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Apocalypse Now!

By Gabriel Ishida , In

Esse post pode ser considerado uma resposta ao post do meu amigo Capivara em seu blog Mera Falácia. Mas a resposta é um gancho para outra questão também pertinente ao assunto a ser tratado.

Primeiramente, apresento o post do blog Coxa Creme de 3 de Abril de 2009 que me inspirou a blogar nesse momento.

O Nosso Caos Particular, de Neto.

Eu e meu colega midiálogo Capivara tratamos, em nossos respectivos blogs, sobre a questão dos serviços pagos na Web. Acredito que tanto eu quanto ele não chegamos a conclusão de um modelo de negócio aceitável e adequado para a Web. Eu defendo, ainda de maneira forçosa, que o modelo de restrição parcial de acesso é a melhor saída. Acredito que o acesso nunca deva ser fechado, mesmo que isso signifique o mínimo de informação. Por isso que critico tanto a forma de agir da Last.fm.

E com o post de Neto, percebo que essa busca pelo modelo de negócio online é uma busca pela Arca Perdida. Os dados que ele passa sobre as outras mídias são alarmantes. E os dados sobre os modelos na Web não são tão agradáveis também.

Dizem que a TV Digital irá salvar todo esse cenário e propor formas sustentáveis de media business. Não creio que seja assim. Conforme o Capivara mencionou em seu blog, atualmente temos o pensamento de lugar público para a Web. Isso, ao meu ver, é um dos paradigmas que sustentam a rede de hoje. Por isso que as dificuldades de ganhar dinheiro sejam, justificativamente, tão exaltadas. "Caiu na Web, é da galera" no jargão da palavra, fazendo menção e paralelo aos casos de fotos íntimas e constrangedoras.

Mas também concordo que a iniciativa privada que sustenta essa nossa atual Web. É complicado, realmente, transformar privado em público. Mas creio que toda empresa, ao se propor a aventurar na Web, precisa ter consciência de que a Web não é uma mídia igual as outras. Na Web, às vezes dar não significa receber.

No caso de empresas que buscam afirmar sua marca na Web, isso é muito evidente. As grandes empresas já perceberam que a Web não serve para fazer negócios. Serve para criar relacionamentos, trocar experiências e acima de tudo, evangelizar clientes. Eu mesmo sou evangélico adotado da Pepsi, pelas campanhas muito inovadoras (ao meu ver) feitas na Web. A recompensa que a Pepsi ganha de mim não é a compra direta de produtos no site deles. É na forma que eu vou falar dessa marca para meus amigos. Às vezes eu nem preciso gostar da bebida (no meu caso eu amo) mas só o fato de eu curtir o que eles fazem, já uma ótima recompensa para a Pepsi.

Mas já no caso de empresas feitas na Web, como as que administram ferramentas como Last.fm, realmente, o modelo de negócio está ainda na sua busca pela estabilidade. Links patrocinados, acesso privilegiado, etc. ainda estão em fase de aceitação. Complicado esse assunto, pois cada caso possui variáveis comerciais e de funcionalidades que dificultam a construção de um paradigma comercial e lucrativo para a Web.

Reforçando meu ponto: acredito que o modelo de acesso pago e privilegiado é a forma mais aceitável no momento. Não é o ideal, ao meu ver, mas é a forma que mantém o que a Web criou e fincou no mundo: a cultura do acesso.

3 comentários:

barra/.ponto disse...

restringir acesso para monetizar preserva a natureza da web como uma cultura de acesso ainda que limitado, mas contraria a cultura da internet de descentralizar a computação.
a comunicação é um ramo de exploração comercial hoje, mas antes de ser um serviço comercial, é uma demanda social. assim como o software e a cultura estão voltando à forma de bem comum e questão comunal (de comunidade), a comunicação com certeza será re-absorvida para o campo do comum. resta imaginar como.

7 de abril de 2009 11:54
Gabriel Minoru Ishida disse...

Em um curto prazo, não consigo imaginar um paradigma para a sustentação comercial na Web. Cada caso é um caso específico. Youtube tem variáveis diferentes que o Last.fm. Variáveis que chegam a ser casos específicos e muito díspares.

Voltar para a forma comunitária é a tendência, mas tudo depende das novas tecnologias afilhadas da Web que irão surgir dentro de 10 anos. Elas ditarão os rumos. O que resta saber é se o que a Web deixou será herança ou esquecimento para as novas ondas hi-tech.

13 de abril de 2009 00:27
barra/.ponto disse...

agora eu imagino um modelo: a web 3.0 (como defendida pelo tim berners-lee no campus party). servidores descentralizados, (micro)formatos embutidos no html gerando conteúdo indexável e softwares livres de rede acelerando o processo.
culturalmente, seria como tirar a web colaborativa do shopping e deixar cada um ter sua barraquinha em casa. na verdade, é BEEEM melhor que isso (dada a escalabilidade e replicabilidade).

15 de abril de 2009 09:03

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