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Portas trancadas e pedagiadas.

By Gabriel Ishida , In

Antes de mais nada, gostaria de falar que acrescentei o blog da minha veterana favorita em meu blogroll. Recomendo a todos que dêem uma passada lá e vejam o blog de minha amiga Liene. Muito bacana mesmo, beijão Li.

Bom, sobre o post anterior, esqueci de completar que ARG é como se fosse um "mundo" alternativo criado para formentar e envolver o público-alvo de uma marca e produto. Tem dado muito certo com produções midiáticas, como filmes, games e seriados.

Mas enfim, o post de hoje é mais para expressar uma opinião. Andei lendo pelos meus feeds e um papo muito recorrente atualmente é a questão dos serviços pagos na internet. Começou com umas suspeitas no Twitter (parece que se confirmou mesmo) e agora apareceu o tradicional Last.fm que começaria a cobrar pelos seus serviços. Não condeno a cobrança, mas sim o que acarreta para a Web. Explico.

Imagine o Last.fm com serviço pago. O usuário só pode escutar 30 músicas gratuitamente. Para escutar mais, tem que pagar. Agora o Flickr: você pode postar 100 mbs por mês e um número limitado de álbuns. O serviço pago permite que seja capacidade ilimitada, livre de propagandas e reprodução em HD para os vídeos. Isso tudo por 4 reais ao mês. Agora o Rapidshare: espera por slot de no máximo um minuto e meio, velocidade limitada e tamanho limitado para upload. Conta paga tira tudo isso.

Agora, qual a diferença entre o Last.fm e os dois? Para mim, tem tudo! Last.fm limita a coisa mais essencial da Web: o acesso. A Web vive do acesso. Acaba com isso, acaba-se tudo. É muito melhor que o acesso esteja limitado (= Flickr, Rapidshare e tantos outros) do que não tenha acesso. Lógico que a Last.fm envolve direitos autorais (que anda pegando muito pela web e eu fui vítima disso - clique aqui e veja meu post) e isso deve refletir no contrato de uso das músicas pelo site. Se é isso que está limitando as coisas, o mercado de músicas deveria olhar para seu próprio tempo.

Mas nada muda o fato desse site preferir negar o acesso ao invés de encontrar uma saída para apenas limitá-lo. Como eu li em algum lugar na Web: o futuro está no acesso, não na propriedade. Ir contra isso é ir contra o futuro.

Games e Cinema: uma questão de adaptação?

By Gabriel Ishida , In

Incrível pensar como uma história, presente em qualquer mídia, pode ser abraçado de tantas formas pelo espectador. Podemos simplesmente acompanhar, falar bem e divulgar na internet, personalizar seu modo de vida e até mesmo fantasiar com a história. Mas há uma forma muito mais interessante, sob o ponto de vista da marca. É o ARG.

ARG (= Alternate Reality Game) é a forma que tanto uma marca ou produto pode construir. No segundo filme do Batman, por exemplo, construiu-se um ARG baseando-se nos personagens principais do filme, como o Coringa e o Harvey Dent. No seriado Lost, também temos um ARG bem construído, em que a trama escapa das telas e passa pela internet. Eu acompanho Lost e dizem que eu saberia muito mais da série se explorasse esse ambiente construído na Web.

Mas esses dois casos são intenções da própria empresa. E quando o próprio fã constrói um ARG? Principalmente em HQ's ( = histórias em quadrinhos) temos muitas histórias que são criadas por fãs. Às vezes eles criam por causa do fim da história ou às vezes eles criam por achar conveniente. E por ser feito por um fã, essas histórias costumam dar continuidade ao sucesso, mesmo com o fim da série. Isso para uma empresa é fantástico, porque não se gasta nada e vê sua marca ainda em atividade.

Nos quadrinhos isso é comum, mas atualmente percebo que se começou um movimento de ARG's para os games. Jogos famosos também possuem fãs, assim como nos HQ's. E esses são um público precioso para as empresas. Assim, vimos uma ascensão de produções cinematográficas inspiradas em quadrinhos e atualmente começamos a ver filmes com inspiração em games.

O fato é que como essa febre por filmes de games está começando, muita gente ( = fã de algum game) resolveu começar a fazer seus próprios vídeos. E está saindo muita coisa boa e estamos vendo novos talentos por aí. E as empresas agradecem a propaganda espontânea.

