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Transformando seu texto em curvas

By Marcos Singulano , In , , , ,

Pra fecharmos nossa conversa sobre tipografia e o ano de 2010, o post de hoje pode ser considerado mais uma dica do que uma opinião ou um artigo sobre algum assunto.



Falei bastante de tipografia, de cuidados que você tem que ter na hora de montar seu site e até algumas curiosidades sobre a famosa Helvetica. Muito bem, para exemplificar o assunto de hoje vou contar uma história rápida sobre uma das entrevistas que fiz este ano.

Meu primeiro currículo foi feito no clássico Word como muitos outros por ai, mas olhando pela internet e vendo algumas referências pensei numa coisa que hoje para mim é óbvia, mas na época não era: eu estava procurando um emprego na área de criação e design, então nada mais lógico elaborar um currículo num software gráfico, isso porque chama mais a atenção e ainda posso mostrar logo de cara um pouco do que sei fazer para a pessoa que irá me avaliar.

Ok, ralei, planejei e montei meu currículo. Mandei para uma vaga, fui chamado para a entrevista e quando cheguei lá o entrevistador abriu o PDF do meu currículo na tela e o texto todo estava mais ou menos assim:
"M@rc s SinGuLa o Ponz oni". As letras estavam todas trocadas, faltavam acentos e cedilhas. Enfim, um desastre e ainda tive que fazer cara de desentendido.

Qual era o problema? A fonte obviamente. Eu usei helvetica para montar o currículo e simplesmente não pensei que muito provavelmente o entrevistador não teria essa fonte instalada no computador e por isso o PDF ficou comprometido.

Beleza e qual a solução pra isso? Ai que entramos finalmente no assunto desse post que é a incrível transformação do seu texto em curvas. Isso funciona bem para arquivos em PDF (sejam eles para visualização na web ou para impressão) e arquivos abertos (formatos nativos de programas como Illustrator - AI - , Photoshop - PSD - , Corel - CDR - etc..). Basicamente a ideia é transformar o texto em uma imagem vetorial (lembra? imagem vetorial? bitmap? Não? Dá uma olhadinha AQUI) para que assim as fontes passem a ser lidas como imagens e logo não sofram distorções ou perdas de dados quando lidas em outro computador.

Isso porque você deve sempre (SEMPRE MESMO!) pensar em que vai receber o seu produto, seja ele qual for. Como o entrevistador iria adivinhar que ele teria que ter a fonte helvetica instalada no computador dele para conseguir ler o meu currículo direito?

Por isso ao converter seu texto em curvas, você garante que seu arquivo seja aberto com segurança na maioria dos computadores espalhados por ai.

E como fazer isso? É bem simples e rápido. No caso de programas do pacote Adobe (principalmente Illustrator e InDesign) basta finalizar todo seu arquivo, selecionar todo o texto existente no trabalho e ir para o menu Type (Tipo) -----> Create Outlines (Converter texto em curvas) e pronto. Você vai ver que a caixa de texto vai desaparecer e vão aparecer inúmeros pontos e linhas em volta do seu texto. Pronto. Seu texto está convertido em curvas.

No caso do Corel Draw, que ainda estou aprendendo, na hora de exportar e fechar seu arquivo em uma das abas de opções você encontrará a opção "exportar texto em curvas", então é só assinalar a caixinha e pronto.

Muito simples não? Outra dica que dou é salvar uma cópia do arquivo com o texto em curvas e outra com o texto "normal" isso porque depois de convertido o texto não pode ser alterado, então mais fácil guardar uma cópia do original, não é?

E por hoje é isso. Um Feliz Natal (atrasado!) e um excelente 2011 para todos nós! Muito obrigado por acompanharem nosso trabalho esse ano e continuem nos acompanhando em 2011.


Data Visualization - a formação de dashboards

By Gabriel Ishida , In , , ,

Hoje, por conta do clima natalino e de fim de ano, o post será mais audiovisual do que textual.  Ainda fazendo um gancho com meu post sobre exemplos de dashboard, nesse post irei apresentar algumas idéias e novidades no campo de Visualização de Dados (=Data Visualization).


Um dashboard nada mais é do que uma visualização de dados ou informações (obs: informação é um dado processado). Só que sempre pensamos que um dashboard é apenas um gráfico bem feito. Não é verdade.

Um dashboard é qualquer forma de visualização. Gráfico é o mais comum, mas mesmo sendo gráfico, podemos ter diversos tipos e formas. Na realidade, ao meu ver, dashboard nunca deve ser estático. Ele deve ser flexível, dinâmico e, o mais importante, de claro entendimento.

Sendo assim, separei alguns exemplos interessantes de Data Visualization. Estão em ordem de importância, para caso você não queira ver todos. Mas, antes disso, recomendo que você leia meu post sobre a importância do Business Intelligence para a análise de Buzz no blog da Direct Performance, pois lá explico a importância de ter os dados e as informações organizadas e disponíveis para análise.

- Qwiki (www.qwiki.com)

Essa ferramenta foi apresentada no TechCrunch (fonte: Brainstorm9) e promete revolucionar a forma como fazemos as buscas por informações. Eu já criei uma conta no site e por enquanto ainda não descobri direito como é a dinâmica de coleta e processamento dos dados, mas é surpreendente. Veja o vídeo e depois entre no site.


Qwiki at TechCrunch Disrupt from Qwiki on Vimeo.


- A apresentação de David McCandless no TedTalks.

David McCandless faz uma verdadeira aula sobre análise horizontal e formas de visualização de dados. E mostra que as informações estão disponíveis. Basta pensar na melhor forma de visualizá-las. Com certeza são 18 minutos que mudam nossa forma de ver o mundo. Disponível para download e com legendas em Português.




- Kuchera-Morin apresenta a AlloSphere no TedTalks.

JoAnn Kuchera-Morin mostra uma nova forma de visualizar dados científicos, utilizando outros sentidos além da visão. É bem curto, com seis minutos e com legendas em Português.




É isso. Feliz Natal e Próspero Ano Novo para todos!

Se não souber o que usar, use Helvetica

By Marcos Singulano , In , , ,

Continuando um pouco mais nosso papo sobre tipografia, hoje vou falar da famosa HELVETICA.
Com certeza você já ouviu e viu esse nome por aí, muitos designers gráficos e aspirantes a designers gráficos (como eu) adoram e usam helvetica em praticamente tudo.

Contudo, esses dias estava pensando sobre tipografia e cheguei a seguinte conclusão: "Maravilha, eu adoro helvetica, mas eu sei realmente sua história? Eu mal consigo me lembrar do nome do criador da helvetica!"

Muito bem, por isso esse post (que vai servir mais de curiosidade) é minha tentativa de compartilhar um pouco sobre o que aprendi e encontrei por ai sobre a helvetica e sua história.

Vamos ao que interessa. A Helvetica foi criada por Max Miedinger em 1957, quando o mesmo já estava com 46 anos de idade e trabalhava como freelancer. Na verdade, antes de se chamar Helvetica, Miedinger batizou-a de Helvetia, que significa Suiça (por isso você pode encontrar muitas obras pela internet feitas com a bandeira da Suiça e a fonte helvetica).

Max Miedinger projetou a helvetica totalmente sem serifa e com um design bastante limpo buscando sempre o máximo de legibilidade, por isso ela é muito usada em sinalizações em grandes cidades, bem como anúncios e cartazes publicitários ( uma curiosidade: a helvetica foi usada como sinalização no metrô da cidade de São Paulo e foi substituída este ano pela helvetica bold).

A grande popularização da helvetica aconteceu nos anos 60 e 70 (onde a frase do título deste post ficou famosa entre artistas e designer gráficos) até a criação da fonte Univers por Adrian Frutiger, o que levou Max Miedinger atualizar o projeto da Helvetica rebatizando-a de Neue Helvetica (que significa Nova Helvetica).

