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Por que os Social Games são tão lucrativos?

By Gabriel Ishida , In , , , ,

Social Games é, ao meu ver, um dos principais modelos de negócio consolidado na web. Exatamente por ser assim, a cada ano movimenta mais dinheiro. A Zynga, por exemplo, criadora dos jogos Farmville, Mafia Wars e Cityville, registrou um lucro de 850 milhões de dólares em 2010. No Brasil, os social games movimentaram 200 milhões de reais e com previsão de crescimento de 50% para 2011.

Agora, quais são as principais bases de um Social Game? Não é difícil notar. Quem joga ou já jogou qualquer jogo modo "massive players" (=com um monte de outros jogadores do mundo inteiro) sabe o que a maioria dos jogadores busca reputação ou, para simplificar, ser diferente e reconhecido pelos outros.

É no campo do ego que a Zynga, Playfish e tantas outras empresas constroem seus lucros. Se você reparar nos preços praticados dentro dos jogos, vai notar que não ultrapassam os 50 dólares. Parece pouco, mas não é estabelecido à toa. Faço uma analogia com o impulso (=momento decisivo) de uma compra. Passo em uma vitrine e vejo uma camiseta muito legal. A camiseta está ali. É só eu entrar na loja, provar e comprar, com cartão de crédito.

Nesse ponto, um dos grandes segredos das lojas de departamento, supermercados e lojas com vitrines é justamente a questão do ponto de venda. Em estudos de e-commerce, a principal barreira que impede uma pessoa de completar uma compra é o processo. Muitas pessoas desistem de comprar algo em e-commerce quando vê o tanto de trabalho que terá. Quando somos impulsionados (=atraídos) por algo, é um desejo fulminante. Queremos comprar e possuir logo aquilo. É um sentimento efêmero e descontrolado. Se o processo de aquisição do que desejamos é demorado ou muito complexo, esse sentimento passa. E o melhor lugar para despertar esse desejo é o ponto de venda, já que é o lugar com maior facilidade para efetuar a compra.

Agora voltemos para os Social Games. Eu começo a jogar Mafia Wars (que mexe com um universo propício para o ego) e vejo que todo mundo é mais forte que eu. Não ligo muito para isso, mas observo que, com as moedas do jogo, eu poderia ficar muito forte em pouco tempo. E, para adquirir essas moedas, custaria 20 dólares. Penso: está barato, mas deve ser trabalhoso conseguir. Aí vejo que aceitam o PayPal. Pronto, tá aí o facilitador. Em menos de dois minutos, compro as moedas.

O ponto de venda do Social Game é a própria plataforma. O grande truque do Social Game é facilitar a compra dos recursos do jogo. Aliás, para qualquer negócio na Web isso vale. Apple Store tem um sistema de pagamento muito simples. Os sites de download, como Megaupload, idem. Veja que isso é determinante: eu posso até não querer ficar forte no jogo, mas as condições são tão facilitadas que acabo adquirindo. Quem nunca comprou algo por impulso? Agora tente lembrar: foi difícil comprar o que você adquiriu?

Não estou dizendo que todos nós iremos comprar créditos dos Social Games. Mas digo que, sem esses mecanismos facilitadores, eles teriam uma receita muito menor. Certa vez, em um evento de Social Media, um representante da Playfish disse que, em média, 10% dos jogadores acabam comprando, pelo menos uma vez, créditos dos jogos. Em 2010, o Brasil registrou 25 milhões de jogadores em Social Games. Se 10% disso gastasse 10 reais, seriam 2,5 milhões de reais. É bastante dinheiro.

Bom, mas se as empresas de Social Games acreditam que 10% dos jogadores gastam dinheiro nos jogos, nada mais lógico que uma das estratégias a serem adotadas é expandir sua base de jogadores, ou seja, que 10% de 25 milhões de pessoas se torne 10% de 50 milhões. Por isso que percebemos o quão insistente são os convites para chamar seus amigos a jogarem (=quem nunca ficou de saco cheio em receber convites de seus amigos para jogar?). Em muitos casos, para se tornar mais forte ou passar de fase, é necessário convencer seus amigos a jogarem. Eu mesmo já fiz isso.

Nesse caso, além de garantir uma chance maior dos jogadores gastarem dinheiro com os jogos, as empresas podem oferecer os espaços nos jogos para a publicidade, gerando mais receita. Imagine uma audiência de 25 milhões de pessoas diárias para você veicular a propaganda de seu produto. Para se ter uma idéia, 90% dos programas da televisão aberta não possuem uma audiência semelhante. Mas, apesar desse potencial, vi poucas ações publicitárias em Social Games. A de maior destaque foi do chocolate Bis no Colheita Feliz do Orkut.


Entretanto, tudo isso ocorre por conta da plataforma de rede social que os Social Games estão inseridos: Facebook e Orkut. Vale lembrar que a idéia de jogos sociais se origina antes do Orkut e Facebook começarem a se popularizar. Jogos como The Crims, Tíbia e tantos outros eram destaques (e sobrevivem até hoje, só que com menos força). Porém, foi a integração com as redes sociais que deu o upgrade necessário para se tornar um modelo de negócio. E, mais uma vez, o fator "facilidade" entra na história: muito mais fácil já utilizar uma rede de pessoas/amigos do que esperar que se forme uma dentro do seu jogo.