Assim, esses vídeos feitos por fãs criam um ARG para o game e atrai milhares de visualizações nos Youtubes da vida. Não sei se essa onda é causada por incompetência das grandes produtoras ao fazerem filmes sobre games ou se é apenas uma ânsia e tietagem de um fã. O fato é que eu vejo muitos vídeos no Youtube, inspirado em games, que são beeeeeem melhores que muitos filmes. Fico pensando: será que essas produtoras não percebem que fazer um filme sobre games possui um mínimo de itens básicos para ser algo agradável para os fãs?

Acho que com esses ARG's vindo dos fãs, as produtoras possam ter uma noção do que é um game adaptado para o cinema. Logo abaixo, posto dois vídeos, ambos inspirados no game Half-Life. Vejam que legal.



Assinatura digital

By Gabriel Ishida , In

Antes de tudo, após ler "Cultura da Interface" de Steve Johnson, resolvi começar a ler "Blog Marketing" de Jeremy Wright. Estou no começo, mas quando tiver algo interessante no livro, eu posto por aqui.

Mas é curioso que, vendo as listas de livros sobre o blogs, as principais referências bibliográficas sejam estrangeiras. Até parece que os latinos, especialmente os brasileiros, não possuam nada a acrescentar na blogosfera. Nesse ponto, sou ufanista: acredito que o brasileiro utiliza as redes sociais de formas tão incríveis que sejam até únicas no mundo. Mas isso é outro assunto.

Ontem, no meu MSN, apareceu meu xará (e xará inteiro!): se chamava Gabriel Ishida também. E ele tocou num ponto que rendeu esse post: a questão da construção de uma identidade e assinatura digitais. Nós dois estávamos enfrentando um problema nesse ponto: quando se digitava Gabriel Ishida no Google, aparecia referências a nós dois, porque ambos utilizávamos Gabriel Ishida como assinatura na rede. E isso poderia render uma confusão profissional, obviamente.

Consertamos e ajeitamos as coisas. Agora, aonde for possível, eu assino como Gabriel Minoru Ishida ou Gabriel M Ishida. Algumas coisas não para serem mudadas, como meu Twitter e endereços de e-mail, mas o resto, como as redes sociais e as referências ao meu blog, eu mudei. Tive até que mudar minha referência científica na Plataforma Lattes.

Enfim, o ponto que quero refletir é justamente essa nossa marca de identidade digital que criamos quando participamos na rede. Quando criamos uma conta em qualquer rede social ou em qualquer parte da Web, não temos muita consciência de que estamos criando uma identidade na rede, uma marca pessoal de cada um na rede. Eu só senti o peso e o conceito dessa identidade mais profundamente com essa confusão de ontem com meu xará. Todas minhas referências que leio na rede (= alguns estão lendo esse post) sabem da importância dessa identidade. É o que nos destaca na rede, o que traz reconhecimento pelos nossos trabalhos, o que nos diferencia de Gabriel Ishida com Gabriel Hishida.

Assim, quando tive que mudar para evitar a confusão (= ele também colocou seu sobrenome na sua assinatura, e graças a deus não era igual ao meu *só faltava*) eu senti que tudo que havia construído na Web pode ter perdido um pouco da força de identidade que tinha. E parece que tudo ficou desligado de mim, de alguma forma. Talvez na prática isso não tenha sido nada demais, mas que senti isso, senti.

Uma divergência entre o meio e o pensamento.

By Gabriel Ishida , In

Hoje em dia, após ter uma certa vivência em comunicação, percebo que um roteiro ou uma redação claros e precisos são diferenciais no âmbito profissional e em nossa área de atuação.

Há um certo tempo, vi uma reportagem (não lembro a fonte, mas creio que era um site sobre mercado de audiovisual) que a profissão de roteirista era a mais bem paga no mercado, sendo a média de salário quase 3 vezes maior do que o segundo colocado, a de produtor. Pensei com meus botões: "hmm, deve ser porque o roteirista precisa de mais cabeça e criatividade para criar o conteúdo, por isso ele é tão valorizado". Mas hoje, percebo que toda área de comunicação precisa de inovação e criatividade, independente de sua função. Se não, não haveria Oscar de Melhor Som, Melhor Fotografia, etc, áreas que teoricamente são de extrema técnica.

Excelência técnica qualquer bom profissional formado consegue ter. O diferencial é usar essa excelência para criar algo novo, ou dar sentido para alguma coisa. Por isso que essas premiações, não só no Oscar, mas em todas as áreas da comunicação (desde design e jornalismo até publicidade) não são apenas prêmios para melhor técnica.

