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Olimpíadas: métricas ajudando a entender nossa performance física

By Gabriel Ishida , In ,

(uma pausa na série sobre influenciadores)

Métricas são usadas em diversos aspectos nas nossas vidas. Uma delas, que eu gosto bastante, é na área de esportes, principalmente futebol. Aplicações nos esportes já vimos em diversas ocasiões, como nos games (Football Manager) e nos filmes (Moneyball). Contudo, ainda temos algumas questões nas métricas esportivas que também rondam nossa área profissional.

Por exemplo, no futebol. Não há uma ou duas métricas absolutas que podemos usar para determinar se um jogador é melhor que o outro e, principalmente, o quão melhor é. Uma pergunta simples que pode ser feita: quão melhor é o Messi em relação a mim no futebol? Não há métricas que podem responder isso com clareza. Número de títulos? Número de prêmios? Gols marcados? Dribles aplicados? Velocidade? Assistências ao gol? São várias métricas que não conseguem responder essa pergunta.

Pode-se escolher algumas métricas para determinadas posições. Se for atacante, gols marcados, títulos, prêmios e até convocações para a seleção podem ser prioridades. Se for goleiro, gols tomados, títulos, penâltis defendidos, etc. Contudo, repare que tem que ser um conjunto de métricas para entender uma comparação e, mesmo assim, ainda não dá uma resposta absoluta.

Contudo, nos esportes de corrida, principalmente maratona, conseguimos ter duas métricas que conseguem comparar o desempenho de uma pessoa comum com um atleta de alto rendimento: o pace e a distância percorrida. Pace é, basicamente, a média de quantos minutos a pessoa percorre um quilômetro. Ou seja, alguém que tem o pace 6 significa que percorre um quilômetro em seis minutos na média.


Esse na foto é o campeão olímpico Eliud Kipchoge (Quênia) na maratona. Ele percorreu a distância de 42km (distância padrão de maratonas) em 2 horas e 8 minutos (128 minutos). Calculando seu pace médio, ele fez cerca de 3 (três minutos para um quilômetro). Tendo essas informações, você já consegue se comparar com ele e considere que ele percorreu 42 quilômetros.

Um colega de trabalho corre quatro vezes por semana, compete em meia maratonas (21 quilômetros) e eu o considero muito bem preparado. Ele me mostrou seu pace médio: 4.3. Ele não tem preparo ainda para correr uma maratona inteira, mas veja que, mesmo com uma distância menor, ele não está nem próximo do pace médio do Kipchoge. Quando comecei a correr com uma frequência de duas vezes por semana, meu pace médio era de 6 para uma distância de 7 quilômetros, ou seja, infinitamente longe do campeão olímpico.

O ponto é que consigo me comparar com um campeão olímpico, na realidade, consigo me comparar com qualquer maratonista ou praticante, pois as métricas são claras. Claro que temos que ponderar pela distância percorrida, mas se eu (conseguir) correr 42kms, teria um pace médio e, consequentemente, comparável com o Kipchoge. 

Métricas servem para isso: dar parâmetros.

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