Então, se você quer ganhar dinheiro fazendo um Social Game, não esqueça dos quatro fatores:

- coloque a reputação/força como o principal objetivo do jogo
- tenha um sistema bem rápido e fácil de compra de créditos
- faça com que os jogadores sejam obrigados a chamar seus amigos para jogar
- instale-se em uma rede social

Praticamente uma receita de bolo. Vamos ver se essa receita chegou para ficar.

Já ouviu falar de Escala Europa?

By Marcos Singulano , In , , , ,

Já? Não? Pois é, eu mesmo descobri sobre ela a pouco tempo e hoje posso dizer que "caramba, como não conhecia isso antes?".

Não sei você se lembra do que falei um tempo atrás sobre os modos de cor RGB e CMYK. Pra resumir, RGB é o modo de cor usado em telas ou qualquer coisa que emita luz e CMYK é o modo mais usado para impressão e tintas.

E onde entra a Escala Europa? Então, cerca de duas semanas atrás, eu estava fechando uns arquivos na agência quando meu chefe me fez a seguinte pergunta: "E como você vai me garantir que esse verde que eu estou vendo na tela é o mesmo que vai sair no papel do cliente?"

A minha resposta foi a seguinte: "Aahh....ééé...."

Foi ai que fui apresentado para a Escala Europa!




Que maravilha, não? E então, o que é a tal da Escala Europa? Nada mais é do que um livro que possui quadros com as várias combinações da escala CMYK. E no que isso ajuda? Oras, você pode consultar como a cor que você escolheu para sua peça vai ficar na hora da impressão (ou pelo menos deveria ficar, dependendo da "idade" do livro a qualidade das cores pode estar um pouco defasada).

Por exemplo, você pode ver a diferença de um verde escuro elaborado com preto (seria algo como: C= 100% M=0% Y=100% K=40%) e um verde escuro elaborado com magenta ao invés de preto (C= 100% M=40% Y=100% K=0%).

É um recurso muito bacana que me ensinou a nunca confiar 100% no que vemos na tela (na tela, o contraste SEMPRE vai ser maior do que no papel), então agora sempre antes de fechar uma peça, consulte uma Escala Europa (se você não tiver uma dê uma procurada na internet, há lojas especializadas, contudo não é um preço muito acessível, eu mesmo ainda não achei uma para mim) que com certeza o resultado vai ser mais preciso do que você imagina.

E por hoje é isso. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão já sabem! Twitter @marcossingulano

Uma ótima apresentação sobre Social Media ROI - para leigos e experts

By Gabriel Ishida , In , , ,

Para quem não sabe o que significa ROI e, muito menos, Social Media ROI, recomendo investir dez minutos do seu dia para ler essa apresentação de Olivier Blanchard. Explica, de forma clara, como funciona o conceito e como isso se aplica a Social Media.


Fonte: Blog Hubspot.

Estamos chegando ao fim do Twitter? #not

By Gabriel Ishida , In , , ,

Para quem acompanhou as últimas notícias em Social Media (tirando os acontecimentos no Egito, que, pelamor, já deu o que falar né?), deve ter visto algo sobre a possível venda do Twitter para o Google ou o Facebook, por 10 bilhões de dólares. Se não viu, clique aqui e veja no Mashable.

Pois bem, antes disso, eu li um artigo de Jack London no "Pequenas Empresas, Grandes Negócios" falando sobre um "Adeus, Twitter". Por favor, leia e veja o que acha.

E depois da notícia sobre a possível venda, leio novamente um prenúncio do fim dos tempos aqui, em um artigo do Estadão. Perceba que ambos foram publicados em dois grandes portais.

Primeiro, julgar qualquer coisa na internet apenas pelo seu volume de tráfego, é a mesma coisa que tirar conclusão de um texto apenas pelo seu tamanho. A fragilidade da análise é grande. Visitantes únicos no site do Twitter não conta:

- Softwares e sites que utilizam a API
- Acesso via mobile

A justificativa utilizada é de que em 2009 houve um explosão de acessos, etc. Agora veja: se em 2009 eu estava acessando o Twitter via web, você não acha bem provável que, após um ano de uso, eu aprimore a minha experiência e utilize o Twitter em algum aplicativo, como Tweetdeck, ou que utilize via celular? Ou seja, ao meu ver, a causa da queda no volume de visitas se deve à consolidação do uso da ferramenta.

Na notícia do Mashable, havia dois grandes destaques sobre recordes de tweets por segundo. E, na minha experiência com monitoramento de buzz, só vejo crescer, cada vez mais, o volume de posts vindos do Twitter. Não vou dizer que volume de posts significa maior penetração da ferramenta, etc (=senão estaria sendo igual ao Jack London), mas pesa o fato das duas grandes potências na internet, Google e Facebook, estarem interessados na compra do Twitter. Pensar que "ah, está começando a entrar em crise, vou vender" é esquecer do outro lado. Ninguém compraria algo se ela não fosse rentável ou que não tivesse futuro.

