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Intercon 2014

By Gabriel Ishida , In ,

Nesse último sábado, dia 15 de novembro de 2014, rolou o Intercon 2014, evento com 11 anos de existência. Foi lá no Hotel Unique, vulgo hotel em formato de navio. Fiquei apenas no palco "principal".

A primeira palestra do dia foi com Sérgio Mugnaini (Loducca) e ele falou um pouco da relação entre ideias e tecnologia. Falou de como ficar parado no tempo (tecnologicamente falando) quebrou marcas como Kodak, Nokia e Blockbuster. Falou também de alguns princípios que segue para seus trabalhos:

  • "Openness simplifies complexity" = meio que: compartilhe, divida e deixe rodar sua ideia, para ela ficar completa.
  • "Tecnology is an idea driven" = tenha a ideia e use a tecnologia para viabilizar e não o contrário.
  • "In simplicity we trust" = diz por si só.
  • "Make a system of many appear fewer" = ele frisou aqui que a comunicação integrada não é estar em várias mídias, mas sim dar a impressão que tudo é uma mídia única.
  • "Embrace every canvas" = seja mente aberta, ou seja, esteja pronto para se adaptar a novas situações.


Na segunda palestra, foi a vez de Pedro Porto (Twitter). Ele lembrou que o Twitter é uma rede de interesses: as pessoas escolhem o que querem seguir por algum interesse. E que também o Twitter é uma ponte entre você e seu interesse (ou pode ser hashtag). Lembrou que o Real Time (Live) no Twitter não é um acaso: ações desse tipo devem ser extremamente bem planejadas para serem executadas. Citou alguns cases de marcas que usaram bem o Twitter, como a Tim, Trident, Starbucks, Pepsi e Pantene.

Em seguida, subiu ao palco o Leo Cardoso (Espalhe) para falar do projeto Sururu Valley em Maceió/AL. Ele mostrou alguns cases de inovação e boas histórias e afirmou que o espírito lá do projeto é ser guerrilha, ou seja, impactar diretamente as pessoas e chamar atenção.

A quarta palestra foi com JC Rodrigues (Disney). Ele falou do processo de entendermos emoções e sentimentos. Citou que todas as emoções que sentimos se concentram ou é a fusão de duas ou mais dessas primárias: alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa e aversão. Disse que o segredo de chamar atenção é gerar emoção (algo mais geral) para despertar sentimento (algo mais íntimo, pois se liga a lembranças pessoais, experiências).

A última palestra da manhã foi também a mais rápida. Ricardo Sangion (Pinterest) falou do potencial da rede para as marcas, frisando que o grande diferencial do Pinterest é seu propósito: ser uma fonte de descobertas e inspirações visuais. Lembrou que inspiração está bastante ligado a realização e que, nisso, e-commerces tem se dado bem em vender via rede, pois o apelo visual acaba ajudando na decisão de compra. Citou, como principal case na rede, a marca Etsy.

Após o almoço, subiu ao palco Steve EPonto (CuboCC) para falar de co-criação em canais digitais. Apesar de citar bastante cases feitos coletivamente, me pareceu mais uma palestra de usos inovadores em vídeo, em que brincavam com o formato do vídeo digital, principalmente Youtube.

A segunda palestra da tarde foi com Dauton Janota (Pleimo) para falar de modelos de negócio na música. Falou que artista, hoje em dia, não ganha tanto mais dinheiro e que "Like não dá dinheiro" (o que concordo). Contudo, achei que errou/fez um jabá do Pleimo ao dizer que o Spotify não é um modelo que dá certo, vide a saída da Taylor Swift da plataforma. Enfim, discordei.

Em seguida, foi a vez de Gabriel Borges (Ampfy) para falar de Instagram. Disse que a rede deve ser feita de fotos e vídeos originais, não montagens exageradas. Citou o top 5 de marcas com maiores volumes de seguidores: Nike, Starbucks, Adidas Originals, GoPro e Topshop, dizendo que todas elas trabalham muito bem a questão de fotos e vídeos originais, que refletem um estilo de vida. Lembrou também que a rede serve para conectar pessoas e conversas através das hashtags. Não precisa ter um perfil na rede para estimular conversas lá (exemplo: peça para as pessoas postarem fotos com uma hashtag).

Depois do coffee break, Fred Saldanha (Isobar) subiu ao palco para falar do case Live Store da Fiat. Sinceramente, foi mais um jabázão de todo o processo do case do que aprendizados, mas gostei de uma de suas frases: temos que prever quando nossos consumidores irão desaparecer.

No encerramento, como tradicional, Luli Radfahrer (USP) discursou sobre o futuro da inteligência artificial. Citou as atuais tecnologias que temos hoje na área, como a máquina da IBM, Watson, que faz pesquisas paralelas e trabalha com probabilidades para responder perguntas, traçar prós e contras, etc. Disse que, a partir do momento que uma máquina consegue fazer esse tipo de levantamento, ela já pode tomar decisões sozinha. Depois disso, ele fez umas viajadas sobre o futuro das máquinas, etc, mas no geral, gostei da fala dele.

No geral, gostei do Intercon desse ano. A maioria das palestras me fez pensar e aprendi coisas novas e é legal, particularmente para mim, quando vou em palestras que não estão relacionadas diretamente a minha área. A organização está de parabéns pela grade e pela estrutura oferecida. Ano que vem eu volto.

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