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A Web como máquina da economia de serviços

By Gabriel Ishida , In ,

Li uma reportagem muito interessante de Jean Paul Jacob na primeira edição impressa da revista OFFLINE e que gostaria de compartilhar algumas ideias aqui no blog.

Jean Paulo Jacob é considerado um futurólogo da tecnologia. Leciona na Universidade da Califórnia e trabalha no Centro de Pesquisas da IBM, no coração do Vale do Silício. Dizem que ele antecipa o futuro em pelo menos 10 anos. Na década de 80, já precognizava o surgimento dos computadores portáteis, das câmeras digitais e pregava que a comunicação móvel entraria para valer.

Na reportagem, Jacob afirma algo que já sabemos nas lições de Geografia: o mundo está se transformando em uma economia de serviços. Mas, para Jacob, essa transformação se dá por conta da "revolução" que a Web proporcionou: a economia de serviços é baseada em co-produção e co-criação.

Todo serviço exige uma cooperação. O médico só consegue prestar seu serviço porque o paciente o indica os sintomas. Sendo assim, tudo que circula na Web são serviços e, de acordo com Jacob, os produtos são produzidos e planejados por conta da recepção e experiência que os usuários passam às empresas. Para Jacob, para se sair bem nessa "condição de serviços" é confiarmos no poder das multidões ou da coletividade. A sabedoria coletiva é muito mais poderosa do que a individual. E isso se aplica a todos os níveis profissionais e sociais, citando que o professor de hoje não deve centralizar o conhecimento e sim propor experiências que valorizem a construção coletiva do aprendizado, em um conjunto com alunos e mestre.

Interessante pensarmos que a Web segmentou e tornou o indíviduo mais importante na interação com o produto, mas Jacob valoriza a questão coletiva como a máquina da economia de serviços. Mas o mais importante é o caráter colaborativo que marca (e, de acordo com Jacob, vai marcar por muito tempo) nossos tempos e como a Web influencia, de alguma forma, na economia global. Acredito que a tendência é tudo se transformar em serviços, de alguma forma. Serviços no sentido de colaboração e cooperação. Você compra um tênis da Nike não porque a marca passa importância social, mas porque ela oferece manutenção ou algum recurso a mais que os outros tênis não possuem, e assim vai.

Um pequeno mistério...

By Gabriel Ishida , In

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A terra de ninguém está começando a virar de alguém*...

By Gabriel Ishida , In

Primeiramente, a fonte do post de hoje: o blog de Tiago Dória e o post que me fez refletir. Por favor, deem uma lida para entender o contexto.

Pois bem, não estranho que serviços da Web sejam vendidos a conglomerados como a NewsCorp pois é um caminho até natural: o Orkut, Blogger, entre tantos outros foram criados por um indivíduo ou grupo de amigos e vendidos para empresas. Essas compram esses serviços por visarem lucro e bom negócio. Mas a questão que fica é: elas possuem uma visão do serviço assim como ele está ou já visam transformações para adequar aos seus negócios? Isso que me preocupa.

Acho bem equivocado uma empresa comprar um serviço da Web já pensando em modificá-lo para se adequar a um modelo lucrativo. Para mim, a Web é muito sensível a mudanças, e acho que você mesmo já notou isso. As waves são piores que marés: lembro que desde que me interessei pela internet, já passei por tantas que nem consigo lembrar direito(= ICQ, Second Life, Mirc, AOL e daqui a pouco, Orkut, entre outros). Qualquer mudança, mesmo pequena, pode transformar os ventos e o negócio ir por água abaixo. Por isso que o Google faz mudanças singelas e bem calculadas para suas ferramentas (= Youtube e seu novo modelo de propaganda). O Google sabe do poder das waves.

Sendo assim, acho complicado uma empresa comprar um serviço e deixar escapar seus primeiros criadores. Eles possuem uma visão que talvez ninguém tenha e sabem das mudanças que acarretarão ou não "revoltas" na Web. Então a questão é: como ser atrativo comercialmente mas não deixar de sair da wave? Como transformar algo que foi feito para ser uma rede social em algo que seja social e um modelo de negócio? Isso é uma incógnita.

O título do post é uma premissa bem a grosso modo, porque nem sei (e isso pode render até uma discussão) sobre quem pode(ria) ser considerado o dono da Web* (isso é um grosso modo, obviamente, porque a Web nasceu livre e a manutenção dessa liberdade é de interesse de muita gente). Mas, se continuar da forma que a notícia do Tiago Dória afirmou, daqui a pouco toda ferramenta e serviço da Web pertencerá a um ou dois conglomerados. E isso é preocupante, já que vivemos desses recursos. Não digo que caminhamos para uma internet inteiramente paga, mas que caminhamos para uma espécie de monopólio. E monopólio não é bom para evolução e inovação, palavras essencias da Web.