Nos computadores e na web, o projeto de Miedinger é muito popular principalmente em softwares Apple. Caso você tenha um computador com Windows é pouco provável que ele possua a fonte Helvetica já instalada. No caso dos softwares Microsoft, alguns afirmam que a fonte Arial é uma cópia inferior da Helvetica.

Agora, se você quer realmente se aprofundar no assunto e conhecer um pouco mais sobre essa famosa família tipográfica, recomendo o documentário "Helvetica" de Gary Hustwit. O filme realizado em 2007 ( aniversário de 50 anos do projeto de Miedinger), conta a história da Helvetica e também sobre cultura visual e design gráfico em geral. O mais interessante é que o diretor se preocupou em mostrar os dois lados da moeda, ou seja, artistas que defendem e criticam essa fonte tão famosa.

Garanto que depois de ver esse filme, você nunca mais vai olhar para uma placa na rua da mesma maneira.

Além disso, o filme conta com entrevistas com artistas renomados como Stefan Sagmeister e Massimo Vignelli. Se você quiser saber mais sobre o filme, recomendo o site do mesmo AQUI .

Abaixo, um link com mais informações sobre o pai da Helvetica, Max Miedinger, de onde tirei algumas das informações deste post:

Um dashboard (painel) de monitoramento em mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , , ,

Acredito que muitas pessoas que leem o blog nunca devem ter visto um dashboard (=painel) de uma ferramenta de monitoramento em mídias sociais. Por isso, nesse post, trago um printscreen do painel do Scup, ferramenta brasileira da Direct Labs.


Nesse painel do Scup, o primeiro gráfico chamamos de gráfico de Trending, ou seja, gráfico de desempenho diário. Nele, temos a divisão entre o volume total coletado (em azul) e os volumes por sentimento (neutro, positivo e negativo). O gráfico em círculo é a participação de cada sentimento no buzz. E, finalmente, o gráfico em barras é o volume total por dia da semana.

Esses são os painéis principais, mas tem vários outros dentro da ferramenta. O que me interessa aqui é mostrar que esses três painéis são os básicos que praticamente 99% de todas ferramentas terão.

Bom, agora vamos para a parte legal. Irei mostrar alguns insights possíveis que podemos tirar vendo apenas esses três painéis. 

Conforme eu já havia falado antes em um post, em qualquer análise em Web você deve considerar o contexto e, principalmente, os elementos offline. Olhando para o painel de trending, percebemos que houve quatro picos de buzz nos dias 2, 6, 8 e 15 de dezembro. E nos quatro picos tivemos um aumento maior nos posts neutros.

Geralmente, em caso de marcas grandes ou médias, um pico de buzz com crescimento de posts neutros são notícias mencionando a marca. Em muitos casos, são notícias de lançamento de campanha, anúncio de patrocínio em algum evento, etc. Quando o pico vem acompanhado de um crescimento de posts negativos ou positivos, geralmente são comentários sobre alguma propaganda, tanto na televisão ou na internet. Nos dois casos, tendo esse insight à vista, é só investigar melhor e ver qual é o motivo dos picos.

O gráfico de círculo é muito importante para sabermos a receptividade das ações da marca em determinados períodos. Por exemplo, no nosso caso, entre os dias 1 e 16, o desempenho foi neutro, ou seja, reforço da marca. Podemos concluir que, provavelmente, foi época de lançamento de alguma campanha ou propaganda, sendo que essa foi noticiada pelos canais informativos. Se for o caso, provavelmente depois desse período começarão os comentários das pessoas sobre essa campanha.

No gráfico de barras, podemos perceber se a marca é associada ao cotidiano ou aos fins de semana. Também podemos perceber quando foram as inserções das propagandas. No gráfico, percebemos que quarta e quinta foram os dias com maiores concentrações. Os dias 2, 8 e 15 caem justamente nesses dias da semana. Ou seja, provavelmente, as propagandas foram inseridas nesses dias ou tiveram maior exposição.

Bom, vocês perceberam que, quanto maior detalhamento das informações, melhores insights surgem. Então, ter uma boa visualização das informações traz muitos resultados e idéias que podem ajudar na análise.

Tipografia para Web

By Marcos Singulano , In , , , ,

Desde que comecei a escrever aqui no Midializado, falei muito sobre imagens, cores e percebi que não ando dando muita atenção para tipografia. Por isso esse post será justamente sobre isso, mais especificamente tipografia para web.

Para vocês, webdesigners ou blogueiros é um assunto que sempre vale gastar um pouco mais de tempo e analisar bem as opções.

Muito bem, você montou seu blog ou seu website e vai começar a inserir textos e artigos. Que fonte usar? Com serifa ou sem serifa?

Vamos devagar. Primeiro, o que é serifa? Se você procurar na wikipédia, a definição que vai encontrar é esta: "serifas são os pequenos traços e prolongamentos que ocorrem no fim das hastes das letras". Confuso? Não é tão difícil quanto parece. E com exemplos fica muito mais fácil!

Por exemplo, Times New Roman é uma fonte serifada e Arial (que por acaso é a fonte usada neste blog) é uma fonte sem serifa (o ideal é que vocês pudessem ver as diferenças aqui, mas o blogspot troca a fonte toda vez, por isso faça o teste em qualquer editor de texto do seu computador). Garamond é uma fonte serifada e a famosa Helvetica (usada mais em softwares da Apple) é uma fonte sem serifa. A ideia aqui não é aprofundar muito no assunto, mas sim dar uma noção geral dos cuidados que você deve ter na hora de escolher uma fonte para seu site.

Para web, é quase que regra utilizar fontes SEM serifa para qualquer tipo de texto e para impressos convencionou-se o uso da fontes COM serifa. Porque?

No caso dos impressos, uma fonte serifada é recomendada porque dá a sensação de continuidade para o leitor, pois as hastes unem uma letra com a outra direcionando e facilitando a leitura.

No caso da web, a fonte sem serifa foi escolhida, pois devido a baixa resolução dos primeiros computadores, fontes com serifa pareciam borrões e dificultavam a leitura de sites e artigos na web.

Contudo, isso não é mais considerado uma "regra absoluta", pois devido ao avanço da tecnologia e ao aumento da resolução das telas de computador, hoje em dia alguns sites utilizam fontes serifadas para textos.

Ok, mas e se eu pudesse recomendar uma fonte para seu site, qual recomendaria? Se você pesquisar por ai, vai perceber que a maioria dos sites usam a fonte Verdana como primeira opção. Isso porque ela é vista como de fácil leitura e principalmente como uma fonte que praticamente todo mundo tem instalada no computador. Não adianta você colocar aquela fonte linda e maravilhosa que só você e seu irmão tem no computador, não é?

Minha opinião pessoal é que você opte pela Arial. Isso porque a maioria dos usuários na internet utiliza Windows e você já viu um Windows sem Arial instalada? Com certeza, a maioria dos visitantes do seu site vai ter essa fonte instalada no computador por isso a escolha é mais garantida. Além disso, não é uma fonte rebuscada e difícil de ler.

E o tamanho da fonte? Qual utilizar? Alguns webdesigners consideram algo entre 10 e 13 pixels, outros falam de 12 ou 13px somente. Na dúvida, sugiro que você vá com 12 pixels.

Agora, caso você ainda esteja com dúvida e queira ver na prática como a coisa funciona, recomendo o site www.typetester.org .Muito prático e funcional, o site permite que você compare instantaneamente três fontes diferentes com qualquer tipo de cor, tamanho e alinhamento e veja qual funciona melhor para aquilo que você busca. Ele ainda oferece uma lista de fontes seguras para web e outras padrões Windows e padrões Apple.

