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Catracalizando a rede

By Gabriel Ishida , In

Bom, depois de um excelente Carnaval e um início de aulas no meu último ano de faculdade, cá estou novamente escrevendo no blog, com dois avisos:

1 - Não sei se vocês acompanham, mas faço parte da equipe de conteúdo do blog CromossomoP, juntamente com meus amigos Kai, Parker e Fernando. É um blog sobre audiovisual em geral e eu estou responsável pelas novidades que aparecem na Web, juntamente com o Kai. É um blog super bacana e com gente de primeira linha. Recomendo a assinatura do Feed.

2 - O artigo de hoje é mais um protesto do que uma reflexão, então se preparem.

O projeto e o seu resumo

Bom, li ,durante o carnaval, uma reportagem sobre internet no jornal Correio Popular de Campinas, falando sobre um projeto da Universidade de Stanford. O projeto consiste, basicamente, em planejar uma "nova internet", em que os usuários não fossem mais anônimos ou simples IP's, ou seja, seríamos, a grosso modo, um perfil do Orkut dentro de toda rede e isso seria necessário para entrarmos na Internet. Assim, a internet de hoje seria extinta e o projeto daria forma para essa nova rede.

Algumas indagações a respeito...

Um dos argumentos usados para a criação desse projeto é a insegurança generalizada e o temor que hackers e possíveis terroristas criam na internet. Medo compreensível, é claro, afinal, o mundo hoje gira em torno da internet e a conseqüente globalização. Imagina se um ataque hacker atinge a Bolsa de Valores de Londres...
Os criadores do projeto defendem que a internet de hoje possui muitas brechas em sua programação e que a nova internet seria programada mais seguramente para possíveis danos.

O porquê do meu protesto.

Para começar, quem disse que dando nome aos bois a internet ficará mais segura? Assim como os perfis do Orkut, acredito que seja o mesmo paralelo para a criação de "fakes" e, assim, sairia na mesma ( = no caso aqui, seria mais ou menos como se forjassem um registro pessoal para entrar na rede). Apenas se fosse feita uma grande triagem e seleção de informações para conseguir um controle de usuários, mas aí vejo obstáculos tanto burocráticos quanto de uso. Imagina se, a cada entrada na rede, você fosse requisitado a preencher um formulário? Desmotivaria qualquer um. Além disso, a internet se transformaria em algo totalmente diferente do que temos hoje, e tenho certeza que regrediríamos a 1990.
E outra, quem me garante que as informações pessoais transmitidas serão usadas apenas para "segurança"? Se alguém utiliza essas informações para proveito pessoal ou até mesmo, para espionagem? Acredito que seja muito mais fácil para alguém utilizar as informações já disponíveis do que caçar na rede atual e fazer o mesmo.
Para mim, essa nova rede seria muito mais perigosa do que a que temos, justamente por todos nós sabermos que as informações com certeza estão na nova rede. Dou total compreensão dos perigos que nossa internet de hoje possui para o mundo, mas essa nova internet seria, ao meu ver, mais uma oportunidade do que uma salvação.
E a internet já evoluiu tanto dessa forma que conhecemos, por que mudar em time que tá vencendo? Os modelos de negócios estão todos focados na internet, o mundo gira em torno da sociedade em rede...enfim, acredito que essa nova internet seria um belo fracasso mundial para os meios de comunicação.

1 comentários:

barra/.ponto disse...

vamos contornar a inocência do projeto. o problema persiste: a rede não é habitada exclusivamente por humanos. o meu pc tem um IP. meu lap tem um IP. o iPhone do meu primo tem um IP. vocês vêem onde isso está indo, certo?
então prossigamos: meu servidor roda um crawler, um progaminha básico feito em python que passeia por aí. o IP dele é compartilhado com outros usuários do mesmo servidor, embora ninguém tenha controle algum sobre o que o IP está acessando. e é melhor que ninguém tenha.
a internet de humanos não vai rolar tão cedo. e esse certamente não é o caminho.

14 de março de 2009 18:32

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