematográfica, marketing, animação digital, comunicação institucional e conteúdo para Web. Alguns trabalham com carteira registrada, outros em modelo freelancer. E também tem ainda os que seguem na área acadêmica, fazendo uma pós-graduação, e os que preferiram ingressar em outro curso de graduação, para incrementar a formação.

O fato é que o curso possibilita todas essas hipóteses, mas mesmo assim, muitos midiálogos se perguntam: aonde eu irei me encaixar? Afinal, não há anúncios em jornal dizendo: vagas para midiálogos. E nenhuma das áreas citadas é feita para nós, especificamente. Então, o medo de não se inserir no mercado é compreensível.

Ninguém sabe o futuro que nos aguarda. Mas ninguém o está esperando chegar. Todos buscam seu espaço, todos buscam se destacar na área que atua. E temos capacidade para isso, afinal, carregamos o peso do nome Unicamp e toda uma tradição em qualidade de ensino acadêmico que esse nome traz embutido. Mas de nada adianta se faltarem duas coisas: força de vontade e competência. Por isso que defendo que oportunidades sempre existirão para nós, mas as aproveitar é o diferencial.

Somos capazes de atuar em diversas áreas da comunicação e esse pequeno caminho profissional percorrido pelos midiálogos já mostrou isso. Acredito que a questão não é “aonde irei me encaixar?” e sim “o que farei para me encaixar?”. Depende do indivíduo, do seu conhecimento, de seu talento, do seu potencial e como ele usará tudo isso no mercado. E chances sempre aparecerão, ou melhor, o midiálogo as criará. O curso mostra as possibilidades e nos dá a base necessária. O resto, fica por nossa conta; “se virem, midiálogos”.

Como a internet mudou a propaganda e o que isso tem a ver com as mídias sociais?

By Gabriel Ishida , In ,

Pergunta meio complexa, mas acho que talvez esse vídeo postado no Quase Publicitários e a apresentação da Radian6 consigam iluminar nossas mentes, já que esse assunto ainda tem muito a ser discutido, descoberto e revisto.




Apresentação sobre Social Media feita pela Radian6.


Para mim, resume-se a: a internet tem uma forma própria de comunicação. Aliás, uma forma não, várias e múltiplas. Social Media é um caminho inevitável nessa complexidade. E agora José?

O que se passou na minha vida profissional nesse ano

By Gabriel Ishida , In

Fazia tempo que não postava algo mais pessoal ou uma análise crítica do que passei e, já que estou vivendo uma fase de mudanças, acho que é uma boa hora para deixar registrado aqui.

Desde que me formei em 2009 e passei a viver em São Paulo nesse ano, por conta de trabalho, sinto que minha vida profissional deu um avanço maior do que eu esperava, tanto em ganho de conhecimento quanto de experiência. Acho que o primeiro grande passo foi o contato mais prático e profissional com redes sociais na PlayTV, cuja minha entrada se deu em março desse ano. Saber lidar com a teoria estudada por dois anos na faculdade e conciliar isso com a prática e para um público tão exigente e fanático por Web foi um desafio. Mas um desafio que me fez crescer. Apesar de lidar bastante com quantitativo, aprendi MUITO sobre o aspecto qualitativo, principalmente relacionamento e o valor da atenção (=um dos tópicos abordados no livro Free, de Chris Anderson, que estou lendo atualmente), além de ficar por dentro da cultura pop e, principalmente, do mundo dos games. Nesse ponto, fiquei muito mais interessado agora nas novas tecnologias de interação entre os jogadores de games em consoles, não apenas mais me focando em Social Games (=que é o que mais me interessava).

Com o tempo, comecei a perceber os outros desafios e questões que eram evidentes: como medir as interações qualitativas produzidas nas redes sociais ou ter informações relevantes que auxiliassem na definição do contexto e cenário a qual estava inserido? Percebi que eu estava desenvolvendo uma parte de um todo, que é o cenário de mídias e redes sociais. Eu tinha muito contato com o qualitativo, com o conteúdo, com o indivíduo. Desenvolvi técnicas e pesquisei muito sobre como lidar com questões dessa natureza. Mas percebi que isso deve vir com uma base de dados e de informações quantitativas. Eu precisava ter métricas que me indicassem resultados e que me trouxessem embasamento para defender projetos e idéias. 

Foi aí que surgiu um convite para trabalhar na Direct Performance. Lá é justamente o outro lado da moeda: a pesquisa por informações quantitativas relevantes, que forneçam o máximo possível do cenário que vivemos. Agora, a questão é com marcas grandes, que lidam com grandes públicos. O quantitativo agora servirá de base para o qualitativo.

Agora, lidarei com questões como métricas de ações em Buzz, informações vindas de Social Games, resultados de ações diferenciadas em redes sociais, etc. Tudo que for feito, será necessário ter mensuração de resultados. 

Tendo esse cenário em vista, já tenho em mente o meu próximo desafio: aprender como lidar com o qualitativo nesse ambiente de grandes públicos, que são as marcas conhecidas como Coca-Cola, Microsoft, Nokia, Saraiva, etc. Mas primeiro, um passo por vez. Agora preciso aprender como realizar métricas quantitativas e transformar dados vindos de mídias e redes sociais em informações relevantes.

Então, Direct Performance aí vou eu!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...