*Esse alguém pode ser: os conglomerados compradores de serviços, as empresas de telefonia que controlam o acesso a Web, os servidores de páginas WWW, os servidores físicos (deve existir, não tenho certeza, mas ouvi falar) da Web ou, por fim, os órgãos reguladores do governo (na China isso seria bem visível).

Blog Marketing, de Jeremy Wright

By Gabriel Ishida , In

O título vem do último livro que li. Resolvi postar um pequeno comentário sobre ele no blog.

Sob o ponto de vista teórico, o livro não é muito bom, pois as discussões realizadas estão mais focadas em consumidor do que em teoria sobre blogs e redes corporativas. Assim, para quem espera uma abordagem sobre blog e marketing, o livro não é indicado.

Sob o ponto de vista instrumental, o livro já cumpre o seu papel, e muito bem. Ele é um manual de como utilizar o blog no ambiente corporativo de qualquer empresa. Cita exemplos e casos bem sucedidos, além de oferecer toda uma gama de possibilidades de uso. Sem falar que apresenta as principais ferramentas, os principais recursos, além de dicas de como se relacionar, através de blog, com seu consumidor e mercado.

No final do livro, eu pensei: bom, não era o que esperava. Mas isso não significa que seja ruim, pois ofereceu para mim uma visão de blog que eu necessitava conhecer: a visão de quem está interessado em utilizá-lo mercadologicamente. E sim, é uma visão diferente de uma visão que qualquer blogueiro, descompromissado ou não, não possui. E o bom é que o livro me mostrou que os blogs não podem ser encarados como meras vitrines: devem atuar como canais de comunicação, no sentido estrito do termo. Os CEO's, funcionários e a própria empresa devem usar os blogs como canais acessíveis de crítica, sugestões e integração com seu público-consumidor.

Agora começarei "Reconhecimento de padrões" de William Gibson. Dizem que é essencial para entendermos o conceito de cool hunter (= caçador de tendências) além de aperfeiçoarmos nosso feeling para a coisa.

Diga Não ao Bloqueio de Blogs!

By Gabriel Ishida , In

Gostaria de oficializar meu apoio a campanha do Ministério da Cultura. Como censurar, generalizadamente, os blogs? Blogs já deixaram de ser meras agendas virtuais. Muito conhecimento essencial para o crescimento acadêmico e pessoal de um ser humano está nos blogs. Encontrei dificuldades para colocar o banner da campanha, mas coloco o link da postagem aqui. Entrem e apóiem a campanha!

A mídia feita de laptops com wireless

By Gabriel Ishida , In

Eu sei que a discussão do momento é a onda de criação de modelos de lucratividade na Web. O meu amigo Capivara, dono do blog Mera Falácia, recomendou a leitura de um artigo muito interessante sobre a nova forma do Youtube para atender seus patrocinadores e que, realmente, alimentará a discussão. Mas nesse post eu quero deixar registrado uma experiência agradável sobre o uso da Web nas mídias tradicionais (= não gosto muito desse termo, mas utilizo sob forma simplória).

Agrada-me, e muito, algumas utilizações (= podemos dizer convergências) que as mídias do século XX fazem para aliar a Web às suas audiências. Eu estava escutando a transmissão na CBN do jogo entre São Paulo e Corinthians e uma coisa muito interessante e legal foi a abertura de um chat no site. Pode parecer simples demais, mas esse simples me passou uma sensação muito agradável. Ao contrário do tradicional "mande-nos um email com sua pergunta", o espectador entra numa sala de chat e posta sua pergunta. Os próprios apresentadores, dependendo da pergunta, respondem no chat. Além de perguntas, sugestões e comentários são bem vindos. Lógico que tem todo um risco de entrar pessoas "indesejáveis", mas é uma forma tão interativa e prática de integrar sua audiência com a transmissão que eu fiquei impressionado.

No mesmo caso, eu cito o uso que o canal de televisão aberta Cultura e o Ministério da Cultura fazem do Twitter. O MinC sempre mantém seu perfil ativo, com novidades sobre editais, eventos culturais e todo tipo de notícia para os interessados na parte cultural do governo. Além disso, o perfil está aberto para receber sugestões, críticas e comentários. Sem falar que eles fazem um bom rastreamento de conteúdo sobre o perfil na twittesfera, pois certa vez eu reclamei da postagem exagerada sobre a Lei Rouanet e responderam de imediato para mim, com uma linguagem clara e popular. O mesmo vale para os programas da TV Cultura. Os principais programas possuem um twitter que posta o tema/assunto do programa. Eu acompanho o Roda Viva e nunca me deixou na mão.