Post longo, mas espero que tenham gostado.
Abaixo, seguem alguns links que usei como base para este post:

Ainda faltam alguns links, mas assim que encontrá-los por aqui, atualizo o post. Até semana que vem!

Ferramentas fantásticas (e gratuitas!) de Web Analytics

By Thiago Costa , In , , , ,

Aqui no Midializado falamos pouco de ferramentas. Não temos nada contra elas, muito pelo contrario: uma boa e simples ferramenta pode mudar uma rotina, facilitar uma análise ou gerar um novo modo de encarar um problema.
Por motivos que remontam a nossa época de faculdade, acreditamos que uma boa base conceitual podemos usar melhor qualquer ferramenta. (O Google Analytics é um exemplo neste sentido: ele é tão profundo quando os processos e a visão de quem o utiliza). Mas algumas dicas não machucam ninguém. Então...
Selecionei 4 ferramentas que fornecem, grátis, uma visão analítica de diferentes esforços e projetos possíveis na web – e sempre uma alternativa a cada uma delas. Não são perfeitas, mas são fantásticas ferramentas, que todos deveriam pelo menos testar em um projeto pessoal.
Vale lembrar: estou apenas indicando. Visitem, testem as ferramentas com o que tiverem em mãos. Acredito que possa ajudar a visualizar muitos dos conceitos que discutimos aqui no blog.

Social Media
A melhor: Twitalyzer
O Twitalyzer é fantástico. Sem login, sem cadastro, oferece uma visão geral do seu desempenho no Twitter, com métricas simples de entender, uma interface semelhante ao Google Analytics em termos de simplicidade e organização.
A ferramenta oferece métricas de impacto, alcance, gráficos com o tipo de influência exercido e benchmarking com outros usuários da ferramenta. Minha experiência mostra que as métricas oferecidas pelo Twitalyzer são de mais fácil compreensão para a aquele “cliente chato”.
“Nossa influência era 0,5% e agora temos 16% de influência”. Usem a ferramenta e descubram que esta métrica de sucesso é inquestionável.
A alternativa: Klout
Muitos podem considerar o Klout melhor que o Twitalyzer. Eu mesmo não tenho certeza de qual o melhor. Considero o Klout menos incisivo, mais atraente pra quem gosta de ir a fundo em métricas que nem sempre importam. A interface é mais bonita. Fato: o usuário estará bem servido com qualquer uma das duas.

SEO
Recém-descobri esta ferramenta. Só o que posso dizer: é ignorantemente simples e absurdamente útil. Digite a url do seu site e tenha uma visão extensa do desempenho em relação a diversas variáveis e, mais importante, recomendações sobre o que fazer para melhorar.
Se você está com preguicinha de trabalhar em tudo de uma vez, pode selecionar só o que é mais fácil ou mais relevante para seu ranking nas search engines, a ferramenta diz tudo isso. É simples, é ótimo.
Alternativas:
1 – Google Webmaster Tools: considero mais um complemento do que uma alternativa. Requer a instalação de um código apenas, para que se tenha uma visão técnica dos resultados do seu site no Google.
2 – Suíte gratuita do SEOMoz: possui um conjunto de ferramentas interessantes, principalmente para controle de métricas como “Numero de links para o seu site”, “Pagerank”, etc. Mas requer que o usuário possua um conhecimento de básico a mediano de SEO.

Análise de tendências/ inteligência competitiva
Hoje, quando o Google divulga a lista das palavras mais procuradas no ano, ele basicamente aponta o que foi importante, comentado, popular no mundo naquele ano. Como uma retrospectiva mensurável.
O Google Insights for Search te dá este poder. É muito simples para usar, embora extremamente complexo para dominar e extrair informações valiosas dele. Saber quais são as tendências de busca, em qualquer parte do mundo, é uma informação, acima de tudo, sobre o que pensam as pessoas.
Se bem usado, é quase um guru.
O foco desta ferramenta é em dados puramente quantitativos. Número estimados de visitas do concorrente? Tempo médio no site? Divisão por sexo? Aqui você encontra. Porém: eu não confiaria 100% nos dados; a ferramenta vale mais como guia comparativo. E nem sempre você encontra o site que deseja.

Web Analytics (clickstrem analysis)
Hors Concours: Google Analytics
Sem comparação - por uma série de motivos que explicaremos em futuros posts – dentre as ferramentas gratuitas de web analytics. Com algumas configurações, hacks, e addons faz tudo que uma ferramenta paga faz.
2 alternativas interessantes que ninguém fala (que ainda não testei):
Clicky: Recomendo como teste para um blog, portfólio ou site pessoal com pouca visitação. Nos aspectos técnicos (base de dados, histórico dos dados, etc) tenho lido reclamações sobre a ferramenta. Mas em termos de facilidade de instalação e beleza da interface, a ferramenta é fantástica.
Dois destaques: é real time e tem app para Iphone (apenas na versão paga).
Seevolution: Destaco por ser a única ferramenta de click heat maps (mapa de calor das zonas mais clicadas do site) gratuita que conheço.
Vale a mesma recomendação do Clicky: não use em um site “comercial” ou de grande importância, teste antes. Mas para um designer (ou qualquer um interessado em usabilidade) ter uma visão gráfica de como os usuários navegam é quase um santo graal.
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Bom, encerro aqui minhas dicas! O post ficou meio longo e peguei leve nas gracinhas pra não me desvirtuar dos meus objetivos (ui!): mostrar que vale a pena testar novas formas de aplicar os conceitos; testar novas ferramentas.
Todas as ferramentas indicadas tem em comum a enorme facilidade de instalação em uso. Em alguns casos, basta digitar uma frase/endereço, e clicar em um botão: simples, como as boas análises devem ser.

A importância do Key Performance Indicator (KPI) para as análises em Social Media

By Gabriel Ishida , In

"Indicadores Chave de Desempenho, em inglês Key Performance Indicator (KPI), medem o nível de desempenho do processo, focando no “como” e indicando quão bem os processos de tecnologia da informação permitem que o objetivo seja alcançado" - Wikipedia


Basicamente, o KPI mede como algum processo em andamento está caminhando. E sempre se observando as metas traçadas no Balanced Scorecard (BSC), para ver se os resultados estão caminhando conforme os objetivos e, se não, tomar atitudes imediatas.


Não vou me estender dentro do conceito geral, mas sim no que está dentro de nosso escopo: Social Media.


Em nosso caso, a definição dos KPIs é algo primordial para todo o restante da análise e dos resultados que serão obtidos. Eu digo, com muita clareza, que KPIs bem traçados e definidos são 90% do caminho para resultados satisfatórios. Os outros 10% eu diria que são o processo de análise, ou seja, a parte humana.


Como sou meio "exatóide" para escrever posts, listo aonde o KPI é importante:


- No estabelecimento das métricas que serão utilizadas. Com KPIs claros, utiliza-se as melhores métricas para se acompanhar os resultados. Por exemplo:


Se uma campanha online tem como KPI medir se as pessoas interagem com o game da campanha, as métricas mais recomendadas seriam o tempo médio gasto com o game, através de cliques e controles usados. Ou seja, métricas como visitantes únicos, tempo médio gasto no site, etc. não mediriam o que o KPI traçou. 


Pode parecer óbvio, mas acredite: muitas empresas não fazem/pensam isso.


- Na segmentação da coleta dos dados para as métricas. Novamente colocando o exemplo acima:


Se haver um estabelecimento bem alinhado do KPI, com certeza esse não seria apenas "medir se as pessoas interagem com o game da campanha". Essa pode ser o KPI principal, mas há muita coisa a se definir. Por exemplo, qual é o objetivo da criação desse game? É o usuário jogar todo o jogo e zerar? É ele chegar até determinado nível? É ele usar a ferramenta de compartilhamento, para disseminar o jogo na Web? Enfim, tudo isso depende da vontade dos interessados e deve ser colocado como KPI.