Mas assim, com isso em mente, pensei: "Mas se em toda área exige inovação e criatividade, por que o roteirista é tão valorizado?". Hoje eu sei a resposta. Um excelente roteirista, além de ser criativo e inovador, sabe transmitir o que criou para o papel. Simples, ele consegue fazer com que qualquer um consiga entender o que ele criou, lendo seu roteiro. E isso não é coisa fácil de se conseguir. Sei disso vivendo na pele o problema.

Eu pensava: tenho tantas idéias que dariam um roteiro legal. O problema é que, quando passo para o papel, quase ninguém vê o que eu quero que vejam. E o problema se agrava quando você não tem tanta familiaridade com o meio que está lidando.

Resumindo: expressar-se através de uma redação ou de um roteiro é uma coisa muito complexa. Mas acredito que a força da expressão não é algo que dependa exclusivamente de talento (ao contrário de tantas outras coisas). Acho que o primeiro passo é conhecer bem os meios de comunicação. Sabendo suas nuanças, suas características, suas possibilidades e usos, já é um bom indicador e referência para escrever algo. Depois, aprender a descrever e utilizar a linguagem desses meios é o grande desafio, em que os que conseguem são recompensados.

Assim, hoje eu prefiro algo bem escrito e claro com uma idéia razoável a algo mal escrito e escuro com uma idéia genial.

Catracalizando a rede

By Gabriel Ishida , In

Bom, depois de um excelente Carnaval e um início de aulas no meu último ano de faculdade, cá estou novamente escrevendo no blog, com dois avisos:

1 - Não sei se vocês acompanham, mas faço parte da equipe de conteúdo do blog CromossomoP, juntamente com meus amigos Kai, Parker e Fernando. É um blog sobre audiovisual em geral e eu estou responsável pelas novidades que aparecem na Web, juntamente com o Kai. É um blog super bacana e com gente de primeira linha. Recomendo a assinatura do Feed.

2 - O artigo de hoje é mais um protesto do que uma reflexão, então se preparem.

O projeto e o seu resumo

Bom, li ,durante o carnaval, uma reportagem sobre internet no jornal Correio Popular de Campinas, falando sobre um projeto da Universidade de Stanford. O projeto consiste, basicamente, em planejar uma "nova internet", em que os usuários não fossem mais anônimos ou simples IP's, ou seja, seríamos, a grosso modo, um perfil do Orkut dentro de toda rede e isso seria necessário para entrarmos na Internet. Assim, a internet de hoje seria extinta e o projeto daria forma para essa nova rede.

Algumas indagações a respeito...

Um dos argumentos usados para a criação desse projeto é a insegurança generalizada e o temor que hackers e possíveis terroristas criam na internet. Medo compreensível, é claro, afinal, o mundo hoje gira em torno da internet e a conseqüente globalização. Imagina se um ataque hacker atinge a Bolsa de Valores de Londres...
Os criadores do projeto defendem que a internet de hoje possui muitas brechas em sua programação e que a nova internet seria programada mais seguramente para possíveis danos.

O porquê do meu protesto.

Para começar, quem disse que dando nome aos bois a internet ficará mais segura? Assim como os perfis do Orkut, acredito que seja o mesmo paralelo para a criação de "fakes" e, assim, sairia na mesma ( = no caso aqui, seria mais ou menos como se forjassem um registro pessoal para entrar na rede). Apenas se fosse feita uma grande triagem e seleção de informações para conseguir um controle de usuários, mas aí vejo obstáculos tanto burocráticos quanto de uso. Imagina se, a cada entrada na rede, você fosse requisitado a preencher um formulário? Desmotivaria qualquer um. Além disso, a internet se transformaria em algo totalmente diferente do que temos hoje, e tenho certeza que regrediríamos a 1990.
E outra, quem me garante que as informações pessoais transmitidas serão usadas apenas para "segurança"? Se alguém utiliza essas informações para proveito pessoal ou até mesmo, para espionagem? Acredito que seja muito mais fácil para alguém utilizar as informações já disponíveis do que caçar na rede atual e fazer o mesmo.
Para mim, essa nova rede seria muito mais perigosa do que a que temos, justamente por todos nós sabermos que as informações com certeza estão na nova rede. Dou total compreensão dos perigos que nossa internet de hoje possui para o mundo, mas essa nova internet seria, ao meu ver, mais uma oportunidade do que uma salvação.
E a internet já evoluiu tanto dessa forma que conhecemos, por que mudar em time que tá vencendo? Os modelos de negócios estão todos focados na internet, o mundo gira em torno da sociedade em rede...enfim, acredito que essa nova internet seria um belo fracasso mundial para os meios de comunicação.

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