Outro interessante caso é a valorização da Rede Globo com a Web. Dentre os canais de televisão aberta, talvez seja o canal que mais utiliza seu portal para divulgação de conteúdo e, ao mesmo tempo, não o deixando dependente da televisão. O portal é completo, com notícias atualizadas a cada minuto, muita variedade de canais de informação e recheado de conteúdo multimídia, como podcasts e vídeos. Lógico que por ser uma fundação (=conglomerado), o portal deva representar, e bem, o poder desse grupo. Mas não tiremos os méritos, em termos de comunicação, que esse portal possui.

E agora, um dos últimos acontecimentos do momento: a abertura de API da principal agência de notícias do mundo, a Reuters. Agora, qualquer agregador de notícias da Web pode linkar e utilizar as notícias vindas dessa agência. Além disso, vários jornais em todo mundo abriram seus API's da mesma forma. Um grande passo para a democratização da informação, porém uma mudança de visão, talvez paradigma, do modelo de negócio para o jornalismo online. Mas é uma interessante integração entre mídia impressa e Web.

Esses exemplos são os que lembrei de imediato. Há muitos outros que não conheço ou não tenha lembrado. O que me deixa muito feliz é a forma como a Web tem influenciado as mídias tradicionais. Como defende McLuhan, a criação de um novo meio não extingue o outro, pois cada um tem especificidades que influenciam na própria mensagem. Assim, eles se readaptam para a nova fase. Assim sendo, as culturas tão presentes na Web, como o "instantâneo" e o "acesso", parecem ter atingido de cheio e modificado paradigmas.

Apocalypse Now!

By Gabriel Ishida , In

Esse post pode ser considerado uma resposta ao post do meu amigo Capivara em seu blog Mera Falácia. Mas a resposta é um gancho para outra questão também pertinente ao assunto a ser tratado.

Primeiramente, apresento o post do blog Coxa Creme de 3 de Abril de 2009 que me inspirou a blogar nesse momento.

O Nosso Caos Particular, de Neto.

Eu e meu colega midiálogo Capivara tratamos, em nossos respectivos blogs, sobre a questão dos serviços pagos na Web. Acredito que tanto eu quanto ele não chegamos a conclusão de um modelo de negócio aceitável e adequado para a Web. Eu defendo, ainda de maneira forçosa, que o modelo de restrição parcial de acesso é a melhor saída. Acredito que o acesso nunca deva ser fechado, mesmo que isso signifique o mínimo de informação. Por isso que critico tanto a forma de agir da Last.fm.

E com o post de Neto, percebo que essa busca pelo modelo de negócio online é uma busca pela Arca Perdida. Os dados que ele passa sobre as outras mídias são alarmantes. E os dados sobre os modelos na Web não são tão agradáveis também.

Dizem que a TV Digital irá salvar todo esse cenário e propor formas sustentáveis de media business. Não creio que seja assim. Conforme o Capivara mencionou em seu blog, atualmente temos o pensamento de lugar público para a Web. Isso, ao meu ver, é um dos paradigmas que sustentam a rede de hoje. Por isso que as dificuldades de ganhar dinheiro sejam, justificativamente, tão exaltadas. "Caiu na Web, é da galera" no jargão da palavra, fazendo menção e paralelo aos casos de fotos íntimas e constrangedoras.

Mas também concordo que a iniciativa privada que sustenta essa nossa atual Web. É complicado, realmente, transformar privado em público. Mas creio que toda empresa, ao se propor a aventurar na Web, precisa ter consciência de que a Web não é uma mídia igual as outras. Na Web, às vezes dar não significa receber.

No caso de empresas que buscam afirmar sua marca na Web, isso é muito evidente. As grandes empresas já perceberam que a Web não serve para fazer negócios. Serve para criar relacionamentos, trocar experiências e acima de tudo, evangelizar clientes. Eu mesmo sou evangélico adotado da Pepsi, pelas campanhas muito inovadoras (ao meu ver) feitas na Web. A recompensa que a Pepsi ganha de mim não é a compra direta de produtos no site deles. É na forma que eu vou falar dessa marca para meus amigos. Às vezes eu nem preciso gostar da bebida (no meu caso eu amo) mas só o fato de eu curtir o que eles fazem, já uma ótima recompensa para a Pepsi.

Mas já no caso de empresas feitas na Web, como as que administram ferramentas como Last.fm, realmente, o modelo de negócio está ainda na sua busca pela estabilidade. Links patrocinados, acesso privilegiado, etc. ainda estão em fase de aceitação. Complicado esse assunto, pois cada caso possui variáveis comerciais e de funcionalidades que dificultam a construção de um paradigma comercial e lucrativo para a Web.