- No custo financeiro e, principalmente, no tempo gasto. É uma consequência dos itens acima. Se você escolhe as métricas mais adequadas, segmenta-as de forma que dão mais clareza ao que os KPIs traçaram, os analistas menos tempo para realizar as análises, já que não vai haver informações demais e desnecessárias, ou seja, tudo que é metrificado e coletado vai ser útil. E como sabemos, "tempo é dinheiro".


- Na análise qualitativa. Tendo os KPIs em mente e bem alinhados, fica muito mais fácil dar foco na análise qualitativa. Como analista, eu digo que, quanto mais direcionada a análise estiver, muito mais fácil e, o melhor, possibilita uma maior visão horizontal. A pior coisa é fazer uma análise estritamente vertical por falta de escopo/KPIs.


 Estou lendo, atualmente, o livro "Como Mensurar Qualquer Coisa"de Douglas Hubbard. Logo futuramente irei postar pequenos comentários por aqui.

Compressão de Imagens

By Marcos Singulano , In ,

Para quem mexe muito com fotografia, ilustrações ou mesmo qualquer outro tipo de arquivo gráfico no computador, provavelmente você já deve ter acabado de trabalhar em um arquivo e pensado: "Maravilha, que formato eu salvo agora?"


O formato de uma imagem varia de acordo com o uso que você vai dar pra ela. Como assim? Por exemplo, se seu arquivo for para impressão você não vai salvar um jpeg de 50kb. Na hora da impressão, a figura vai sair totalmente estragada. Da mesma forma, você não vai salvar o PDF do seu currículo com 5mb para enviar pela web, não é?

Compressão de imagens é um assunto que a princípio é um pouco chato, mas pode salvar vidas se você souber um pouco do assunto. Para este post, resolvi falar de três formatos que todo mundo conhece: JPEG, GIF e PDF.

Antes de tudo, uma sugestão que uso para meus trabalhos e arquivos no computador é sempre manter uma cópia do arquivo original (seja ele em photoshop, gimp, illustrator, corel, enfim...). Parece óbvio, mas já conheci gente que tratava uma foto no computador e jogava o arquivo original fora. Manter o arquivo original permite que você altere alguma coisa caso necessário e também garante que você sempre vai ter o arquivo com sua qualidade original.

Agora, você não vai enviar por e-mail uma foto no formato photoshop com 10mb não é? Por isso, aqui vão algumas informações sobre os formatos de compressão de imagem que listei acima.

1- JPEG ( Joint Photographic Expert Group)
Formato desenvolvido por fotógrafos, para permitir a troca de fotografias e imagens de tom contínuo pela internet através de qualquer sistema operacional. O formato JPEG não aceita transparências e causa uma enorme compressão no arquivo final. O ideal é que apenas o arquivo original seja salvo em JPEG, isso porque um arquivo JPEG perde informações toda vez em que é salvo.

2-GIF (Graphics Interchange Format)
Formato largamente utilizado na web, não causa perdas nem descarta detalhes da imagem, contudo ele possui a limitação de 256 cores. A vantagem do GIF é que ao contrário do JPEG, é possível salvar arquivos com transparência. Ainda, esse formato de imagem foi desenvolvido para consumir o mínimo de memória para armazenamento, edição e ainda para a troca rápida de dados via web.

3-PDF (Portable Document Format)
O formato PDF foi desenvolvido para a troca de dados e publicações eletrônicas. É apontado por alguns estudiosos como o arquivo padrão do futuro, isso porque além de manter a qualidade de imagens tanto vetoriais como bitmaps ele pode conter links e hipertextos. Ele é muito usado hoje em dia para impressão de arquivos em gráfica.

Claro que existem muitos outros formatos como PNG, EPS, TIFF, etc...
Na hora de salvar um arquivo, pense sempre: "Qual o destino desse arquivo?". No caso da web, recomendo JPEG com qualidade de 60 ou 50%, pois o arquivo fica leve e de rápida visualização. Para impressão, recomendo um PDF ou um JPEG com mínima ou nenhuma compressão.

Ah, mas eu salvei um JPEG três vezes seguidas, e não vi nenhuma diferença na tela, e aí? Realmente, as diferenças são imperceptíveis, mas imagine salvar o mesmo JPEG, dez ou quinze vezes e depois imprimí-lo. Você se arrisca?

Caso você queira se aprofundar no assunto recomendo o livro "A imagem digital na editoração - Manipulação, conversão e fechamento de arquivos" de Nelson Martins, disponível na Editora Senac. É um livro muito interessante e muito didático. Recomendo.




Da série "Ainda dá para tirar coisas do...", o tema agora é Facebook

By Gabriel Ishida , In ,

Primeiramente, gostaríamos de anunciar nossa nova parceria com o blog Vitamina Publicitária, como vocês podem ver em nossa barra lateral esquerda. Esperamos manter a parceria e estender os laços futuramente.

Agora, voltando à série "Ainda dá para tirar coisas do...", falarei sobre o Facebook e, principalmente, sobre seu sistema de busca interna.

Algumas premissas iniciais:

1 - O conteúdo do Facebook, assim como do Orkut, não é indexado no sistema de busca do Google. Pouco a pouco começa a ser indexado no Bing, através de uma parceria com a Microsoft (será um começo de duelo entre Google vs. Microsoft e Facebook no sistema de busca? É o que dizem alguns especialistas).

2 - A busca do Facebook não é ruim, ao contrário do que leio por aí. O problema é que a busca do Facebook é igualzinho ao do Orkut, sendo que ambos possuem características diferentes.

Enquanto que o Orkut é uma rede social propriamente dita, ou seja, focada no relacionamento, na troca de mensagens e na formação de comunidades, o Facebook tem tudo isso, mas sua base é a produção/disseminação de conteúdo. E, enquanto tendo essa base, não se pode ter um sistema de busca que privilegie os perfis e páginas ao invés do conteúdo produzido pelas pessoas.

E essa busca dificulta até mesmo a indexação por parte das ferramentas de monitoramento em mídias sociais. Poucos sites (por exemplo, o Kurrently) conseguem realizar buscas no conteúdo do Facebook. E, quando conseguem, sofrem uma série de limitações. Por exemplo, é muito difícil separar o conteúdo por línguas, localidades e datas de postagem. Há várias empresas desenvolvendo aplicativos e soluções próprias, mas seria muito melhor se a solução viesse do próprio Facebook, como o Twitter faz com sua API.

Tendo um sistema de busca eficiente e objetivo, o Facebook se tornaria um universo próprio: cada vez integramos os conteúdos produzidos com essa rede e, ao invés de utilizarmos o Google para procurar por conteúdo, que tal procurar conteúdo dentro do Facebook e desfrutar de todo aparato de compartilhamento que esse possui? Todo mundo sai ganhando (menos o Google, eu acho).

Post inspirado na leitura do blog Web Contexto.

4 dicas de SEO que ninguém tem desculpa pra não usar

By Thiago Costa , In , ,

Já faz um tempo que SEO sumiu da nossa conversa. Pra mostrar que não temos preconceito, voltamos com um post sobre algumas dicas de SEO que são suficientes para que qualquer site deixe de passar vergonha nas search engines.

Estas 4 dicas contemplam só o básico, a otimização mais voltada para o conteúdo e alguns aspectos técnicos bem simples. Vamos a elas:

1. Criar title tags espertas e estratégicas

Essa é elementar. Alguém compraria um livro sem titulo? Ou que tivesse um título sem nenhuma relação com o conteúdo? Não. O mesmo vale para o seu site. Title tags são fundamentais para as search engines.
De todas as tags HTML, a title é a mais fácil de identificar.

