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A informação quer ser grátis

By Gabriel Ishida , In

Primeiramente, a partir de agora, terei uma coluna no GameTV chamada Webbit e que abordará assuntos relacionados a webgames, com foco maior em social games. Toda quarta terá post novo e, inclusive, meu primeiro texto já está online. É sobre o social game Fifa Superstars. Leia aqui.

Para o post de hj, destaquei uma parte do livro "Free" de Chris Anderson que achei interessantíssima. Está no capítulo 6, cujo nome leva ao título do post: "A informação quer ser grátis".

Stewart Brand, fundador do Whole Earth Catalog, modificou um dos sete princípios que Steven Levy definiu como "ética dos hackers" em seu livro "Hackers: Heroes of the Computer Revolution" de 1984. O terceiro princípio é: "Toda informação deve ser grátis". Brand reelaborou para "Toda informação quer ser grátis". E complementou: "Por um lado, a informação quer ser cara, por ser tão valiosa. A informação certa no lugar certo muda a sua vida. Por outro lado, a informação quer ser grátis, porque o custo de acessá-la está sempre caindo. Então você tem essas duas forças lutando uma com a outra."

E Brand explica o que quis dizer, principalmente sobre o paradoxo entre o grátis e o caro: "Ela (a nova frase) muda a perspectiva de si mesma para o fenômeno, e o fenômeno é o que o valor provém dessa forma peculiar de compartilhamento. (...) Em argumentos que eu ouvia sobre a propriedade intelectual, ambos os lados faziam todo o sentido e essa é a definição de um paradoxo. Os paradoxos estão por trás das coisas que importam para nós. O casamento é um paradoxo: eu não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela. As duas afirmações são verdadeiras. E a dinâmica entre essas duas afirmações é o que mantém o casamento interessante, entre outras coisas.
Os paradoxos são o oposto das contradições. As contradições se fecham em si mesmas, mas os paradoxos se mantêm evoluindo, porque, cada vez que você reconhece a verdade de um lado, é apanhado pela verdade do outro lado.
Durante uma conferência, algumas pessoas estavam distribuindo shareware gratuito e outras estavam vendendo software de cópia controlada por milhares de dólares. Então, o preço que podia ser cobrado por isso ainda estava no processo de ser descoberto e o preço evoluía tanto para baixo quanto para cima. Em outras palavras, o mercado nunca se estabilizava no sentido normal. As pessoas estavam cobrando o que o tráfego era capaz de suportar e o tráfego suportava todos os tipos de preços muito bizarros. Era possível manter corporações sendo um completo bandido".

Para ele, a relação entre bits e informação é analogamente como um bar: "O bar proporciona um lugar para interação social e conversas, mas não cobra por isso. Ele só cobra pela cerveja que lubrifica essas interações. Você (dono do bar) descobre algum item para cobrar, como os canecos de cerveja ou algum outro equivalente, como a propaganda adjacente. Você sempre acaba cobrando por além da informação". Ou seja, para concluir, os bits são apenas suporte para a informação. O uso dela é livre.

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