E dizer que Google/Facebook vai mudar tudo no Twitter seria um tiro no pé. Como eu disse antes, a ferramenta está mais consolidada. O formato microblogging veio para ficar. Acredito (e é comprovado) que todo tipo de mídia não substitui nada: apenas remodela o universo midiático. Ou seja, para mim, essas idéias de "fim do Twitter" me lembram muito do começo de 2009, quando a ferramenta começou a explodir e diziam "o Twitter vai matar os blogs", ou seja, vida longa ao passarinho azul.

O pré e o pós #SuperBowl nas mídias sociais

By Gabriel Ishida , In , ,

Para quem não sabe, o SuperBowl, final da liga norte-americana de futebol americano, é o principal palco das propagandas que prometem ganhar seus Leões de Ouro em Cannes. Nessa vibe de mídia espontânea, mídias sociais e Trending Topics, podemos ter uma boa noção da repercussão das propagandas veiculadas no evento.

Houve algumas pesquisas que monitoraram as expectativas antes da veiculação. Uma delas veio da Meltwater Group, que monitorou o Twitter uma semana antes do jogo. O resultado você vê aqui. Perceba que a marca mais citada foi a Volkswagen. Quem costuma todo ano figurar entre os destaques é a marca de salgadinhos Doritos e nesse ano continuou em alta também.

Veja as propagandas veiculadas no canal do Youtube do SuperBowl e confira se realmente todo buzz gerado foi merecido.

Após o jogo, o site Boston.com fez um monitoramento no Twitter para ver a repercussão das propagandas em tempo real, sendo chamado de Brand Bowl (clique para conferir). Veja que, realmente, a propaganda da Volkswagen, com o mini Darth Vader, gerou uma ótima recepção no público. Entretanto, o que teve melhor desempenho, contando volume e aprovação, foi o comercial da Chrysler, com o rapper Eminem.

Surpreendeu-me que a Chrysler tenha conseguido um volume maior do que Volkswagen e Doritos, já que ambos possuem um perfil de "repercussão em buzz" por serem mais cômicos. Será que o espírito patriótico é mais forte do que o humor nos EUA? Ou será que a repercussão se deve justamente por comentários como o meu, questionando o motivo de essa propaganda está entre os destaques? Ou, terceira hipótese, a figura do Eminem pode ter trazido um grande volume para a marca? Só uma análise mais profunda de buzz poderia nos explicar.

Agradecimentos ao meu amigo @igorsousa pelos links oferecidos.

Dica de software: Corel Painter 11

By Marcos Singulano , In , , ,


Pra quem curte ilustração e design, hoje vou dar uma dica (quase propaganda) de um software muito bacana que conheci somente a um tempo atrás, por resistência a "produtos Corel".

Desde que comecei a trabalhar com design sempre usei softwares como o Photoshop ou o Illustrator. Como nunca ( e isso é nunca mesmo!) ouvi alguém me contar alguma coisa de bom do Corel, também não busquei alternativas, até que um tempo atrás no trabalho meu chefe me perguntou: "Você conhece o Corel Painter?"

Fiquei com aquela cara de bobo e disse que não obviamente, mas resolvi procurar pra saber mais a respeito e me surpreendi quando encontrei o Painter 11. É um software completamente insano que simula mais de 20 tipos de pintura como aquarela, lápis de cor, guache, sumi-e (técnica japonesa de pintura), tinta óleo...etc...

Ainda, dentro de cada tipo de pintura há uma série de presets que você pode escolher para seus pincéis como lápis desapontado e lápis apontado (sim, ele tem essa opção!). Confesso que ainda não consegui testar todos, de tantas opções disponíveis. O Painter ainda tem alguns detalhes bacanas como por exemplo ao usar tinta aquarela você pode literalmente adicionar água na camada em que você está trabalhando sua arte para suavizar a cor ou mesmo para misturar cores diferentes.

Outra funcionalidade bem interessante é a possibilidade de mudar a textura do papel. Ah, como assim? Por exemplo, um papel mais poroso para absorver mais tinta (mas confesso que ainda não tive tempo de testar como funciona isso!).


O que é legal também é que o programa aceita formatos PSD (Photoshop). Então se você tem uma fotografia ou um lineart bacana em photoshop é só jogar direto no corel e sair testando!

Recomendo pra todos que trabalham especialmente com ilustração, design, fotografia. E pra quem não trabalha nessas áreas, recomendo o download do programa mesmo assim, pois é uma ferramenta muito legal e muito divertida.

Você pode baixar a versão trial de 30 dias (que funciona 100%, até agora não encontrei nenhuma limitação mesmo sendo trial) diretamente do site da Corel AQUI.

Abaixo você pode ver uma imagem com algumas amostras de tipos de pincéis que você encontra neste software.


Até semana que vem!

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