Mas o que torna uma title tag “esperta e estratégica”? Muitas coisas, dentre elas:
- Ter até 65 letras (máximo que o Google lê em condições normais)
- Conter as principais palavras-chave relacionadas ao objetivo do site.
- Conter a palavra-chave principal da estratégia no início ou próxima do início do texto
- Ter correspondência direta com o conteúdo da página (“texto” do site), se possível com coincidência de palavras-chave.
- Fazer com que cada página contenha uma title tag exclusiva e direcionada para o conteúdo

2. Ter uma estrutura organizada de URLs e links internos no site


Isso torna tudo mais fácil para as search engines. Se você tem um blog, isso não deve ser um problema, já que a maioria dos serviços de blog criam automaticamente urls organizadas, amigáveis e coerentes. No caso, criar muitos links entre seus posts pode aumentar a relevância do conteúdo mais antigo e “esquecido”.

Se seu site não é um blog é um importante prestar atenção ou cobrar quem produziu quanto à existência de urls bem claras e organizadas, com nomes correspondentes ao conteúdo de cada página. Por exemplo:

www.meusite.com.br/eletronicos-usados.asp.

Ao invés de uma série de números e códigos indecifráveis.

Atenção também para os links internos. O ideal, em um site menor, é que todas as páginas tenham links a partir da home do site. Isso aumenta a relevância de todo o site.

3. Escolher bem as palavras (chave).

Pare.
Pense.
Anote.
Pesquise.
Escreva.

Pare uns minutos e pense em como você poderia ser encontrado. Faça uma lista concisa das palavras que acredita serem interessantes. Você tem um site de games? Pense no seu conteúdo, nos jogos e análises que possui e em como pode ser encontrado.

Anote. Aí você sabe como: Guardanapo, Moleskine, Evernote...

Pesquise. Use as seguintes ferramentas (links para todas elas):

- Ferramenta de palavras-chave do Google Adwords
- Google Insights for Search

- Google (sim, Google.com: pesquise sobre sua área, veja como estão os concorrentes, veja as sugestões de pesquisa do Google, veja o Google Instant)

Use os dados desta pesquisa com sabedoria e realismo. Anote, copie, transfira para um Excel básico... enfim, o importante é saber que não adianta focar em palavras-chave de grande volume e concorrência.

Mas de nada adianta viver só de Long Tail. Use as informações para entender quais palavras ficam no meio termo: trazem volume, mas com menor concorrência.

Escreva e componha seu conteúdo com base nas conclusões deste breve estudo. Você tem menos chances de errar feio.

4. Usar o Google Webmaster Tools (e, porque não, o Google Analytics)

Crie uma conta no Google Webmaster Tools. Vai exigir uma simples tag no seu código e um cadastro simples (e grátis). No Google Webmaster Tools:

1. Antes de mais nada: submeta seu sitemap.xml. Use uma ferramenta de Sitemap Generator, crie seu sitemap e aloque dentro de uma página do seu site (meusite.com.br/sitemap.xml). Submeta no Webmaster Tools.
2. Veja as principais consultas de pesquisa para o seu site
3. Veja se há problemas de HTML, erros de rastreamento e descubra o por quê.

Dados e informações disponíveis no Webmaster Tools e no Google Analytics podem te ajudar, e muito, a descobrir como seu site é encontrado, quais palavras-chave trazem melhor resultado... enfim: demonstram se sua estratégia está dando certo e podem ajudar a refiná-la e aprimorá-la sempre.


Estas 4 dicas são a ponta o iceberg. SEO vai muito, mas muito, mais longe do que isso. Mas com estas 4 iniciativas simples e acessíveis você pode garantir um melhor desempenho e, dependendo da concorrência do seu segmento e do tamanho do seu site, melhor visibilidade nos mecanismos de pesquisa.

E elas não te custarão muito tempo e nenhum dinheiro. Garanto!

iMasters Intercon 2010 - Meus highlights #intercon2010

By Gabriel Ishida , In

Na sexta (dia 19 de novembro) e sábado (dia 20), rolou o Intercon 2010, no teatro World Trade Center, em São Paulo. Ano passado eu tinha ido e, pela ótima experiência que tive, resolvi ir novamente. Devo dizer que achei pior do que o ano passado, em termos gerais. A estrutura do ano passado estava muito melhor e o lugar era mais acessível (foi no hotel Renaissance, perto da Avenida Paulista). Destaque para as incessantes falhas técnicas em todas as palestras e também para o teatro WTC. As poltronas são muito confortáveis e grandes, mas o espaço para transitar entre elas é muito pequeno. Incômodo total quando alguém precisa passar por você para sentar no meio da fileira. Outro ponto negativo foi a falta de um espaço dedicado aos desenvolvedores. A mistureba entre inovação, criação, planejamento e desenvolvimento para Web prejudicou tanto os desenvolvedores, já que as palestras sobre o assunto devem ter ficado bem superficiais, quanto os não-desenvolvedores (como eu) que não entendiam nada do que estava sendo falado. Não sei porque não fizeram igual ao ano passado, quando havia dois palcos separados para cada público.

Em termos de conteúdo, achei melhor que em 2009, por conter mais novidades e mais aplicações práticas. Ou seja, trataram diretamente de mercado em internet. Sendo assim, destaco algumas palestras que achei interessante na programação:

Na sexta, eu achei bem mais fraco que as palestras de sábado. Não sei se foi uma jogada estratégica para que favorecessem os participantes que só poderiam vir no sábado, mas ok. Destaco as palestras de Fabiano Coura, Benny Spiewak e do pessoal do yDreams. 

- A palestra do Fabiano Coura foi sobre a integração Mobile com a Web. Mas o ponto principal foi a relação entre o meio offline com o online. Foi uma palestra recheada de cases envolvendo desde geolocalização a desenvolvimento de ações estratégicas. A idéia interessante que tirei da palestra foi que a publicidade em meios massivos está sendo substituída por plataformas produzidas pelas próprias marcas. A web deixou de ser uma plataforma única para ser o suporte para múltiplas plataformas. Quando uma marca cria um software que integra mobile, web e desktop, a plataforma web é apenas um elemento dentre os três e a verdadeira plataforma está nesse software.

- Na apresentação de Benny Spiewak, saímos do mundo da comunicação e inovação para olharmos as questões jurídicas na Web. Propriedade intelectual foi o assunto. O que podemos ou não fazer. Achei bem interessante para termos consciência e alguma base para podermos realizar as ações. Valeu pelo assunto que, muitas vezes, deixamos de lado.

- O pessoal do yDreams mostrou as novidades do mundo da interatividade. Novos usos de Realidade Aumentada, instalações multimídias mais integradas com o mobile, enfim,  várias novidades e tendências na área. A apresentação valeu mais pelos cases apresentados.

Já no sábado, a história foi outra. A maioria das palestras me deixou bem satisfeito. Todas as palestras da parte da manhã foram interessantes. Na parte da tarde, destaco as palestras de Ruy Reis e o de Manuel Lemos, no encerramento.

- A primeira palestra da parte da manhã foi do professor da USP, Marcus Baldo. Especialista em neurociência, ele explicou como funciona a percepção humana sobre os fenômenos ao seu redor. Na realidade, ele fez uma palestra quase que totalmente sem nexo com a ementa apresentada (=vício de professor de universidade?), mas achei bem interessante vários pontos levantados e também o esclarecimento de que tudo que percebemos depende da forma como entendemos o contexto ao nosso redor.

