Impressões sobre o Content Summit

No último sábado aconteceu mais uma edição do Content Summit, evento da Media Education totalmente focado em produção, estratégias e métricas de conteúdo. Entre os temas e ideias trabalhadas, selecionei três momentos que se complementaram e que tocam em práticas aparentemente simples, mas ainda negligenciadas por muitas empresas e que se pensadas e executadas de maneira correta podem otimizar os resultados de uma marca nas redes sociais:
Atlas Media Lab marcou presença!
a. No debate moderado por Dani Rodrigues (Repense Comunicação), uma pergunta: como conseguir um diálogo franco, sincero e natural com os consumidores quando trabalhamos com a produção do conteúdo? Apesar de um conceito primário em qualquer demanda que visa uma conversa com um público-alvo específico, muitas empresas ainda demonstram dificuldade em desenvolver a persona da marca.
Um dos passos vitais na construção de uma relação emissor-receptor quando pensamos em uma marca é a tomada de consciência do arquétipo da marca, fato este que fornece um embasamento necessário para listar os pontos fracos e fortes de uma marca quando esta se posiciona e quer se fazer coerente. Outro fator fundamental para uma marca quando pensamos na construção do diálogo convincente é a adequação ao tom verbal do público-alvo, este apreendido pelo estudo de indicadores como faixa etária, classe econômica ou gênero com os quais a marca lida diariamente. E por fim, mas não menos importante, está a necessidade de unir tais fatores e através deles optar pelos recursos de criação, como a ironia ou o humor. Uma vez condensados, esses recursos otimizam resultados e podem até mesmo se fazer presentes por meio de um personagem da marca, como um animal, uma pessoa, um objeto e muitos outros que vão dotar de leveza esse diálogo e permitir uma chance de acerto muito maior no trato com o público-alvo.
b. Outro ponto interessante que continua a proposta iniciada no debate anterior foi a palestra sobre a utilização do SAC enquanto conteúdo, feita por Roberto Motta, (Dafiti). Apesar de se focar muito na importância das redes sociais para uma marca e nas boas práticas de SAC 2.0, apresentou um ponto pouco utilizado pelas empresas quando pensam nessa prática, a de escutar a voz dos consumidores que se manifestam nas redes sociais e enxergar nisso uma oportunidade de criação de conteúdo mais personalizado e que toca em pontos importantes de uma marca e de quebra traz a sensação de que, de alguma forma, o consumidor é também produtor de conteúdo.
c. E por fim, mas não menos importante, o SEO também se fez presente em uma palestra precisa de Rafael Rez Oliveira (Web Estratégica), da qual destaco um ponto para o diálogo direto com as propostas anteriores: ao analisar seus números e comportamento do público na criação de diretrizes editorais para criação de conteúdo, esteja sempre atento ao conteúdos laterais que sua marca toca e que podem e devem entrar nesse planejamento, ou seja, muitos conteúdos ou padrões de comportamento que soam distantes do seu universo editorial podem ser muito presentes e importantes na vida de seu público-alvo e, inseri-los com inteligência em suas criações pode ajudar nos resultados.
No geral o evento foi produtivo, oscilando falas mais triviais, que trataram de  assuntos já bastante explorados, com outras muito interessantes e que ajudaram a abrir os olhos para práticas e formas diferenciadas de se pensar o meio e a mensagem: destacamos a participação de Pedro Gravena (Wieden+Kennedy), o qual colocou em xeque a utilização do Facebook como ferramenta centralizadora no trabalho digital de uma marca, uma vez que este deveria ser uma opção dentre muitas outras mídias que nos cercam.
Além dele, ainda há espaço para a fala de Adriano Silva (Damnworks) o qual trouxe para o debate inquietações sobre um período que ele chama de medialess, ou seja, na contemporaneidade, as marcas passam depender cada vez menos de algumas mídias/plataformas específicas e passam a buscar seus próprios canais de trabalho na rede social. Além disso, frisa que o futuro profissional na área de conteúdo não deve se ater aos formatos ou mídias, mas sim se preparar para ser um produtor de conteúdo polivalente e antenado com as diferentes linguagens que nos cercar cada vez mais.
Os assuntos são muito recentes e ainda não totalmente explorados, o que deixa em suspenso a curiosidade dos caminhos através dos quais eles irão se desenvolver e servem de incentivo para voltarmos em uma próxima edição e olharmos para as novas configurações do cenário da produção e gestão de conteúdo.  

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