A Web como máquina da economia de serviços

Li uma reportagem muito interessante de Jean Paul Jacob na primeira edição impressa da revista OFFLINE e que gostaria de compartilhar algumas ideias aqui no blog.

Jean Paulo Jacob é considerado um futurólogo da tecnologia. Leciona na Universidade da Califórnia e trabalha no Centro de Pesquisas da IBM, no coração do Vale do Silício. Dizem que ele antecipa o futuro em pelo menos 10 anos. Na década de 80, já precognizava o surgimento dos computadores portáteis, das câmeras digitais e pregava que a comunicação móvel entraria para valer.

Na reportagem, Jacob afirma algo que já sabemos nas lições de Geografia: o mundo está se transformando em uma economia de serviços. Mas, para Jacob, essa transformação se dá por conta da “revolução” que a Web proporcionou: a economia de serviços é baseada em co-produção e co-criação.

Todo serviço exige uma cooperação. O médico só consegue prestar seu serviço porque o paciente o indica os sintomas. Sendo assim, tudo que circula na Web são serviços e, de acordo com Jacob, os produtos são produzidos e planejados por conta da recepção e experiência que os usuários passam às empresas. Para Jacob, para se sair bem nessa “condição de serviços” é confiarmos no poder das multidões ou da coletividade. A sabedoria coletiva é muito mais poderosa do que a individual. E isso se aplica a todos os níveis profissionais e sociais, citando que o professor de hoje não deve centralizar o conhecimento e sim propor experiências que valorizem a construção coletiva do aprendizado, em um conjunto com alunos e mestre.

Interessante pensarmos que a Web segmentou e tornou o indíviduo mais importante na interação com o produto, mas Jacob valoriza a questão coletiva como a máquina da economia de serviços. Mas o mais importante é o caráter colaborativo que marca (e, de acordo com Jacob, vai marcar por muito tempo) nossos tempos e como a Web influencia, de alguma forma, na economia global. Acredito que a tendência é tudo se transformar em serviços, de alguma forma. Serviços no sentido de colaboração e cooperação. Você compra um tênis da Nike não porque a marca passa importância social, mas porque ela oferece manutenção ou algum recurso a mais que os outros tênis não possuem, e assim vai.

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