- A segunda palestra foi do Anselmo Endlich, diretor executivo do site Wine.com.br. A premissa da palestra era mostrar, empiricamente, a teoria de que variedade não garante satisfação do cliente. Será que é preferível, em termos de percepção do consumidor, ter menos opções de compra do que ter milhares? A sensação incessante de ter comprado uma opção pior diante de tantas opções, realmente existe? De acordo com os dados apresentados pelo Anselmo, no caso do mercado de vinhos, isso realmente acontece. As ações tomadas pelo site para que equilibrassem variedade com a percepção do consumidor de que está comprando a melhor opção resultaram em aumento de vendas e fidelização. E hoje realmente percebemos que sites como Amazon e até mesmo pequenos blogs possuem ferramentas de recomendação, de acordo com o perfil que você apresenta. A mensagem que tiro dessa palestra é que hoje, diante de tantas opções, informações e escolhas, ter um "norte" de recomendação, principalmente vindo de opiniões especializadas e credenciadas, é o melhor caminho para o consumidor fazer a compra certa. E nada melhor que o próprio mercado faça isso pelo cliente.

- A terceira palestra foi um talk show com o fundador do Peixe Urbano, o primeiro site de compras coletivas do Brasil, Julio Vasconcellos. Interessante as visões de mercado e as opiniões que ele tem sobre as tendências que virão.  Também foi comentado sobre a forte concorrência estabelecida e os grandes conglomerados que estão entrando no mercado de compras coletivas, como o grupo Abril e o Buscapé. Nesse ponto, Julio mostrou confiança e disse: "em qualquer mercado, quem entrou primeiro sempre tem a vantagem de ser o primeiro". Mais resumido, impossível. E realmente comprovamos isso atualmente, mesmo com tantos sites concorrentes como ClickOn, Groupon (=Clube Urbano) e tantos outros.

- A quarta palestra da manhã foi com o professor Leandro Castro. Especialista em Computação Natural, ele mostrou como funciona e quais os princípios básicos dessa área de conhecimento. Basicamente, Computação Natural é a computação baseada em processos e elementos da natureza. Acho que foi a única palestra que desenvolvedores e profissionais de criação conseguiram o meio-termo.

- A quinta palestra com foi o designer Rodrigo Gonzatto. Ele, que trabalha e pesquisa na fundação Faber Ludens, mostrou a idéia e os cases sobre design livre, em que se baseia na idéia da coletividade e open innovation. Foi bem interessante, principalmente pela idéia de que design colaborativo funciona e dá certo.

- Na parte da tarde, a palestra de Ruy Reis foi fora de série. O assunto foi narrativas transmídias (=transmedia storytelling) em histórias bíblicas. Mas extrapolou para a demonstração estrutural das narrativas históricas e como mudanças nessa estrutura podem interferir na percepção da história. Sem cair na idéia já ultrapassada de multiplataformas midiáticas e se focando na estrutura narrativa em si, Ruy Reis, ao meu ver, está entre as melhores palestras do evento, senão a melhor. A idéia transmitida vale para qualquer ação em mídias: a estrutura e a forma com uma mensagem é transmitida é tão importante quanto seu conteúdo. Além disso, ele mostrou algumas simbologias nas histórias bíblicas e as ligações que existem entre a Bíblia e outras mitologias, como hebraica e babilônicas. E o encerramento da palestra foi genial (só vendo a palestra inteira para saber).

- E, por fim, a palestra de encerramento de Manuel Lemos foi bem esclarecedor e resumida de como o assunto "Fim da Web" foi tratado e quais as bases para essa afirmação vinda de Chris Anderson, da Wired. 

Não destaquei o talk show com os profissionais de humor (entre eles, o pessoal do Jovem Nerd) nem a outra palestra de encerramento com o professor Luli Radfahrer porque eu esperava muito mais de ambos. O primeiro, para mim, foi mais um lugar-comum de "como vocês criaram seus sites?" e "como vocês bolam as piadas?". Esperava modelos de negócios, planos futuros, outros assuntos. O único ponto legal foi a questão da censura, que todos responderam e me foi interessante.

Já a apresentação do Luli foi marcada pela pressa. Programado para ser em slides automáticos, era claro que ele estava falando mais rápido do que deveria para seguir os slides transmitidos. Isso foi feito para mostrar a idéia de que "estamos cada vez mais presos na Web". Não curti e acabei entendendo muito pouco por conta dessa manobra. E ele não acabou falando, diretamente, sobre a questão do fim da Web. Para mim, ele só mostrou que tem certas tendências em "prender" a Web, mas que também há movimentos para "libertar". Enfim, esperava bem mais.

Vamos ver se ano que vem fica melhor e que seja em um lugar e equipes técnicas melhores.

Exposição na Web

By Marcos Singulano , In ,

Depois de algum tempo fora, voltei pra falar de um tópico que já cheguei a comentar anteriormente no post sobre a oficina com o Gabriel Ishida durante o FEIA XI que é a importância da exposição dentro da internet, algo que vejo cada vez mais como uma ótima ferramenta de aprendizado e troca de experiências.

Quando falo exposição, quero dizer realmente jogar seu trabalho por ai na web sem medo de ser feliz e pedir críticas sobre suas fotografias, sites, anúncios, postres, textos…enfim, qualquer produto (claro, não vá colocar tudo no site em alta resolução, pronto pra qualquer um se apropriar do seu conteúdo! Tem gente mal intencionada por ai).

Dedique um pouco do seu tempo para buscar algum site ou ferramenta que te agrade, seja ela deviantart, flickr ou behance network e procure áreas que permitem exibição de trabalhos e jogue seus trabalhos na roda. Além disso, comente em outros trabalhos. Como assim?

Oras, gostou de uma fotografia ou um pôster específico. Dê sua opinião sincera ( e construtiva, ok?) sobre o trabalho de outra pessoa. Você pode ajudá-la a perceber algo que ela não tinha visto e assim encorajá-la a melhorar cada vez mais.

Ah, mas eu não posso comentar ou criticar o trabalho de alguém que tem muito mais experiência do que eu!

Mentira! Pode e deve! Pergunte como ela chegou naquele resultado ou como aquele efeito foi realizado. Você pode se surpreender com o resultado e garanto que sempre aprenderá alguma coisa nova para sua formação e sua experiência.

Outra dica importante: veja referências sempre! Dê uma passada mesmo que rápida por blogs que você gosta e de outros profissionais que você admira. Veja o que "está na moda" e o que está sendo feito pela internet. Também é uma ótima maneira de aprender.

Lógico, prepare-se para o outro lado da moeda. Da mesma forma que você critica o trabalho dos outros, seu trabalho também será criticado. Por experiência própria, leia atentamente cada crítica ao seu trabalho. Não pense logo de cara "Ah, ela não sabe o que está falando" e realmente veja e entenda o que a pessoa quis dizer. Entre em contato com quem lhe criticou, de repente você pode inclusive fazer algum contato profissional para a troca de experiências

Opiniões que não a da sua mãe e amigos, ou seja, de pessoas que não te conhecem mas que trabalham na mesma área são extremamente importantes para o crescimento profissional e pessoal. A princípio, pode parecer um pouco complicado mas a longo prazo é uma ótima maneira de aprender, conhecer gente diferente e ainda ficar conhecido por aí. Afinal, promover seu trabalho por ai é sempre bom.

Resenha crítica do livro "Fora de Série" de Malcolm Gladwell

By Gabriel Ishida , In ,

Esse post fugirá do assunto que costumo abordar. Mas recomendo fortemente que se leia.

Finalmente acabei de ler o livro "Fora de Série" de Malcolm Gladwell. Devo dizer que foi um dos livros mais impressionantes que já li. Rápido, conciso e sem enrolações, eu considero ele como o típico livro que te ajuda a pensar horizontalmente.

A premissa inicial do livro é mostrar que as pessoas de grande sucesso (ou outliers - fora de série) na história da humanidade tiveram muito mais sorte e uma série de fatores a favor do que apenas uma questão de mérito. Basicamente, elas estavam no lugar certo, no contexto certo e com tudo que precisavam para se dar bem.