Reforçando meu ponto: acredito que o modelo de acesso pago e privilegiado é a forma mais aceitável no momento. Não é o ideal, ao meu ver, mas é a forma que mantém o que a Web criou e fincou no mundo: a cultura do acesso.

Post rápido de dia da mentira.

By Gabriel Ishida , In

Após ver várias notícias sobre comunicação que fazem jus ao dia de hoje, fiquei pensando: será que muitas mentiras que foram ditas sobre a Web nos primeiros de abril de anos anteriores se tornaram reais? Como por exemplo: 


1 de abril de 2002 - lançada uma ferramenta na Web capaz de obter imagens de qualquer parte do planeta Terra, além de traçar rotas para diversos lugares.

1 de abril de 2001 - é high-tech: agora é possível navegar com conexão banda larga em celulares.

1 de abril de 2000 - IE perde hegemonia no mercado de navegadores.

1 de abril de 2007 - Ferramenta de "microblogging" é o que mais cresce na Web.

entre tantos outros. 

Então, cuidado com o que diz: talvez em menos de um ano, se torne verdadeiro.

Twittezado

By Gabriel Ishida , In

Esse post tem um pré-requisito: você precisa conhecer o Twitter e seu potencial de uso.

Lendo meus preciosos feeds no GReader, eu me deparo com um post que levantou uma certa polêmica em blogueiros por aí. Eis o post, do blog de Cris Dias.

Concordo com todos os pontos abordados e achei uma ótima reflexão feita. O Twitter é uma ferramenta como o blog, com justamente a diferença de você saber quem é seu público. Nunca pensei que, se alguém me segue, eu deveria seguir também. Só sigo quem eu acho que merece ser seguido. A maioria de quem sigo ou são amigos, ou são blogueiros ou são empresas/instituições que admiro ou que gostaria de ficar antenado nas novidades, como os twitters do Ministério da Cultura, Roda Viva e Unicamp.

Assim como em um dos comentários de Edney Souza, o uso do Twitter para empresas deve ser levado em outro parâmetro, assim como toda ferramenta social da internet.

Na verdade, tudo isso foi justamente para discutir como esse tal de Twitter virou a grande onda do momento. Como uma ferramenta que, aparentemente, é para "gente que não tem nada para fazer" (= escutei isso já de uma pessoa fora da área de comunicação, obviamente) conseguiu tanto espaço e já é visto como algo em potencial para as empresas se comunicarem cada vez mais com seu mercado.

Vejamos os fatos: com tantos programas e plugins agregadores, o Twitter ficou muito mais fácil (= muito mais fácil, prático e atraente) para se manter twittando e vendo seus replies e posts do que ficar entrando e dando atualizar no site do Twitter (= o uso comum para o Orkut). Eu mesmo uso duas ferramentas para conectar meu Twitter. Um plugin para o Firefox e o Twhirl, ambos bem práticos. Enquanto navego pela internet, eu uso o plugin. Enquanto faço outras coisas offline, eu ligo o Twhirl.

Com o Twitter, eu fico sabendo de atualizações de blogs, de novidades em diversas áreas, de opiniões sobre fatos que me cercam, de notícias sobre amigos e o que eles estão fazendo ou pensando e até cardápio de restaurantes!

Ao meu ver, o Twitter é bem adequado ao seu termo de "microblogging". Blogging em seu termo mais antigo e clássico, de "diário" virtual. Ficamos sabendo das notícias de determinada marca ou pessoa através do Twitter. E micro por só permitir 140 caracteres. Mas até aí, o micro é extremamente adequado ao cenário da Web de hoje. Um texto para a Web não é o mesmo para a mídia impressa. Mensagens concisas, que prendam a atenção do internauta e, ao mesmo tempo, contenham o máximo de informação. É assim. O Twitter apenas formatou algo que já era paradigma. Talvez isso seja o motivo de seu sucesso: as pessoas andam sem tempo para nada e preferem ler twitters do que portais.

E também qualquer pessoa pode usar o Twitter. O Twitter é igual ao Wii no mundo dos games: feito para todos, para toda família. Extremamente fácil de se mexer. Além disso, ele propõe uma convergência bem simples e funcional com os mobiles phones (= celulares). Muita gente twitta através de mensagens feitas e digitadas no celular. E nessa moda-tendência de Mobiles, isso é bem interessante.

Só precisamos saber o que ele vai deixar de herança para a Web e quanto tempo vai durar sua lua-de-mel com o mundo. Talvez esse post esteja até sendo muito eufórico com o momento, pois dizem que na Web tudo que é euforia já virou obsoleto. Não discordo, mas prefiro seguir a vibe dos marketeiros sobre suas tendências na Web a seguir teóricos da cibercultura. E para finalizar, um videozinho bem engraçado sobre Twitter.

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