O livro começa falando que a nossa sociedade de hoje vê os "fora de série" como pessoas extremamente competentes, às vezes pertencentes a outro mundo. Gladwell deixa claro, durante todo livro, que não está os desmerecendo. Óbvio que se não fossem competentes ou inteligentes, nunca teriam obtido sucesso, mesmo com todas condições a favor. Mas também deixa claro que precisamos analisar o sucesso dessas pessoas não só pela perspectiva de mérito, e sim também pelo contexto em que estavam envoltas. E iremos perceber que a sociedade valoriza exageradamente a meritocracia do que as oportunidades que surgiram para a pessoa.

Vou citar alguns fatores citados no livro que devem ser considerados na história de sucesso de uma pessoa:

- o ano e mês que ela nasceu e, o mais importante, com quantos anos foi seu "turning point" (=a época que começou a ganhar sucesso). E cruzar essa idade com o contexto sócio-econômico-político-tecnológico da época. Um exemplo que Gladwell cita é a situação de um pai e um filho. O primeiro tinha 30 anos quando houve a Grande Depressão nos EUA em 1929. O segundo nasceu em 1925.
Gladwell cita que o pai era muito bem sucedido. Pegou o crescimento da indústria no começo do século, fundou uma empresa, obteve uma grande riqueza, enfim, tinha tudo para se ter um grande sucesso e fazer história. Veio a Grande Depressão e perdeu tudo. Tinha um filho e uma esposa para criar, o que o afundou ainda mais. Teve que trabalhar duro e no limite da pobreza para sustentar a família.
Seu filho, que após a Segunda Guerra Mundial (e ter lutado nela) tinha 25 anos, aproveitou o crescimento dos EUA e traçou a mesma trajetória do pai. A diferença é que ele enfrentou sua primeira crise na década de 80, com quase 60 anos. Já estava consolidado, com bases sólidas, praticamente aposentado. Já havia acumulado riqueza suficiente para não passar aperto. Como o filho disse: "Se meu pai não tivesse nascido naquela época, ele teria tido muito mais sucesso que eu".

- quanto tempo a pessoa teve de prática/experiência/estudo/treino antes desse turning point. Aqui temos um ponto interessante e o único paradigma essencial proposto por Gladwell para a pessoa ter sucesso. Toda pessoa de sucesso teve 10 mil horas de prática ou estudo na área que se consagrou. Isso dá, basicamente, três horas de treino durante 10 anos. 
Um exemplo é os Beatles. Gladwell diz que, na história da banda, eles tocaram durante três anos na cidade de Hamburgo, em casas noturnas, antes de se tornaram famosos. Eles tocavam quase todos os dias da semana, durante incríveis 8 horas por dia. Vejam, 8 horas por dia durante três anos, dá quase as 10 mil horas de prática. Mais um pouco de ensaio e já possuem o requisito básico. Por isso que eram tão bons no que faziam.

- o legado cultural a qual a pessoa pertence ou herdou. Suas raízes contam, e muito, para seu sucesso. Gladwell cita o exemplo dos orientais. A fama de que eles trabalham sem parar e que são bons em exatas vêm da cultura de plantio de arroz. 
A rizicultura é um plantio que exige muitos cuidados e esforços para se conseguir boas colheitas. E, ao contrário da cana de açúcar, quanto mais você cuida, mais você consegue resultado. Então, a idéia de "quanto mais trabalhar, mais você consegue" se aplica perfeitamente no cultivo do arroz. Além disso, a rizicultura exige cálculos delicados para a colheita e plantio. Nível de água, área de cultivo, entre tantas outras variáveis lógicas devem ser calculadas para se conseguir os resultados.
Então, o legado dos orientais para o futuro dificilmente mudará, porque é algo inerente e enraizado.

- a criação e a formação dos pais. A formação que os pais tiveram e o contexto de criação contam muito na formação do que Gladwell cita como "inteligência prática". Ele cita o exemplo dos judeus durante a década de 30 nos EUA. Os judeus dessa época eram costureiros, pequenos fabricantes de roupas e calçados. Seus filhos, viraram médicos e advogados. Por que essa mudança drástica? Porque, diz Gladwell, os judeus dessa época faziam um "trabalho significativo". Os judeus amavam o que faziam. Davam sangue e sempre buscavam aperfeiçoar o trabalho, mesmo em condições precárias.
Imagine você, criança, vendo seu pai trabalhar duro, mas com satisfação e gerando um trabalho que o trazia felicidade, sob condições adversas. Isso influencia muito na formação de uma pessoa e refletirá depois, na construção do sucesso. A inteligência prática vem justamente da idéia de "experiência em vivência", em que é um tipo de inteligência que você adquire no dia-a-dia, na improvisação cotidiana, se espelhando nas outras pessoas, principalmente em sua família. E é algo que se obtém vivendo, no contexto ao seu redor.

Enfim, esses são os fatores principais citados no livro. Acredito que a base de argumentos do livro é muito sólida e me fez pensar sobre a trajetória de vida das pessoas e até da minha. E acho que sim, todas as pessoas tiveram sorte ou algum contexto que propiciasse uma oportunidade. E aí o mérito e competência fez o resto.

E para finalizar, um detalhe interessante do livro: não se iluda com o QI das pessoas. Gladwell cita, como exemplo, Einstein e um cara com um QI maior que o dele. Gladwell pergunta: se ele tem um QI maior que o de Einstein, por que ele não fez tanto sucesso quanto ele? A resposta é que o QI só importa até um certo momento. E ele faz um paralelo com os jogadores do basquete. Um jogador com 1,75m obviamente não será capaz de jogar de igual para igual com um de 1,90m. Mas, a partir dessa altura, o tamanho já não importa tanto. Ter 1,90m ou 2,05m já não é tão significativo quanto a diferença entre 1,75m e 1,90m (e olha que estamos falando da mesma diferença de 15cm). A partir de 1,90m, conta mais a técnica, o posicionamento, etc. do que a altura. E isso vale também para o QI. A partir de um certo QI, para qualquer área profissional, ele já não importa muito. Começa a importar outros fatores como, por exemplo, a inteligência prática.

Então fica a dica. E leiam esse livro. Vai mudar a forma como você vê a vida.

O novo (e promissor) truque do Facebook: o Facebook Deals

By Gabriel Ishida , In ,

Para quem acompanha as novidades do mundo da social media, nessa semana o Facebook lançou seu novo serviço, o Deals. Para quem não tá sabendo, abaixo o vídeo demonstrativo.



Integrado com o Places, serviço recém lançado de geolocalização, o Deals tem tudo para dar certo, ao meu ver. Para mim, ele é uma extensão do Foursquare/Gowalla. E extensão entenda-se como uma maior integração inside e outside. Inside no sentido de integrar com a rede social mais popular do mundo em uma forma bem característica do Facebook. Outside por promover uma interação maior (em uma palavra mais simples, mais forçada) entre o mundo físico e o virtual. Digo isso porque o Deals, como o nome já menciona, fornece promoções ao usuário do serviço, não apenas check-ins e badges.

Veja o caso do Foursquare. Ok, você ganha badges ao dar check-in nos lugares, vira prefeito dos lugares que mais frequenta, mas qual a interação que existe com o mundo real, efetivamente? Poucas empresas utilizaram o Foursquare para promover ações no mundo físico. De cabeça, só lembro o Starbucks. 

No Facebook Deals, o recurso de Friendly Deals é bem parecido com a idéia de consumo coletivo que vemos por aí, com Peixe Urbano, Groupon e cia. Ser necessário dar um número X de check-ins para conseguir a promoção tem a mesma idéia desses sites.

Algumas empresas grandes como a própria Starbucks e o McDonalds já fecharam acordo com o novo recurso. Vamos ver se engrena essa idéia.

Ainda dá para tirar mais coisas do Twitter

By Gabriel Ishida , In

Após uma semana ausente (época de trabalhos finais da pós), cá estou de novo. Só para atualizar, estou lendo o livro Fora de Série, de Malcolm Gladwell, e confesso que terei que fazer um post fugindo da minha linha de atuação só para comentar sobre as idéias do livro.

Mas, enquanto não termino a leitura, eu resolvi esclarecer alguns pontos sobre a extração de informações no Twitter. Existem várias questões relacionadas sobre o que o Twitter pode nos trazer para a análise em mídias sociais. Muita coisa é viagem pura e outras são informações subestimadas.

O fato é que todas as informações que podemos extrair vem da própria ferramenta e podemos ter acesso a elas no próprio site. Se logarmos nossa conta no Twitter, conseguimos saber desde horário e data do post até o aplicativo utilizado. Além disso, podemos saber também quantos retweets seu post ou algum post de um amigo recebeu. Mas apenas os retweets "puros", ou seja, que foram originários do botão "Retweet"da ferramenta, já que temos a modalidade do Retweet com Comentário, que acaba sendo contado como mention.

Falando em mentions, é aqui que começa as limitações. Primeiro que não conseguimos saber, em termos de volume, nem quanto o seu próprio perfil possui de mentions/reply quanto os dos outros. O volume bruto não conseguimos descobrir, mas alguns aplicativos online conseguem rastrear esse volume e o cruzar com outros dados para se medir a "influência" do perfil. Para mim, é complicado apenas cruzar número de mentions/replys, retweets e o número de posts para se determinar a influência. Acho que o termo "influência" é o problema. O termo mais correto seria "interação", ao meu ver.

Uma métrica que talvez apoiasse a idéia de "influência" seria o número de visualizações que determinado post ou o total de posts que um perfil recebeu. E não digo apenas na página, e sim em aplicativos do API, como Tweetdeck. Mas aí a questão fica mais complicada ainda. Como saber se seus seguidores realmente leram o seu post? Teoricamente, quem te segue, lê tudo que você posta. Mas isso depende TOTALMENTE do número de pessoas que seus seguidores seguem.

Por exemplo, se uma pessoa segue 1 mil pessoas além de você, as chances de seu post ser lido e "impactar"o leitor. Também depende do tempo de atualização da ferramenta para o recebimento de posts novos, enfim, tem uma série de variáveis nessa métrica.

Difícil implementar isso, mas se um dia tivermos em mãos essa informação, as análises em buzz serão mais precisas e eficientes, além de abrir novos horizontes de pensamento.

Integração: a chave para o sucesso de qualquer estratégia de SEO, Redes Sociais, Web Analytics...

By Thiago Costa , In , , , ,

Aqui no Midializado falamos de muita coisa. Claro, comparando com tudo que existe na internet, não é tanta coisa assim. Mas o fato é que falamos de Social Media, Business Intelligence, Design Digital... enfim, tudo aquilo que está na descrição do blog.

Falamos de muita coisa e muitas vezes falamos como se estas coisas pouco se relacionassem – não me leve a mal, acho que deve ser assim mesmo, do contrário nada faria sentido e nossos posts teriam scroll infinito. Mas um belo dia, mais conhecido como hoje, decidi fazer um post sobre a importância da integração de todas essas e outras tantas “coisas” para que qualquer projeto, ação ou estratégia dê certo na web. Vamos a ele (já começamos, na verdade).

Sem janelas

Geralmente, somos bons projetistas e administradores de nossas vidas – ou, se não somos, temos pelo menos algum arrojo em nosso viver desleixado. Nossas escolhas profissionais se relacionam com nossas escolhas afetivas, pessoais, estilísticas. Não compramos um terno ou um carro sem levar em conta todos os aspectos possíveis; ainda que inconscientemente, analisamos como cada escolha impacta áreas imediatamente correlatas ou não e então decidimos, ainda que a decisão seja um “dane-se tudo”.

Fazemos isso, certo? Certo. Então que diabos de sentido faz criarmos uma linda estratégia de SEO se o site no qual o usuário chega é confuso e feio? Ou então produzir o mais belo site de papel higiênico perfumado do universo, mas não olhamos o que fazem nossos concorrentes enquanto eles, na verdade, estão apostando em e-commerce? Não faz sentido nenhum.

Pouco importa se a empresa em questão administra sua presença digital (não gosto deste termo nojento, mas não conheço outro melhor: é tipo democracia) internamente, ou por meio de uma agência, ou por meio de diversas empresas especializadas em cada tipo de estratégia ou serviço. Pouco importa. Se guiarmos um projeto de, digamos, Web Analytics como se guiássemos um carro sem janelas laterais e sem retrovisor, provavelmente vamos fazer besteira. Essas besteiras acontecem muito e não são nada legais. Como evitar?

Objetivos Claros

Todo mundo quer ser o herói. Se vou traçar uma estratégia de atuação em redes sociais tendo a pensar que esta estratégia vai salvar a empresa, engajar pessoas em torno de uma causa, promover o bem... não há problema: é desta paixão que surgem as melhores e as piores idéias, e da falta dela surgem as idéias medíocres.

Mas então chega a hora de pensar: eu quero realmente promover o bem supremo ou quero apenas vender mais papel higiênico?

Variáveis desta questão são:

  • Eu quero realmente ocupar a posição 1 nos resultados orgânicos do Google ou quero vender mais papel higiênico?

  • Eu quero metrificar o engajamento dos visitantes de São João da Boa Vista ou quero vender mais papel higiênico?

  • Eu quero ter o site mais simples e claro do meu segmento ou quero vender mais papel higiênico?

Acho que deu pra sacar: objetivos claros e únicos.

SEO, Social Media, Links Patrocindos, BI, Usabilidade e Design são apenas meios para se chegar a estes objetivos

Únicos e claros.

Então, como integrar?

Pergunta sem resposta definida.

Já temos os objetivos, pra onde vamos a seguir? Como garantir que os esforços estejam caminhando no mesmo ritmo? Aqui entra a importância absurda de um bom gerenciamento de projetos antes de se fazer qualquer coisa na internet (e durante também). Não é uma tarefa que qualquer Zémané vai conseguir realizar, envolve muito diálogo, bom planejamento, aprendizado constante... e muito mais. Muito mais.

Algumas dicas que podem poupar algum tempo e evitar erros básicos:

- SEO se relaciona diretamente com Web Analytics: é preciso saber a qualidade do tráfego de cada grupo de palavras-chave, de cada mecanismo de pesquisa, dimensionar a concorrência, etc.

- Web Analytics se relaciona diretamente com Usabilidade, Design e Links Patrocinados: os caminhos do visitante no site e suas portas de entrada são pontos fundamentais de uma boa análise e para que esta análise gere resultados.

- Social Media contém/prevê SEO e Web Analytics: redes sociais ajudam na distribuição de links, aumentam a relevância; ao mesmo tempo, devem ser monitoradas e analisadas, pois podem fornecer preciosos insights para qualquer negócio.

- SEO e Links Patrocinados são parte do mesmo universo: os mecanismso de pesquisa. E ambos envolvem a intenção do usuário (ele realizou uma pesquisa procurando por algo, possui um viés). Portanto são estratégias mutuamente complementares.

Estas são dicas extremamente simples. Não contemplam uma série de outras disciplinas de igual ou maior importância em qualquer projeto – inclusive muitas disciplinas offline. Alem disso, de alguma forma, tudo se integra.

Mas é bom recordar: daqui pra frente, toda vez que você ler um post meu sobre como Web Analytics é demais, lembre-se que métricas são números, gráficos são imagens, e análises são textos. O que faz qualquer coisa ser DEMAIS é todo o resto, tudo que a cerca, a suporta e a motiva. Vale também pra sua vida.

por @thiagotcosta.

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